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História Soft Lips. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Faz um tempo que não posto nada, simplesmente porque me falta inspiração. Mas como eu fui ver esse drama pela 3 vez, eu queria escrever pelo menos uma história para esse fandom, e que casal melhor do que esse dois?
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Mais do que eu imaginei.


Chu enlouqueceria, ele tinha certeza disso. Fazia mais de um mês desde a batalha contra Ye Zun, onde todos, milagrosamente, saíram vivos. Desde então, Changcheng vinha ajudando com tudo o que podia e, ainda por cima, havia virado sênior para os novos recrutas que chegaram depois do conflito. Mas havia algo, algo que iria, de uma vez por todas, tirar Chu do sério. Sendo a pessoa prestativa que era, Guo sempre levava um bloco de notas para onde quer que fosse e, sendo assim, anotava tudo e qualquer coisa que lhe parecesse importante.

O único problema com essa mania, era que o pequeno e inocente Changcheng mordia seu lábio inferior sempre que estava concentrado. Chu jurava que ele fazia aquilo de propósito, mas o lado são de sua mente sempre lhe rebatia, dizendo que Changcheng não era capaz de fazer algo tão provocativo de boa vontade.

Sentado na sua mesa, inspecionando arquivos que Zhao Yulan era muito preguiçoso para checar por si mesmo, o mestre das marionetes desviava sua atenção dos papéis a cada cinco minutos para encarar seu pequeno Guo, que escrevia algo em seu diário. Como raios Guo conseguia fazê-lo baixar sua guarda tão facilmente ainda era um mistério.

 

— Chu-ge. - O menino de repente o chamou. - Você acha que devemos ir atrás de Shen Wei para esse caso?

 

Demorou cerca de trinta segundos para que a atenção de Chu saísse dos lábios do outro e focasse nas palavras que saíram de lá. A esse ponto, Changcheng ficou preocupado e balançou sua mão levemente.

 

— Chu-ge? - Questionou com o cenho franzido.

 

— Hm? - Disfarçou, pondo um tom de raiva em sua voz.

 

— Ah, nada, não é nada. - Guo sorriu nervoso e voltou a escrever quase que instantaneamente.

 

E lá estava de novo. Depois de menos de um minuto escrevendo, Changcheng já estava mordendo a parte inferior de seu lábio. Chu sentiu cada parte do seu corpo aquecendo e colando às roupas, seu cachecol ficou desconfortável em seu pescoço. Ele enlouqueceria, tinha certeza.

 

— Você pode parar de morder esse lábio?! - Latiu com raiva.

 

Da Qing, que estava descendo as escadas, escorregou e teve que recorrer à sua forma de gato para cair sem se machucar. Zhu Hong pulou em sua cadeira e os dois fantasmas que faziam seu trabalho se atrapalharam com os arquivos que seguravam. Dentro do escritório de Zhao Yulan, pode-se ouvir um grito exasperado de seu chefe e um murmúrio preocupado de Shen Wei. A reação mais desesperada foi, obviamente, a de Changcheng. O menino pulou de sua cadeira em uma velocidade altíssima, segurando seu diário na frente de seu rosto como se pudesse protegê-lo.

Como consequência de seu pulo, Guo acabou por se desequilibrar e soltou uma exclamação quando sentiu que estava prestes a se espatifar no chão duro do SID. Rapidamente, cordas brilhantes prenderam-se em sua cintura e ombros, o trazendo de volta ao equilíbrio. Logo em seguida, Chu já estava a menos de três metros dele com uma expressão preocupada que só o menino conseguia provocar nele.

 

— Você está bem, Changcheng? - Murmurou, checando rapidamente por qualquer lugar que o outro pudesse ter batido.

 

O outro, por outro lado, estava paralisado no lugar, temendo ter irritado Chu-ge ao ponto de sofrer alguma agressão. Mas depois de alguns segundos de silêncio constrangedor no escritório, Guo entendeu que não tinha nada a temer, então sorriu e suspirou aliviado.

 

— Estou bem, Chu-ge. - Assegurou baixinho, levando sua mão livre à do outro.

 

Changcheng pode ter imaginado, mas tinha quase certeza que vira Chu-ge sorrir com o contato. Ninguém no lugar se atreveu a quebrar a bolha de silêncio, isso até que Zhao Yulan saísse de seu escritório com o cabelo mais bagunçado do que o normal e com sua camisa um pouco torta.

 

— O que diabos foi isso, Lao Chu?! - Exclamou, tentando não sorrir muito enquanto via a cena a sua frente.

 

Chu tentou não prestar atenção em seu chefe, mas o olhar de cachorrinho que Guo lhe deu o fez rosnar baixo e virar a cabeça para Yulan com desdém. Zhao Yulan riu baixinho e apontou para os dois, que ainda estavam na mesma posição, com Guo ainda segurando a mão de um muito irritado Chu Shuzhi.

 

— Vão arrumar um quarto, vocês dois.

 

Os outros atrás deles seguraram a risada, temendo por suas vidas. O marionetista não deixou nem um pouco barato.

 

— O seu escritório virou um quarto agora, chefe? - Sorriu ácido, gesticulando com a mão livre para toda a figura bagunçada que era Yulan no momento.

 

Mais um silêncio avassalador se seguiu, sendo quebrado apenas pelas tentativas do guardião de formular uma resposta coerente. Com um sorriso convencido, Chu viu seu chefe voltar ao escritório derrotado. Seguido disso, mais ninguém conseguiu segurar as gargalhadas.

 

— Não precisava ser tão duro com ele, Chu-ge. - Changcheng riu baixo, apertando levemente sua mão.

 

— Hm. - Mal se deu ao trabalho de responder, já se distraindo novamente com os lábios do outro.

 

— Lao Zhao estava certo, arrumem um quarto! - Da Qing teve a coragem de gritar para os dois.

 

— Da Qing, acho melhor você correr. - Lin Jing gritou de seu laboratório.

 

Assim que ouviram o cientista, o híbrido já estava em sua forma felina, correndo para bem longe do Dixing. Chu hesitou em soltar a mão de Changcheng, mas o menino lhe deu um olhar divertido e o incentivou a caçar o gato atrevido. Com um sorriso maníaco, o marionetista rapidamente beijou Guo e saiu correndo, determinado a achar Da Qing e o pendurar em algum lugar alto por algumas horas pela sua coragem.

Quando Chu já estava longe, Changcheng desabou em sua cadeira, levando sua mão à boca e soltando um suspiro surpreso.

 

— Então, o que acabou de acontecer? - Wang Zheng perguntou, confusa.

 

— Eu acredito que nosso Changcheng acabou de receber seu primeiro beijo. - A cobra respondeu com um sorriso malicioso.

 

— O que?! - Lin Jing exclamou, podendo ser ouvido de dentro do laboratório.

 

Em sua cadeira, Guo não conseguia pronunciar nada que viesse à cabeça, pois a única coisa coerente que conseguia pensar era em como os lábios de Chu-ge eram macios.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Comentários são apreciados.
Até a próxima!


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