História Sol da Meia Noite - Capítulo 10


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Finn, General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Poe Dameron, Rey
Tags Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars
Visualizações 36
Palavras 1.921
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Revisei bastante até escrever um capitulo grande que virou esses dois

Capítulo 10 - 45 graus


- Então venha e me ajude a sair daqui.

Olhei ao redor e dei um impulso pra conseguir me sentar na maca. A ferida respondeu ardendo como o inferno. Rey se assustou e pulou de onde estava ficando pronta pra atacar alguém.

- Preciso de ajudar pra me apoiar.

- O que está acontecendo?

- ...vamos ter que pegar o corredor até o elevador pra subir até o meu quarto.

- Por quê?

- Não é seguro aqui Rey, eu preciso ir. E eles não podem nos ver, se você está aqui.

- Então como nós...?

- Vamos andando e se alguém surgir...fritamos os miolos deles com a Força.

- Ok.

E ela se aproximou confusa, apoiou meu braço em sua nuca, peguei o sabre da mesinha e fomos até a porta. Seu corpo pequeno era forte e eu sentia seu coração saltar, ou por causa do perigo ou por estarmos perigosamente tão perto.

O corredor da enfermaria estava vazio, seguimos pela direita até o final e viramos a esquerda, para o mais longo até o corredor central. Qualquer um poderia surgir por um outro corredor da lateral então paramos e eu olhei. Nada. Seguimos até o central e ali sempre haviam troopers. Ela me virou um pouco pra esquerda pra poder se recostar na beirada da parede e enxergar o corredor até o elevador. Ele estava há cerca de 100 metros e só precisávamos de uns dez segundos para ele se abrir, e eu desconfiava de que ela já sabia disso

- Esperamos alguém vir ou damos um susto? - ela estava agitada. Eu sabia que haviam câmeras por toda parte e que tentar atingir qualquer trooper seria muito arriscado. Então precisávamos de algo pra chamar a atenção.

- Soe um alarme! - ela me encarou parecendo uma criança que queria explodir alguma coisa. Eu quis rir, inclusive do fato de parecer ler a minha mente.

- Exato. Algum de incêndio lá no outro corredor seria melhor, mas eu preciso encontra-lo.

- Tente se concentrar na mente de algum deles andando ali pra saber se eles passam por algum.

E foi o que eu fiz, me concentrei e consegui alcançar facilmente a mente de qualquer um, que marchavam pra lá e pra cá nos dois corredores paralelos. Havia um botão vermelho de incêndio e ordenei a um deles para disparar. Assim que soou, minha cabeça rodou com o agudo, Rey saiu andando rápido comigo até a porta do elevador à esquerda e apertamos juntos o painel. A porta abriu e entramos, soltando finalmente o ar.

Eu cliquei dois comandos para os aposentos superiores e chegaríamos em um minuto:

- Não imaginei que estaria tão cedo com você em um desses de novo - ambos sorrimos - tomara que dessa vez essa porta se abra e não haja outro Líder pra matarmos.

- Não se preocupe, o único Líder está nos seus braços agora e eu prefiro esperar pra poder te enfrentar.

Seus olhos se estreitaram e ela ia responder, mas desistiu. Eu sentia seus sentimentos variando, excitação, medo e afeto. O excesso de compaixão era o que mais me irritava e eu queria mudar isso.

- Sempre vai haver alguém querendo te matar e eu terei que aparecer?

Eu soltei uma risada, eu queria que fosse assim mas não podia admitir

- Tente não se gabar. Que eu me lembre eu é que salvei sua vida da última vez.

A porta se abriu e fomos caminhando devagar até a única porta à esquerda. Finalmente fiquei aliviado, pousei minha mão no identificador e a porta se abriu. Entramos e ela me levou até a cama que já estava pronta. Me sentei com cuidado, sem soltar minha mão esquerda de seu braço e depois sua mão.

- Obrigado.

Ela me olhou com a mesma pena mas também com curiosidade.

- Então ninguém mais aqui é confiável? Como você vai fazer? - eu suspirei um pouco enquanto ela permanecia em pé colada na cama.

- Acho que você consegue se sentar aqui. Essa “conexão” quando nos tocamos é bem mais que uma projeção, ela nos teleporta - apertei sua mão um pouco - isso é realmente interessante.

Ficamos fixados naquilo e acho que ela esqueceu o que perguntara. Pra mim aquilo era um dos poderes mais incríveis, que nenhum outro sensitivo parecia ter experimentado.

E ao vê-la se sentar tão perto, depois de ter se arriscado por mim de novo, me trouxe a velha vontade de encostar meus lábios nos seus. Meu corpo respondia da mesma forma, se ascendendo. Ia envolve-la com meu braço mas a ferida logo a baixo repuxou só de pensar.

Mas ela me olhava mais séria, então sua mão livre se moveu até encontrar meu rosto, fazendo a palma se encaixar em mim, e uma onda de calor me aingiu. Senti mais intensamente suas emoções, era um misto de vontade, medo e muito afeto, ouvi seu coração como se pulsasse aonde sua mão estava. Mas ela percebeu o que eu sentia, então recuou:

- Precisamos de uma trégua.

Meu coração saltou

- Uma trégua?

- Sim. Posso cuidar do seu ferimento - ela suspirou fundo - ...já que eu consigo te tocar, e os objetos em contato conosco também se tocam. Acho que os remédios e o bacta que tenho conseguem fazer cicatrizar sem você precisar sair desse quarto.

- Pode funcionar...

- Mas tenho uma condição.

- Espera, qual é a trégua?

- Ué eu irei te ajudar, com o seu ferimento. É uma trégua entre inimigos.

- Inimigos?

- A minha condição Kylo Ren é que você não...- não conseguiu me encarar enquanto tentava dizer.

- Não o que?

- Não podemos nos envolver enquanto isso acontece.

- Como assim nos envolver?

- ...Eu vou ter que te tocar, assim, como estou fazendo agora. Temos que ficar próximos. Então eu não quero que você tente me beijar outra vez.

Olhou pra mim determinada, como se eu fosse obrigado a concordar com aquilo.

- Eu nunca fiz nada que você não quisesse também.

- Eu nunca quis...que saísse do controle. E isso vai acontecer se não houver limites então é a minha condição.

Estreitei meus olhos pra ela, eu sabia que não era isso que ela sentia. O medo não era de mim, mas do que nós podíamos fazer? Aquele pensamento me excitou ainda mais.

- Por que você quer me ajudar então?

- Como é? Eu não estou te ajudando porque eu quero “isso”! Eu vou te ajudar porque fiz uma promessa, pra Léia. É a condição.

Revirei os olhos. Ela sempre negava o que sentia, dando a velha desculpa de “cumprir promessas ou fazer o que é certo”. Mas agora havia o problema com a Ordem, Hux, e essa maldita ferida.

- Ok, seja como quiser. Na verdade, não faço questão.

Agora ela estreitava os olhos pra mim, afastando a cabeça:

- Assim como você lê minha mente eu também posso ler a sua, não precisa fingir que não se importa.

Meu coração estúpido deu um salto de novo e ela provavelmente escutou, sorrindo e apertando os lábios. Eu fiquei com raiva, ela conseguia sentir o que eu sentia? Mas eu era mais poderoso, achava que aquilo não era igual. Havia sido igual todo esse tempo? Então ela sabia do meu desejo, da dor, da fraqueza, se sim agora era tarde demais. Ela interrompeu minha vergonha:

- Vou te ajudar pra você voltar ao poder e impedir que eles nos ataquem, você prometeu, lembra?

- Na verdade eu só disse que eles poderiam fazer. Não que eu não pudesse fazer também.

- Como você pode ser tão ardil? Eu vou ter que me arriscar por você, se alguém da Resistencia descobrir que eu estou te ajudando eu serei expulsa!

- E então viria para aonde é o seu lugar, ao meu lado.

- E eu não serei uma traidora! - ficou com raiva de novo e sua mão direita apertava meu pulso sem perceber - Aliás eu já te disse que não irei me unir a Ordem.

- Ok é melhor parar por aqui. Já entendi Jedi, sem insistir.

- Sem insistir e sem gracinhas.

Não valia a pena contestar, olhei pras minhas mãos e a dela, então lhe lancei um olhar de desejo. Duvidava que ela conseguiria fazer aquilo mas encontrei seus olhos firmes e sua mente dizendo “você pode apostar”.

- Vou tentar resistir o que pra mim é quase irresistível...

Sua boca abriu devagar e seu olhos deixaram de ficar contraídos, fazia cara de não acreditar no que eu dizia e eu ouvia seu coração saltar de novo. Desviou-se, balançou a cabeça e desceu da cama deixando minha mão, nos olhamos curiosos e sua imagem começou a desaparecer.

- Ok, eu já volto.

Não tinha como prometer, mas se ela conseguisse seria porque já havíamos dado um jeito de controlar aquilo, talvez.

Minutos depois ela reapareceu trazendo uma caixa. Dentro haviam várias coisas, ela ia tocar meu pulso de novo e eu alcancei sua mão com a minha. Com isso ela se sentou, e era impossível conter a vergonha então eu sentia seu pulso se acelerar de novo. Haviam dois conjuntos de pílulas, dois vidros, gaze e o cinto de bacta parecido com o que eu tinha envolto de mim.

- Primeiro você tinha que ter algo para beber para engolir este, que é para inflamação interna.

- Não vou tomar tudo isso!

- Eu sei! É só esse primeiro, e com o bacta, já deve estar cicatrizando. Eu terei que trocar o cinto, a quanto tempo você está com ele?

- Acho que há umas seis horas

- Certo, então em duas horas trocamos para este.

- Você gosta de algum rebelde?

- O que?

 - Você...gosta de algum daqueles Rebeldes? FN 2187 ou algum outro...

- O que você está perguntando? O nome dele é Finn. E claro que gosto de todos eles, são meus amigos. São quase...uma família pra mim.

- Eu sei Rey, estou te perguntando se você sente algo a mais por algum deles, alguém que você beijaria ou algo assim

- Você diz nutrir sentimentos amorosos? Beijar? Como assim?

- Sim! É por causa dos seus poderes...p-pra entender melhor sobre eles. Essas coisas influenciam...nesta conexão por exemplo. De qual deles você gosta?

Seus olhos se estreitaram pra mim e eu engoli a seco, havia alguém? Ela estava envolvida com alguém mas achava que tinha que me ajudar por conta de Léia?

- Eu sou fiel aos meus votos Kylo Ren, Mestre Luke me ensinou, só assim vou conseguir ajudar a galáxia - ela estava séria - exatamente por isso que impus essa condição.

- Mas então há um rebelde?

- Não!

- Ninguém?

- Não há ninguém e não haverá.

- Certo.

- Certo agora engula isso - me estendeu uma das pílulas

Olhei pra ela querendo conter o sorriso de satisfação e sem saber como aquela pílula enorme iria passar pela minha garganta.

- Não há como eu buscar algo pra você beber... - começou a olhar para os lados do quarto.

- Espere! Tem um jeito - estendi o braço direito para a mesinha no canto e o controle veio voando em minhas mãos. Dois botões e aguardei, demorou um pouco então houve uma pequena batida na porta. Destranquei-a usando a Força e BB-9E entrou rolando e vindo em direção a cama.

- Oh Kylo este droid é seu?

- Ela é da minha nave.

- Ah ela me lembra o...

- Sim eu sei.



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