História Sol da Meia Noite - Capítulo 3


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Finn, General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Poe Dameron, Rey
Tags Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars
Visualizações 43
Palavras 1.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


As lembranças vém num turbilhão

Capítulo 3 - Feixe


Ela estava de costas pra mim sentada e debruçada, me movi para o lado e a vi, o sabre partido de meu avô estava em suas mãos e ela tentava desmontar um lado com uma mini ferramenta. Era bem habilidosa e suas mãos pequenas não eram rudes com as partes do cano. Seu olhar fixo e concentrado me prendia de algum jeito, e era estranhamente parecido com o meu próprio rosto quando me concentrava pra montar alguma coisa. Um choque elétrico passou por mim nos segundos que a assistia trabalhando, ela era tão forte e perspicaz dentro de um corpo que parecia tão frágil e tão simples. O jeito inocente de olhar, seu peito subindo e descendo e sua Luz cheia de expectativa era insuportavelmente atrativo pra mim, e eu tentava não pensar nisso, mas meu corpo se remexia com a presença dela, tão perto:

- Você não vai conseguir monta-lo sozinha

- Mas o que?...- seu olhar de repente era de pânico – O que você está fazendo aqui? Como você...? Saia daqui agora! – se levantou apurada e passou olhando em várias direções - Por que você está aqui? – estava tentando conter o grito

- Aonde mais eu estaria? – seu olhar me encontrou furiosa mas confusa

- Você não pode ser visto aqui! Você...ninguém aqui sabe o que aconteceu! Se alguém nos ver isso vai...

Esperei ela tentar completar a frase e obviamente ela não conseguiu enquanto me encarava:

- Se eles pudessem me ver descobririam que você é uma traidora. – ela chegou bem próximo de onde eu estava, olhava apara os lados, poderia alcança-la com o braço se quisesse:

- Eu não sou uma traidora! – bradou se afastando, sua raiva era uma onda de choque através da Força. Eu gostava, não sei explicar.

Se sentou novamente e colocou uma das mãos na testa chegando até o cabelo

- Eu estou em minha sala de comando na nave Rey. A conexão se fez e estou aqui. E não controlo isso.

Ela olhava pra mim e pro meu uniforme, seu peito subia e descia atônita e eu tentava não prestar atenção no seu corpo trêmulo.

- Será que alguém mais pode te ver se entrasse aqui?

- Aonde você está?

- Você nunca vai descobrir! – Apertou os olhos com raiva de novo – Então é isso, eu sabia, você quer descobrir aonde estamos.

Entendi, ela estava com medo da Resistencia descobrir sobre nós e medo de que eu descobrisse sua localização, era sobre a Resistencia. Revirei meus olhos:

- A resposta é não. Você estava com Luke a primeira vez que nos vimos, lembra? Eu ouvi a voz dele, ele pôde me ver? – ela parou e pensou, arregalando um pouco os olhos

- Não.

- Então nem um sensitivo à Força pode me ver, ou qualquer outra pessoa. Apenas você – ela me olhou e desviou o olhar se remexendo na cadeira. Ficava tímida, com raiva e depois curiosa ao mesmo tempo muito rapidamente. Eu podia ler seu rosto como se fosse escrito pra mim mas o seu humor mudava sempre, na velocidade da luz

- Ok...de qualquer forma acho que você tem mais o que fazer aí na Primeira Ordem, você...é o líder agora? – eu suspirei antes de responder. O que eu podia fazer? A conexão vinha e por sorte desta vez eu estava sozinho em minha nave, estava à caminho de Mustafar e ela provavelmente estava a caminho de algum lugar distante.

- Sim, eu sou – ela teimava em não olhar muito tempo pra mim – os rebeldes já sabem sobre isso?

- Não.

- Eu irei enviar uma mensagem oficial anunciando para toda a galáxia – seu olhar mudou de novo e ela estava curiosa e de repente ficou desapontada e sem muito ânimo, juntou suas mãos sem conseguir levantar o rosto:

- As coisas estão...bem diferentes do que eu achava que seriam – seu tom era calmo e então ela me lançou um olhar de súplica

Meu olhar estava fixo ao dela com a mesma tristeza, pensando em tudo o que havia acontecido. Como eu iria conseguir faze-la entender?

- Você fez uma escolha errada. Deveria estar feliz com as consequências, mas parece que não está – dei um passo para frente.

- Não fui eu que fiz uma escolha errada, voc...

- Eu iria suprir todas a suas expectativas se você me deixasse – meu olhar era marcante mas ela continuava angustiada me encarando, eu sentia a dúvida consumindo sua mente. No fundo eu fiquei envergonhado de dizer isso assim, mas era exatamente o que pensava. Pra onde mais ela iria? Éramos os últimos sensitivos a Força e eu sabia que se ela não se juntasse a mim iriamos ter que lutar como inimigos

- Ben, por que você insiste nisso se eu estou do lado certo? Nós sabemos o que é melhor pra galáxia, é o que eu sinto que devo fazer. E este é o lado de sua família.

- Ah você é tão ingênua! – ela tinha conseguido me irritar. Eu estava me controlando mas ela continuava obstinada demais – Você não compreende o que diz, não conhece minha família e não sabe como essa ideia da Resistência é absurda!

- Ben...

- Pare de me chamar assim! É tão ridículo insistir nisso, eu não sou Ben Solo

- Você é que está sendo ridículo!

- Já chega! – ela tinha se levantado e dado um passo a frente, minhas mãos se fechavam nos pulsos e eu estava ofegante, ela tinha muita obstinação no olhar e essa insistência fervia o meu sangue, ela não entendia o que dizia e estava errada. Me olhou com raiva como se não estivesse acreditando, e parecia que estávamos num cubículo pequeno, presos nisso.

- Você deveria vir comigo – desabafou, como uma criança que insiste em algo sem sentido. Eu não conseguia acreditar na obstinação dela, isso só podia ser o efeito das informações falsas que ela tinha. Era isso. Eles haviam a enganado como fizeram comigo no passado. Ela não sabia o que eu estava fazendo e como era a Primeira Ordem, acreditava que os rebeldes estavam completamente certos. Então eu não devia odiá-la pelo que ela não conhecia. Eu devia mostrar a ela. Quando pensei em dizer a conexão se desfez e o olhar inocente e assustado dela sumiu no espaço.



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