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História Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 2


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Notas do Autor


O momento que todos os Tedoires esperaram

Capítulo 2 - O casamento de Teddy e Vic


Fanfic / Fanfiction Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 2 - O casamento de Teddy e Vic

Ah, antes de continuar me despedindo da escola, teve outra coisa que rolou durante as férias: o casamento de Teddy e Vic no Chalé das Conchas.

Vic é irmã mais velha do Louis, é super gente boa, sempre me deu a maior força, mesmo quando fiz besteira e sujei todo o quarto dela em meu primeiro ano. E Teddy é o namorado dela desde sempre, o cabelo dele é engraçado, vive mudando de cor... Mas ele é muito bacana também, os dois merecem tudo de bom. Acho que eles nem queriam casar agora, só tão casando porque a bebê deles vai nascer e do jeito que os bruxos são caretas, na certa implicam com essas coisas de ter filho antes do casamento.

Eles convidaram pouquíssimas pessoas, só os parentes mesmo e uns amigos muito próximos. Vic tava com a barriga enorme, quase perto de parir.

- Nasce quando, hein? – perguntei ao Louis, não tinha certeza da data.

- Acho que em setembro. Ou antes, espero que Doris tenha mais sorte do que eu – respondeu ele, se referindo ao fato de que por ter nascido duas semanas depois do dia 1 de setembro, não poderia ser meu colega de classe e se formar junto comigo.

Áquela altura, todo mundo já sabia que Victoire estava esperando uma menina e que ela se chamaria Doris. Menos Teddy.

- Ele sempre disse que queria saber na hora, então eu respeitei isso – disse Victoire, quando estava se arrumando pro casório – Pedi a todos os que contei para que não dissessem nada a ele de jeito nenhum, pra manter a surpresa!

Naquele instante, dona Fleur, vulgo minha sogrinha querida, adentrou naquele quarto e, óbvio, rolou um climinha entre nós. Mas dessa vez, eu estava por cima. Além de capitã da equipe de quadribol da Sonserina, eu também era reconhecida e respeitada por todo mundo. Diferente da queridinha dela, a Lucy, que era execrada por todos (felizmente, ainda não tive o azar de vê-la na casa dos Weasleys).

- Chegô tan cedo... Non prrrecisave!

- Eu quis vir antes, pra ajudar. Por que eu sou assim, gosto de ajudar as pessoas!

- Não vão brigar agora! – ralhou Victoire, enquanto tirava a toalha de seus lindos cabelos loiríssimos e os secava usando feitiço – Hoje é meu grande dia! Quero vocês duas felizes, amiguinhas!

Eu amiga da dona Fleur? Até tento, o problema é que a coroa não ajuda.

Fleur estava mais ansiosa do que o costume. Eu desconfiava que aquilo não tinha a ver só com o casamento da primogênita.

- Ela non veio ainda... – murmurou ela, andando em círculos.

- Esquece a Domi, mãe! Até prefiro que ela não venha! Nem sei por que a senhora insistiu em mandar convite.

Dominique é a vadia da minha cunhada. Ela fugiu ano passado e agora fica dando golpe em velho rico pra comprar bebida e coisas caras. Sei de fontes seguras que ela tem um cúmplice que por acaso é meu detestável colega Blake Fletcher, e que aparentemente, eles também se pegam, mas, por razões que acredito serem profissionais, não se assumem.

Enfim, voltando, Fleur me olhou feio e eu fingi que não estava escutando nada, até fui pra janela admirar a paisagem. Mas deu pra ouvir tudinho.

- Ela est su irman! Ela PRRRECISA estarrr qui!

- Não, mama, ela não precisa. Dominique é uma pessoa horrível, ela nunca vai mudar, a senhora precisa enxergar isso de uma vez por todas.

- Mas ela continue send part de nosse familie! Dominique pode serrr o qui for, jamais podemes lhe virrrar as costas!

Elas calaram a boca e eu aproveitei pra me virar pra frente. Me deparei com minha sogra aos prantos e Victoire chateada, mas com um vestido maravilhoso.

- Tá ficando linda, Vic! – falei, chegando mais perto dela pra ajudá-la com os botões.

Alguém bateu na porta e como Vic e eu estávamos ocupadas, Fleur foi abrir. Entraram duas garotas, uma negra de cabelos escuros cacheados e outra morena, com cabelos castanhos. Não as conhecia, mas deviam ser amigas de Victoire, por que ficaram gritando e beijando ela.

- Ai, Vic, nem acredito que você FINALMENTE vai se casar com o Teddy!

- Você já se maquiou? Não? Então deixa comigo!

- Lizzie, essas são Giovanna Hemsworth e Rachel Ross, minhas grandes amigas. Meninas, essa é Lizzie Daniels, minha cunhada.

- Prazer – disse Rachel Ross, a garota de cabelos castanhos, que apertou a minha mão. Já a outra, que devia ser a Giovanna Hemsworth, ficou me encarando.

- Espere, eu não te conheço de algum lugar?

- Eu... Deve ser de Hogwarts, se você se formou com a Vic, a gente pode ter se cruzado, eu tava no primeiro ano...

- Ah, então só pode ser isso. Prazer, Lizzie Daniels.

Aí depois chegou aquela tia da Vic e do Louis, a Gabrielle, que era cabelereira e foi ajeitar o visual da sobrinha. Como eu não tinha muito o que fazer, fiquei só olhando a Rachel Ross cuidar da maquiagem, com a ajuda da Giovanna, enquanto a Gabrielle fazia um penteado incrível. Fleur também ficou lá sentada, na verdade, a gente ficou uma do lado da outra. E a sogrinha ainda estava chorando. Como nora e membro honorário da família, era meu dever consolar.

- Fica assim não, sogrinha. A vida é assim mesmo! Uns vão, outros vêm... É o fluxo!

Obviamente, Fleur não curtiu minhas palavras de apoio e ficou me olhando com aquela cara de sempre. Mas as outras ficaram olhando pra mim e quando eu percebi e olhei pra elas de volta, elas começaram a dar risada.

- Ai, ai!

- Vic, essa sua cunhada é uma onda!

- Vou ver se o buffet já está pronto! – e assim minha sogrinha se retirou estrategicamente.

- Non ligue parra Fleur – falou Gabrielle – Ela sempre foi assim, grincheux...

- Hã?

- Rabugenta em francês! – Vic explicou.

- Ah, tá...

- Ei, espere, eu tô me lembrando de você! – exclamou a Giovanna Hemsworth, do nada – Você já apareceu no jornal?

- N... – antes que eu negasse, me lembrei daquela final do Campeonato de Bexigas de 2018/19, em que eu tropecei em minhs próprias pernas, derrubei todas as bexigas, que sujaram meu corpo inteiro, mas a minha então adversária, Mariana, foi lá e me abraçou – Sim! Eu apareci uma vez, mas tava toda suja, irreconhecível, por causa das bexigas...

- Não, não... Devo estar te confundindo com alguém.

Victoire terminou de se arrumar (ou melhor, de ser arrumada) e ficou perfeita! Não que ela não já fosse linda, mas uma boa maquiagem, um belo penteado e um vestido combinando realçam ainda mais.

- Terminaram? – perguntou o Sr. Bill Weasley, do lado de fora.

- Sim, papai! – e então, meu sogrinho abriu a porta. Ele estava bonito também, penteou o cabelo pra trás e até passou um gelzinho na barba, mas acho que uma maquiagenzinha básica para cobrir aquelas cicatrizes do rosto dele ia ser bacana.

- Nem acredito... – Bill também tava quase chorando – Minha filhinha vai casar!

- Vê se non vai ficarrr segurrrando a Vic na horra de entrrregá-la ao Teddy!

- Ih, tia, eu tô casando grávida, o mais fácil é meu pai forçar Teddy a ficar no altar!

- Ele que não se atreva a fugir, senão eu acabo com a raça daquele coloridinho! – todo mundo deu risada.

Diferente das bodas de Bill e Fleur, o casamento de Teddy e Vic tinha pouquíssimas pessoas, acho que não dava nem um quinto da quantidade de gente que tava na festa dos meus sogros. Até dava pra contar quem estava ali: além dos noivos, dos pais dela, de mim e do Louis, estavam também a avó do Teddy, os quatro avós de Victoire, a tia Gabrielle e aquele marido dela, o tio Charlie, o tio George com a mulher, os filhos Fred e Roxanne, que levou seu namorado Charles Buffer, o tio Ronald com a mulher Hermione Granger e os filhos Rose e Hugo, a tia Ginny, com o marido Harry Potter, os filhos James, Albus e Lily, além da namorada de James, Mandy Winchester, e, claro, o tio Percy com a mulher Audrey e a desgraçada da Lucy. De fora da família, só tinha o Sr. e a Sra. Longbottom, os Scamanders, Hagrid, McGonagall, aquelas amigas de Vic que eu já tinha visto acompanhada de dois rapazes que deviam ser seus namorados, uns três amigos de Teddy que eu não conhecia, uma menina que era namorada de um deles e um carinha que era namorado de outro e, claro, o oficial de cerimônias. Ao todo dá o que, umas cinquenta pessoas? Acho que nem chegava a isso.

Eu tentei me enfiar na fileira da frente, com Louis, mas aí tomei um empurrão acidental do Vovô Weasley e quase perdi o lugar que meu namorado tentava separar pra mim pra safada da Lucy, que tava batendo um papinho amigável com a minha sogra na esperança de ouvir um “senta’qui, ma cherrie”. Antes que ela resolvesse fazer isso, corri logo pro meu lugar e quando a Lucy se deu conta, lá estávamos Louis e eu, juntinhos e abraçadinhos. Então, só restou a ela fazer carinha de brava e se sentar lá longe, com os pais dela.

A cerimônia em si foi lindíssima. As amigas de Victoire foram as damas de honra, enquanto Harry Potter e um dos amigos de Teddy foram os padrinhos. A hora que eles entraram foi perfeita. Teddy entrou com a avó, os cabelos dele estavam meio alaranjados, ele parecia muito nervoso. Aí, quando Vic entrou com o pai, ele ficou tão feliz que o cabelo dele mudou pra um tom de azul único, brilhante, tão brilhante quanto o azul dos olhos da Vic, do Louis, de todos daquela família. Quase todo mundo tava chorando. Até os gêmeos Scamander, que gostam de bancar os machões. Aí eu virei pro Louis e ele também, tava fazendo um esforço danado pra esconder as lágrimas com a manga do smoking, mas como o pano era claro, deu pra ver uma manchinha de água se formando.

- O que foi, Lizzie?

- Tá chorando, Louis?

- Não – ele deu uma fungada, tava claramente aos prantos – É só... Suor hétero.

- No pulso?

- É... O suor, ele escorreu pra cá... – pra cima de mim, Louis Weasley?

O Vovô Weasley, que tava do lado dele, chorava tanto que levou meia hora só pra dizer isso:

- Não precisa ter vergonha, Louis... Chorar é... É coisa de homem também!

- Tá, tá bom, vocês venceram, mas não contem pra ninguém...

- Seus amigos tão chorando também, Louis, olha! – mostrei pra ele os gêmeos Scamander quase se desmanchando em lágrimas, mas assim que eles viram a gente, estufaram o peito e engoliram o choro. Garotos...

A parte que eu achei mais linda foi a leitura dos votos.

- Victoire... Finalmente o nosso dia chegou. O dia que esperamos desde que nos conhecemos, naquele dia, em que o Harry me levou pra te conhecer na maternidade e você sorriu pra mim, você ainda não tinha nome, mas eu já sabia que você era a mulher da minha vida. Agora, nós seremos um casal e em breve, seremos pais. Eu prometo ser o melhor marido do mundo e o maior pai de todos. Não vou prometer te amar até o fim dos meus dias, por que você sabe que eu vou te amar pra sempre, até depois da morte.

- Ah, Teddy, assim você acaba comigo! Bom, eu... Eu sempre achei essa história de casamento uma mera formalidade, por que nós estamos juntos desde sempre! Você disse que me amava desde que me viu na maternidade, mas na verdade, eu já te amava antes, quando você ficava falando comigo na barriga da minha mãe... Ah, Teddy, eu te amo tanto! Eu... Te prometo ser fiel, te amar e respeitar para sempre... E sempre... E sempre!

Então o oficial girou a varinha nas cabeças dos noivos e fez chover pequenas estrelas brilhantes sobre os corpos deles. Todo mundo se levantou pra aplaudir, enquanto vários balões dourados que estavam pendurados no teto estouraram e viraram pequenos sinos dourados e uns passarinhos saíram voando do nada e cantaram uma melodia linda.

Ainda bem que eu tinha me levantado pra aplaudir, porque as cadeiras desapareceram do nada (acredita que teve gente que caiu de bunda no chão?). O espaço vazio virou uma pista de dança e os noivos ficaram dançando no meio da pista, com cuidado, claro, porque Victoire tava grávida de sete meses. Louis e eu também dançamos um pouco, depois os gêmeos nos chamaram pra uma mesa onde já estavam Lily, James e Mandy.

- Chegou o campeão de quadribol!!! – brincou James, se levantando para cumprimentar Louis.

- E aí, campeão da Fórmula V?

Sentamos, e Lily ficou olhando pra mesa da Lucy de cara feia.

- Eu não acredito que ela veio.

- Eu é que não acredito que a Lucinha fez aquelas coisas! – retrucou James – Ela sempre foi tão... Pirralha!

- Isso não tem nada a ver, seus pais fizeram coisas inimagináveis mesmo para bruxos adultos com menos de quinze anos – rebateu Mandy.

- Tá, mas eles eram diferentes, eram fora de série! E fizeram coisas legais, a Lucy não... Ela só fez merda!

Nesse momento, um garçom veio até nós com uma bandeja de cerveja amanteigada, mas ele propositalmente derrubou tudo em mim e na Mandy (a minha sorte é que Mandy e eu estávamos distantes, a maior parte da cerveja derramada pegou nela).

Por que eu disse que foi proposital? Vocês logo vão ver.

- Desculpe – o garçom tentou forçar uma voz grossa, mas tanto eu quanto os outros reconhecemos aquela voz metidinha e antipática. Quando ele ia se afastando, um vento forte apareceu do nada (coisa da Lily, certeza) e uma cabeleira loiríssima apareceu.

- DOMINIQUE?

- Vocês estão me confundindo – ela ainda tentava forçar a voz, acredita? Mas aí a Lily se levantou, executou o Feitiço da Perna Presa e o do Giro (daquele livro dos Marotos que eu dei pra ela ler), forçando Dominique a se virar. Ela quase caiu, mas foi.

- O que você está fazendo aqui?

- Não é óbvio, Lou? Vim ver o casamento da minha irmã!

- Mas não precisava você vir disfarçada, nossa mãe mandou convite pra você!

- Eu não queria que vocês me vissem, tá legal? Eu não queria ter que olhar pras caras feias de vocês, ouvir vocês me julgando, me condenando... E não queria ver a mamãe também, ela ia ficar me enchendo o saco pra voltar pra casa, mas eu não quero mais voltar.

- Olha, Domi... – o doido do James se levantou e deu aquele sorrisinho metido de sempre, para fúria da Mandy – Eu sei que você ainda é louca por mim, mas você é a maior gata, pode perfeitamente arranjar outro cara quase tão perfeito quanto eu, supere!

- E quem disse que eu ainda quero saber de você, Jay? Pode ficar com essa sua Mandyzinha idiota, eu tô atrás de coisa grande. Caras mais maduros que você, com mais pegada... Homens de verdade!

- Esqueceu de citar caras com mais de duzentos anos e com mais grana – eu não podia perder aquela piada.

- Cala a boca, Daniels, ninguém aqui tá falando com você.

- Você é que não tem direito de falar assim com MINHA MULHER – o jeito que Louis falou minha mulher e me segurou forte pelos ombros me deu até susto. Mas foi um susto bom, um sustinho de amor...

Dominique é que não achou graça nisso, nos olhou com nojo, deu uma risada sarcástica e falou:

- Vocês são patéticos!

- Engraçado ouvir isso de uma pessoa que se despencou até aqui só para jogar cerveja amanteigada em mim e na Lizzie – ih, olha lá a Mandy mandando ver! Dominique ficou com mais raiva ainda, ela tava num ódio...

- O que está acontecendo aqui? – chegou a patrulha! No caso, o Harry Potter, acompanhado do único amigo solteiro do Teddy (devia ser colega de trabalho).

- Dominique, pai! – respondeu Lily – Ela voltou pra nos atazanar.

- MENTIRA! Eu... Só estava trabalhando aqui... – pela cara, quem tava mentindo era ela.

- Você, trabalhando de garçonete, Dominique? – nem Harry Potter foi na onda dela. Em vez disso, ele a segurou pelo braço e disse – Vou te levar até seus pais.

- Não! – guinchou ela, olhando ao redor. Será que ela não tava aprontando alguma coisa? – Eu não quero que eles me vejam, só passei aqui pra dar uma olhada...

Nesse momento, Ronald Weasley apareceu correndo pra dar um recado importante:

- Ei, Harry, venha rápido, o filho do Fletcher tentou roubar o colar da Sra. Delacour e está tentando fugir!

Todos na mesa se levantaram (inclusive eu) e ficaram encarando Dominique.

- Ah, então foi isso o que você veio fazer aqui, né? – rosnou Louis.

- Não, eu juro! Aff, Blake é um idiota, ele vai ver só...

Então o amigo solteiro do Teddy (que até era bonitinho, mas tinha jeito de galinha porque ficou paquerando a Mandy e a Lily o tempo todo) foi com o Sr. Weasley atrás do Fletcher, enquanto o Sr. Potter levou Dominique aos pais.

- Dominique conseguiu acabar com a festa...

- Fica assim não, Lou! – consolou Lorcan. Lysander completou:

- É, cara, não deixa ela estragar tudo!

- Eu acho que nós devíamos ir atrás de Vic e de Teddy, pra ver se a gente consegue distrair eles e evitar que eles saibam da Domi – sugeriu James, e todo mundo adorou a ideia.

Vic e Teddy estavam na sala. Já tinha um monte de gente ao redor deles, as amigas de Vic estavam lá, o amigo gay do Teddy também, além de uns parentes e o Fred.

- E aí, Fred? Como estão as coisas por aqui?

- Em banho-maria. Optamos por não contar nada a Vic, para não afligi-la. Felizmente, ela conta com uma boa rede de pessoas que só querem o seu bem para mantê-la contente e segura da maldade humana.

Mas eu reparei que Fred estava mais chateado que o normal.

- E com você, Fred, tá tudo bem?

Fred ficou quieto, o que me deixou preocupada.

- Fred, tá acontecendo alguma coisa? Já sei, é o seu pai de novo – ele ficou parado, olhando fixamente para Victoire – Ou o seu livro... – pelo jeito que o Fred ficou, eu fui no ponto certo! Ele piscou três vezes e abaixou a cabeça.

- O que houve? Eles desistiram de publicar, é isso?

- Não exatamente. A publicação do meu livro demorou mais que o esperado, pois os editores exigiram algumas mudanças.

- Sério? Mas que tipo de mudanças? Eles mexeram muito no seu livro?

- Ao meu ver, sim... Minha obra-prima perdeu muito de sua essência ao ser publicada. Mas ela já está lá, sendo exposta em todas as prateleiras, para apreciação pública.

Que chato... A pessoa escreve um livro e aí um bando de engravatados vai lá e fica dando pitaco, mexendo em tudo.

- Mas não se sinta intimidada caso queira comprar minha obra, não precisa tomar as minhas dores para si. Não sei se ainda poderá reconhece-la, pois eu ainda permaneço anônimo para o público, entretanto, a capa ainda guarda um leve resquício da minha personalidade. Todavia, permanecerei sem dizer-lhe o título de meu livro, pelo menos por enquanto.

Nossa, quanto mistério!

Tava tentando imaginar como seria o nome e a capa do livro do Fred quando o pessoal começou a fazer um barulho esquisito. Aí eu olhei pra Vic e a minha cunhadinha estava querendo se levantar de qualquer jeito.

- Vamos pra fora, lá está mais fresco e eu quero partir o bolo...

Teddy (que também devia saber da invasão da cunhada bandida) é quem mais se esforçava em segurá-la no sofá.

- Não, querida, aqui está melhor, estamos na sombra, vamos ficar mais!

- Eu não sei por que estamos aqui há tanto tempo, cadê os meus pais que não chegam?

Aí um dos tios dela, acho que o Charlie (o único que eu não conhecia direito) apareceu na porta e fez um sinal positivo com as mãos. Foi a deixa para que Teddy finalmente pudesse soltar a fera:

- OK, querida, vamos sair.

Fomos lá para fora, o pessoal já estava todo lá, mas dos garçons (que eram uns dez) só restavam uns sete. Louis me deu a mão e nós voltamos para a mesa, mas no caminho, trombamos com Bill.

- E aí, pai, como foi?

- Dominique está lá dentro com sua mãe. Ela vai ter que ficar aqui, há um inquérito contra ela e Harry conseguiu que ela respondesse em liberdade, desde que não saísse de casa.

- E o Fletcher?

- Ele conseguiu escapar. Ele não roubou nada, sua avó segurou a mão dele no último instante. Mas aquele garoto saiu mesmo ao pai, ele esquivou de todos os feitiços que Harry, Ron e os outros aurores fizeram nele e conseguiu adentrar pela floresta com um amigo para aparatar em segurança.

- Amigo? Que amigo era esse, pai?

- Ainda não sabemos. Não deu pra ver seu rosto, ele conseguiu fugir antes que o alcançássemos, mas deu pra vê-lo de costas, era um rapaz alto, magro e louro.

- Mas será possível que eles queriam assaltar a gente?

- Acho que não, filho. Sua irmã não disse nada, mas acredito que não deve ser coisa boa.

O resto da festa foi até tranquilo. Vic partiu o bolo, deu o primeiro pedaço ao James (com direito a um discurso zoeiro sobre como ele ajudou os recém-casados a reatarem) e depois nós fomos comendo, dançando e se divertindo. Pra mim é que não foi tão tranquilo assim, porque quando eu fui ao banheiro, dei de cara com ela, a Lucyfer.

- Licença – eu ia abrindo a porta, mas a maluca segurou minha mão.

- Você deve estar feliz, né, Daniels? Afinal, conseguiu tudo o que queria! Tomou minha família, meus amigos, o homem que eu amava... Enquanto eu estou no chão!

Agora pronto. A doida quer briga.

- Sabe que não? Eu tô nada feliz com isso, eu te considerava, Lucy, achava que você era legal...

- Por que eu disse que tinha esquecido o Louis

- É. E você fez questão que eu acreditasse nisso. Pra quê? Pra depois aprontar várias pra cima de mim, pra fazer eu me ferrar...

- Eu?

- Ah, não se faça de sonsa. Só tem nós duas aqui, pode tirar sua máscara.

A louca deu risada e sua cara foi ficando mais sinistra.

- Quer saber a verdade, Lizzie Daniels? Eu queria sim destruir você, eu planejei tudo desde aquele dia em que eu vi você, lá com o Louis e os outros na lanchonete em Hogsmeade. Era pra eu estar lá nos braços do Lou, não você! Eu fiquei com tanto ódio...

- Sério? Porque não foi o que me pareceu...

- Eu sei disfarçar bem quando quero. E usei isso pra te iludir, me aproximar de você, te estudar mais de perto para encontrar um jeito de acabar com você de uma vez por todas!

LOOOOOOOUUUUUUUCAAAAAA!!!! Ninguém imagina, né? Uma menina que parecia tão doce e meiga se transformar numa monstra psicopata.

- Que bom saber disso, Lucy. Parabéns, deve ter sido a primeira vez na vida que você teve uma conversa sincera com alguém – aplaudi, só de sacanagem – Lamento informar, mas você PERDEU!!! Sabe por que você perdeu? Porque você é doente, garota. Você é coisa ruim. E gente ruim como você nunca vence.

Até passou a vontade de ir ao banheiro, aproveitei pra me afastar daquela criatura. Mas antes, ela fez uma ameaça:

- Eu vou voltar. Vou ficar um tempo fora, mas eu voltarei e vou acabar com sua vida, escreve o que eu tô falando.

- Ai, eu tô tremendo de medo, ui... – devo ter exagerado ao fazer aquelas caretas e sacudir o corpo todo, fingindo que tava me tremendo, pois a Lucy não gostou e ia sacando a varinha pra me azarar, se a pessoa que tava no banheiro não tivesse abrido a porta de vez e derrubado ela longe.

- O que está acontecendo aqui? – era Roxanne, uma das primas Weasleys e irmã do Fred. E logo atrás dela tava o namorado, Charles Buffer. Nunca tinha visto os dois juntos, até que formavam um casal bonito. Epa... Mas o que eles estavam fazendo no banheiro?

- Não é nada, Roxy, só essa louca que veio tirar satisfação – safada, ainda tem coragem de mentir... Catou a varinha dela e se mandou.

Roxanne e Buffer viraram pra mim e eu fiquei até constrangida de falar.

- Tá tudo bem, Daniels? – perguntou a Roxanne, que aparentemente, tava tentando ser legal comigo.

- Tá... Tá, Roxy, digo, Roxanne Weasley, é, tá tudo bem sim, ela não me machucou não, só estávamos discutindo.

- Que bom – ela saiu de mãos dadas com o Buffer, mas me olhou como se dissesse “eu sei o que aconteceu, relaxa, tá bom?”. Já o Buffer nem falou comigo, só ficou me encarando, como quem falava “a gente pode até ser quase primo, mas não pense que eu vou gostar de você, sua sonserina”. E eu? Eu finalmente usei o banheiro e até lavei o rosto, pra esfriar um pouco a cabeça. Depois, retoquei minha maquiagem e curti o resto da festa, mantendo distância de umas certas Lucyfers e Demoniques de plantão.


Notas Finais


Apesar das confusões, tudo deu certo no fim!
E essa Lucy, hein? Será que nunca vai tomar jeito? E Dominique então?
O último ano de Lizzie na escola está prestes a começar, mas ainda tem muita coisa pra acontecer, aguardem!


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