História Sol da Meia Noite - Capítulo 1


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Finn, General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Poe Dameron, Rey
Tags Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars
Visualizações 76
Palavras 2.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Escrevendo depois de pensar demais nesse enredo diferente pra uma história Reylo. Pra quem gosta de drama eis aqui uma história com muito sentimento. Espero que gostem <3

Capítulo 1 - Lua De Sangue


O veneno corria em minhas veias, queimando o estômago, enrijecendo meus braços, fazendo minha cabeça latejar. Não é como se eu não quisesse lutar, não era necessário, mas a Ordem precisava prevalecer e eu fazia tudo para garanti-la. Despertei sabendo que precisaríamos lutar hoje, que os Cavaleiros estavam sedentos pelo pandemônio, então deixei toda a raiva me consumir, e agora ela queimava meu corpo em resposta aos impulsos. Era sempre um exercício de controle deixar os sentimentos por ela fluírem mas as imagens dela não me dominarem a ponto de enfraquecer o que a Força sombria fazia em meu corpo.

O mesmo veneno estava nos quatro Rens atrás de mim, agora enquanto descíamos em Shaloyu. Kayla era a que menos conseguia esconder sua fúria e a força sombria ao seu redor era facilmente perceptível por nós quatro. A nave pousou numa pista silenciosa e tudo parecia pacífico, o ar do lugar era quente, o habitual silêncio que precede o terror.

De frente da nave eu via o grupo de militares, com seu comandante e um dos líderes que nos aguardavam.

Nunca havíamos ido de surpresa e nas duas últimas ocasiões eu tinha lhes avisado dos riscos de continuar dificultando a passagem do comércio das frotas na órbita do planeta, além do saqueamento de uma de nossas naves de Cantônica cuja investigação que prometeram fazer não havia resultado em nada. Eles estavam explicitamente subjugando o pacto de fidelidade à Primeira Ordem, e como Líder eu não poderia deixa-los impunes.

A penalidade para isso era a destruição de seu exército, numa batalha que sempre seria desvantajosa pela nossa condição superior. Mas para manter a fidelidade com meus Cavaleiros, que ansiavam por esse tipo de justiça, eu sempre permitia a destruição de toda a corte governamental, a família do Líder e toda a sua hierarquia, que agora estavam presentes no alto da estrutura, o castelo de pedra branca rodeado por jardins e fontes de Shaloyu à metros a nossa frente.

Caminhamos para fora da nave, Urian acendeu o seu sabre antes de todos e o calor do kyber corrompido nos aquecer ainda mais. Vi pelo canto do olho quando ele acertou um dos Líder de amarelo no centro do grupo, os gritos começaram. Me sobreveio que desta vez os quatro haviam se decidido por quem começaria a matança sem me consultar.

Urian, Maltus e Mirork sempre participavam das Execuções da Ordem mas desta vez Kayla havia insistido muito pra vir, havia completado seu treinamento recentemente e insistia em se aproximar de mim. Olhei para trás para vê-la retalhar dois soldados, enquanto o esquadrão de megablasters saia infinitamente das duas naves além da Upsilon. Primeiro os Rens partiam ao meio o quanto queriam, e os troopers nos davam cobertura, tendo deixado as outras shuttlers no ar caso precisássemos. Então era uma tática bem simples, dar cobertura até que nos cansássemos de alimentar nossos sabres com carne.

Estávamos preparados, no rosto de Maltus o leve sorriso cínico e satisfeito enquanto destruía cada um em seu caminho, como um desafio com honra. Eu era o único páreo para o ódio dele, sempre dando tudo de si para aniquilar o adversário e alimentar seu próprio orgulho, bem maior que o de qualquer um de nós.

Marchamos até as fontes d’água e não haviam outros além das capas amarelas do exército munindo armas e algumas espadas curtas, saiam de toda parte. O pátio do castelo a frente acabara de ser esvaziado por todos que entraram e se trancaram. Liguei meu sabre a tempo de atingir um soldado montado em um fathier que avançou, cortando a montaria ao meio e o perseguindo depois que ele caiu. Matei mais alguns perto de uma fonte d’agua. Avistei Kayla logo atrás de mim, conseguindo me dar cobertura, já que os outros estavam perdidos abrindo fendas nos grupos de soldados. Eu precisava alcançar o castelo.

Mais dois a minha frente e outro com montaria que surgiu da esquerda, passei por baixo do animal e saltei para o lombo dele cravando o sabre na fenda de sua armadura, e saltei rapidamente para trás enquanto o fathier grunia e fugia. Seria melhor usa-lo então usei a Força novamente, corri, me impulsionei e saltei no animal, mudando agora o sabre para a mão esquerda e atingindo mais três soldados até chegar na escadaria de pedra.

Levantei o olhar para a multidão de soldados contra os troopers e via vagamente as sombras negras dos Rens em batalha. Um soco forte me atingiu no ombro e a dor pungiu o corpo todo, quase me fazendo ajoelhar. Me virei e ele era mais alto que eu avançando com ira, tentando cravar a espada e o martelo gigante que estava na outra mão. Mas não tinha habilidades com a espada então três movimentos bastaram, abaixando de uma das levadas do martelo que raspou em meus cabelos e o atingi por trás, na parte de baixo da coluna. O sabre abriu seu caminho.

Ele nem mesmo caiu e ouvi um estouro tão imenso que abaixei a cabeça em segundos. Olhando na direção das portas vi Kayla com os braços estendidos, havia estourado a porta dupla do castelo usando a Força, lascas de madeira voaram nos ares e cerca de dez soldados com couraças diferentes como a do que eu acabara de matar correram sobre nós. Mirork juntou-se e batalhamos, matando um a um. Assim que acabei com dois vi Kayla retirar a cabeça de um deles com o sabre, que rolou para as colunas da esquerda traçando um rastro de sangue. Ela acompanhou o rastro e voltou-se para mim no mesmo instante, mirando minha máscara como o dela. Eu sentia sua fúria e satisfação, mas também sentia o medo, diferente de todos ela ainda tinha cheiro de medo. O medo de fazer o que estava fazendo e não encontrar os olhos de concordância sobre seus atos.

Ela seguiu Mirork que já havia adentrado as portas e Maltus passou correndo. Então os gritos mais agudos começaram, demorando tempo de mais para serem silenciados. Provavelmente toda a família do Governante estava lá, crianças, serviçais, as mulheres jovens e idosas. Então tínhamos um acordo, de que todos deveriam ser eliminados sempre, sem exceções ou qualquer tentativa de rendição, só deixando para o Líder Supremo a execução final de seu líder maior.

Entrei analisando o lugar e ignorando o rastro de sangue no chão límpido, alguns corpos jogados nos corredores. Haviam duas escadas laterais com um pequeno jardim em um foço à frente. Os Rens sumiram pelos corredores até que Maltus me chamou através da Força e eu subi até a primeira sala de cima do pátio.

Lá estava Gairós e seu irmão com os mesmos olhares implorativos, de quem acabara de assistir suas mulheres e crianças serem esquartejados pelos sabres. O alto comando cobrava este preço, de mim e destes homens, o de saber que a nossa última palavra seria sempre um furacão impetuoso de morte e eu precisava que fosse assim para que a Ordem prevalecesse.

Minha cabeça latejava e eu sentia cada Ren em sua mistura própria de furor e prazer, adrenalina e exaustão.

- Eu lhe avisei Gairós, avisei o que iriamos fazer...no intuito até de que vocês se preparassem. Então agora...olhe para o seu Líder e admita que a justiça da Ordem Suprema não falha. – Eu sabia que ele não conseguia falar, olhava incessantemente para os pequenos corpos no chão ensopados e a dor do seu tronco alienígena era uma enxurrada que todos nós sentíamos:

- Eu estou pronto soldado negro – vociferou - ...o Líder Supremo e a Primeira Ordem estão mortos. Na minha frente não existe justiça, eu só vejo sanguinários – e ele não conseguiu falar mais porque eu comecei a torcer sua garganta, vendo seu corpo se mover para os ares. Ele insistia em falar então o atravessei com meu sabre depois de roda-los nas palmas, sem qualquer paciência pra ouvi-lo dizer o velho sermão sobre eu não ser o Líder Supremo.

Maltus decapitou seu irmão com dois movimentos, como um bote de serpente. A execução estava concluída. Kayla e os dois saíram da sala observando o caminho em silencio, e vi quando ela deu um leve tapa no ombro de Maltus. Fui caminhando rumo aos umbrais sem portas, rodando e sentindo o ombro aonde havia sido atingido pelo infeliz.

Então senti, ouvi, me virei e vi um corpo pequeno correndo nos fundos do corredor a direita, distante porém visível naquele segundo de onde estava. Sua palpitação era alta o suficiente para os meus sentidos, nenhum outro coração pulsava vivo naquele lugar mais.

Os Cavaleiros já haviam saído então fui atrás dela sozinho. Sabia que era uma mulher, os cabelos voaram quando a vi e sabia que a roupa era azul. Deixei os sentidos me guiarem e passei por dois corredores, entrando numa sala a esquerda. Havia uma porta aos fundos, passei e cheguei em uma escadaria que descia um lance até um pequeno pátio e uma cozinha ampla. Passei pela porta e ela havia subido uma escadaria de ferro. Estava tão próximo de alcança-la. Caçar sempre inflamava essa sensação deliciosa de êxtase, como um predador correndo atrás da presa, era tão inútil fugir.

Ela entrou por uma porta a direita que dava a uma sala bem maior, com carpetes, estantes de livros na parte superior e janelas amplas. Haviam grossas pilastras por todo o castelo cor de gelo então vi sua silhueta pequena e a ponta do vestido atrás de uma delas a esquerda. Caminhei devagar, a respiração dela e um grunhido contido eram tão altos que eu conseguiria ouvir à quilômetros. Seu coração ia explodir então ela caiu de costas e se afastou de mim se arrastando até perto da janela. Foi o meu coração que saltou.

Seus olhos de puro pavor eram duas orbes verdes, arregaladas e inundadas, a cor de sua pele, o cabelo avelã e o dorso que subia e descia, tudo nela me fazia lembrar. Lembrar da única pessoa do universo na qual eu não queria pensar, a imagem da qual eu fugia diariamente, o formato do rosto era idêntico, tudo nela me levando de volta ao purgatório de onde eu fugia.

Mas não era ela. Minhas mãos estavam rígidas, liguei meu sabre e a garota gritou de pavor, aterrorizada diante da morte. Mas eu não consegui. Eu não podia avançar sobre ela, aquela maldita imagem despertou minhas fraquezas sem que ela pudesse imaginar. No mesmo segundo a energia sombria de um Ren surgiu atrás de mim, era Kayla, fixada na cena a sua frente.

Tudo que se seguiu foi talvez por um instinto de sobrevivência, o meu. O pacto que tínhamos me impedia de agir diferente, mas matar aquela jovem iria me dilacerar, me consumir por dentro por longas horas. Minha alma fugia desse momento, que eu temia ser meu destino há anos, do destino que eu torcia para ter conseguido mudar ao destruí-la, mas de outra forma, daquela forma que fora necessária, exatamente para que não chegasse a se tornar esta.

Ao me virar para a garota no chão o seu corpo avançou para se levantar e talvez fugir mas o sabre encontrou seu peito e o perfurou, na altura do coração. Eu senti exatamente quando o retumbar cessou pra sempre em minhas mãos.

Tão rápido e tão profundo, o pouco peso de seu corpo simples, pela força do meu braço não ferido, instintivamente levantei a mão direita e meus dedos encostaram em seu cabelo fino, o ângulo de sua cabeça havia encontrado minha mão, entre meus dedos, enquanto o seu dorso caiu sobre meus joelhos. Eu não consegui olhar, mesmo de máscara eu temi que Kayla sentisse o meu pavor. Meus olhos ficaram fixos nos cabelos em minha mão e o tempo parou por um segundo, até a voz da Ren cortar o ar:

- O que aconteceu? Ela fugiu?...

Dei um passo para trás deixando ela cair de bruços

- Kylo Ren você está bem? – Despertei, girei meu braço ferido e a mãos trêmula:

- Eu estou ferido, mas pela batalha anterior. Venha, vamos embora agora!

Eu senti a dúvida em Kayla mas logo a fiz se preocupar com o corte em meu ombro, pousando suas mãos frias em cima de mim. Meus braços eram trêmulos e não sobraram forças até a nave, mas tudo ao redor era a própria morte. Achei que meu estômago tinha derretido e ia sair inteiro pela boca. Eu a matei. Há cinco anos atrás mas sua morte estava tão viva quanto agora.


Notas Finais


Gostou? Continua que as coisas vão se revelando aos pouco. Me deixa um comentário por favor!!!


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