História Sobreviventes - Capítulo 2


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Categorias Avenged Sevenfold, Paramore
Personagens Hayley Williams, M. Shadows, Synyster Gates
Tags Ação, Comedia, Drama, Hentai, Horror, Linguagem Imprópria, Luta, Mistério, Nudez, Revelaçoes, Romance, Suícidio, Suspense, Terror, Tortura, Violencia
Visualizações 8
Palavras 2.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Mais um capítulo pra uma degustação básica do que está por vir. O que vocês acharam do capítulo anterior? Deixa aqui em baixo seu comentário para que eu possa saber também. Sem mais delongas, boa leitura. ♥

Capítulo 2 - A matilha


    Minhas pernas agora começaram a tremer, meu dia não estava sendo um dos melhores, nunca pensei de que pudesse passar por tal situação, tanto por estar em um lugar desconhecido quanto por estar com pôr estar a mira de uma arma.

O maior parecia ser uma pessoa paciente e até fácil de se manipular, o mais novo ao menos era um pouco rebelde e impulsivo, toda aquela situação poderia acabar em uma tragédia, e agora eu seria um dos motivos para que ela acontecesse.

    — Tudo bem, está tudo bem. — Larguei o pequeno objeto de que eu chamava de arma, e toquei o ombro do maior para que ele saísse da minha frente e me deixasse sob a mira da arma, o corpo do mesmo andou para o lado quase sem entender a tamanha loucura de que eu estava a fazer, e logo encarou o Brian. — Se você vai realmente atirar em mim, é bom que seja na cabeça e com ótimos motivos, eu estou perdida aqui tanto quanto vocês dois, e não é por causa da sua birra de menino que vamos morrer aqui por não usar sua cabeça e rever os fatos. — A sensação era de como se eu estivesse falando com um de meus pacientes. — Sou a Hayley, sou autônoma e trabalho como psicóloga em Los Angeles, tenho 29 anos de idade e nunca tive problema com ninguém para que tivesse quaisquer motivo para me manter aqui. Se você acha que sou sua inimiga, amadureça um pouco sua mente e use um pouco da sua consciência de que eu posso ser útil em muita coisa, mas se discorda, atire.

    O silêncio havia se estabelecido no local, Brian que antes mantinha uma expressão furiosa enquanto me ouvia, percebi de que as marcas de expressão em sua testa havia relaxado, e logo uma emoção nova formou-se talvez de dúvida sobre se o que realmente estava a fazer era o certo, ou errado demais para continuar. O mesmo baixou a arma e colocou sob a mesa encarando o amigo voltando a ser o mesmo cara dominador de antes, Matt por sua vez, estava um pouco aliviado pela situação ter voltado ao controle.

    — Uma chance, se eu suspeitar de que você não é de confiança eu não vou hesitar de deixar uma bala na sua linda cabeça. — Suspirei fundo assim que independente ou não ele havia voltado a estaca zero.

    — Não preciso da sua confiança e nem você da minha, somos estranhos. — Fui seca ao responder e rapidamente encarei o Matt e agora estava com suas mãos na cintura. — Agora, quem são vocês? — perguntei enquanto relaxava um pouco os músculos que estavam tensos em meu corpo, Brian começa a vasculhar todos os cômodos da cozinha, talvez em busca de algo.

    — Matthew, sou engenheiro civil, assim como Brian. Trabalhamos juntos um bom tempo numa indústria em Chicago, e antes que pergunte, também não temos motivo algum para estar aqui.

    — Que ótimo, agora o que pensam em fazer? Temos lobos lá fora querendo nos comer vivos, talvez estejam muito mais famintos do que nós mesmos. — Falei assim que encarei uma das janelas que dava para o lado de fora da casa, tendo a visão do jardim, ou talvez do que era o jardim, as folhas que antes estavam totalmente ressecadas agora estavam úmida em um tom de ferrugem. — Ao menos um de vocês tem noção de onde estamos? — Eu não conseguia parar de fazer tantas perguntas, eu precisava apenas de respostas.

    — Penso que podemos achar a fronteira da cidade e sair por ela, ainda não temos ideia de onde estamos e porque, qual sua última lembrança? — Matt encarou-me tranquilo pegando sua arma jogando a alça pelo braço enquanto eu continuava a ouvir Brian abrir as gavetas de forma desesperada.

    — Mas que droga! — A voz de Brian nos chamou a atenção, me parecia de que ele estava nem um pouco preocupado com a nossa conversa, estava exaltado com agonia, assim como nós, mas a diferença é que sabíamos controlar nossa confusão interior e ansiedade. — Porque vocês não param com essa conversa mole e contribuem com alguma coisa? Eu não vou ficar aqui nem mais um dia, e logo vai escurecer, não teremos como sair daqui sem enxergar qualquer coisa que não quer nos matar por aí!

    Suspirei e logo caminhei até a porta dando uma olhada nos vidros manchados e até mesmo um pouco quebrados, a chuva que antes estava a atrapalhar havia cessado, e agora o silêncio lá fora era perturbador, percebi de que havia muitos dos prédio próximos com a mesma aparência, abandonados. Tratei de buscar algum raciocínio lógico que nos pudesse livrar sem ter o risco de sermos perseguidos pelos lobos, ou cachorros, não sei ao certo.

    — Minha última lembrança é de ter chegado do trabalho cansada demais e ter dormido em casa. Simplesmente apaguei. Penso que podemos procurar algum lugar que forneça ao menos água e comida até que encontremos a fronteira de que tanto Matt fala, até lá temos que ter cuidado onde pisamos e quem nos segue.

    Encarei os dois que estavam de braços cruzados, tratei de ignorar qualquer pensamento e comentário inútil do Brian e seguir adiante com meu plano, se eu sobrevivi sozinha até agora, não seria eles que iriam morrer antes. Andei até minha vara de pesca de que havia deixado de lado anteriormente e a segurei firme ouvindo uma risada de fundo, Brian parecia caçoar da minha forma de defesa comparada a dele.

    — Acha mesmo que consegue machucar alguém com isso? — Ele arqueou a sobrancelha enquanto encarava a vara de pesca.

    — Foi o máximo que pude fazer durantes as últimas quatro horas. — percebi de que Matt retirava algo da cintura na parte de trás e logo percebi de que era uma pequena arma de fogo entregando-me. — Obrigada, eu acho.

    A arma era um tanto pesada, por mais de que fosse menor, o metal gelado estava sob minhas mãos, era uma sensação estranha, a primeira vez de que eu segurava uma arma, me sentia errada afinal, eu nunca imaginaria de que precisaria de uma para me defender de algo, mas Matt estava certo ao entregar-me, eu não sobreviveria com apenas aquela pequena vara de pesca contra a pequena matilha de lobos. Coloquei a mesma na parte de trás de minha cintura como o mesmo havia feito e caminhei em direção a saída do local onde eu havia entrado anteriormente, o sofá havia sido afastado um pouco pela força dos lobos contra a porta, o cheiro o ruim do corvo estava insuportável, ouvi passos largos atrás de mim até que começaram a ajudar-me automaticamente a empurrar o sofá para longe.

    — Os lobos possuem um faro extremamente inteligente, temos pouco tempo para dar o fora daqui sem que eles nos sigam, temos de encontrar algum local com água. — Ouvi Matt falar enquanto abria a porta devagar confiscando o local colocando uma parte de sua camisa ao puxar em direção ao nariz por causa do odor, enquanto eu mantinha o braço e Brian a jaqueta de couro.

    — Eu pensei em procurar o reservatório, deve estar em algum lugar da cidade, talvez não tão longe, o ideal seria se tivéssemos um mapa, para nossa sorte a cidade aparenta ser pequena demais para andarmos tanto.

    — Shhh! Ouçam. — Brian cochichou enquanto eu olhava para os lados ouvindo pequenos latidos de longe. — Eles nos encontraram, não podemos ficar no mesmo local ou eles irão nos marcar, vamos! — Brian gritou quando começou a correr assim que desceu as escadas passando pelo corvo.

    Mais uma vez eu estava fugindo, minhas pernas não iriam aguentar tanto, eu estava com sede e fome, meu corpo não havia descansado o necessário e meus olhos ardiam, por algum motivo o ar daquele local era estranho, diferente. Os dois homens a minha frente tinham os passos bem maiores em comparação aos meus, era como se estivéssemos em uma maratona, seus corpos mesmo com as armas um tanto pesadas não pareciam ter nenhuma dificuldade em correr em direção a algum lugar em que ainda não sabíamos. Os latidos haviam ficado mais intensos e próximos quando viramos em uma rua desconhecida, onde damos de cara com uma loja simples com vitrines envelhecidas e ao lado um enorme pátio com árvores mortas e folhas úmidas pela chuva no chão, rapidamente a porta foi arrombada por Matt que se esperar para ao menos verificar se a mesma estava aberta seria uma perda de tempo, e adentramos fechando a mesma assim que começamos a empurrar móveis e até mesmo pequenos baús com roupas, até estar completamente firme.

    — Vamos entrar, eles não podem nos ver. — Matt falou assim que de forma apressada nos fez o seguir, enquanto observamos cada detalhe do local. Afinal, o que realmente havia acontecido aquela cidade, por mais que fosse pequena, qual o real motivo de estar sendo abandonada?

    As paredes com os papéis de decoração estava totalmente rasgados, parecia de que fazia anos de que aquele lugar não havia sido frequentado, por alguma razão eu estava passando mal novamente, minha pele estava com alguns formigamentos e eu mal conseguia abrir meus olhos, parei de caminhar encostando em uma das paredes assim que buscava o ar entre meus pulmões.

    — Hey, você está bem? — ouvi a voz de Brian atrás de mim assim que suas mãos tocaram meus ombros.

    — Eu não consigo abrir os olhos, tem alguma coisa errada, minha pele… — Sentia como se fosse sal que faziam meus olhos lacrimejarem tanto, senti suas mãos virar um pouco meus braços talvez procurando algo e rapidamente ouvimos a voz do Matt de fundo.

    — Pessoal, temos que sair daqui.

    Tentei abrir meus olhos rapidamente para tentar entender o que realmente estava acontecendo ali, até que os braços do Brian começavam a me puxar para algum lugar, talvez próximo ao Matt.

    — O que está pegando, cara? Tem alguma coisa errada com a ela. — ouvi o barulho do papel quando tentei abrir os olhos e ver a expressão do Brian ao ler o que continha no jornal. — Mais que merda é essa?!

    — Vamos. — Matt falou de forma seca enquanto seguíamos novamente para fora do local, desta vez senti mãos maiores segurarem em meu pulso quando me puxava de forma rápida para algum lugar.

    — Para onde estamos indo? — Perguntei enquanto caminhava de forma apressada e desajeitada, pelo visto estávamos passando por alguma porta dos fundos, assim que o ouvi um pequeno barulho de algo enferrujado a abrir-se e a claridade atingir meu rosto. O ar estava mais seco agora, e minha garganta estava a doer, era como se tivessem me jogado e uma sala sem ar.

    — Pra longe, não podemos ficar aqui nem mais um segundo. — Ele estava sendo o máximo objetivo possível.

    — E os cães. Alguém pode me dizer o que realmente está acontecendo? — O medo agora estava tomando conta da minha mente, era como se todos eles soubessem de algo muito ruim de que eu não poderia saber. Era o que meus pacientes faziam isso quando estava em seu estado de estafa, alguns queria matar-se mas procuravam não ser específicos nas seções. Talvez por medo de que eu um dia pudesse fazer algo para impedir, o que realmente estavam certos.

    — Não temos tempo para falar agora. — Desta vez Brian falou de forma séria enquanto eu tentava não passar as mãos nos olhos. — Matt! O reservatório.

    — Ótimo! Hoje é o nosso dia de sorte.

    Como ele podia dizer aquilo sabendo de que não era, talvez seria mais gratificante se ele falasse a verdade e dissesse que vamos morrer, apesar de que não era obrigado sabermos disso quando em nossa cabeça ainda havia um fio de esperança em encontrar a fronteira e ir embora. Novamente consegui distinguir os rosnados vindo de longe e os passos do homem à minha frente se apressarem, o céu agora estava começando a ficar escuro, e a minha frente eu podia ver um campo aberto com uma enorme porta de grades a mais ou menos uns cem passos.

    — Temos que correr ou não chegaremos a tempo. — Matt falou quando começou a correr servindo apenas de aviso. Meus pés mal tocavam o chão naquele ritmo, eles eram grande demais em comparação a mim, tentei não tropeçar em nenhum buraco e estragar o plano, mas comecei a ficar nervosa quando ouvi os rosnados e latidos se aproximando cada vez mais.

    — Porque não atiram neles?! — gritei sentindo minha respiração ofegante enquanto meu corpo estava tremendo pela adrenalina.

    — Não temos munição suficiente, gastamos mais da metade com um deles, somos engenheiros e não atiradores. — Matt falava em um tom mais alto enquanto corríamos. — Vamos, entre! — ele falou quando me puxou e soltou-me de uma vez para fechar a grade a nossa frente, Brian havia chegado primeiro por não estar com bagagem a deriva. Meu corpo foi lançado no chão como um lixo assim que fui soltada por impulso quando vi a mão de Brian estendida a minha frente, me fazendo segurar a mesma me pondo de pé, assim que ouvi os lobos tentar entrar através da grade, mas era inútil, seus dentes ansiavam em nos morder e seu rosnado era um tanto rouco, seus olhos apresentavam uma característica diferente, se eles não estivessem nos perseguindo eu diria que são todos cegos. Os latidos começaram a ecoar em meus ouvidos, quando pude contar, eram quatro agora.

    — Caralho, foi por pouco. Que espécie de lobo é essa? Nunca vi lobos tão feios na vida e deformados. — Brian falava ofegante quando foi ignorado por Matt.

    — Vamos, aqui deve ter sobrado um pouco de água. — Matt caminhou a nossa frente enquanto eu sentia minha pele arder, talvez eu deveria ter cortado-me novamente na queda, e meus olhos ardiam menos, assim como a pele, mas isso não quer dizer que havia passado a agonia, agora nosso desafio seria torcer para que ainda existisse água.


Notas Finais


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