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História Sobre uma garota e um badboy - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Não, de novo não!


Fanfic / Fanfiction Sobre uma garota e um badboy - Capítulo 4 - Não, de novo não!

Castiel

Já no hospital, a mãe de América e eu aguardamos notícias em silêncio. Eu não sabia nem o que poderia falar para ela. Eu havia feito aquilo. Tudo era culpa minha. Se eu estivesse prestando atenção no que deveria ao invés dos meus devaneios, nada disso teria acontecido.

O médico vem depois de longos minutos de espera. Ele diz que ela está bem, mas quer que passe a noite aqui para observação. E também, que é bem possível dela não lembrar do acidente. Mas nos exames preliminares ela não teve nenhuma perda de memória significativa. Assim, permitiu que entrássemos.

Fiquei parado no meu lugar, tinha quase certeza que a mãe dela nunca iria querer a filha perto de mim depois de tudo isso. Pelo contrário, ela nota que não a segui e fica me esperando.

- Vamos?

- Acho melhor não. – dei um sorriso amarelo.

- Foi um acidente. Não se culpe por isso. Ela está bem agora.

Eu sorri com o conforto e levantei para poder ir até o quarto. América estava dormindo no momento, então Elena me manda ir para casa descansar. Pediu o meu número que ela me avisaria qualquer coisa.

Eu não queria obedecer, mas não adiantaria nada eu ali, no momento, ela estava bem, apenas desacordada. Então fui para casa. Tomei um banho e deitei, mas não preguei o olho, estava preocupado demais para isso.

No dia seguinte, já na escola, contei para o pessoal o que havia acontecido e porque América não havia vindo para aula hoje. Eu estava aflito, não tive nenhuma notícia até o horário do almoço, quando a mãe dela me manda mensagem falando que ela receberia alta essa tarde mesmo e que estava tudo bem.

Ao final do dia escolar, fui o mais rápido possível para casa, mas tomando todos os cuidados para não lavar outro susto desse. Toquei a campainha, mas elas ainda não haviam chegado. Sentei nos degraus ali da entrada e fiquei esperando.

Depois de alguns minutos, vejo um carro parando em frente e elas descendo. Tentei disfarçar minha preocupação e ansiedade, mas estava na cara que não conseguia. Ela me olhava espantada, claro, o que eu estaria fazendo ali?

- Como você está?

- Se mais alguém me perguntar isso hoje, eu mato! – é, ela já está bem.

- Eh... – não conseguia pensar no motivo que eu estava ali, eu nem a conhecia direito, mas tinha que falar algo. – Eu só queria ver como está, afinal fiquei preocupado depois que te atropelei.

- Foi você então? – ela me olha surpresa. – Estou bem, pode despreocupar. Obrigada por vir. – ela não demonstrou nenhuma raiva pela situação, me deixando mais aliviado.

- Bom, então, já vou indo. Me perdoe pelo ocorrido, eu realmente não te vi atravessar a rua.

- Só tome cuidado... para não acontecer de novo.

Acenei com a cabeça e fui em direção a rua, esbarrando no ombro dela sem querer. Ficamos tão próximos que podia sentir seu cheiro, sua respiração, sua pele... como se tudo me chamasse para ela, como se me atraísse.

Não ia fazer essa burrada, mal a conhecia, não podia fazer isso, eu não quero nada com ninguém.

- Não, de novo não!

Ela me olha confusa, tentando entender o que acabei de dizer. Eu só consegui me virar e sair de perto, me afastar. Me afastar de qualquer coisa que estava sentindo nesse momento.

Coloquei meu capacete e sentia seu olhar nas minhas cotas, me queimando. Subi na moto e segui para a rua de trás. Cheguei em casa e brinquei um pouco com Dragon, mas não conseguia tirar esse momento de minutos atrás da minha cabeça. Estava sentindo meu estomago revirar e minha cabeça latejar.

A campainha me tira dos devaneios.

- Será que hoje conseguimos ensaiar? – questiona Leigh quando abro a porta. – Afinal, vamos tocar no barzinho esse fim de semana.

- Irmão, ei... – Lysandre tenta o repreender, mas interrompo.

- Ele tá certo. Preciso me concentrar.

Mas está difícil com essa cabeça à mil.

Foco no que precisamos fazer agora e era a única coisa que precisava me concentrar. Foda-se o resto, Castiel.

Por algum motivo divino, eu consigo me concentrar e o ensaio rendeu bastante. Não tinha nada na minha cabeça que não fosse acordes ou letras de músicas. Finalizamos depois de duas horas. Leigh disse que tinha que ir porque iria sair com Rosalya. Lysandre decide ficar mais um pouco para podermos jogar umas partidas de videogame.

- Teve notícias da América? – ele pergunta, enquanto ligo o parelho.

- Ela já teve alta. – falo, como quem não quer nada. – Passei na casa dela mais cedo, ela tá bem.

- Passou na casa dela? Você sabe onde ela mora?

- Lysandre e sua cabeça de vento. – brinco com ele. – Os olhos coloridos são lindos, o rostinho angelical, mas a memória é pior que de um peixe. – ele joga uma almofada na minha direção, me fazendo rir. – Eu falei hoje mais cedo quando contei que atropelei ela.

- Ah. – ele dá um tapa na testa. – Verdade! Lembrei.

Ficamos jogando um tempo, até ele levantar falando que tinha que ir embora. Ajeito tudo ali em baixo e subo para tomar um banho. Coloquei uma bermuda qualquer e me joguei na cama. Precisava urgentemente dormir para acabar com esse dia logo.

 

América

Depois de ter chegado em casa, vindo do hospital, e aquele episódio com Castiel que estou até agora sem entender. Minha mãe me grita lá de baixo falando que eu tinha visita.

O que será que ele quer agora?

Mas não era o Castiel.

- Rosa? O que faz aqui?

- América! – minha mãe repreende.

- Desculpa, não é desfeita. É surpresa mesmo. – disse, mais para minha mãe do que para a platinada que sabia o porquê da pergunta. – Como sabe onde moro?

- O Castiel contou do seu acidente hoje na aula e falou que vocês eram vizinhos.

- Ele mora por aqui? – pergunto, curiosa.

- O que acha que ele tava fazendo perto da sua casa? – Rosalya questiona com um ar sarcástico.

- Entendi. – disse, meio decepcionada. – Mas e você, mora por aqui também?

- Não. – ela ri. – Leigh veio para o ensaio da banda e eu aproveitei para te ver.

- Ensaio? Banda? Que banda?

- Nossa, menina, preciso te atualizar de bastante coisa.

- Nada melhor que um lanchinho para acompanhar. – minha mãe surge da cozinha com uma bandeja de comida.

Nem vi ela saindo da sala.

- Oba! Melhor coisa. Ainda mais quando to morrendo de fome. – Rosa já ataca o sanduiche que tinha ali.

- Vou deixar você conversando e vou no mercado. Juízo em meninas!

- Pode deixar, tia!

Eu juro que vi minha mãe vibrar ao ouvir Rosa chamando-a desse jeito. Digamos que depois de muito tempo, alguma “amiga” minha aparece na minha casa. E digamos que minha mãe se preocupava bastante por me ver muito sozinha.

A platinada me falou sobre a banda dos meninos, sobre algumas fofocas da escola. Aproveitou para me entregar os cadernos com as matérias e eu fui tirando fotos das páginas enquanto conversamos e comemos.

Escuto a campainha tocar depois de um bom tempo. Bom, a minha mãe não tocaria. Levantei e abri a porta dando de cara com um menino um pouco mais velho que eu, aparentemente. Moreno, com roupas vitorianas que me lembravam bastante o Lysandre.

- Oi, amor! – Rosa aparece atrás de mim. – América, esse é o Leigh, meu namorado.

- Muito prazer, América. Já ouvi bastante sobre você em um dia.

- Rosa!

- Quê? – ela se faz de desentendida. – Bom, vou deixar você em paz, baixinha. Deixei meu número anotado no papel em cima da mesa de centro, me manda mensagem para salvar seu número, ok?!

Fiz que sim com a cabeça e nos despedimos. Ela ia sair com o Leigh e não podia ficar mais. Aproveitei o horário e fui colocar algumas coisas em ordem já no meu caderno.

- Cadê a Rosa? – levo um susto com minha mãe na minha porta.

- Já foi, saiu com namorado. – respondi, depois de me recuperar.

- Gostei dela, muito animada! E se veste muito bem.

- Esse elogio eu vou repassar, já que ela quer ser estilista.

- Que legal. Bom, vou arrumar a janta. Uma lasanha?

- Com toda certeza!

Ela sai rindo e depois de alguns minutos, sinto o cheiro vindo do primeiro andar e desci correndo, antes que minha mãe me chamasse.

No dia seguinte, me arrumo e vou para escola de ônibus, porque hoje minha mãe iria sair mais tarde de casa. Quando cheguei, vi logo o grupinho do pessoal num canto da parte de fora. Fui até eles que me cumprimentaram, querendo saber se eu estava bem mesmo.

Vejo Castiel bufar e sair de perto, acendendo um cigarro. Juro que não entendo ele, uma hora todo amigo, outro parece que não me suporta. Mas enfim, só continuo como se nada tivesse acontecido.

Quando o primeiro sinal tocou, Rosalya e eu seguimos para o campo. Ela me levou até o treinador e foi se trocar.

- Bom dia. América, ne?!

- Isso.

- Joga em alguma posição específica?

- Meia-atacante, normalmente.

- Ok. Vamos ver nos treinos.

Depois do treino, tomamos um banho e nos vestimos. Rosa e eu fomos até os armários no segundo andar para poder guardar as coisas e ir para a aula de Francês.

Andando para a sala e conversando, fico tão entretida no assunto que paro apenas quando sinto me chocar em algo.

- Olha por onde anda. – ou alguém.

- Des... –

A menina na minha frente me empurra e eu vou pro chão, já que não esperava a reação agressiva. Até porque não fiz por querer. Quando olhei pra cima, havia três garotas, a que me empurrou foi a loira com uma aparência familiar, estava com cara de irritada, com raiva.

- Sem desculpas, garota! Pegue minhas coisas!

- Oi?

- Você ouviu, pegue tudo o que derrubou!

- Eu não sou sua empregada, não vou pegar nada. Você que se abaixe e pegue. – disse me levantando e me recompondo.

Olhei para o lado, tinha algumas pessoas em volta, olhando com curiosidade para entender o que havia ocorrido.

- Olha, garota, você não sabe com quem está lidando! – ela me ameaça.

- Ui! Que medo!

Ao dizer isso percebi que a menina ficou mais vermelha, mas apenas entrei para a sala, onde fui até a carteira ao lado do ruivo e me sentei, irritada. Sinto Castiel com um sorriso cínico no rosto, só que decidi ficar na minha.

A professora chega, dispersando o grupinho que esperavam a continuação da cena linda que havia acontecido.

Hoje minha sala tinha aula apenas até meio dia. Então, não fomos para a cantina e sim para a saída. Acabamos vendo uma movimentação na quadra. Vimos a loira jogando vôlei e decidimos entrar na brincadeira. Nos espalhamos entra os times e eu fiquei contra a menina que me fez pagar um mico mais cedo.

Com o jogo seguindo, fui dar uma cortada que foi certeira na cabeça da menina. Justo ela.

E o escândalo começou.

Ela gritava demais, falava que ia morrer, que eu ia pagar pelo que eu fiz. Até que o Nathaniel chegou, e perguntou o que houve. Expliquei tudo e ele foi até ela para ver como estava, será que havia algo entre os dois?

- Não se desespere, ele conhece a irmã que tem. – disse Rosalya, vindo pro meu lado.

- Irmã?

- Sim, eles são irmãos gêmeos. Ela é Ambre, o inferno da escola, ela dá um jeito de pegar no pé de todos, menos do Castiel.

- Por que menos do Castiel? – olhei para ele.

- Porque ela é apaixonada por mim. – fala dando de ombros.

Rimos da cena e decidimos ir embora. Despedi de todos e estava caminhando para o ponto de ônibus e, pela visão periférica, vejo uma moto parar do meu lado.



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