1. Spirit Fanfics >
  2. Sóbrio (Drarry) >
  3. Um novo caso.

História Sóbrio (Drarry) - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Pelo Deuses, esse negócio ficou GIGANTE.
Eu acho que me empolguei escrevendo sksksksks.
Me perdoem se tiver ficando chato ou maçante de se ler.

Capítulo 15 - Um novo caso.


*1 ano atrás*

Draco tentava manter a calma enquanto Brian gritava consigo, Malfoy estava usando uma roupa que Brian o havia proibido de usar.

Brian dizia que ele não era uma vadia para usar uma calça apertada como aquela.

-É só uma roupa! - Draco disse sentindo as lagrimas vindo.

E quando Brian se calou lhe lançando um olhar raivoso enquanto cerrava os punhos, Draco soube que ele deveria ter ficado quieto.

Brian levantou o punho em sua direção, e Draco se preparou para o soco inevitável, mas então... nada veio.

Draco abriu os olhos a e viu Daniel segurando o pulso de Brian, que se soltou das mãos dele e se virou para encara-lo.

Daniel Rickman também era um dos braços direitos de Daphne, ele e Draco já conversaram diversas vezes, ele era a única pessoa da gang com quem Draco conversava... bem, ele era diferente.

Ele era bondoso... bem, Draco já o havia flagrado diversas vezes dando comida para cachorros de rua.

Isso fez Draco de certa forma se afeiçoar um pouco a ele, o que fez Brian ter ciúmes, e isso fez Draco levar diversas surras.

A afeição de Draco talvez também tenha surgido pelo fato do amor de Daniel elos animais e por livros terem feito o lembrar de Astoria, e os seus cabelos negros meio bagunças e seus olhos verdes terem o feito lembrar de outro alguém...

E não era a primeira vez que ele o defendia de algum surto de Brian.

-O que está havendo aqui? - Daniel perguntou.

-Nada que seja da sua conta Rickman.

Brian encarou o outro com um olhar que deixaria qualquer um assustado, menos Daniel, que sustentou aquele olhar com uma confiança impressionante.

-Dray? - ele se virou para mim com um olhar preocupado.

A expressão de raiva de piorou depois de ouvir o apelido carinhoso ser pronunciado pelo outro.

-Está tudo bem – Draco responde mesmo sabendo que Daniel não havia acreditado.

-Daphne quer falar com você em particular – Daniel disse para Brian - ela disse que é urgente.

-Fique aqui até eu voltar – Brian disse para Draco enquanto se retirava da sala.

Assim que se vê sozinho com Draco, Daniel o avalia com o olhar.

-O que você está olhando? - Draco pergunta de forma rude, e por algum motivo isso faz um sorriso surgir nos labios de Daniel.

-Só fico pensando... porquê?

-Porque oque?

-Você é sempre tão prepotente, decidido, anda com esse nariz empinado para lá e para cá, mas... você abaixa a cabeça para o imbecil do Brian e age como se fosse o cachorrinho dele - Daniel fala, quase exasperado – Dray, porque alguém tão forte quanto você se submete a isso?

Draco o encara surpreso, ele não sabia o que falar, ele não esperava ouvir aquelas coisas.

-Você não sabe do que está falando – Draco rebate tentando manter a pose - e eu não te dei intimidade para me chamar de “Dray”.

O sorriso de Daniel aumentou mais ainda, ele se encostou despojadamente na parede em sua melhor pose de bad boy, e disse:

-Sabe, você fica a coisa mais fofa quando esta raiva.

Draco sente as suas bochechas esquentarem.

-Você é louco – Draco fala, enquanto abaixava a cabeça em uma falha tentativa de disfarçar sua vergonha.

Daniel dá uma risada.

-Talvez eu seja – ele se aproxima ainda mais de Draco – hoje à noite quando aquele babaca te bater, porque eu sei que é isso que ele vai fazer, eu quero que você se lembre que existem pessoas que poderiam te oferecer coisa melhor.

Ele deposita um beijo na testa de Draco e sai da sala deixando o outro sem saber o que pensar.

*Atualmente*

Draco estava melhor.

Não estava?

Bem, todos os cortes já estavam quase que completamente cicatrizados, então ele já podia voltar para a seu apartamento, para a sua solidão, não é?

Pensando nisso ele desceu as escadas lentamente, suas mãos tremiam um pouco, sua boca estava seca, ele se sentia claustrofóbico, e a péssima noite que tivera não lhe havia ajudado em nada.

Ele estava decidido a falar para Potter que iria embora ainda naquele dia.

Se ele ficasse lá por mais tempo iria acabar ficando mal acostumado.

Ao chegar na sala dos Potter ele se deparou com Lily, vestindo um tutu azul e suas sapatilhas rosas, em pé ao seu lado estava James, usando uma calça de moletom e uma camisa cinza que tinha uma estampa bem estranha de um cachorro amarelo que parecia ter sido esticado.

-Não James! Você tem que manter os pês em en dehors – a menininha disse indicando os próprios pês com muita empolgação.

-Ok, ok - disse o garoto revirando os olhos para então abrir um discreto meio sorriso.

-Agora me acompanha – braços para frente, pês em en dehors e então você faz o pilé.

James imitou os passos da garotinha, colocando os braços para frente com as pontas dos dedos se encontrando, os calcanhares para dentro e dobrando os joelhos.

Nesse instante uma risada se faz presente, Alvo estava no sofá rindo enquanto segurava um celular.

-Se você gravar isso e mostrar para alguém...

-Você vai fazer oque? Me bater com o seu tutu?

-Olha aqui seu...

-Oi Draco! - diz Lily correndo em direção a Draco e o abraçando - bom dia!

-Hum... bom dia – ele responde se sentindo um pouco desconfortável pelo contato repentino – ham... cadê o pai de vocês?

-Ele teve que dar uma saída, emergência no trabalho – disse James.

-Ainda tem café e tem panquecas – disse Lily ainda agarrada em sua cintura - eu que ajudei ele a fazer, está muuito bom.

-Ham... eu não estou com fome...

-Nosso pai disse que você provavelmente diria isso – Alvo se pronunciou – ele nos deu alvará para te obrigar a tom pelo menos um copo de café.

-Se não for por bem vai ser por mal – Lily falou em tom ameaçador, e Draco teve que controlar o impulso de cair na gargalhada.

Ela pegou Draco pela mão e foi o arrastando, até a cozinha e indicou que o mesmo se sentasse na cadeira, na mesa, além de dois potes, estava também uma bandeja com as panquecas e a garrafa com o café

-Tem cauda de chocolate e tem mel também p senhor pode escolher, agora eu tenho que voltar para a minha missão.

Dizendo isso a mesma se retirou da cozinha voltando para a sala, provavelmente para continuar sua aula de ballet.

Alvo se sentou diante da mesa a sua frente, e sobre o olhar vigia do garoto, Draco se serviu de café e de uma panqueca, ele percebia que o outro queria falar com ele, mas provavelmente não sabia como.

-Ham... Scorp me disse que o senhor é posionista.

-Eu sou.

-O senhor se incomodaria se eu lhe enchesse de perguntas?

Draco encarou o garoto com uma expressão de pura surpresa, mas então sorriu e disse:

-De maneira nem uma.

Alvo lhe devolveu o sorriso.

-Que bom, porque eu tenho algumas perguntas sobre a poção morto-vivo...

Então assim seguira, horas de conversa.

****

Quando Harry chegou em casa algumas horas depois segurando uma papelada com uma cara de quem queria matar alguém, o que não era uma mentira, mas essa expressão logo se suavizou quando ele abriu a porta e encontrou um James e um Draco sentados juntos no sofá.

-Pera, então esse bicho na estampa da sua camiseta é um cachorro magico que mora uma arvore com uma criança e eles matam monstros.

Harry passa seu olhar pela expressão confusa de Malfoy até a tv, aonde estava passando “Hora de aventura”, o desenho favorito de Lily e James.

-Exato – James fala, como se aquilo fosse a coisa mais incrível do mundo - eu não acredito que você nunca tinha assistido isso.

-Porque exatamente eu assistiria?

-Porque é genial! - James fala como se fosse obvio enquanto Draco franzi o cenho, como se achasse tudo aqui uma grande idiotice.

Nesse momento James percebe a presença do pai.

-Oi pai – ele diz.

-Olá.

Harry e Draco se cumprimentam com apenas um balançar de cabeças, e Harry aminha até a mês a de centro, que por algum motivo está quase encostada no outro sofá, e deixa os papeis em suas mãos encima da mesma.

-Porque a mesa está aqui?

-Eu tive aulas de ballet hoje – diz James ainda encarando a tv, como se o fato dele ter aulas de ballet fosse algo do cotidiano.

-Ok...

Antes que Harry pudesse dizer algo, uma vozinha se faz presente.

-Pai!

Uma menininha de cabelos ruivos se joga no colo de Harry, que a pega como se a mesma não pesasse mais do que uma folha de papel.

-Oi pequena.

A menina enrola seus braços no pescoço do pai e deposita um beijo em sua bochecha.

Draco nunca admitiria aquilo, mas havia achado aquela cena adorável, na verdade, ele achava a relação dos quatro Potters a coisa mais adorável de todas.

Mas nem sobre um crucio ele admitiria isso.

-Pensei em fazermos macarrão para o almoço – Lily disse.

-Essa é uma ótima ideia – Harry disse, sorrindo de uma forma muito doce – mas eu preciso tomar um banho primeiro, porque você não chama o Draco para te ajudar no começo, só para ir adiantando as coisas.

Assim que Harry disse isso Draco o lançou um olhar assassino que fez Harry querer rir.

-Eu não...

-Ótima ideia! - a garotinha comentou se empolgando interrompendo a fala de Draco e pulando do colo de seu pai – vamos Draco – ela pega na mão do homem e o arrasta até a cozinha, que encara Harry como se fosse capar de joga-lo de uma ponte, e Potter sabia que ele realmente era.

Harry subiu até seu quarto e se trancou no banheiro, se despindo e entrando em baixo da água quente, sentindo a mesma relaxando todos os seus músculos. Aquela havia sido uma manhã estressante.

Depois que ele havia virado chefe dos aurores, tudo o que ele fazia era mexer com papelada, raramente ele se envolvia de verdade em um caso, havia aberto uma exceção para o caso de Draco, mas apenas isso, porem haviam aqueles casos, casos tão complexos que exigiam a presença do chefe nas investigações.

Ele gostava quando isso acontecia, e se culpava um pouco por esse pensamento, mas ao menos ele tinha alguma coisa que o fizesse sentir algo, sentir aquela adrenalina que ele tanto amava.

Já era a segunda vez, era a segunda vez que aquilo acontecia, que o corpo de alguém aparecia, a primeira vítima havia sido um homem chamado Daniel Rickman, um bruxo sangue puro, filho de um ex-comensal da morte que havia morrido em Azkaban a dois anos atrás, o corpo dele foi encontrado perto no meio da travessa do tranco com sinais de tortura, ele havia morrido devido à perda de sangue, em suas costas, gravado na pele, provavelmente com uma faca, havia os dizeres: “Traidor do sangue”.

O caso ficou nas mãos de Rony que apesar de estar progredindo nas investigações deixou o caso de lado por um tempo, já que de acordo com o ministro, tínhamos coisas melhores para fazer do que nos preocuparmos com o assassinato de um filhote de comensal, como o surto de uma nova droga.

Mesmo depois de termo prendido os traficantes envolvidos no caso, o acontecimento caiu no esquecimento, e como não tinha ninguém cobrando respostas para o caso, ele foi esquecido.

Até agora.

Até ter outro corpo encontrado hoje, nas mesmas condições do corpo de Rickman, mas dessa vez... dentro do ministério da magia, mais precisamente dentro da sala de Harry, jogado em sua cadeira.

Não havia sido uma visão bonita.

O homem morto era John Dawlish, um ex-auror que havia sido acusado compactuar com os comensais e estava foragido desde então.

Harry balança a cabeça e joga um pouco de água em seu rosto tentando esquecer a cena daquele homem morto cheio de cortes pelo corpo pingando sangue em sua mesa de trabalho.

Então ele se lembra de Draco, e em como provavelmente ele já estava surtando, pois Harry duvidava muito que o mesmo soubesse ao menos fritar um ovo.

*****

Já no andar de baixo da casa, mais precisamente na cozinha Harry encontra Draco e Lily tendo em entrar em um consenso sobre o que fazer para acompanhar o macarrão, e Harry quis sorrir ao ver a expressão de alivio nos olhos de Malfoy assim que o viu.

-Eu perdi alguma coisa? - Harry pergunta.

-Hum... nada de mais – diz Lily com um sorriso gigante nos lábios ela foi até a geladeira e pegou alguns legumes e verduras – eu e Draco já decidimos tudo, eu faço o molho, Draco faz a salada e você termina de fazer o macarrão e faz batata frita – ela deixou as coisas na mesa – ao trabalho.

-Ela é bem mandona – Malfoy comentou, indo até as coisas dispostas na mesa.

-Você ainda não viu nada – disse Harry em um tom de riso – as vezes eu acho que ela que comenda essa casa.

-Não é tão difícil de acreditar nisso – ele responde com aquele sorrisinho sarcástico.

Harry achava incrível a habilidade que Malfoy possuía de sempre achar um jeito de lhe alfinetar.

Mais tarde naquele dia, as crianças estavam em seus próprios quartos, Draco estava sendo no sofá, ele não conseguiu se controlar e dera uma olhada na papelada que Harry trouxera...

Aquilo...

-Malfoy? - uma voz se fez presente ao seu lado.

Draco soltou os papeis de forma abrupta e encarou Harry em pé perto do sofá. Draco sentiu suas bochechas esquentarem por ter sido pego bisbilhotando.

-Ham... eu... eu...

-Não tem problema - Harry dá de ombros – havia um funcionário do profeta diário lá, amanhã todo o mundo bruxo vai estar sabendo do ocorrido de qualquer maneira.

Ocorre um minuto de silencio entre os dois, e eles caem naquele mesmo clima de sempre, aquele clima que só ocorria quando ambos estavam sozinhos.

-Desculpa ter saído sem avisar nem nada – Harry começa - emergência no trabalho.

-Entendo, eu meio que estranhei o fato de você não ter ido trabalhar ontem.

-Bem ser o chefe me dá alguns privilégios as vezes.

Um minuto de silencio.

Ambos se encaram.

-Hum... eu não quis tocar nesse assunto antes porque queria que você descansasse um pouco, e bem... se recuperasse – Harry começou a falar, com certa cautela enquanto se sentava no sofá.

-A onde você quer chegar? - Draco perguntou se mexendo nervosamente no sofá.

-Quem te atacou? E porquê?

-Porque você acha que alguém me atacou? - disse Draco se fazendo de desentendido.

Harry arqueou uma das sobrancelhas e o olhou como quem diz:

“Sério?”

-Me poupe Malfoy – ele revirou os olhos - eu não sou burro.

-Bem, em relação a isso – Draco o encarou com aquele olhar prepotente - eu discordo um pouco.

Harry respirou fundo resistindo a vontade de mandar aquele arrogante ir para o inferno, o que era de fato muito complicado.

-Eu estou falando sério.

-Eu também - lhe deu um meio sorriso divertido - nunca achei que você fosse dotado de grande inteligência.

-A cala a boca seu...

Harry se interrompeu, respirando fundo.

Não seria de grande ajuda se ele se irritasse e proferisse todas as ofensas possíveis cona aquele loiro de nariz empinado.

-Malfoy, alguém quase te matou – Harry disse controlando a voz e tentando soar o mais sério possível – eu preciso saber quem e porquê.

Draco quebrou sua pose novamente e voltou a encarar o nada.

-Você sabe que tem que me contar.

Draco deixou um suspiro cansado escapar por seus lábios.

-Acho que você já ouviu falar da Daphne Greengras.

-Já - Harry franzi-o o cenho, ele tinha um mal pressentimento em relação aquela mulher.

-Bem, ela era do nosso ano, e era uma das minhas colegas de casa, naquela época não éramos tão próximos...

-Mas ficaram próximos um pouco depois da morte da sua mãe – Harry completou, ganhado um olhar confuso - Astoria me falou sobre isso.

-Bem, na verdade nós começamos a conversar um pouco depois do fim da guerra, mas realmente só ficamos mais próximos quando minha mãe faleceu.

-Foi ela que mandou te atacarem?

-Foi, ela está com raiva de mim – ele fez uma pausa, como se falar sobre aquilo fosse uma espécie de tortura - porque eu a ameacei e bem, porque eu matei o maior aliado dela.

-Brian?

-Sim, foi ela que me apresentou a Brian.

-Astoria me disse que os dois tinham negócios juntos, não é?

-Sim, Brian... ele era a ponte para ela ter acesso aos trouxas.

-Quando eu falei com seu pai ele deu a entender que Brian vivia as suas custas.

-Não era bem isso... ele na verdade tinha muito dinheiro, mesmo que ele não se controlasse na hora de gastar, mas de fato eu ajudava Brian em muitas coisas.

-Você pode me falar mais sobre esse negócio...

-Eu não era a par de todos os detalhes, mas sei que envolvia venda de drogas, encomenda de assassinatos e roubos, tudo isso tanto no mundo bruxo quanto no trouxa...

Draco olhou a papelada na mesa, o seu olhar estava perdido, ele pegou o arquivo que continha a foto de Dawlish como se precisasse olhar mais de perto, então disse:

-Foi a Daphne que encomendou o assassinato dele.


Notas Finais


Bom, por hj é isso.
Perdão se tiver ficado muito grande e maçante.
Até a próxima.

Xoxo 💚💚


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...