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História Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 5


Escrita por: LadyMary1994

Capítulo 5 - Com grandes poderes...


Fanfic / Fanfiction Sobrevivendo em Hogwarts - Sétima Temporada - Capítulo 5 - Com grandes poderes...

Aquela pirralha me paga. Por causa dela, minha última viagem a Hogwarts se transformou numa D.R. infernal.

- NÃO, LOUIS, ANDREW E EU NUNCA TIVEMOS NADA, NÓS SÓ ÉRAMOS COLEGAS DE CLASSE!

- MAS AQUELA MENINA DEIXOU BEM CLARO QUE ESSE CARA É A FIM DE VOCÊ...

- NADA A VER, LOUIS! ELA DEVE TER CONFUNDIDO AS COISAS. ANDREW E EU NÃO NOS VÍAMOS HÁ MUITO TEMPO, ELE DEVE TER FICADO FELIZ EM DESCOBRIR QUE UMA DAS COLEGAS DE PRIMÁRIO ERA BRUXA QUE NEM ELE, SÓ ISSO!

A D.R. foi brevemente interrompida pela mulher com o carrinho de doces, como eu tava morrendo de fome, peguei uns donuts, mas o Louis se recusou a comer.

- Olha, Louis... – falei, quando a velha saiu – Mesmo que ele quisesse ficar comigo, você sabe muito bem que eu não ia aceitar, eu só tenho olhos pra você...

- Eu sei, Lizzie, o problema é que eu não conheço esse cara e não sei se dá pra eu confiar nele.

- Olha, vamos esquecer isso. Come alguma coisa, o jantar só vai ser lá pra tarde da noite...

- Não, Lizzie, eu tô sem fome.

Posso até ter conseguido fazer o Louis se acalmar, mas ele ficou emburrado a viagem inteira. Tá feliz, Bonnie irmã-do-Andrew?

Já na escola, enquanto Cameron foi cuidar de seus afazeres de monitor, Kendra simplesmente desapareceu. Só voltou perto do final da seleção dos novatos (dessa vez nove pessoas, incluindo a irmã pirada do Andrew, foram para a Sonserina, um recorde!), e tava toda misteriosa.

- O que foi? – perguntei.

- Mais tarde eu conto.

Pra ela sumir assim, só se fosse por conta da SSWF.

- É coisa deles, né?

- Digamos que sim.

A SSWF (ou Sociedade Secreta do Wi-Fi) é um tipo de seita que Kendra e eu entramos no nosso quarto ano. Eu nunca levei muito a sério (perdi um pouco o interesse depois que eles barraram minha indicação do Louis), só ia mesmo pra filar o Wi-Fi, que só era liberado depois daquelas reuniões intermináveis, mas a Kendra sim e ela subiu bastante lá dentro, agora era Internauta Major, um degrau abaixo dos Internautas Mestres, que são os que comandam as reuniões.

Pois é. Mais tarde, quando estávamos sozinhas no dormitório, Kendra me puxou para um canto pra me contar que...

- Fui promovida a Internauta Mestre! Não é demais?

- Puxa, Kendra, parabéns! Você deve estar muito feliz...

- E como! Fui escolhida pelo Internauta Supremo em pessoa. Bom, tecnicamente, não foi bem assim, ele mandou um vídeo dizendo isso... Eu fiquei tão emocionada! Tô chorando de novo, cê acredita?

Ô! Deve ter sido o máximo receber uma mensagem do Internauta Supremo, ele não aparece pra ninguém, a não ser pros Internautas Mestres.

- E quem é o outro?

- O outro Internauta Mestre é o Darren Sheeran, ele é do último ano também, só que da Grifinória – esse só conhecia de vista mesmo – mas não conta pra ninguém sobre isso, tá? Nem pro Cameron, muito menos pro Louis.

- Falando no Louis... Será que agora, que você é uma Internauta Mestre, não poderia dar um jeito de...

- Olha, Lizzie, eu não sei se vai dar. Não sou eu que decido essas coisas sozinha, tenho que falar com o Sheeran, fora que o Louis não se encaixa nos requisitos, ele não tem sangue trouxa...

- É, mas ele é um Weasley. E você sabe quem é o avô dele, é aquele Arthur Weasley. E não existe ninguém mais fanático por trouxas do que ele.

- Está bem, está bem, eu vou tentar. Mas não prometo nada, viu?

Só quando fui deitar é que me liguei que eu, meu namorado e meus melhores amigos estávamos ocupando cargos de liderança. Eu sou capitã do time de quadribol da Sonserina. O Louis, da Lufa-Lufa. Cameron é monitor e Kendra é Internauta Mestre. Estamos muito chiques...

Mas logo caí do cavalo.

Ser capitã de um time de quadribol em Hogwarts é a coisa mais complicada do mundo! Você tem que ler muito (não só livros de quadribol como aquele “Quadribol através dos séculos”, mas livros especializados, numa linguagem mais técnica e bem mais chatinha), tem que ter jogo de cintura pra lidar com o pessoal do time, mais jogo de cintura pra lidar com o pessoal que quer entrar pro time, fora que as piores partes ainda estavam por vir: marcar treinos em horários que fossem possíveis pra todo mundo e conseguir bolar as jogadas perfeitas pra vencermos as partidas.

Eu queria mexer no time todo, menos em uma posição, a de goleiro. Alex Twist é o melhor que temos e dificilmente arranjaremos outro melhor que ele. Pra mim, ele é o melhor goleiro que surgiu depois de Jackie Jordan, mas como o Jordan saiu há alguns anos, agora ele é o melhor da escola. O Norris também, Norris é artilheiro, é bem doido, mas joga muito bem quando está empolgado. Quanto ao resto...

Seria a oportunidade perfeita para me livrar de Vaisey, Derrick e McBride, os três piores jogadores do time, que, não coincidentemente, foram os únicos que não me apoiaram durante os episódios do ano passado. McBride ainda tem um agravante: ser um apanhador tão medonho que faz Scorpius Malfoy parecer bom. Aliás, falando na peste, Scorpius anda meio esquisito desde que voltamos a Hogwarts. Ele não é mais visto com frequência nos corredores, e nas aulas, ele fica quieto no canto dele, no mais absoluto silêncio. Vai ver foi porque o Fletcher não voltou mais. Fletcher não foi visto no trem, muito menos nos dias seguintes. Cameron tem certeza que ele abandonou a escola.

- Será que Scorpius pretende fazer o mesmo?

- Nem sei, Lizzie, mas a saída do Fletcher deve ter sido um baque bem grande. O Malfoy até esqueceu de me atazanar, como sempre fez...

- Mas que é estranho, é.

- Por que estão falando naquele cara? – perguntou Louis, se aproximando da gente – Você não está pensando em chamar o Malfoy pro seu time, Lizzie, está?

Namorado, quando dá pra ter ataque de ciúmes, ninguém segura...

- Eu não! Você sabe o quanto eu detesto aquele idiota do Malfoy. Só estava perguntando qual era o problema dele, porque ele não é nem sombra da verdadeira reencarnação do capeta que ele foi até o ano passado.

- Esperem, eu acho que eu sei qual pode ser o problema dele.

- É, Louis?

- Sim... Quando eu estava na aula de Herbologia, pude ouvir aquela Bertha Nott – Bertha Nott é uma garota gorda e feia que vive repetindo de ano – comentando com duas meninas da Sonserina que o Malfoy estava dificultando algo, mas que logo ele iria ter que ceder.

- Vixe! Do que será que elas estavam falando?

- Não sei, mas todo mundo sabe que a Nott vive atrás do Malfoy, na certa ela é a fim dele.

- Será que ela está o obrigando a namorar com ela?

- E se for algo mais grave? Esses Notts são meio que metidos com Magia Negra, muita gente comenta isso.

Se era grave ou não, não sei e tenho raiva de quem sabe. Eu tinha coisas bem mais importantes para me preocupar, como por exemplo, o nascimento de Doris, a filha de Teddy e Vic (e minha sobrinha postiça).

Louis que veio me contar na manhã seguinte à nossa chegada à escola, pouco antes da gente se sentar pra tomar café.

- Lizzie... Eu esqueci de te contar... Nasceu! – disse ele, sorrindo de orelha a orelha.

- Que legal, parabéns! – foi o que eu, Kendra, Cameron e todo mundo que ouviu a notícia respondeu pra ele. Outra coisa que todo mundo perguntava:

- Como foi o parto?

- Correu tudo bem?

- Sim, foi tudo tranquilo. Minha irmã sentiu as dores e meus pais logo mandaram chamar curandeiros e medibruxos do Saint Mungus, ela nasceu faltando menos de cinco minutos pra meia-noite.

O que significa que...

- Doris nasceu no dia trinta e um de agosto, como eu sempre quis! Ela não vai ser como eu, não vai ver os amiguinhos da idade dela indo pra escola e se formando primeiro, não é o máximo, Lizzie?

Eu guento com esse namorado? Pena que nem todo mundo concordava muito com ele.

- E qual é o problema de ter nascido depois do dia 1º de setembro? Pra mim foi até melhor, nem sei se assimilaria as coisas do mundo bruxo se tivesse recebido a carta com dez anos – retrucou Sandy Miller.

- Mas... Eu também nasci depois, só que pra mim não foi tão legal – porque vai ver a namorada se formar enquanto fica mofando na escola por mais um ano, eu sei, eu te entendo, Louis.

- Então fale por você – vixe, a Sandy ficou brava!

- Não, Miller, eu não falei por mal, eu só... – Louis tentava se explicar, mas acho que a Sandy não ia querer ouvir, pra mim, ele deve ter tocado em um ponto sensível e polêmico da cabeça dela, por isso que eu resolvi mudar a conversa pra um tom mais alegre.

- Ei, Sandy, a propósito, seu aniversário é quando?

- É amanhã, por quê?

Ah, tá explicado.

- Nada. Nada não, era só pra saber mesmo. Mas não ligue pro Louis, ele só tá emocionado com o nascimento da sobrinha...

- Ah, tá tudo bem. Eu é que peço desculpas, me estressei a toa. Esses NIEMs vão me matar!

É, acho que entendi o porquê da patada master que a Sandy deu no Louis. Apesar de ter pego pouquíssimas matérias pra esse ano, pude sentir no ar o verdadeiro terrorismo propagado pelos professores por conta desses benditos NIEMs. Afinal, como eles gostam de dizer...

- Esses exames são mais do que simples testes de fim de ano. Eles vão determinar as suas vidas!

- Algumas profissões exigem notas altas nos NIEMs, então, FOCO TOTAL NOS ESTUDOS, criançada!

E assim, logo no primeiro dia de aula, recebemos uma carrada de tarefas de casa, mas não eram tarefas comuns, eram tipo o Godzilla dos deveres de casa. Todos os professores, eu disse TODOS mandaram a gente fazer verdadeiras teses de doutorado sobre assuntos que mal tínhamos ouvido falar nas aulas. E tudo pra ontem!

Claro que muita gente ia surtar. E Sandy Miller não iria ser a primeira, muito menos a última da lista.

Mas também teve outra coisa meio estranha que rolou nos primeiros dias de aula. Além da palestra sobre os NIEMs, os professores (e até a diretora, no dia do banquete) também gastaram uns bons minutos falando sobre uma tal de shinysnow, que seria a nova droga do momento.

- E por que a shinysnow é tão perigosa? Porque ela mistura várias substâncias venenosas, como semente da lua, ectoplasma e trombeta de anjo, e todos nós aqui sabemos que sozinhas são perigosas, imaginem juntas... – explicou Slughorn em nossa primeira aula de Poções.

- A shinysnow pode parecer bonita de se ver, tem uma coloração amarelo fluorescente, dizem até que pode brilhar no escuro, mas vocês sabem muito bem que nem tudo o que é belo é saudável – filosofou a Sra. Longbottom em nossa primeira aula de Educação Sexual.

- Muitos jovens estão se afundando por causa das drogas e vocês devem ter visto que alguns colegas não retornaram – lembrou o professor de Estudos dos Trouxas, Benedict Fawley, o que fez a galera olhar para as três cadeiras vazias e refletir – Pois é. Evitem.

- Minhas visões mostram que o futuro de quem se viciar nessas drogas será muito, muito tenebroso – já deu pra sacar que quem mandou essa foi a professora Trelawney, de Adivinhação.

- E devo lembra-los de que quem for pego com qualquer quantidade de shinysnow ou qualquer outra droga levará detenção – finalizou a diretora McGonagall.

E todos eles deram um jeito da gente assistir uns vídeos do governo, através de uma TV de tubo do arco da velha que foi claramente enfeitiçada pra funcionar perfeitamente (que incrível inovação tecnológica, meus parabéns, mundo bruxo!).

Os vídeos, basicamente, eram assim:

Uma garota jovem com cara de quem não comia há dias (a propósito, a magreza da criatura me lembrava muito a mãe do Scorpius) aparecia se arrastando pelo chão com uma carinha triste. Aí aparecia alguém todo de preto oferecendo um pó estranho meio amarelo brilhante. Quando a garota ia se levantando pra pegar, aparecia um doido com fantasia de leão dando uma voadora no camarada de preto, fazendo ele ir parar lá longe. Aí o leão, a garota e um tiozinho que parecia ser do ministério começavam a dançar do nada e cantavam:

“Quando te oferecerem drogas

Resista á tentação

Orgulhe sua família

Saiba dizer não

A droga é um problema

O não é a solução

Diga sim à vida

E às drogas? Só dizer não”

Então, aparecia um famoso pra dar um depoimento. Geralmente, James Potter ou Jackie Jordan, que ficaram ainda mais populares por aqui desde que se formaram, há uns dois anos, por serem, respectivamente, campeão da Fórmula V pela Firebolt Racing e goleiro dos Appleby Arrows, time que ficou em terceiro lugar na Liga.

James dizia: “Eu sempre fui o orgulho da minha família, e não foi só por ser um vencedor, e sim porque sempre disse não às drogas. Façam como eu, só digam NÃO!”

Já Jordan falava: “As drogas destroem muitas vidas, já vi muita gente se perdendo por causa delas, mas eu sobrevivi, por quê? Por que eu disse NÃO!”

E a musiquinha rolando ao fundo...

Aí o tiozinho do Ministério (na verdade, o nome dele era Ernie Macmillan e ele era o chefe do Departamento de Substâncias Intoxicantes) falava, num tom exageradamente teatral:

- Faça como Potter/Jordan, diga NÃO ÀS DROGAS!!!

Então, aparecia a frase “Diga não às drogas – Departamento de Substâncias Intoxicantes” e o logotipo do Ministério.

Sinceramente? Foi uma das coisas mais bizarras que eu já vi na minha vida!

- O. QUE. FOI. ISSO???? – perguntou Kendra, sem segurar o riso.

- Foi um grifinório quem inventou isso, né? Esse lance do leão e tudo o mais... – deduzi.

- Esse comercial me deu até vontade de experimentar... – brincou Cameron, mas eu não perdoei..

- CAMERON! Você vai mesmo envergonhar a sua família?

Kendra também não deixou barato:

- Resista à tentação, meu amigo! Resista!

O pior é que essa campanha virou motivo de chacota nos corredores da escola. Todo mundo ficava cantarolando a letra e zoando o comercial. Isso sem falar que a maldita música grudou nas mentes de todos e se recusa a sair! O caso é tão sério que acho que nem mil feitiços da memória resolveriam.

Mas falando no Cameron, eu preciso comentar do casaco liiiiiiiiiiindo que o meu estilista favorito costurou pra mim nas férias.

- Presente do monitor da Sonserina para a capitã da nossa equipe de Quadribol!

O casaco era muito perfeito. Era feito de um material leve, mas ao mesmo tempo, esquentava bem. Ele era cinzento com detalhes verdes na região dos ombros e no colarinho e tinha o brasão do time de Quadribol da Sonserina bordado nas costas.

- Muito obrigada, Cameronzinho lindo, meu amor!

Gostei tanto daquela jaqueta que pedi pro Cameron costurar uma com as cores da Lufa-Lufa, pra dar de presente pro Louis no dia do aniversário dele.

- Você me diz quanto é que fica e eu lhe dou o dinheiro.

- Não, Lizzie, não precisa. Os materiais são simples, podem ser encontrados em qualquer canto...

- Mas eu faço questão! E ainda vou usar direto pra divulgar o trabalho do meu amigo!

E não é que deu certo? O pessoal adorou minha jaqueta nova, toda hora aparecia alguém pra perguntar onde consegui. Até mesmo gente de time adversário, como Justin Chan, o capitão da Corvinal, veio me perguntar quanto era.

- Bom, quem fez foi o Cameron Fingal, você vê o preço com ele.

E o Louis? Claro que ele adorou o presente, assim como adorou a festinha surpresa que eu improvisei pra ele (seria a última vez que eu iria poder fazer isso estando em Hogwarts, por isso quis caprichar).

- É linda, Lizzie... É daquelas que o Cameron tá fazendo, né?

- Sim, é... – ele colocou a jaqueta no corpo e ficou uma gracinha!

- Muito obrigado! É boa mesmo! Acho que vou ter que falar pro Cameron costurar mais umas seis dessas, porque tenho certeza que a galera do time também vai querer.

Ainda sobre o time, agora é a hora de falar como foram os testes pro meu.

Alex, que virou uma espécie de assessor, estava irredutível na decisão de que queria ser testado.

- Eu não fiz muitos testes ano passado e reconheço que foi um erro. Não posso permitir que você erre também.

Felizmente, minha teoria de que não acharíamos outro goleiro tão bom na Sonserina se concretizou. Alex Twist teve desempenho impecável e continuou com a vaga.

Para os batedores, não tive tanta sorte. Fui obrigada a manter o Derrick. Nesse dia ele resolveu jogar bem, né? Espero que ele me respeite, pelo menos. O outro batedor, na verdade, batedora, é Priscilla Harper. Ela foi artilheira quando Scorpius foi o capitão e ela tinha ficado em meu lugar. Ela era bem ruinzinha como artilheira, mas nunca imaginei que ela fosse sacrificar suas unhas rebatendo balaços para lá e para cá. Pra ser sincera, eles são medíocres, mas os outros candidatos eram tão ruins, mas tão ruins, que tive que me contentar com eles mesmos.

Quanto aos artilheiros, uma surpresa: Trevor Dunst ficou com uma das vagas. Ele é uma das três crianças sonserinas do terceiro ano, nem sabia que ele tinha talento para o quadribol e fiquei espantada quando vi que ele estava marcando mais pontos até do que eu e Norris (que continuou no time). O único defeito dele é que ele é afoito demais. Alguns pontos que ele perdeu foi porque ele estava com muita pressa, então, vou ter que domar isso nele.

E por fim, o apanhador. Para a minha infelicidade completa, tive que escolher Eric Burke. Eric Burke é um garoto idiota do quinto ano, no ano passado, ele era um dos apoiadores mais exaltados da chapa Malfoy/Harper e eu ouvi vários boatos de que ele era mega escroto com as pessoas, principalmente as de origem trouxa. Ele não parecia muito feliz em me ver ali, como capitã, mas ficou na dele. Certamente sabe que qualquer vacilo, ele tá fora.

Eu adoraria, juro, adoraria ter escolhido qualquer um no lugar dele. Principalmente o Cedric McLaren, que foi o que mais se aproximou de pegar o pomo. Mas Cedric é muito inseguro, ele deixou o pomo passar várias vezes, tenho que admitir que ele não está pronto pro cargo.

- Ced, Ced, e aí, passou? – perguntava Annelise, que chegou no final do teste. Mas Cedric não respondeu, passou por ela de cabeça baixa, com uma carinha de dar dó...

- Óbvio que não, né, Annie? – Trevor Dunst respondeu por ele – Eu sim passei, eu arrebento sempre, agora ele... É um fracote!

- EU NÃO SOU FRACOTE!!! – precisava ver como o Cedric virou de vez, ele parecia um bicho, ou pior, aquela menina do Exorcista. Os dois se olharam parecendo que iam se matar, então, como capitã, era meu dever intervir.

- Ei, vocês aí, segurem a onda, tá legal? – falei, separando os dois – Senão estarão fora do time.

- Ué, ele está no time?

- Sim, Trevor. Cedric vai ser o reserva. O apanhador reserva, no caso – antes de dizer isso, dei uma boa olhada no Burke, pra ver se ele estava prestando atenção.

- Nem vem, você tá inventando isso pra não deixar o bebê tisti – puxa, esse Trevor tá começando a me irritar...

- Olha aqui, ô Trevor, todas as posições terão reservas, ouviu? E se você continuar com essas brincadeiras, quem vai rodar é você! – toma! Agora ele ficou calado!

Pena que a trégua deles durou pouco. Depois que eu encerrei o treino, Trevor ficou chutando as canelas de Cedric, e ele, já sem paciência, sacou a varinha pra azarar o colega. Aí a Annelise explodiu de vez:

- CHEGA VOCÊS DOIS! CANSEI!!!

E a maluca saiu correndo em direção às estufas.

- Você viu? Ela foi embora e a culpa é sua!

- É SUA!

- SUA!!!

- OPA, PAROU! JÁ PRO CHUVEIRO, DUNST! – Trevor foi em direção ao vestiário – E você, Cedric, sei lá, vai tomar um copo de água com açúcar pra se acalmar – Cedric caminhou rumo ao castelo, mas antes que eles se afastassem demais, dei um último aviso – E SE EU VER VOCÊS BRIGANDO DE NOVO, JÁ SABEM!

Ufa! Nada mal pro meu primeiro dia, né não?

“Sangues-ruins idiotas...”

Alguém disse isso, eu tenho certeza. Foi bem na hora em que o Burke passou por mim, e parecia muito com a voz dele. Só que o filho da mãe falou isso tão baixo, mas tão baixo, que nem deu ninguém pra ouvir direito. Além de mim, claro. E como todo sangue-ruim, digo, nascido-trouxa que ouve essa ofensa, eu fiquei sem ação, só olhando o Burke se afastar. Que pena que não dá pra tirar esse mané do time ainda, porque eu adoraria.


Notas Finais


Esse capítulo foi movimentado!
Mas será que a Lizzie vai se sair bem como capitã? Porque esse time aí... Sei não!
E essa propaganda antidrogas, hein? Apesar de ser engraçada e meio sem noção, o assunto é sério: não usem.
Até a próxima!


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