História Sol da Meia Noite - Capítulo 11


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Finn, General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Poe Dameron, Rey
Tags Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars
Visualizações 50
Palavras 3.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - 90 graus


- Mas é da cor da mobília da Ordem - ela riu um pouco olhando para Nine-e enquanto ela apitava não muito simpática.

- Oh eu sou a Rey, muito prazer...oh como é o nome dela?

- Ela é um droid, não tem nome. Ok mas eu chamo de Nine-e.

- Que nome bom, Nine-e! Muito prazer, oh, sua lataria está tão brilhante, posso ver meu reflexo nela.

E a bola negra deu alguns assovios parecendo gostar, se movia para frente e para trás animada, se dissolvendo com o sorriso da garota, igual ao seu dono.

- Você consegue entender binários?

- Sim!

- Eu nunca compreendo tudo, só o suficiente.

- Bom, e como ela vai ajudar?

- É bem simples. Nine-e vá até o closet, na sala ao lado, abra o refrigerador e pegue uma das garrafas brancas.

O droid rolou até lá e logo voltou trazendo a garrafa pendurada em seu pequeno braço de conexão. Chegou a beira da cama e me estendeu a garrafa, mas eu a levantei no ar e fiz menção de colocá-la em sua cabeça chata. Olhei pra Rey sorrindo um pouco

- Veja isso

A droid ficou paradinha como se equilibrasse a garrafa na cabeça, depois se moveu por alguns centímetros conseguindo equilibra-la. Então peguei de volta e ela deu um assovio longo, abri e bebi com o remédio. Rey estava com os olhos brilhando, quase soltando uma risada, e de repente aquilo pareceu tão bom. Era tão bom ter ela ali. Eu parecia idiota fazendo uns truques mas o sorriso dela fazia valer a pena.

- Você é curiosa sobre droids. BB9-E é a que possui o maior drive do modelo, até três mil relatórios em vinte e quatro horas. Ela tem uma pequena pistola de choque e até seis tiros, visão infra vermelha de longo alcance, e a tecnologia de inteligência mais avançada. Ela consegue perceber como os humanos, emitindo relatórios racionalizados sobre possíveis ameaças.

- Ela pode nos dedurar? - seus olhos verdes estavam enormes.

- Sim, mas não vai. Está atendendo somente aos meus comandos e não pode ser acessada externamente sem minha autorização. Eu autorizei quando você e seus amigos estiveram por aqui e ela relatou ter visto o droid laranja.

Rey levou a outra mão na boca, divertida, sua mão apertou mais a minha e isso fazia meu coração pulsar com força. Era tão bom quando ela ficava assim, algo simples como um droid conseguia fazer ela se divertir, como se nada mais estivesse acontecendo. Será que ela se permitia isso só por minha causa? Ou era sempre assim, com todos? Sua Luz fazia as coisas diferente e eu sabia que isso só me piorava.

O quarto e a nave sempre compartilhavam a mesma energia sombria, mas ela fazia uma diferença enorme ao redor. Aquilo me trazia muitas sensações, do passado principalmente, mas eu me concentrava nela para não me perder nas lembranças. Depois de um silencio ela se afastou

- Bom, agora...você precisa esperar.

- Eu sei.

- E eu preciso ir até eles pra tentar mudar as coisas.

- Agora?

- Sim, eu não posso ficar, não assim. Eu estou na Falcon, só aqui é seguro me conectar, contudo eu tenho certeza de que estão a minha procura. Preciso deixá-los tranquilos quanto ao que estou fazendo e então eu volto. Para trocar o bacta e então poderei ficar.

Olhei para ela, lembrando em como matar aqueles Rebeldes era importante. Se eu fosse fazer precisaria deixar ela de fora e então estaria resolvido. Ela amarrou a cara como se houvesse ouvido e eu gelei me lembrando de ser menos imbecil, se ela soubesse que eu pensava nisso provavelmente iria terminar de abrir meu ferimento.

- Até logo então.

- Tudo bem - e sumiu.

O remédio pareceu fazer um efeito diverso e eu adormeci. Sonhei estar dormindo em um lugar com muito vento e claridade, não conseguia abrir os olhos mas via vultos e o vendo batia em meu rosto deliciosamente.

“Venha garoto, está tudo bem. Venha, descanse”, eu reconhecia a voz mas não conseguia lembrar de quem era.

A sensação era muito pacífica e meu corpo estava dolorido com o sono. Abri os olhos devagar, eu estava quente e minhas mãos suavam, mas sentia algo mais quente pousado sobre meu braço esquerdo. A mão dela me tocava de leve e sua perna estava dobrada perto do meu rosto.

- Rey.

- Eu estou aqui - estava sentada ao meu lado de novo - você está com febre. Precisa tomar esse outro remédio. Venha, tente se sentar.

Eu não tinha forças, tentei devagar e senti a ferida acordar, doía por dentro. Quando consegui arrepiei de frio, ela trocou as mãos sobre meu braço para se ajeitar e me estendeu a água e o remédio, arrumou os travesseiros. Era como se tropas houvessem esmagado meus músculos e, de repente fiquei preocupado daquilo ficar mais grave do que podia. E se piorasse? Aquilo seria suficiente? Teria que ser.

- Você vai melhorar. A febre sempre vem antes de melhorar.

- Como você sabe?

- Eu já fiquei assim, em Jakku. E não havia bacta, apenas remédios estranhos e a sopa milagrosa de uma amiga.

Eu não sabia sobre o seu passado, me lembrei que ela havia crescido sozinha e isso me contorceu.

- Você foi ferida?

- Sim, fomos saqueados um dia por um grupo de arruaceiros. Unka permitia a troca com qualquer um que aparecesse mesmo eu denunciando depois que haviam roubado de mim. Era uns imbecis. Me saquearam e fui tentar tomar de volta, e um deles tinha uma espada de choque, que além de me ferir aqui na coxa me apagou - ela mordia sua mandíbula enquanto as lembranças viam. Por causa do toque eu senti um medo agudo e depois pavor e raiva. Algumas imagens surgiram e aquilo me ascendeu - Só me acharam na carcaça do canhão no dia seguinte. Uma semana depois estava bem, tinha que voltar a trabalhar antes que morresse de fome.

Eu não sabia o que dizer, imaginava o passado miserável que ela havia vivido e agora as imagens e sensações. Porém o coração dela não nutria sentimentos de vingança, então entendi porque talvez a Força lhe havia escolhido. Ela era uma guerreira mas não tinha ódio, era muito forte com a energia da Luz pois não havia sinal de presunção e vontade de vingança agora que se tornara Jedi. Torci o nariz e suspirei, me virando para olhar a janela.

- ...mas eu não faço ideia de como você sobreviveu Ben. Quer dizer, ele te atravessou com a lança e rasgou sua carne.

- Snoke me treinou para resistir a muitos ferimentos. Isso é parte do treinamento, você também pode aprender.

Ela me olhava curiosa

- É sempre doloroso e leva o corpo ao seu limite, mas tive que passar por isso para conseguir sobreviver, como você.

- Mas você tinha escolha Ben...

- Escolher ser fraco? Não Rey. Por mais que eu o odiasse, principalmente em seus últimos dias, sou grato a Snoke por ter me ensinado o que aprendi. Luke nunca me levaria tão longe, subestimava meus poderes e não iria me mostrar os limites para me tornar um guerreiro.

- E a que preço? - sua voz era calma mas isso não deixava de fervilhar as coisas em mim.

- O preço sempre é alto, para conseguirmos nos tornar quem somos. Você sofreu injustamente e eu também. Ao me contar essas coisas me vem muita vontade de ir aquele lixeiro de Jakku e destruir quem te fez isso...

- Não Ben!

- Eu sei, não irei. Ia dizer que a vingança afinal é injusta, porque nós de certa forma somos a fortaleza que a dor nos causou. Devemos a eles pelo que nos ajudaram a nos tornar. Depois então podemos mata-los.

Seu rosto se entortava contra o que eu dizia, mas eu pensava que ela ainda iria entender.

- Eu...irei até Jakku

- Você? Quando?

- Eu preciso ir, iria se isso com você não tivesse acontecido antes.

- Para que? Vai se se vingar então?

- Não! - ela ficou séria - É pelos meus pais, preciso descobrir, alguma coisa, qualquer coisa. E então me despedir, isso me trás muitas angústias e eu não consigo prosseguir assim.

 - Eu compreendo. Eu irei com você.

- Não. Eu irei sozinha, é algo que precisarei fazer sozinha. E você só iria para...explodir as coisas, eu sei que sim.

- Não, eu juro.

- Eu não confio em você - me olhou sorrindo de novo e isso me fez sorrir também. Eu não conseguiria mentir pra ela, e sua energia estava mais forte e me invadia perigosamente. Mas me arrepiei com a ideia dela voltar para aquele buraco, sem um sabre e sem proteção, poderia ser muito perigoso, e eu sempre deixava de associa-la com o monstro que podia matar guardas pretorianos.

- Mas enquanto você não vai eu acho que preciso trocar esse cinto, então, você me ajuda?

- Oh, sim. É verdade.

Me ajeitei na cama e ela deixou minha mão para arrodear e se colocar na minha frente. Eu precisava levantar os braços e o direito com o ferimento parecia pesar uma tonelada. Ela tocou a parte de baixo dele e levemente o estendeu comigo.

Enquanto os levantava ela pegou a borda da minha camiseta e a puxou, tampando meu rosto e se recostando mais pra conseguir tira-la pelos braços. Estávamos tão próximos que eu senti de novo o seu fôlego quando ela suspendeu a camiseta até passar por meus punhos, e eu desci os braços chegando com as mãos perigosamente em sua cintura.

Ela encontrou meu peitoral por alguns segundos e eu olhei para o seu corpo pequeno entre minhas pernas. Meu estomago já tinha respondido se revirando e meu peito se aquecia com o efeito dela ali tão perto, por minha causa, fazendo aquilo, como se eu não precisasse de mais ninguém. Ela havia ficado, pra cuidar de mim, ela quis ficar.

- Ta ok você consegue se levantar?

- Eu não sei, eu nunca me senti tão fraco. E precisa posicionar o cinto...

- Não, vamos fazer deitado então. Deite-se e eu irei colocar - seu rosto já tinha ficado vermelho e seus braços se movimentavam rápido.

Ela pousou a mão em minha coxa, para então conseguir colocar um dos joelhos entre minhas pernas e se inclinar enquanto alcançava minha cintura com a outra mão. Eu olhava o seu rosto sério enquanto ela enrubescia ainda mais.

- Você precisa controlar seus pensamentos, você prometeu.

- Mas eu...

- Ok Kylo.

Ambos sabíamos que o volume nas minhas calças bem na sua frente não era natural e talvez os seus olhos tivessem passado por lá porque o seu rosto queimava e eu sentia seu coração bater em estouros, sem conseguir disfarçar.

No mesmo instante, e tentando ser rápida, ela pegou a barrado da minha calça e passou os dedos pela pele puxando a aba um pouco mais para baixo, para deixar a barriga mais exposta, até o limite, aquele limite, e isso fez meu membro arder violentamente. Eu soltei o ar, com os dedos dela passando por ali.

Ela me olhou com mais seriedade, tentando se controlar:

- Me desculpe, estou tentando.

- Ok.

Deixou uma das mãos na minha barriga e a outra foi pra lateral direita aonde estava o fecho da cinta, abriu e retirou devagar, eu levantei o dorso. A placa saiu mostrando o local ferido já arroxeado, a carne estava quase fechada. Ela desceu da cama ainda com uma das mãos em mim para a conexão, pegou uma pomada na caixa e passou um pouco do gel no local. Seus dedos eram delicados e o liquido era frio, e nós dois nos olhávamos as vezes espantados com aquela possibilidade dos remédios estarem ali e não estarem ao mesmo tempo.

Alcançou o outro cinto no chão, na caixa, subiu na cama de novo, se inclinou com o joelho entre minhas pernas e pousou a placa do cinto no local. Guiou a extensão dele até minhas costas e eu me inclinei pra ela poder passar por baixo. Me abraçou e seu rosto se encostou na minha barriga até seu braço esquerdo alcançar a extensão do cinto do outro lado e chegar ao fecho. Seus olhos estavam concentrados e sem coragem de me encontrar. Aquilo tinha que ser feito comigo deitado pra não deixar a flexão da barriga atrapalhar o bacta.

- Pronto.

E eu levantei o dorso para me sentar, chegando perto do seu rosto. Minhas mãos foram até sua cintura e se encaixaram, apertando, e ela estava só um pouco mais alta que eu, ajoelhada daquele jeito. Sua mão passou para o meu braço e seus olhos não tinha se desviado dos meus. Eu ouvi seu coração disparar e seu corpo tremeu.

- Ben...

Eu balancei a cabeça. Apertei de leve sua cintura e ela respondeu se inclinando pra frente. Minha cabeça se inclinou e meus lábios encontraram em seu pescoço, mas sem se mover, eu não devia beija-la. Sua resposta foi automática e ela me abraçou, sua mão alcançou minha nuca, seu corpo pequeno quase não fazia força. Ao cair sobre mim seu joelho encostou na minha virilha e eu sabia que o que tinha ali agora queimava sobre sua pele. Eu susurrei:

- É isso que você faz comigo...eu não posso controlar.

Ela suspirou alto, tinha os lábios na minha testa e eu senti sua respiração em meu cabelo. Eu já tinha me esquecido da dor, como se o bacta já tivesse terminado o trabalho, só queria ficar assim e me inclinar pra cair na cama com ela por cima. Mas como se ela pudesse ouvir o que eu pensava ela me soltou, deslizou a mão sobre meu braço direito e decidiu se afastar.

- Rey, por favor...

- Você precisa melhorar. Primeiro.

- Você vai embora?

- Só estou aqui pra te ajudar - seu olhos me encontraram preocupada, franzindo a testa. Seu coração batia alto.

- Pare de ter medo de mim.

- Não é isso Kylo, você prometeu...

- Pare, não tem nada para temer. Eu sou o único que você não devia temer, eu salvei sua vida Rey.

Ela franziu mais o rosto, estava ficando triste e seu coração respondia pulsando tão alto. Aquilo sempre se transformava em algum tipo de angústia pra ela e eu odiava isso.

- Tudo bem. Mas você não pode ir, se tirar a mão do meu braço é provável que o cinto irá desaparecer, lembra?

- Eu não sei...é, é verdade.

- Então precisa ficar me segurando.

Nos olhamos concordando. Afinal eu havia prometido que ia me comportar mas ela havia prometido que ia ficar, e precisava permanecer com alguma parte do corpo encostando no meu. A Força nitidamente estava nos pregando uma peça, era completamente irônico e a condição que ela impôs tornava tudo pior.

- É realmente a coisa mais estranha que eu já fiz - subiu os dedos que seguravam meu pulso até meu braço e trocou a mão, segurando o outro braços e se inclinou sobre mim. Subiu na cama, o joelho passou entre minhas pernas e ela se sentou do meu lado. Sua mão desceu e se encaixou na minha. Eu encontrei seus olhos com seriedade:

- Obrigado.

- Tudo bem - seu rosto ficou um pouco alegre e ela recostou a cabeça pra trás deitando nos travesseiros - eu estava muito cansada de qualquer forma. Treinei bastante ontem.

- O que você fez ontem? - retribui com o rosto mais calmo

- Treinei com meu bastão, porque eu meio que já desisti do sabre... - ela mordeu o lábio me olhando de canto - até pelo menos poder descobrir alguma coisa dos livros com a ajuda de C3PO.

- O homem de lata está com você?

- Ah, sim - ela deu um gargalhada tentando tampar a boca - ele esteve me ajudando com as traduções. Ele é muito bom, muito metódico...

- Ele é um porre!

- Não fale assim! Ele é exigente, só isso. Gosto de droids e ele na verdade é genial!

- Ele foi feito por meu avô, você sabia?

- O que? - seus olhos se arregalaram - Feito por Vader?

- Sim, ele o montou quando ainda era criança. Meu avô nasceu com uma inteligência formidável através da Força, e sabia mexer tão bem com droids e naves quanto...você - ela corou um pouco e seu rosto ficou confuso - ele na verdade era curiosamente um sucateiro escravo quando criança, no lixo de areia de Tatooine.

- Vader? Vader nasceu em Tatooine? Escravo?

- Sim.

Seu rosto estava engraçado de tão entortado, formigando de perguntas. Ela realmente não conhecia essa história, e isso me trouxe a mente tantas outras coisas que eu já havia pensado sobre.

- ...ele nasceu escravo, num lugar deserto. Foi encontrado pelos Jedi primeiro, foi treinado e se destacou muito. Então foi muito fiel a eles, imaginando sempre como o mundo deveria ser melhor governado. Até que percebeu as milhares de falhas no sistema da República e na Ordem Jedi. Foi criticado e menosprezado quando tentou questionar e percebeu que só conseguiria ajudar unindo-se a revolução dos Sith. Com a ajuda dele é que o Império foi levantado e enfim ele pôde trazer organização e prosperidade para a galáxia.

Eu via seu rosto mudar de dúvida para desconfiança e desprezo

- Mas antes que você pense que estou defendendo ele ou o lado sombrio (de novo), eu queria que você pensasse no quanto o caminho dele... - fitei seus olhos com mais intensidade e me aproximei - é parecido com o seu Rey.

Ela franziu o rosto

- Eu não...compreendo.

- Eu compreendo. E tenho certeza, que depois de tanto pedir por um sinal, sobre o caminho que eu deveria seguir para terminar o que ele começou, a Força dele me enviou você.

Eu ouvi seu coração dar um salto, tão forte, fazendo falhar sua respiração.

- ...a garota do deserto escolhida pela Força, com a mesma coragem invencível, a mesma inteligência, que deixa todos ao seu redor tão fascinados. No início tive dúvidas, raiva até, mas depois entendi, que se a Força te escolheu pra isso, traçando o caminho de sua vida tão parecido ao dele, a minha missão era resgatar você. E te ajudar quando você perceber as falhas tão grandes da Resistência, e depois no seu treinamento até você oferecer a galáxia todo o seu poder para faze-la melhor.

- Kylo eu...eu não sou quem você está achando.

- Você é, mais especial do que imagina. E aquilo que te falta esta exatamente aqui, comigo. Eu sei que pode ser muita coisa pra entender agora mas você ainda vai entender. Luke não quis te treinar, foi o que vi quando te toquei. Também vi nós dois, juntos, governando a galáxia, depois que você descobriu sobre seus pais. Mas o velho Skywalker também já tinha visto, que você possui um enorme poder com a luz e também com as trevas, assim como eu, assim como Anakin.

- Kylo você está indo longe demais...

- Está tudo bem. Só pare de temer, não precisa pensar nisso agora, mas pare de sentir medo, sobre seu passado ou sobre o que você está fazendo agora. O seu futuro Rey é muito melhor do que você acha que merece.

- Eu...não tenho de me tornar alguém assim...

- Então do que você tem medo? - eu havia puxado seu braço e nossos rostos estavam a centímetros um do outro. Seu olhar se contorcia, como quando falei com ela depois de matarmos Snoke, com a mesma mistura de coragem e temor.

- Eu...eu tenho medo de...me unir a você - falou como se as palavras fossem explodir em seguida.

- Se unir a mim? Porque você teria medo de fazer isso, a única coisa que pode te ajudar agora?

- Porque...- seus olhos estavam húmidos e ela tentava com todas as forças se desprender das minhas palavras, que soavam rasgando as coisas em sua mente - porque quanto mais você se aproxima menos eu tenho forças pra me afastar, como se eu não tivesse escolha, mesmo...mesmo sem concordar.

Eu estava tão nervoso que a ferida tinha voltado a arder, minha mão suava apertando a dela e eu queria desesperadamente convence-la daquilo, mas ela balançava a cabeça:

- Pare de lutar contra o seu destino.

- Não posso.

- Ouça os seus sentimentos, ouça o quanto você quer ficar.

- Não posso Ben...

- Você pode, e é o que você quer! - eu tentava manter a voz num tom, com um pouco de súplica. Após fechar e abrir os olhos ela pareceu exausta:

- Eu não sou uma arma. Não serei usada pelo lado Sombrio, e sirvo a Luz porque esse mesmo sentimento me diz pra permanecer aqui.

- Você não é uma arma para mim. Não é isso.

- E é sobre o que?

- É sobre...eu também não ter mais forças pra ficar longe de você.

Seu rosto contraído se abriu para tentar puxar o ar. Eu via seu peito em desespero para cima e para baixo e ela queria encontrar as palavras. Sem deixar eu me inclinei e encostei meus lábios nos seus. Não me mexi e seus olhos quiseram se fechar mas ela resistiu. Eu e ela sabíamos o quão difícil era resistir a isso, ela não podia me culpar. Mas eu ia tentar, só movi meus lábios para dizer: - Desculpe.

Suspirei jogando o ar pra dentro da sua boca, me inclinar daquela forma fez arder a minha lateral, então me esforcei pra me afastar, ela tinha seus olhos presos aos meus. Precisava me deitar porque havia chegado ao limite. Ela demorou um pouco mas também se deixou cair nos travesseiros, se encostou no meu corpo e subiu a cabeça até meu peito, deitando na altura do ombro, tinha a respiração pesada, e me abraçou.

Não lembro de sobrar muito tempo pra conversarmos assim depois, mas lembro dos sentimentos dela mudarem, de ter conseguido abrir uma fenda em seu coração como a que estava aberta na minha costela.


Notas Finais


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