1. Spirit Fanfics >
  2. Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada >
  3. O teste pros Kestrels

História Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


É a sétima temporada, meu povo!
Mas ela não começa em Hogwarts, e sim nas férias

Capítulo 1 - O teste pros Kestrels


Fanfic / Fanfiction Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 1 - O teste pros Kestrels

Último ano em Hogwarts (snif, snif...). Último ano em que eu poderia ficar de bobeira com Kendra e Cameron conversando besteira. Último ano em que eu poderia me encontrar às escondidas com Louis pra trocarmos beijos ardentes. Último ano em que eu poderia entrar pra elite dessa escola. Tentei de tudo: quadribol, bexigas, quadribol de novo, candidatura à monitora chefe... E quando eu tava quase desistindo, eis que vem o Slughorn e resolve não só me colocar no time de novo como também me promover a capitã! Se eu fiquei contente? Claro, né? Dããã... Se bem que eu nem sei direito se eu queria ser capitã, na verdade, acho que nunca me passou pela cabeça que eu poderia ter esse cargo. E agora eu vejo que era o mais fácil de se conseguir, pelo menos quando se está no último ano e é uma das melhores artilheiras da Sonserina.

E, claro, as programações para este último ano em Hogwarts envolviam ficar horas jogando conversa fora no lago com Kendra e Cameron, outras horas estudando, mais algumas horas me agarrando com Louis, outras tentando arrancar dele algumas informações do time da Lufa-Lufa (sem sucesso, claro) enquanto eu evito que ele consiga extrair algo de mim, mais algumas horas bolando estratégias para ganharmos os jogos, outras tentando formar um time decente, e, finalmente, mais algumas horinhas de estudo. Já disse que iríamos estudar bastante? Pois é... E como! Ano de NIEM e todo bruxo de dezessete anos fica pra surtar quando esses exames se aproximam, porque eles são os mais difíceis que nós iremos enfrentar! Três semanas de provas, perguntas cheias de pegadinhas, provas práticas que nos farão gastar todos os nossos poderes... Fico exausta só de pensar!

Felizmente, não escolhi tantas matérias pra fazer os NIEMs, então, talvez por isso eu tenha conseguido sobreviver praticamente ilesa àquele ano.

Mas essa história não começa com os exames, e sim nas férias. E com um assunto que não tem nada a ver com NIEMs, e sim com quadribol.

Meu bom desempenho no último jogo fez com que eu fosse convidada para fazer um teste para um dos times da Liga: Kenmare Kestrels.

Todo mundo já ouviu falar neles.

Fundados em 1291, os torcedores tocam harpas, ganharam a Liga umas catorze vezes (a última em 2005) e no último campeonato, ficaram em nono lugar, à frente apenas do Puddlemere United (chupa, Ben!), das Wimbourne Wasps (chupa, Harper!), dos Falmouth Falcons (chupa, Scorpius!) e... Dos Chudley Cannons (sinto muito, Louis...).

Mas o que eu não sabia é que o Cameron fosse ficar tão contente com essa notícia (até mais do que eu).

- Nem é por mim, você sabe que eu nem ligo pra quadribol, mas pelo meu pai. Ele é muito fã dos Kestrels, vai a todos os jogos, claro que é por causa desse lance deles com os duendes – os duendes são os mascotes dos Kestrels e os Fingals descendem de duendes (pelo menos em parte) – eu sei que é bem difícil conseguir uma vaga, mas eu estarei torcendo por você! Mande notícias!

Quando Cameron disse que ia ser difícil, eu não imaginava o quanto!

Lá estava eu, numa fila com uns 4817 outros candidatos à uma vaga de no time, desses, uns 1465 estavam disputando uma única vaguinha de artilheiro reserva. Eu ainda estava no lucro, era a 327ª da fila. E ainda por cima, encontrei um velho conhecido.

- Price! Não acredito! Quanto tempo...

Jake Price foi goleiro da Sonserina logo que entrei no time. Ele era um cara meio destrambelhado, meio cabeça quente, mas era uma boa pessoa. Quase não o reconheci, ele agora está usando uma barbona enorme, parecendo um lenhador, fora que deve ter ganhado uns duzentos quilos só de massa muscular (ele já era um armário na época da escola, agora então...).

Ele também demorou um pouco a me reconhecer. Tá certo que eu cresci um pouco e meu corpo deu uma desenvolvida, mas nem mudei tanto assim, vai...

- Lizzie Daniels? Não pode ser, você não é aquela menininha nanica e magrela que jogava com a gente...

- Sim, sou eu – eu nem era tão nanica e magrela assim, seu mané.

- E agora tá um mulherão!!!

Vamos pular a parte que o Price tenta dar em cima de mim e leva uma cortada máster quando eu conto que ainda tô com Louis e ir pra que ele me conta o que andou fazendo desde que se formou.

- Eu tô na luta. Toda vez que surge um anúncio de vaga em algum time da liga, eu caio dentro. Já fiz testes pra praticamente todos os times da primeira divisão. Infelizmente, não passei em nenhum.

- Poxa, que chato...

- Mas eu não fico sem praticar. A pior coisa que um aspirante a jogador da Liga faz na vida é deixar de jogar quadribol. E eu tô praticando. Jogo na liga amadora. Louth Lumberjacks. O único requisito é ser forte e ter uma barba como esta. Mas não somos nada machistas, também permitimos a entrada de mulheres, desde que tenham barba. Somos bons, vencemos alguns jogos, mas Liga Profissional é outro nível, né? Recebemos salário, todos os tipos de benefício, fora o monte de fãs seguindo a gente. Sem contar que as chances de sermos convocados pelas Seleções são muito maiores quando se joga nos times da primeira divisão. Dificilmente contratam amadores. E o meu maior sonho é defender a Irlanda na Copa. Se Deus quiser, isso um dia vai acontecer.

Price aparentemente era o único com quem joguei que ainda lutava pelo sonho de ser jogador de quadribol profissional.

- Não tenho muito contato com os outros do time. Soube que o Clark deu uma despirocada, é verdade? – confirmei, Clark foi o apanhador que resolveu sair do time do nada pra permitir a entrada do maligno Scorpius Malfoy – Bom, nunca foi grande coisa mesmo... O Lavigne também, não? – confirmei com a cabeça, Dustin Lavigne foi o artilheiro que entrou pro time junto comigo e quando assumiu o posto de capitão, só fez merda, me tirou do time e ainda inventou uma regra ridícula que só podia jogar quem tivesse vassoura própria, quase fudendo com a vida do nosso melhor jogador, Alex Twist – É, o poder cega as pessoas... - engoli em seco, tudo o que eu não queria era ser uma Lavigne da vida – Nunca mais vi esses caras. Do time, só tenho contato com Young, com Carter e com o Plumpton. O Carter foi lá pra América, tá jogando Trancabola – nunca tinha ouvido falar nesse esporte, mas basicamente, é perseguir uma goles desembestada – O Plumpton até conseguiu uma vaga no Tornados, mas desistiu, parece que tá tentando criar um time novo... E o Young também. Ele costumava participar dos testes comigo, mas ele não suportou essa vida, agora tá de revendedor de Scupperware.

Também, né? Young se formou no meu terceiro ano, ele devia estar há o quê, uns quatro anos tentando? Uma hora a coisa aperta, chegam as contas pra pagar de um lado, os pais enchendo o saco de outro, não tem sonho que resista.

Será que é isso o que vai acontecer comigo?

Bom, sobre o teste, não rolou. Fiz de tudo, dei o meu melhor, mas para eles, não foi o suficiente. Porém, aquelas horas enfrentando uma fila e um sol escaldante não foram em vão, aprendi bastante sobre o mundo do quadribol: quando se tem um padrinho poderoso, 90% da vaga já está no papo. Assim foi com Keith Kiely. O cara era um dos últimos da fila, mas nem ficou muito tempo nela, nem pegou sol. Na verdade, ele mal chegou e o cara responsável por chamar as pessoas foi logo botando ele pra frente.

- Ele vai primeiro porque vai viajar – foi essa a desculpinha esfarrapada que aquele vendido deu pra gente, mas todo mundo sabia, mesmo que ninguém tivesse comentado em voz alta, que aquela vaga era do Kiely. E não apenas porque o pai dele já foi apanhador do time nos anos 90. Também porque o pai dele era o atual técnico da equipe e era ele que tava comandando os testes. Aí, nem tinha como.

Nem fiquei surpresa quando li a manchete do Profeta (“Pai e filho agora juntos no Kestrels: Keith Kiely segue os passos do pai e é o novo artilheiro reserva da equipe”), o chato foi ter que lidar com a decepção dos meus parentes e amigos.

Minha mãe: “Se não foi, é por que não era pra ser!”

Meu pai: “Duvido que isso tivesse acontecido no Catapults.”

Cameron: “Por isso que eu detesto quadribol!”

Kendra: “Ah, que pena, Lizzie, mas não fique triste, você pode conseguir uma vaga em times muito mais legais do que esse!”

Mariana: “Vai ver foi até um livramento! Já pensou se acontece uma desgraça lá na hora que você tá jogando? Aconteceu algo assim no Brasil, um pedaço da arquibancada caiu na cabeça de uma menina que tava fazendo o seu primeiro jogo e ela teve sequelas graves, nunca mais pôde montar numa vassoura novamente...”

Louis: “Bom, querida, eu lamento por você, mas esse foi só o primeiro teste. Muitos outros virão e eu tenho certeza que a sua chance logo vai chegar!”

Tomara, Louis... Tomara.


Notas Finais


Demorou, mas saiu!
Infelizmente, Lizzie foi tombada no teste, mas haverão outras oportunidades...
Mas ainda tem um monte de coisa pra acontecer na vida da nossa capitã, incluindo vários tombos... Ou não!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...