História Sobreviventes - Capítulo 6


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Categorias ASTRO, Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens Jinjin, Jungkook, Ki Hyun, Personagens Originais, Rocky, Show Nu, Won Ho
Tags Astro, Bts, Monsta X, Sobrevivencia, Yaoi, Zumbi
Visualizações 24
Palavras 2.217
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou postando esse capitulo pelo celular (novamente sem Pc ;--;) eh o penultimo cap, espero que gostem ^^

Capítulo 6 - Dia 6


Yoon Ji Pov.


    Havíamos passado a noite numa pequena casa, foi apertado, não tinha muito suprimento, mas nada que não pudéssemos suportar, havia um grande mercado uns 2km a frente, tínhamos acabado de comer quando saímos e nos deparamos com alguns zumbis, fomos surpreendidos, por sorte eram apenas dois, logo foram “mortos”, seguimos até chegar ao mercadinho, ele já havia sido saqueado antes, mas ainda tinham coisas, enchemos as mochilas e seguimos em frente.

Já passava do meio dia quando sentamos para almoçar, havíamos andado mais que o habitual, isso nos deixava animados, estávamos a dois dias do porto, o clima estava frio, eu tinha medo de que chovesse e atrapalhasse nosso bom rendimento diário, comemos depressa e seguimos em frente, em silencio, os zumbis haviam nos deixado alerta, tínhamos que sair logo dali e encontrar um lugar seguro para passar nossa penúltima noite, se tudo desse certo, em perigo.

Foi quando viramos uma esquina que tudo virou de cabeça para baixo, havia cerca de 10 zumbis, mas não era isso o pior de tudo, dois deles eram conhecidos...


                Jimin Pov.

Eu não podia acreditar no que via, o choro não avisou, muito menos o vomito, eu me dobrei em frente de uma casa roxa, toda a comida de poucas horas atrás estava agora no chão a minha frente, eu não podia levantar a cabeça, as lagrimas me inundando, eu chorei alto, sem me importar com os zumbis, eu fui puxado do chão e abraçado, eu soluçava, eu o odiava, por que ele tinha que ser tão idiota? Por que ele havia feito isso consigo mesmo?

Assim que parei de chorar me virei, agora seu corpo estava inerte no meio da rua, a pancada em sua cabeça deformando seu belo rosto, eu sentei ao seu lado, seus olhos apagados, o sangue em sua roupa, as lagrimas vieram novamente.

    -Jeongukk, por quê? Eu... Eu te avisei, eu te pedi para ficar conosco, eu te disse que era idiotice chegar mais rápido, mas como sempre você nunca me deu ouvidos, e ai está você... Aí está meu tudo, o amor da minha vida, Deus, por quê? O que nós te fizemos? Por que está fazendo isso conosco? Jeon...

    Eu não consegui falar, acabei apagando...


    Ele sorria para mim, seu sorriso infantil brilhava, a arvore de cerejeira cheia, parecia uma cena de drama, mas não era, ele foi tão minucioso, tão detalhista, fez tudo tão perfeito, esperou o dia, a hora que o sol ficava alaranjado, tudo para me pedir em namoro.

    Suas palavras não foram ouvidas, eu li seus lábios e o abracei, é claro que eu aceitava, eu o amava, ele me fez feliz, ele me ajudou tanto, quando eu tinha crises existenciais, quando eu estava a ponto de desistir de tudo, eu o amava, puramente, eu o beijei, seus lábios doces, sua língua dançando com a minha, seus braços fortes me apertando contra seu corpo, esse fora o melhor dia da minha vida, mas não continuava assim, não que eu me lembrasse.

    A noite logo chegou, o rosto dele estava sangrando, ele sorria, mas com tristeza, e ela me preencheu em um segundo, foi como se um murro tivesse sido dado no pé de minha barriga, eu cai na grama, chorando, tentei tocá-lo, mas ele simplesmente se desfez, eu gritei, implorando para que ele voltasse, para que ele não me deixasse, para que tudo fosse bonito, como eu me lembrava, para que ele me levasse para casa, para que nós debutássemos, para que minha vida continuasse completa, mas eu sabia que isso não aconteceria, eu sabia que ele nunca mais ia voltar, que nunca mais a vida seria nossa, apenas  minha, ele havia ido para nunca mais voltar.

    Eu acordei, o Yoongi me encarava, seus olhos preocupados, eu o abracei, ele sussurrou que tudo iria ficar bem, quando estava claro de que não iria, de que talvez nosso fim fosse igual ao dele...

    Tomei água e me levantei, já era escuro, estávamos dentro da casa roxa, o corpo dele estava a menos de 100 metros, eu preferia ter morrido junto com ele, me virei, no canto da sala, abraçado aos seus joelhos estava o Changkyun, ele tinha perdido alguém tão importante para ele quanto o Jeon era importante para mim, eu me sentei ao seu lado, o Jooheon estava em silencio, olhando para o Changkyun com pena, eu abracei o Changkyun, ele chorou agarrado a minha camisa, seu choro era o único barulho naquela noite em que nenhum de nós iria dormir, tudo que queríamos era voltar ao passado e desfazer isso, eu queria implorar pro Jeon que não fosse, eu queria amarrar ele a mim se isso fosse necessário, mas não havia como voltar atrás, não havia como salvar ele ou o Kihyun...

   

                Changkyun PoV.


    Tolo

    Era isso que ele era, um tolo, um idiota, eu o odiava, ele tinha que ser tão babaca assim, ele tinha que ser o suicida, ele tinha que morrer, quando eu vi ele sentado, encostado no prédio, tive esperanças de que ele estava vivo, mas assim que eu cheguei junto dele, ele virou a cabeça, seus olhos estavam diferentes, ele não falou, ele grunhiu, e foi ai que a ficha caiu, ele havia sido mordido, eu mordi meu lábio inferior e corri, passando pelo meio de outros zumbis sem me importar, corri para dentro da casa, não havia ninguém lá, eu cai sem forças na pernas, minha cabeça bateu no chão de madeira da casa, e eu chorei, deitado, de bruços, sem forças para me movimentar, eu chorei, em silencio.

    Algum tempo depois eu ouvi passos, alguém pegou meu braço e me virou, era o Jooheon, ele também chorava, eu o abracei, e a minha voz saiu, um grunhido rouco, lagrimas ensoparam sua camisa, eu não podia soltá-lo, ele sussurrava o que se sussurra nesses momentos, ele dizia que tudo ficaria bem, que nós conseguiríamos superar tudo aquilo, que iríamos sobreviver, eu não me importava comigo agora, eu só queria que o Kihyun estivesse vivo.

    Talvez isso me tornasse egoísta também, talvez eu fosse, eu não ligava, eu queria trazê-lo de volta a vida, a vida real, eu queria que ele não tivesse sido tão idiota, que ele não tivesse saído por aquela porta, mas eu não tinha como fazer isso, eu só podia chorar.

    Dormimos abraçados, acordamos a noite, eu me encostei na parede, Jooheon ao meu lado, eu voltei a chorar, suas ultimas palavras ainda estavam gravadas em minha mente, o doce som de sua voz ainda gritava em meus ouvidos “vai ficar tudo bem, vamos ficar vivos, só não vamos chegar lá no mesmo tempo, eu vou chegar mais rápido e tudo vai dar certo”.

    Mentiroso.

    Por que ele mentiu para mim em suas ultimas palavras? O Jooheon ficara ao meu lado em silencio, ele sabia que não podia fazer mais nada, eu tinha que chorar, e era tudo que eu podia fazer, o Jimin chegou e se sentou ao meu lado, não tínhamos amizade, mas havíamos perdido pessoas importantes hoje, e sentíamos a mesma dor, ele me abraçou, me apoiando, as lagrimas insistentes não paravam de sair, eu não lembro quando adormeci em seus braços, não sonhei, não descansei, eu entrei num estado de torpor até o dia seguinte, acordei ainda em seus braços.

    -Obrigado – eu falei, a garganta seca doía.

    -Não foi nada, eu só... – ele parou, eu sabia o que ele falaria, assenti com a cabeça e me levantei indo em direção ao banheiro para lavar o rosto, não podiamos perder tempo, a imagem que eu vi refletida estava destruída, mas eu tinha que sobreviver por ele, eu tinha que conseguir, eu iria conseguir.

    Saí do banheiro e fui até a janela, as pessoas me olhavam com pena, eu vi neve, ou algo que eu achei que era neve, pois quando toquei, não era fria, era quente, e eu descobri que os militares estavam queimando os corpos espalhados pelo pais, senti as lagrimas escaparem, e me abracei, olhando o céu coberto de fumaça, o frio de ontem havia se dissipado, e nós tínhamos mais dois dias andando, eu iria conseguir sobreviver, pelo Kihyun...

    Quando saímos o sol estava fraco por conta das nuvens de fumaça em nossas cabeças, vimos vários focos de incêndio depois de sair  da parte mais rica da cidade, o exercito já havia começado a destruir os zumbis, eu não podia mentir dizendo que estava totalmente feliz por não ter que sair do pais, pela ONU ter decidido que era melhor queimar os zumbis e deixarmo-nos em nosso país – ao menos era o que eu esperava – mesmo com tanta dor, eu esperava que meus pais estivessem vivos e que nós não precisássemos sair do país, isso pode soar egoísta mas eu não me importo, eu realmente não queria deixar a coreia do sul mais uma vez, eu não queria sair do meu país novamente.

    -Nós vimos no noticiário, não vamos sair do país, a ONU considerou muito perigoso, no porto vamos receber tratamento e moradia temporária até o país estiver limpo do vírus – Jooheon não pareceu muito feliz com a ideia da ONU, foi pensando num bem maior, eles não queriam que  os vírus fossem para outros países, claramente consigo entender, eles estão se cuidando, não duvido nada que por alguns anos não poderemos sair do país.

    -Isso é uma boa noticia Jooheon, isso quer dizer que não vamos sair do nosso lugar, de onde somos mais confortáveis, se olharmos de outro jeito, como por exemplo ser enviado para os EUA, como era a primeira ideia, as pessoas de lá não ficariam perto de nós e nos tratariam como lixo, ao menos a grande maioria, eu prefiro ficar aqui.

    -Changkyun, isso também quer dizer que não  vamos enterrar corpo algum, e se algum de nossos familiares estiverem... – ele não conseguiu falar, seus olhos ameaçaram transbordar, ele suspirou, eu o abracei.

    -Jooheon, vai da tudo certo, eu prometo – me odiei assim que terminei de  falar, ele me abraçou e eu senti seu cheiro humano, acho que nunca senti, ele sempre estava perfumado,  eu me deixei aquecer por seus braços até voltarmos a andar.

   

                    Yoon Ji


    Eu estava desacreditado, a ONU havia feito isso, eu entendia que eles estavam em perigo se nos levasse até lá, mas isso me pareceu tão desumano, eles trabalhavam rápido demais, não simplesmente como se quisessem apenas resolver nosso problema, mas também para não haver chance alguma de tudo aqui sair do controle deles e eles serem obrigados a nos levar para o outro lado do mundo.

    Andávamos em silencio, pensando nisso, alguns estavam bem satisfeitos com isso – eu talvez estivesse, mas o modo como eles estão os mortos é desumano, não vamos conseguir enterrar seus corpos, eles tem medo de que o vírus vá pros alimentos, não podemos fazer nada, simplesmente terão milhares de placas sem túmulos nos cemitérios, isso é muito cruel – o clima não estava pesado, as pessoas estavam com esperança, eu estava esperançoso, tudo parecia um pesadelo perto de acabar, amanhã chegaríamos ao porto e ficaríamos salvos, amanhã não andaríamos mais com medo de tudo, não comeríamos o mínimo para sobreviver, nós voltaríamos a ser seres humanos, não seriamos mais meros sobreviventes, meros animais em busca de um abrigo.

    -Como você está? – Rocky aproximou-se, meu coração vacilou, mas eu me recompus.

    -Eu estou um pouco mais confiante, acho que todos nós estamos, pode não ser a melhor forma de lutar contra isso, mas é a mais rápida, eu tento pensar por esse lado, saber que nunca mais vou ver o corpo do meu pai torna o outro lado difícil de ser pensado, mas tudo vai acabar bem.

    -Sim, eu acredito nisso também, tudo vai acabar bem e nós vamos conseguir voltar a viver, eu tenho esperanças.

    Acenei concordando, ele continuou andando ao meu lado, nós não conversávamos muito, acho que por mais culpa minha que o contrario, eu não sabia como conversar com ele, era difícil, principalmente numa situação como essa, não havia como perguntar o que ele havia feito ontem, se ele havia comprado alguma roupa e em que loja, ou como estava o andamento dos treinos nem sobre o comeback, não haviam coisas cotidianas e isso dificultava ainda mais nossa proximidade.

    -Yoon Ji – ele falou quebrando o silencio.

    -Hum...? – eu o olhei, estávamos numa área um pouco aberta e não haviam zumbis a vista, podíamos relaxar um pouco.

    -Obrigado por nos salvar – ele sorriu, um sorriso amarelo – serio, eu devo minha vida a você.

    -Rocky,  não me agradeça ainda, não estamos a salvos no momento – eu tentei sorrir, mas não deve ter saído um sorriso muito agradável.

    -Hey, estamos quase lá, não tem como não estarmos a salvo, todos nós vamos sobreviver, eu  confio em você, amanha estaremos  no porto, tenha mais confiança em si próprio – ele sorriu, seu sorriso era lindo, eu resisti a vontade de abraçá-lo, seria estranho demais.

    -Tudo bem, mas não deve sua vida a mim, mas a todos nós, só conseguimos sobreviver por causa de todos – eu olhei para o horizonte, havia umas casas próximas, o sol ameaçava se pôr – nós vamos ficar nessas casas hoje, amanhã dormiremos mais tranquilos, eu prometo – ele assentiu e foi avisar aos outros, nós não éramos tantos, depois de perder os outros quatro, eu não perderia mais nenhum, nós iríamos sobreviver sem nenhuma outra perda!


Notas Finais


Comentem, favoritem e divulguem, eu não pude revisar esse capitulo, int me desculpem qualquer erro, nos vemos nos comentarios, esperem ansiosamente pelo capitulo final ^^


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