História Sociedade Secreta : Amaldiçoada - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kaguya Ootsutsuki, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Personagens Originais, Rin Nohara, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shisui Uchiha, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Fantasia, Naruto, Romance, Sasusaku, Vampiros
Visualizações 81
Palavras 2.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi ?
Primeiramente boa noite ! Segundo, um sincero pedido de desculpas . Eis o motivo do sumiço :
A faculdade anda me sugando bastante, ando com dificuldade de estabelecer um horário de estudo então tá tudo caindo em cima de mim ao mesmo tempo, matérias pra estudar, trabalhos para fazer , provas para estudar ...
Anatomia é maravilhosa, sistema nervoso e muscular são fascinantes, porém são complexos. Bioquímica e Biologia Tecidual se eu pensar demais choro.
De qualquer forma vou atualizar com mais frequência aqui, já estou mais estabilizada.
Espero que gostem do cap e desculpa mais uma vez pelo longooo atraso <3

Capítulo 7 - Ephemerality


Fanfic / Fanfiction Sociedade Secreta : Amaldiçoada - Capítulo 7 - Ephemerality

" - Não há melhor maneira de drenar um pingo de dúvida do que inundá-lo com a verdade nua e crua . " 

 - House of Cards 

Holmes Charpel - England 

Hospitais tinham um cheiro próprio e bastante característico, algo como pinho misturado a álcool e remédios, de modo que, ainda que de olhos fechados pude reconhecer onde estava . Um canhão de luz branca a princípio parecia diante dos meus olhos, me cegou momentaneamente, pressionei as pálpebras úmidas por alguns segundos antes de abri-las novamente e só então vi que não estavam em cima de mim ou pelo menos não tão perto, eram lâmpadas acopladas ao teto posicionados bem acima do leito onde eu estava deitada .

Quando tentei mover minha cabeça e falhando no processo notei que meu corpo inteiro estava travado pelo desuso, lentamente ergui a mão esquerda e levei para a base do pescoço onde passei a massagear afim de aliviar a tensão . Eu ouvia o bip da máquina próximo e já tinha me dado conta dos fios ligados ao meu peito e da agulha presa em meu pulso direito . No entanto, a compreensão sobre havia me feito vir parar aqui não havia me atingido por completo .

Em mais uma manhã qualquer na pacata Holmes Charpel eu havia tomado café com Kiba Inezuka no hotel de sua família, nós conversamos por uma hora sobre trivialidades, mais tarde naquele mesmo dia eu almocei em sua presença, há noite horas antes do evento da familia Uchiha trocamos breves palavras, e então mais tarde eu o encontrei morto de forma brutal . Deus, Kiba havia sido assassinado . Haviam ceifado sua vida de forma tão brutal e desumana e tentado fazer o mesmo com a minha .

Eu me lembrava nitidamente de seus olhos castanhos opacos vidrados em mim, de sua camisa branca manchada de vermelho, de seu corpo suspenso do chão por uma estaca e de seu sangue escorrendo e melando meus tornozelos, tão real quanto ao vivo. Era uma cena da qual eu jamais esqueceria e que a cada vez que eu fechava os olhos surgia. A massa negra na escuridão plantando suas mãos em meu peito e meu corpo caindo em queda livre ao chão, o grito preso em minha garganta enquanto pensava que aqueles seria meus últimos minutos, como eu poderia esquecer ? Eu não deveria, só não dava para varrer para debaixo do tapete e fingir uma normalidade que nunca existiu em minha vida.

- Olha quem acordou . – Meus olhos vagaram até a porta, uma enfermeira tinha metade do corpo voltado para dentro do quarto, ela sorria discretamente para mim . Havia mais alguém com ela, eu via um metade de um outro corpo. Ela disse algo para quem estava junto e depois entrou sozinha. – Boa tarde senhorita Haruno, como se sente ?

Ela apanhou uma prancheta presa em frente a cama com informações sobre meu estado e distraidamente me perguntou a respeito de como eu me sentia. Cerrei os lábios um no outro enquanto tentava organizar as perguntas que queria fazer, sairiam atropeladas se eu não as filtrasse.

- Dolorida. – Respondi sincera antes de iniciar meu longo questionário. – Quem me trouxe até aqui ?

Depois da queda eu me lembrava vagamente de estar agonizando no chão, do sangue empapando meus cabelos enquanto tudo ficava disforme tal como meu corpo virava gelatina . Como eu ainda estava viva ? Quem havia me encontrado ?

- Ino Yamanaka, se lembra dela ? – Ino ... Ino, eu não associei a princípio o nome a pessoa, minhas memórias pareciam terem sido remexidas com o acidente, mas depois de uma longa fração de segundos eu me lembrei dela . Acenti vagarosamente. – Ela te encontrou e ligou para emergência . Do que se lembra ?

Eu não me lembrava de Ino ter me encontrado, provavelmente já estava apagada, tudo que me lembrava era de ter recebido uma carona sua, o que quer que tivéssemos conversado antes ou depois no momento eu não me lembrava.

- De tudo ou pelo menos do que houve para que eu viesse parar aqui . – novamente Kiba surgiu em minha mente. – Há quanto tempo estou aqui?

Ela me olhou de um jeito afetado, como se estivesse lamentando por mim.

- Um dia inteiro, deu entrada na madrugada de ontem já desacordada e induzimos durante todo o dia seu sono, sentiria muito mais dores se estivesse acordada durante as primeiras horas.

Uma queda do segundo andar relativamente alto se não provocasse a morte de um indivíduo causaria no mínimo algumas sequelas. Agitei-me quando pensei que poderia ter ficado com alguma . Eu sentia minhas pernas e meus braços, levei a mão até a parte posterior da cabeça onde me lembrava de sentir o sangue vertendo, para meu alívio ou não estava liso, sem um curativo sequer no couro cabeludo como deveria ficar.

- O delegado está aí ? – Me veio na mente a imagem de Sasuke. A enfermeira me olhou em dúvida. – Prenderam quem fez isso comigo ? Descobriram que matou Kiba ?

Minha voz saiu esganiçada, uma chama de raiva se acendeu em meu peito formando o desejo de vingança.

- Senhorita Haruno receio que esteja equivocada. – Ela iniciou cautelosa. Entra o acesso de raiva lhe olhei estranhando e não gostando do seu tom de voz . – O delegado Uchiha não se encontra aqui atrás da senhorita porque não há necessidade, o senhor Inezuka se encontra perfeitamente bem de saúde, eu o vi hoje mesmo pela manhã passeando com o cachorro de estimação e sua queda da escada não foi provocada por ninguém, a senhorita se desequilibrou nos degraus da escada e caiu do segundo andar, portanto não foi um acidente criminoso. Diga-me senhorita Haruno do que se lembra ? Me conte detalhadamente.

Balancei a cabeça por vezes em negação enquanto ela falava, minha mente começava a entrar em curto. Eu havia visto Kiba morto, do jeito que ele estava naquela noite não havia chances para ele. E eu havia sido empurrada, eu me lembrava nitidamente da queda e dos minutos agonizantes em que eu esperava a morte me alcançar. Era tudo real .

- Você está mentindo, oh meu Deus, você está mentindo para mim. – A acusei enfurecida. Ouvi o monitor se alterar, mas não me dignei a olhar. – Não há maneira alguma de Kiba estar vivo, ele tinha uma estaca no coração, bem no centro. Pare de mentir para mim !

Gesticulei com ênfase .

- Senhorita Haruno por favor se acalme, terá uma parada cardíaca se não se acalmar. – Ela me segurou pelos pulsos e me fez reencostar na cabeceira da cama. Os meus batimentos se elevavam a cada segundo e os efeitos colaterais começavam a chegar. – Eu não estou me-

- O que está havendo Guren ?

A porta foi aberta num rompante, um homem de cabelos descoloridos e óculos entrou apressado. Ele me olhou por uma fração se segundos e pareceu me reconhecer.

- Doutor Yakushi, a paciente está tendo um surto.

Ela o informou esbaforida, seu olhar se revezava entre o monitor e o médico.

- Segurei-a. – Ele não se importou em perguntar qual era o motivo, parecia assombrado e nervoso, o vi praguejar . A enfermeira apertou meus pulsos forçando-os para junto do meu corpo, praticamente subiu em cima de mim, ainda sim eu pude me desfazer do seu aperto e lhe empurrar. Ela me fitou do chão chocada pela minha força descomunal. – Não me faça machuca-la senhorita Haruno, seja uma boa paciente e deite-se. Vamos Guren, levante-se.

- Vou denuncia-lo se ousar me tocar sem a minha permissão. Sabe que não pode.

Retruquei furiosa. Queria saltar daquela cama e partir em sua direção, mas sabia que cederia logo que meus pés tocassem o chão frio.

- Me agradecera depois. – Senti uma picada no lado esquerdo do pescoço, lentamente virei vendo a enfermeira com uma seringa e resquícios de um líquido verde no tubo. Ela saltou para trás antes que eu pudesse lhe agarrar. Voltei meus olhos para o médico que me fitava tranquilo, totalmente diferente de minutos antes. – Durma monstrinho.

Não tive oportunidade de lhe dar uma resposta à altura, meus olhos pesaram rapidamente e quando dei por mim estavam fechados, minha mente se desligou por completo segundos depois.

[...]

Eu sempre achei a morte um acontecimento antinatural, embora eu a tivesse como única certeza na vida nunca estive preparada para ela de fato .

Eu tive uma irmã até os dez anos e então em uma sexta feira há tarde ela estava morta . Eu não estava preparada, eu não havia a dito na ligação daquele dia o quanto à amava ou o quanto ela era importante para mim . Eu não a havia perdoado por ter levado consigo na viagem minha boneca favorita e foi aí que eu entendi que embora morrer fosse nossa única certeza desde que nascemos nunca sentimos o tempo todo o peso dessa sentença .

A prova disso é que nunca dizemos eu te amo todos os dias a todas as pessoas que amamos pensando que podemos não ter essa oportunidade mais uma vez . Não perdoamos todos os dias porque não pensamos que talvez cinco minutos depois nunca mais teremos a chance. Não vivemos todos os nossos dias intensamente porque não pensamos frequentemente que justo aquele pode ser último . Nunca estamos prontos para morrer ou para lidar com a morte de alguém querido .

Eu também não estava preparada para quase morrer, quase partir sem dizer a Mebuki que mesmo ela sendo uma mãe omissa eu a amava, que a perdoava por todos esses anos de reclusão e que a admirava por ser a mulher forte que era, nossas vidas eram marcadas por perdas . Bem eu diria quando a visse . E quando encontrassem com Suiren um dia a diria tudo que não pude há dez anos atrás .

[...] 

Eu procurava lidar “melhor” com a morte de Kiba, eu não estava convencida da versão contada pela enfermeira, me negava a crer que tudo que eu havia visto naquela noite fosse ilusão. Mas pensar muito agora em Kiba e tudo que havia por trás me deixava a beira de outro acesso de raiva, dessa vez eu me recusava a varrer para debaixo do tapete, eu estava farta de fingir uma normalidade que simplesmente não existia em minha vida.

Jà havia uns bons minutos que eu havia acordando, por segurança achei melhor manter os olhos selados, quando fosse para abri-los eu exibiria uma faceta vulnerável e confusa, eu sentia que se agisse como antes o medico atestaria instabilidade mental e eu ficaria presa por mais tempo aqui. Por hora bancaria a desmemoriada e os faria acreditar .

Ouvi a porta do quarto se abrir, rezei para não estar com os olhos tremendo e regulei minha respiração, segundos depois senti um cheiro adocicado bem próximo de mim. A fragrância me remeteu uma lembrança, uma flor vermelha destoando de um céu preto sendo carregada pelo vento. Uma Immortal, o nome surgiu nos confins da minha mente.

- Não podem demorar aqui, se os virem no quarto dela vão comentar mais do que já estão. – Era a voz do doutor Yakushi. – Ela está bem agora, o soro ainda vai fazer efeito por mais duas horas.

- Posso cuidar se alguém nos ver aqui.

O que Ino Yamanaka fazia aqui ?

- Igual cuidou dela ? – A voz de Yakushi estava carregada de sarcasmo. – Se voltar a tentar usar seus poderes nela pode realmente prejudica-la, melhor não.

Ele se referia a mim ? E o que ele queria dizer com poderes ?

Minha vontade era abrir os olhos e os colocar contra parede, no entanto, eu colocaria todo meu plano anterior a baixo.

- Qual é, se algo deu errado não foi por minha causa. – Ela rebateu irritada. – Me deixe refazer Sasuke !?

O nome do delegado me fez prender a respiração por uma fração, a maquina se alterou e eu rapidamente soltei . Em pensamento me castiguei pelo vacilo, e se eles tivessem me visto prender o ar ? Houve alguns segundos de silêncio na sala, meus batimentos normalizam outra vez e eu rezei para que eles não tivessem visto nada demais.

- Não podemos deixar que ela saia daqui assim, se lembrando ... – A voz rouca e imponente de Sasuke era reconhecível para mim. Seu tom demonstrava enfado. – Faça o que tem que fazer Ino.

Uma pontada de medo perpassou meu corpo, lutei para me manter neutra, mas o medo era devastador em mim. O que eles fariam comigo ?

- Sasuke se Ino refizer o processo danos irreversíveis podem ser infringidos a ela, é realmente o que quer ? – Ouvi Yakushi intervir. – Pode machuca-la, é o que quer ?

Foram excruciantes minutos esperando por uma resposta para uma questão que eu nem sequer compreendia, mas sabia não ser auspiciosa. Sasuke teria coragem de me machucar ? Era a pergunta que eu mais estava interessada em saber.

- Não, eu nunca a machucaria. – Um peso deixou meu corpo . Entre todas as questões que haviam surgido nesses últimos minutos essa havia quase me tirado o controle, sua resposta dita com tanta firmeza ofuscou tudo.

- Droga... vão, vão embora rápido. – Acabei perdendo o controle, sem que percebesse deixei meus batimentos elevarem-se e logo a maquinha havia se alterado e dessa vez não havia como disfarça. Ouvi a porta bater novamente, eles haviam ido embora. Esperei algum tempo até soltar o ar que nem havia me dado conta de que estava prendendo e então abri os olhos vagarosamente. Uma sombra pairava sobre mim. – Olá senhorita Haruno.

Era Yakushi.


Notas Finais


- Estuda farmácia ?
- Sim.
- E já chorou estudando anatomia ?
- Não!
- E é esthdante de farmácia ?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...