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História SOL - PARK JIMIN - Capítulo 7


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Notas do Autor


CHEGAAAAAI ;;) com a net maromenos kk kk
BOA LEITURA:

Capítulo 7 - A ESCURIDÃO INSTALADA


Fanfic / Fanfiction SOL - PARK JIMIN - Capítulo 7 - A ESCURIDÃO INSTALADA

A ESCURIDÃO INSTALADA

 

Se afastando de todos, era isso que precisava, um tempo para pensar, sozinha, com paz.

Paz; um sonho que começava se tornar impossível. Indo para o triste jardim morto, atrás da mansão, havia um belo horizonte; como a mansão se localizava numa colina poderia se vir quase toda cidade; sentindo ventos frios assoprarem quis muito chorar, porém se começasse não conseguiria parar; pegando seu celular, direcionou para os contatos indo direto para o da sua mãe.

-... Alô? Mãe?

-Ah! Ainda bem que ligou, Amaya! Hoje mesmo consegui um novo trabalho para você! Será uma linha nova de lingerie, não é um máximo?

-Ah, não, mãe... Olha, escuta, eu...

-Já estou resolvendo tudo, filhona! Ficará incrível, é disso que você precisa! Novas agências!

-Não, mãe! Me escuta!

-E claro, terá que comprar um guarda-roupa novo logo que voltará fazer muitas entrevistas. Que tal mudar o cabelo?

Não acreditando, secaram suas palavras, nenhuma delas chegaria a sua mãe.

-Eu não sei, talvez uma tinta, uma descoloração, o que acha?

Tirando o celular do ouvido, olhou-o deprimidamente.

-Escuta, mãe, é importante. Olha... Eu estou com problemas, problemas reais.

-AH! Não me diga que apareceu uma espinha no seu lindo rosto?!

-... .

-Rápido, rápido! Vá se encontrar com sua dermatologista, filha! Não podemos perder esse ensaio das lingeries, Amaya! Amaya? Está me ouvindo?

-Eu estou, mas você não... Adeus, mãe.

-Hã? Amaya?! Espe... .

Desligando na cara, lamentou-se em ter tido essa infeliz ideia. E mesmo que sua mãe a escutasse nada poderia fazer, contudo... Apenas um apoio, uma palavra positiva, era tudo que queria.

-Que ideia estúpida a minha... .

Pensou ligar para seu pai, mas... Não, daria no mesmo. Tocando num tronco de uma árvore morta gemeu quase cedendo às lágrimas.

-Amaya... .

Virando, atrás vinha Jimin, olhando-a preocupado; respirando fundo, não se permitiu desabar, não na frente dele.

-Ora, ora... O deus sol... .

-Eles não podem te ajudar, Amaya. Sua família precisa ficar fora disso.

-Eu pensei que seria bom eu me despedir... Antes de me transformar num terrível monstro demoníaco, certo?!

Dando-a uma careta impaciente com suas birras, aproximou-se.

-Você não vai se tornar nada disso, será apenas você, a Amaya forte e decidida que conheço.

Agora foi ela que o fez uma careta, debochando.

-Ah, não venha me bajular agora, solzinho amarelinho.

-Como assim?

-Eu sei que agora, para vocês, me tornei algo problemático. E eu pensando que não poderia acontecer algo mais problemático do que já sou.

Isso fez Jimin sorrir; Amaya era inteligente, ele teria que tomar mais cuidado com as palavras.

-Vocês já sabem o motivo dele ter me escolhido?

-O mais provável é: ganho de tempo.

-Hã?

-Ele precisava de um humano. Pimba! Você estava lá, para mim foi bem viável.

-Não diga isso com essa carinha de bom-moço, moço! Eu estou ferrada!

-Não, eu não permitirei isso.

Estremecendo seu corpo, quis acreditar nele. Debaixo dessa grossa casca de ironias, sarcasmos e confiança que sustentava, Amaya queria muito desabar, somente chorar em seus braços, gritar, agir como a situação pedia, mas não poderia, não aceitaria tal coisa.

-Você está sentindo alguma coisa?

-Ah... Nada que já não tenha sentido... .

Desviando o rosto, falou mais devagar, entristecida.

-Amaya... Vem cá.

Abraçando-a acariciou sua nuca; não gostava que as pessoas sentissem pena, mas teria que admitir que esse afago era bom demais. Provavelmente o único que teria.

-Jimin... Me diga, você é deus, aonde eu pequei? Por que tenho que passar por isso?

-... Nem sempre é uma consequência dos seus atos, às vezes... Apenas para te amadurecer. Como saberá levantar se nunca tiver caído?

Aceitando sua resposta, abraçou-o também, fortemente; Azure poderia ser sensual e um belo pedaço de mau caminho, mas Jimin era especial. Apenas com sua presença já a bastava. Afundando em seu peito marcado no casaco de lã, era confortável e gentil; sim, Amaya gostava disso, era tudo que queria.

-Jimin... Me pega no colo?

-... .

Rapidamente achando estranho, aceitou por não perceber nenhuma nota de ironia em suas palavras que foram ditas tão deprimidamente.

-Vem cá, menininha.

Pulando, segurou o pescoço e senti-o por os braços embaixo, de apoio. Suspirando, permitiu deixar escorrer uma lágrima solitária, mas não diria isso a ele.

-Melhor?

-... Sim... Obrigada.

 

Não querendo estar perto dos outros e não podendo acompanhá-lo, resolveu permanecer no seu quarto o resto do dia. Dispensando as refeições, a própria brigou com si mesma por estar apenas se alimentando de barrinhas sem gosto e secas, mas desde que chegou nessa mansão não teve a paz necessária para fazer uma boa refeição. Tendo que suportar esses deuses então, não comeria mesmo.  

Acordando de madrugada, não sabia as horas, mas sabia que algo não estava certo; percebendo algo errado consigo mesma levantou em prol de se olhar no espelho.

-AH!

Acendendo a luz e achando o problema, preferiria jamais ter acordado.

-Que merda é essa?

Uma mecha do seu cabelo estava negra, totalmente escura, como se pegasse piloto e riscasse.

-A-ah... Ah... AAAAAH, JIMIIIIIIN! JIMIIIIN!!!

Chegando desesperado, quase derrubou a porta, encontrou-a no chão, em pânico. Um pânico não pelo real motivo, sim pelo seu lindo cabelinho arruinado.

-Amaya!

-O QUE ACONTECEU COM MEU CABELO?! MEU CABELINHO!

-Hã?

Pensando ser mais um dos seus dramas, também enxergou o problema.

-Está preto. Você pintou essa mecha?

Abaixando, segurou a macia mecha negra.

-COMO OUSA FALAR ISSO?! CLARO QUE NÃO!

-... .

Arregalando os olhos tomou um choque de realidade; o problema era bem mais fundo. Desesperadamente tentando tirar essa “tinta”, Amaya “cagou” para a reunião de deuses que se formou ao seu redor.

-Que merda! NÃO TÁ SAINDO!

-O que vamos fazer? Já começou a corrupção.

Perguntou Azure cruzando os braços, assim como Jimin ele não suportava ver Amaya desse jeito, mas era impossível conseguir acalmá-la no momento.

-Hm... Hm... Talvez cortar o cabelinho dela?

-NEM OUSA, SUA VACA COR-DE-ROSA!

-A-aiii!

Berrando furiosamente com Flora, a pobre coitada quase começou a chorar.

-... Amaya, venha cá!

-Uh? Já sabe um jeito de fazer meu lindo cabelo voltar ao normal, Jimin?! A-AH! O que está fazendo?!

Segurando-a firme esquentou as pontas dos dedos e passou na mecha fazendo queimar o cabelo e soltar.

-Isso deve bastar.

-Hã?

Vendo sua longa mecha na mão dele sentiu algo que nomeou como PIRIPAQUE.

-AAAAAAAAAAH! VOCÊ QUEIMOU O MEU CABELO, SEU MALUCO?!

-Essa mecha simboliza a escuridão que estava em você, bem, pelo menos não tem mais a mecha.

-AAAH! SABE QUANTOS ANOS DEMOROU PRA CRESCER?!

-Foi só uma mecha, Amaya.

Metralhando-o com o olhar, correu para o espelho, contemplando a desgraça.

-A-a-ah, meu ca-ca-cabelo... .

-Ah, Amaya!

Indo a ela, Azure conseguiu segurá-la antes que despencasse.

-Amayazinhaaaa!

-Ajuda aqui, Flora!

Suspirando, Jimin se perguntou, pela milésima vez, o motivo de ter voltado para essa mansão que parecia mais o inferno e Amaya era o pior dos demônios.

-Para de drama, Amaya!

-SEU DESGRAÇADO!

Se recuperando na base do ódio, tomou impulso e seguiu para ele, querendo o esganar.

-Eu fiz o melhor para você!

-O MELHOR?! SÓ SE FOR NESSA SUA CABEÇA DOENTIL E... E...

-Amaya?

-A-ah... AH! AAAH! AAIII!

-AMAYA!

Tentando ajudá-la, mesmo não entendendo, Jimin ficou ao seu lado enquanto gritava aparentemente com dor; colocando as mãos na cabeça, uma nova mecha negra se fez, crescendo no mesmo lugar da outra.

-A-ah... Hã?

-Amaya! Está bem?

-A dor... A dor passou, estou bem.

-Tem certeza?! Quer um copo d’água? Uma bolsa d’água? Um pano molhado?

-Não, Azure! Estou bem... .

-Melhor se sentar, Amayazinha.

-Não, não toquem em mim!

Sendo cercada por eles, sentiu-se sufocada e mais atribulada, correu para fora do quarto, para longe deles. Pensava melhor sozinha.

-Amaya!

-Me deixe em paz, Jimin!

-... Não... Não vá... .

Correndo, sem olhar para trás, com medo de algum deles vir, parou no jardim da frente entrando no labirinto de plantas mortas, quis se perder lá, talvez assim se encontrasse.

-... A-ah... Uh, o que está acontecendo? O que minha vida virou?! Isso é sério, Amaya... Muito sério... Algo que você não possa controlar... .

Rodeada de arbustos mortos, beliscava seu braço na esperança disso tudo ser um sonho. Querendo muito chorar, não adiantaria ligar novamente para sua mãe, ela não estaria para si, nunca esteve.

-O-o que... O que eu faço? ... Eu estou sozinha... Nesse lugar estranho, com pessoas estranhas, na verdade... Nem pessoas são... .

-Você não está sozinha.

-Disse para me deixar em paz! VAI EMBORA, DEUS JIMIN!

-... Park Jimin. Há muito tempo que alguém me chama por esse nome... .

À sua frente, Amaya se afastou; internamente isso a trazia conforto.

-É mesmo?! Que nome?!

-Meu nome de vivo.

-... Quê?

-Quando eu era vivo.

-Você está vivo!

-Não, eu existo. É diferente. Eu já fui como você, já senti medo, aflição, já me perguntei o motivo de viver... .

Arregalando os olhos, deixou de lado sua postura hostil e defensiva e deu-o atenção.

-Você... Já foi humano?

-Sim. Eu vivi até meus vinte e cinco anos, depois eu morri de uma doença incurável na época, então a natureza me deu outra chance, mais que isso, me deu um propósito.

-... A-ah... VOCÊ JÁ FOI HUMANO?! INCRÍVEL!

Jimin sorriu.

-Amaya... Você não está sozinha. Pode parecer que somos de mundos diferentes, pode parecer que não há nenhuma semelhança entre nós, mas eu somente estou aqui por sua causa. Para cuidar de você, Amaya... Deixe-me cuidar de você.

Abrindo seus braços, a convidou com um gentil sorriso, um sorriso que somente ele sabia fazer, que fazia o coração de Amaya até errar as batidas, tirava seu fôlego; juntando lágrimas, gemeu e correu para ele, seu apego, seu deus.

-Snf, snf... Ji-Jimin... JIIIMIIINNN!

-Shh, shh... Já passou, passou.

Aquecida desse abraço de ternura, suas lágrimas puderam rolar sem nenhum julgamento; ser durona não era mais preciso com ele.

-Snf, snf... Muito, snf, snf... Obrigada.

Afastando um pouco, disse limpando seu rosto, sentindo-se melhor.

-Tudo bem, vamos lidar com isso juntos. Você não está mais sozinha.

Com uma mão limpando um olho, olhou-o fixamente, tudo em volta se iluminou, inclusive dentro de sua alma.

-Jimin... .

Sentindo uma explosão dentro de si, seu corpo a empurrou para o dele, novamente.

-Ah! É... É tão bom estar perto de você; é verdade, você é um sol, ilumina e esquenta tudo, dá conforto.

Apertando-o no abraço, ele era sua luz no fim do túnel, sua esperança de dias melhores; com ele... A escuridão não resistiria. Corando, como nunca corou por nenhum rapaz antes, ergueu seus olhos aos dele e aproximou de rosto.

-Obrigada por ser tão quentinho.

-... Por nada.

Aproximando seu rosto também, um beijo sincero e gentil puderam ter; segurando o rosto molhado de Amaya, Jimin quis intensificar confortável em tê-la novamente para si. Não querendo nunca mais soltá-lo, era a melhor sensação do mundo: apego, afeto. Ninguém mais teria tal poder sobre ela e Amaya começava perceber isso; deus ou não, um lugar importante do seu coraçãozinho tão quebrado alcançou. Doces e longos beijos, porém algo fez Jimin não prosseguir.

-Hã? Jimin?

-A-ah... Ah... O-o que é... AH!

-Jimin!

Afastando dela, seus lábios começaram ficar negros e essa mancha espalhou pelo seu rosto, como uma contaminação.

-AH! JIMIN!

-A-AH! AAAAH! AAAH!

Fechando o tempo, ele sentia dor e a mancha apenas mais se alastrava; com medo, não pôde fazer nada; teria sido ela a machucá-lo assim?

-Ei, Jimin!

-Jiminzinho!

Vindo Azure e Flora, Amaya sentiu levemente um alívio, eles saberiam o que fazer, certo?

-Hã? Uma corrupção? Mas como?

-Jimin!

-N-NÃO! Não encosta-se a mim, Flora... Cof, cof... E-eu... AAAH, TÁ QUEIMANDO!

Metade do seu rosto estava negro, ele riscava usando suas unhas, mas isso o machucava ainda mais; o caos caiu acertando-os como uma bomba. Tremendo, Amaya tinha certeza que veio dela, dessa mecha negra em seu cabelo, a escuridão instalada.

-Temos que fazer alguma coisa, Flora!

-Sim! Mas o quê? Um ritual? Não conseguiremos somente sendo nós dois!

-Somos três!

-Ah... Magna?

-Vamos! Ele está em tormenta! Deem as mãos!

Vindo correndo e totalmente decidido, os três fizeram uma roda com Jimin no centro cantarolando palavras desconhecidas, cada um adquiriu uma luz, luz essa de cada cor.

Azure: Azul.

Flora: Rosa.

Magna: Marrom.

Brilhando os três, seria bem bonito se Jimin não estivesse sufocando caído de joelhos. No seu canto “distante” disso, Amaya não sabia como agir, nem o que falar. Era como... Seu mundo caísse.

Verdadeiramente entregou seu coração a Jimin e acabou o contaminando... .

 


Notas Finais


Esse Cap poderia se chamar AMOR E DOR kkkkkkkk PQ CACETE KKKKK DEU TUDO ERRADO! KKKKKK
AAII #SOFREMOS!!!
qnd tudo tava bunitinho PAAAA BUUUMMMM VRAAAUU! VOADORA NA CARA! Poderia ser chamar VOADORA NA CARA tbm kkkkkkkkkkkkk
~~ achei o cap mais fofo e romantico da FIC <<33 então gostei, tempos q n fazia um casal gostosinho assim hehe
COMENTEM!!


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