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História Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Momento amorzinho


Fanfic / Fanfiction Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 3 - Momento amorzinho

Fora o teste e o casamento de Teddy e Vic, o resto das minhas férias seguiu o script dos anos anteriores. Com a exceção de que eu estava vivendo tudo aquilo pela última vez.

Segunda rodada de despedidas!

Última vez que a coruja de Hogwarts viria até minha casa, fazendo minha mãe berrar de medo e derrubar o que estivesse segurando, enquanto eu caía na gargalhada e meu pai ia pegar a carta...

Só que dessa vez eu recebi a confirmação de que eu seria a nova capitã do time da Sonserina, veio o distintivo junto com a carta.

- Capitã da Sonserina, filha? Parabéns! – disse o meu pai.

Também era a última vez que eu iria ao Beco Diagonal comprar os materiais da escola, nem tinha tanta coisa pra comprar, só uns livros adicionais que os professores pediram pra gente se aprofundar nos assuntos.

O difícil foi conseguir entrar na Floreios e Borrões, tava uma fila braba de gente. Parece que todos os bruxos resolveram que tinham que comprar um livro chamado “Por que eu?” no mesmo dia. Acabei cruzando com Annelise Roberts, Cedric McLaren e Trevor Dunst no meio da muvuca, e adivinha? Os três já tavam com exemplares nas mãos.

- Não li ainda, mas esse livro é fantástico! Mal foi lançado e já está quase esgotando!

- Li no Profeta que esse livro é o mais vendido desde a terceira parte da saga Forrest Woodland, e olhe que ainda tá na primeira edição!

- Primeira de muitas, né, Cedric, olha só o tanto de gente que tá na fila pra comprar... Ainda bem que eu já garanti o meu!

- Eu até comprei outro pra minha irmã – disse Cedric, se referindo a Helena, uma amiga minha que se formou há uns dois anos – ela pediu, tá sem tempo pra nada desde que arranjou emprego lá com o Sr. Diggory.

- É mesmo? Emprego de quê?

- Eu não sei direito, parece que de secretária, o Sr. Diggory criou uma emissora de televisão...

- Televisão? – ouvir que um bruxo tinha fundado uma TV era inesperado pra mim. Bruxos sempre me pareceram odiar tecnologia, principalmente TV.

- É, quem diria, né? Mas essa TV é recente...

Todavia, Trevor não estava escutando nossa conversa. Ele olhou os dois livros que Cedric tinha na mão com raiva e nos interrompeu pra anunciar que:

- Eu vou comprar outro livro pra você, Annie!

- Pra mim?

- É, um fica com você na escola e o outro você deixa em casa. Ou fica de reserva, caso perca.

- Mas eu já tenho, Trevor, não precisa!

- É, Trevor, não precisa, não banque o idiota!

Aí já viu, né? Os dois começaram a brigar e aí Annelise gritou pra eles pararem e apareceram uns adultos do nada. E eu? Eu caí fora antes que sobrasse pra mim.

Até pensei em comprar o tal livro, mas o preço tava meio salgado e eu queria reservar um dinheirinho pro livro do Fred. Passei por quase todas as sessões: ficção, não-ficção, autoajuda, poesia... Acabei levando um livro que eu achei a cara dele, pelo menos a capa: “A dura vida de um hipogrifo na Indonésia”, de um tal de Will B. Loser. Não era tipo “Animais Fantásticos”, era uma série de contos e poesias publicadas por um sujeito que aparecia de costas na foto que ficava na parte de trás do livro, onde explicava quem era o autor. Pensei: isso é muito a cara do Fred. Fora que a foto tava em preto e branco e o sujeito parecia ser branco e ter cabelos claros. Assim como Fred! E o nome do autor era muito mentiroso. Will B. Loser, pelamor... Quem tem esse nome? Fora que é meio deprê, assim como o hipogrifo da capa, que parecia ter um olhar triste. Ou seja: era o livro do Fred.

Eu tinha marcado de rever Kendra, Cameron e Louis por lá, mas infelizmente, não deu certo. A Kendra (que tava de férias na Suíça, que chique...) não conseguiu pegar o voo pra Inglaterra a tempo e só ia conseguir chegar no dia do embarque. E bem no dia, o Cameron mandou uma carta dizendo que ia ter que ficar porque o avô dele estava no leito de morte. Barra, né?

Felizmente, o Louis conseguiu vir. E tirando onda: ele disse que se hospedou no Caldeirão Furado só pra me esperar!

- Reservei uma suíte só pra nós dois! Quer dar uma olhada, senhorita?

Ui...

Mas os motivos dele ter vindo sozinho não eram tão românticos quanto imaginei.

- Lá em casa tá uma barra. Dominique não ficou nem três dias, no primeiro vacilo dos meus pais, ela caiu fora. Depois descobrimos o que ela tinha ido fazer na festa: ela tirou fotos do casamento de Vic e Teddy escondida pra depois vender pra tabloides sensacionalistas, só fomos nos dar conta disso quando as imagens apareceram na nova revista da Sperling.

Emily Sperling, outra vaca que quase me ferrou ano passado, e pelo que minha cunhadinha me contou, elas são inimigas de longa data. Pra você ver como Dominique é: ela foi capaz de vender as fotos do casamento da irmã pra criatura que ela (Vic no caso) mais odeia. É muito mau-caráter!

- Minha mãe não se conforma com o destino que Dominique escolheu pra ela e fica chorando todos os dias, pedindo pro papai ir busca-la. Papai já disse que não quer, que correr atrás da Dominique é perda de tempo e que é ela que tem que querer mudar, mas você sabe como é a criatura, né? Ela só voltaria se visse uma vantagem nisso...

Deu pra reparar no rápido retorno da demônia ao Chalé das Conchas.

- E claro, minha mãe é incapaz de enxergar isso. Eu sei que Domi é a queridinha dela, mas acho que cegueira tem limite. Agora, ela e meu pai vivem brigando. Todo dia. Mesmo longe, aquela diaba da minha irmã conseguiu transformar nossas vidas em um inferno! Pelo menos Vic não está lá pra ver isso, ela tá curtindo sua lua de mel com Teddy no Caribe.

Dava pra notar o quanto Louis tava mal com essa história. Mas como namorada dele, não podia deixar que ele se contaminasse com o clima pesado da sua família. Como eu não sabia o que dizer, simplesmente lhe dei um abraço.

- Sabe, Lizzie... – murmurou ele – Eu não sei o que eu faria sem você...

Fora isso, foi um dia muito divertido, em todos os aspectos. Louis e eu namoramos bastante, depois fomos espiar as vitrines das vassouras, pra ver os novos lançamentos... Aí os meus pais apareceram com meus materiais comprados (e com uma cara daquelas):

- Lizzie, onde você esteve? Te procuramos há um tempão... – quando eles viram o Louis, entenderam tudo. Meu pai, claro, não gostou nada. Fez aquela cara de bravo que já estamos acostumados, mas ficou quieto.

Então, fomos almoçar numa lanchonete ali perto do Gringotts. Meus pais fizeram de tudo pra separar a gente, mas acho que nos colocar em cantos opostos só fez com que usássemos a criatividade para continuarmos nos pegando sem que eles notassem. Foi um tal de perna praqui, perna pra lá, tivemos que disfarçar o riso, pros meus pais não desconfiarem.

E enfim, nos despedimos.

- Nos vemos no Expresso!

Mas nosso reencontro ocorreu antes do previsto, porque o avô do Cameron morreu e os pais dele pediram que fôssemos ao velório, pra confortar o nosso grande amigo que certamente deveria estar inconsolável.

E lá fomos nós.

A casa do Cameron não era tão grande quanto a dos pais do Louis, nem tão bonita, na verdade, me lembrou um pouco a Toca. Era pequena, feita de pedras, com móveis rústicos, talhados em madeira.

A família do Cameron é a mais exótica que eu vou conhecer na vida. O pai é bem menor que ele (e olha que o Cameron é baixinho). A mãe é a mais alta da casa, mas ainda assim, é meia polegada mais baixa do que eu. Os outros eram ainda mais estranhos. Uns pareciam mais com elfos, outros, com trasgos e alguns eram a mistura perfeita dos dois. Havia ainda um grupo de sereianos junto com uma velha sereia que não parava de chorar por cima do caixão. Falando nisso, apesar de serem todos muito diferentes entre si, os Fingal tinham uma coisa em comum: estavam todos muito, muito tristes.

- Que bom que vocês vieram... – disse ele, abraçando a mim e ao Louis. Nunca tinha visto o Cameron chorando daquele jeito, era de dar dó.

Depois que ele bebeu um copo d’água, ele se acalmou mais e perguntou da Kendra.

- Ela tá presa no aeroporto... – por ter vivido no meio de bruxos e criaturas mágicas a vida toda, Cameron não sabia como podia ser complicado lidar com voos atrasados e essas chatices da vida trouxa. Ela podia ter aparatado? Podia, mas talvez o meu incidente nas aulas de aparatação tenham impressionado demais minha amiga, assim como a mim, que preferi viajar do jeito tradicional mesmo – Mas ela ficou mal, disse que ia te escrever...

- É, eu recebi a carta dela... Mariana me escreveu também...

- Ah, a Alice e a Chris também ficaram sabendo e te mandaram pêsames.

- Agradeça a elas por mim. Só acho uma pena que vocês só tenham podido vir hoje, nessas circunstâncias... – murmurou Cameron, voltando a ficar mal – Meu avô teria gostado de conhecer vocês!

O avô do Cameron, o senhor Wyatt Fingal III, pareceu ter vivido intensamente. Ele era sonserino que nem o neto, mas largou a escola pra fugir com uma das sereias que viviam no lago. O caso deu a maior treta na época, saiu no jornal e tudo. Mas contrariando as expectativas, eles ficaram juntos e tiveram um filho, o Sr. Wyatt Fingal IV, o pai do Cameron. Porém, a avó do Cameron não se acostumou à vida na terra firme e preferiu voltar ao lago. Mas eles se separaram? Nããão, o avô do Cameron foi lá e construiu um lago no quintal da casa deles só pra mulher dele ficar lá. Aí os dois viveram felizes, tiveram mais uns dois ou três filhos até o dia em que a morte os separou de vez.

- Isso sim é que é meta de relacionamento! – disse Lysander (ele e o irmão vieram com os pais, parece que a Sra. Scamander tinha amizade com o velho e até trabalhou com um dos tios do Cameron. E também, pelo jeito do Sr. Scamander, ele me parecia bem curioso para ver os Fingals mais de perto).

- Impressionante! – dizia o pai dos gêmeos Scamander, que parecia ser um especialista em criaturas mágicas – eu já sabia da fama de vocês, Fingals... De serem um pouco exóticos em matéria de amor, mas... Vocês têm uma carga genética impressionante! – pelo visto, impressionante era a palavra favorita do sr. Rolf Scamander.

A mãe dos gêmeos não era menos maluca. Ela veio com um manto todo preto e ficava olhando pra tudo com um par de óculos bizarros. E o pior: ela usava um colar com várias rolhas de cerveja amanteigada. Porém, ela podia até parecer doida, mas disse uma coisa que me tocou profundamente:

- Os mortos nunca nos deixam. Eles serão sempre partes de nós.

Mas a surpresa do dia foi a vinda de Damon Lioncourt. Damon é o namorado do Cameron. E pelo que dava pra notar, ele não só ainda não tinha sido apresentado aos Fingals, como também não era de conhecimento geral da família a orientação sexual do meu amigo. Porém, para o meu espanto, todo mundo reagiu numa boa.

- Vocês formam um lindo par, sabiam? – disse a mãe do Cameron.

Damon não esperava aquela recepção, ficou até meio vermelho (eu nem sabia que era possível um meio-vampiro ficar vermelho daquele jeito), vendo o nervosismo dele, o Sr. Fingal lhe deu um tapão nas costas e o fez se sentar.

- Acho que você deve ser o primeiro vampiro a entrar pra família em gerações. Vamos, sente-se! Quer uma água, um chá... Um pirulito de sangue?

No fim, a ida do Damon até que deixou aquele enterro um pouco mais alegre.

- Eles são bem tolerantes, não? – cochichei ao Louis – Os pais do Cameron...

- É... Cameron tem sorte de ser filho deles!

O pisão nos Potters/Weasleys, que não aceitaram Molly e Helena até hoje...


Notas Finais


Que fofura esse capítulo!
Ele nos mostra que apesar das tristezas e coisas ruins que acontecem em nossas vidas, devemos amenizar o sofrimento dando amor aos que amamos
E isso vai ser muito importante, não apenas nessa história, como também na vida real, com todas essas situações que estamos passando
Muito amor para vocês e até o próximo capítulo, com Lizzie retornando a Hogwarts! Isto é, se não acontecerem mais confusões antes disso...


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