História Sol - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O
Tags Adiantado, Baeksoo, Fluffy, Happykyungsooday, Soobaek, Wegotthatpowerkyungsoo
Visualizações 181
Palavras 1.709
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu tô postando antes da hora porque vou ficar sem internet a partir de amanhã.

Isso tá meio merda como sempre, mas tô botando fé kkkkk

Let's ler.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sol - Capítulo 1 - Capítulo Único

 

Do Kyungsoo estava dormindo até cinco minutos atrás. Eram quatro da manhã e ele estava no meio de um sonho muito gostoso, onde ele conseguia organizar todos os seus livros por cor. Porém, cinco minutos atrás Byun Baekhyun brotou na cama dele e começou a sacudi-lo até que ele acordasse. Quando abriu os olhos, Kyungsoo deu de cara com um Baekhyun todo bagunçado, de cabelo molhado, com os joelhos cada um de um lado de seu quadril. Ele o estava olhando de cima com um sorriso capaz de cegar.

O Do concluiu que o outro devia ter chegado em casa a pouco, até porque ele tinha quase certeza que o Baekhyun estava num plantão de 36 horas. O médico residente sempre chegava em casa em horários esquisitos, mas geralmente não irritava Kyungsoo de madrugada, muito pelo contrário. Baekhyun sabia ser bem silencioso quando queria e Kyungsoo apreciava o esforço. Então, naquela noite, quando foi acordado, o Do supôs que algo terrível tivesse acontecido - o que não fazia sentido com aquele sorrisão que o outro estava distribuindo.

“O que você tem? Aconteceu alguma coisa?”, Kyungsoo perguntou, ainda meio grogue, e colocou a mão no queixo do outro.

“Eu ia comer alguma coisa, mas a cozinha estava silenciosa demais e eu fiquei com medo.” O Do tinha certeza de que Baekhyun estava mentindo porque ele estava segurando o polegar, como sempre fazia nessas situações.

“Você sabe que eu preciso ir para o trabalho amanhã cedo, né?”, Kyungsoo questionou com uma carranca, mas acabou se levantando um pouquinho, deixando Baekhyun cair sobre si com leveza.

“Eu só preciso de uns minutinhos.”, Baekhyun garantiu e levantou da cama, saindo do quarto. “Vou trazer meu sanduíche para cá.” Ele saiu quase saltitando e Kyungsoo não teve escolha senão dar uma risada meio rouca.  

 

 

Baekhyun trouxe dois sanduíches numa bandejinha de prata e não tardou em se acomodar ao lado do namorado, que estava encostado na cabeceira da cama meio dormindo. O Byun só sentou e comeu quietinho enquanto admirava o rostinho sonolento de Kyungsoo.

Os lábios eram tão cheios e rosinhas, tão deliciosos o tempo todo. Seus os olhos pareciam duas bolinhas pequenas adornadas por cílios grossos e pretos. Suas bochechas estavam rosadas, provavelmente por causa do calor que fazia naquela noite de verão.

Baekhyun mesmo não tinha a paciência necessária para lidar com o corpo suando o tempo todos, então deu um puxão na própria camisa e jogou-a para o lado, em cima do criado-mudo. Kyungsoo também estava morrendo de calor, então Baekhyun tomou a liberdade de se inclinar e abrir os primeiros botões do pijama azul-marinho do outro. Foi detido pelas mãos hábeis do Do quando estava chegando no terceiro.

“O que você está aprontando, Byun?”, inquiriu de olhos fechados com a mesma voz rouca de antes.

“Quero um pouquinho de atenção e não quero dormir com você todo suado.” Kyungsoo abriu os olhos um mínimo, apenas para avaliar o outro. “Eu te trouxe um sanduíche.” O médico apontou para a bandeja na ponta da cama. O Do se deu por vencido e levantou-se.

Esticou-se todo para alcançar a bandeja sem a ajuda de Baekhyun. O Byun sorriu, Kyungsoo era sempre daquele jeito: autossuficiente. Ainda conseguia se lembrar com clareza de algumas brigas que tiveram porque o Do simplesmente não queria parecer vulnerável diante dele. Mesmo depois de tanto tempo.

Sinceramente, Baekhyun não entendia como a cabecinha de Kyungsoo funcionava; ele estava sempre tentando parecer indiferente mesmo que se derretesse todinho em segredo. Ele bem que tentava esconder, mas Baekhyun era implacável e sempre percebia as orelhas vermelhas ou os cascudos que recebia de um Kyungsoo pra lá de envergonhado.

“Seus sanduíches são sempre horríveis, sabia?” Kyungsoo reclamou, mas comeu sem parar mesmo assim.

“Como você quer que eu compita com você, senhor Sou-Dono-De-Restaurante?” Baekhyun zombou com leveza, “Sinceramente não sei como ainda estamos juntos se toda vez que eu faço algo para você comer sou tratado assim.”

“Fica calado porque eu estou comendo sua manteiga com pão.” Kyungsoo empurrou o braço do Byun, brincando.

“Está vendo só? Não sei porque ainda aceito esse abuso.” Baekhyun sempre foi ótimo em dramatizar ainda mais quando o objetivo era fazer Kyungsoo amolecer. E Kyungsoo sempre amolecia pelo Byun.

Desde quando se conheceram nos corredores do campus, onde Baekhyun estava pelo segundo semestre da faculdade de medicina e Kyungsoo era um calouro de gastronomia, um não conseguiu dizer não ao outro. Um com dezenove e outro com dezoito anos, respectivamente. No começo eram só sorrisinhos meio ambíguos trocados nos corredores, depois eram convites implícitos para estudarem juntos - mesmo que não compartilhassem uma matéria sequer - e por fim uns beijos roubados na biblioteca. Quando se deram conta estavam enroscados um no outro sempre que possível.

Byun e Do sempre foram antagônicos apesar de tudo. O médico sempre foi a alma da festa, uma bolinha adorável e cheia de luz, enquanto o chef era conciso, quieto e observador. Extrovertido e introvertido, branco e preto, mar e terra. O melhor de tudo é que, além de antagônicos, eram complementares. Baekhyun dizia que eram como macarrão com queijo, mas Kyungsoo afirmava que estavam mais para frutos do mar e vinho branco.

Mesmo com tantas disparidades, o que havia de mais especial neles - segundo Baekhyun - era o próprio Kyungsoo. O Byun costumava dizer que seu mundo girava em torno dele, pois Kyungsoo era como um grande sol, queimando lindamente e o mantendo quente a todo tempo. O Do era uma pedrinha preciosa, um diamante bruto, que estava sempre fugindo dos próprios sentimentos - disso Baekhyun tinha certeza. Era engraçado vê-lo evitando ser romântico ou relutando sussurrar os “eu te amo” que sempre acabavam escapando.

Kyungsoo era maravilhoso em toda sua introversão e hesitação, e Baekhyun não pensaria duas vezes antes de anunciar isso para o mundo.

“Por que você está me assistindo comer?” o Do inquiriu, de boca cheia, e deu um chute leve na perna do Byun.

“É muito difícil não olhar pra você.”, respondeu simples. Baekhyun deu outra mordida no sanduíche com manteiga demais.

“O que você quer dizer com isso?”

“Você é lindo. Toda vez que te olho, se torna muito difícil parar.” Baekhyun se encostou na cabeceira da cama e olhou para o teto. Estava tudo escuro, exceto pela luz que vinha da rua. “Você é uma droga, Do Kyungsoo.”, ele deu uma risadinha, se aproveitando do duplo sentido.

“É isto!” Kyungsoo se remexeu e colocou o sanduíche na mão de Baekhyun. “Eu vou começar a te ignorar agora mesmo.” Deitou-se na cama e virou de costas.

“Você pode até tentar, mas eu prevejo você me beijando em questão de minutos.” Abusado como era, Baekhyun se inclinou por cima do outro e sussurrou bem no ouvido dele. Abriu uma risada quando viu os pelinhos da nuca do outro se arrepiando.

“Eu juro que vou te bater se você não parar com isso. São quatro da manhã, lembra?”

Baekhyun, que não perdia uma chance boa como aquelas, puxou o mais novo pelo ombro até que estivessem se encarando. “É isso aí, cai dentro.” Improvisou uma pose de pugilista meio desleixada. Sinceramente, havia uma grande possibilidade de ele realmente sair machucado daquela brincadeira porque Kyungsoo era bem convincente em suas atuações.

“Eu vou te bater.” Kyungsoo proferiu quando o Byun subiu nele, prendendo-o entre seus joelhos. O mais novo deu uns dois soquinhos na coxa do outro até desistir e agarrá-lo pelos ombros. “Eu vou te bater com a minha boca… Na sua… Seu idiota irritante!”

Baekhyun só sentiu as mãos do mais novo queimarem seus ombros antes de ascender aos céus quando sentiu os lábios suaves lhe sugar a força das pernas. Kyungsoo era tão maravilhoso que até seus beijos pareciam dar vida a Baekhyun. Seus lábios grossos e doces estavam sempre lá para acalentá-lo; suas mãos quentinhas eram sempre calmantes; e sua língua impiedosa sempre fazia o Byun cair por cima dele, desejoso e meio desajeitado.

Kyungsoo era realmente uma droga, daquelas viciantes que te fazem pensar que você tem superpoderes. Baekhyun estava viciado nele desde que se cruzaram num corredor aleatório e todos os dias ele pedia para que aquele vício nunca acabasse.

“Se toda vez que você me ameaçar a gente terminar assim, eu acho que topo levar uns tapas.” Baekhyun disse assim que se separaram. Estava deitado por cima do chef, com as mãos nas pernas dele e lutando para não deitar a cabeça no peito dele.

“Você devia parar de falar besteira e ir dormir.” Kyungsoo se atreveu a passar os dedos nos cabelos negros do médico.

“Eu estou aqui dizendo que levaria uns tapas por você e você diz que isso é besteira. Isso é jogar meu amor no lixo, Kyungsoo.”, retrucou mesmo que estivesse cada vez com o rosto mais enterrado no Do. Os dedos do Byun ainda circulavam pelas pernas do outro, mesmo que por cima do pijama.

“Não. Você está arrumando um jeito de nenhum de nós dormirmos essa noite. Eu tenho trabalho amanhã.”, replicou ainda penteando os fios negros com os dedos.

“Se eu te deixar dormir, promete que vai sonhar comigo?” Baekhyun levantou a cabeça de levinho só para que os pares de olhos sonolentos se encontrassem mais uma vez. “Eu e você assim juntos. Você fazendo carinho na minha cabeça sem tentar me bater, eu beijando cada pinta do seu pescoço” parou de falar para demonstrar “e você dizendo que me ama olhando bem no fundo dos meus olhos.” A frase eliciou uma risada rouca do Byun. “Eu sei como você tem vergonha disso.”

Antes que o mais velho pudesse voltar a esconder o rosto na nuca do Do, este foi rápido em dizer, “Eu amo tanto você que acordei às quatro da madrugada só pra te fazer companhia.” O Byun esfregou o nariz no pescoço de Kyungsoo uma última vez. “Idiota.”

Baekhyun estava para adormecer com um sorriso no rosto, sentindo o cheiro gostoso que vinha da nuca e dos cabelos de Kyungsoo. “Feliz aniversário, Soo.” O chef apertou o médico contra seu corpo e beijou o topo de sua cabeça.

Sinceramente, não importava se Kyungsoo relutava em ser romântico e sensível se no final do dia ele brilhasse para Baekhyun tal como o Sol faz toda manhã.

 

 


Notas Finais


Achem-me no twitter (byunmster) e ccat (scherry)


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