História Sol - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 7
Palavras 738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ele chegou, mas não por completo.

Capítulo 2 - Baguncinha


Fanfic / Fanfiction Sol - Capítulo 2 - Baguncinha

Acordei uma hora antes do horário que a condução passaria para me pegar. Eu tentava manter a calma, estava conseguindo. Quando sentei no sofá para esperar, percebi um papel em cima da mesa, quando li não consegui, eu chorei e fiquei apenas mais tranquila. Minha mãe me conhece, ela sabe como me deixar calma.

Ok, a “tia” da condução era bem legal. Foi meio desconfortável o caminho até lá, porque eu não sabia ainda onde sentar e sentei do lado de uma garota que não parava de falar asneiras (jurei a mim mesmo sentar o mais isolada possível, não queria suportar gente como ela todos os dias).

Finalmente na escola. Eu já tinha uma ideia de como ela era, pois fiz uma prova lá antes de me matricular, mas não haviam me avisado que o ensino médio deveria ir para o auditório quando chegasse, e eu nem sabia onde era o auditório. Então, neste tempo até descobrir para onde eu deveria ir, comecei a pensar na Sophia, de manhã eu ouvi os áudios dela me desejando boa sorte, e mandando eu encontrar logo um senpai (denominamos de senpai garotos que eram especiais para nós, mas não necessariamente sentíamos atração, sim, sabemos que a definição não é essa).

Ok, encontrar um senpai seria algo que me deixaria confortável, me faria me sentir mais “em casa”. Nesse momento, escutei um som alto “Alunos do Ensino Médio, se dirijam ao auditório”. Ok, decidi procurar, perguntei aos funcionários, e cheguei lá e... MINHA NOSSA, quanta gente, eu não estava acostumada com aquilo e para piorar, não avistei nenhum lugar para sentar, fiquei em pé do lado de algum professor, que encontrou um lugar para mim (ufa, por que ficamos umas duas horas ali).

No final, começaram a falar o nome de cada pessoa em cada turma, e eu fiquei na A, ou seja, na primeira turma a ser chamada. Saí e enquanto esperava o restante da sala ser chamada para podermos nos dirigir até a sala, algumas meninas vieram falar comigo, elas foram legais por terem sido as primeiras a falarem comigo, no intervalo, andaram comigo. Inclusive, foi no intervalo, que enquanto eu caminhava lentamente com aquelas garotas, eu levantei um pouco a cabeça e o avistei. E na sala, quando a professora passou um trabalho em grupo, elas me incluíram.

Quando cheguei em casa, pensei, e percebi que o dia foi bem satisfatório, eu não havia ficado nervosa, algumas meninas haviam me acolhido, estava tudo aparentemente bem. Aí chegou a noite, no outro dia, eu teria aula até de noite e eu comecei a ficar desesperada, eu não estava pronta para ficar com pessoas praticamente desconhecidas um dia inteiro em um lugar praticamente desconhecido, logo em seguida comecei a lembrar que a partir daquele dia, eu nunca mais entraria no meu antigo transporte, falaria com o Zack, conversaria um pouco com o Chuck e o Rick (irmão da Sophia), nem iria inventar as mais loucas e melhores histórias com a Sophia, não veria mais o Peter, que me colocaria pra cima mesmo quando eu tava com o cabelo metade cacheado e metade liso, não ouviria mais as histórias de todas as garotas que o Victor pegava, não consegui não chorar. Minha mãe se desesperou, mas por mais que eu tivesse caído na realidade, eu não queria desistir daquilo, aquela escola parecia dizer “oi, estou aqui para realizar seu sonho de independência”.

Não fui no outro dia, meus olhos nem abriam de tão inchados.

As semanas foram passando, eu decidi mudar o lugar onde estava e comecei a ter mais contato com outro grupo, mas em um dia, enquanto eu ainda não estava tão próxima a este grupo, fui para a fila da cantina, eles estavam na minha frente, de repente ele. Aquele garoto. Ele chegou para o Mark e disse “ me ajuda a beber água no bebedouro sem que ninguém veja”. Ok, aquilo foi a coisa mais irônica que ele poderia ter feito, ele tinha mais de 1,80. O Mark era um anão do lado dele, como ele poderia ajudar? Admito que na hora o que estava passando pela minha cabeça não estava nem perto dessa racionalidade, tudo que eu conseguia pensar era em quão feia eu era perto dele, com aquele cabelo preso 24h por dia.

Ok, era oficial, ele mexia comigo, esse era meu novo senpai. O senpai que exterminou todos os outros 7 só de chegar perto.


Notas Finais


Quando o coração acelerou, literalmente pensei que iria morrer.


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