História Sol da Meia Noite - Capítulo 4


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Finn, General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Poe Dameron, Rey
Tags Kylo Ren, Rey, Reylo, Star Wars
Visualizações 32
Palavras 2.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Ela perde a paciência na mesma velocidade"

Capítulo 4 - Sombra


Explicar aos Rens o que havia acontecido com Snoke não foi tarefa fácil. Eu já tinha tomado todas as precauções sobre a sala do trono, as possíveis evidencias. Ainda assim eles escutaram a minha versão espantados porém crentes sobre os poderes dela, a última Jedi treinada pela lenda Skywalker. Mas eu sentia a desconfiança em suas energias, alguns mais que outros.

Hux emanava pura descrença sobre meus relatos e desde logo entendi que ele não iria engolir minha história tão facilmente. Fora isso, tive que lidar por dias com as minhas reações em frente aos almirantes, cuja desconfiança eu também quase conseguia apalpava no ar. Não havia quase ninguém que realmente acreditasse nas minhas capacidades como Líder. Era grato por Phasma haver sobrevivido a ultima batalha, ela sempre foi fiel aos meus comandos ainda que houvesse voltado ao seu posto trabalhando lado a lado com Hux.

General Organa sempre esteve certa quando me disse há muito tempo sobre aqueles que se reúnem contra o Líder para tentar tomar o poder. Agora que a Resistência estava quase aniquilada e não haviam outros inimigos em comum, os interesses entre os Líderes da Ordem iriam começar a se conflitar aos meus e eles pensariam na possibilidade.

Passei a trabalhar na frente deles e tomar outros cuidados por suas costas. Isso tudo me levava a ficar vigilante o tempo todo, e então Hux me parou no corredor da High Supremacy pra tentar me questionar sobre os novos métodos de dominação das regiões, e seu olhar sempre afinado tentava tirar de mim alguma informação diferente e vantajosa sobre o que eu havia acabado falar.

Mas a voz dele foi abafada pela conexão que se abriu, com um tampão rápido em meus ouvidos e eu olhei automativamente para trás procurando por ela, não consegui disfarçar a reação.

Ela estava em pé usando somente uma camiseta, suas finas pernas e a calcinha pequena estavam bem na direção do corredor, como se ela tivesse acabado de sair de uma das portas da nave, sonolenta. Tinha o cabelo preso num coque e um rosto cansado porém sereno e absurdamente belo. Usava meias e eu não consegui segurar a minha boca que despencou levemente fazendo Hux estreitar totalmente o rosto pra mim.

“Lí-Líder Supremo, algum problema?”

O medo de ele estar vendo o mesmo que eu fez minhas pernas falharem. Me virei pra ele atônito tentando perceber se ele via, mas lembrei da ultima conversa com ela sobre alguém nos ver. Era realmente assustador porque a nitidez de sua imagem dava a impressão de que ela estava exatamente ali. Senti que eu explodiria a nave inteira se fosse verdade.

- Está me ouvindo Ren? Por que parece tão confuso, isso não deve fazer parte do comport... – Eu torci levemente sua garganta e ele começou a engasgar:

- Eu estou escutando uma vibração através da Força seu imbecil! Algo que pode acontecer contra nós, se esqueceu que meus poderes estão além da sua compreensão?! – cuspi no seu rosto limpo.

- D-D...for...guma... – eu o soltei e seu rosto tinha a cor da lava.

- Crghh! Podemos fazer alguma coisa, Supremo Líder, para conter essa... ameaça repentina? – falou após tossir e tentar tomar fôlego.

Eu estava irado, queria tanto afundar a boca infame do ruivo pra que ele desaparecesse dali, mas isso só complicaria as coisas. O rosto sereno dela mudou drasticamente quando percebeu a conexão segundos depois de mim, então havia percebido que por algum motivo eu a via segundos antes dela conseguir me ver. Correu pra procurar alguma coisa e sumiu na parede da nave.

Eu caminhei na direção do corredor tentando procura-la, deixando Hux por um momento, mas depois me voltei para eles com o rosto mais rígido que consegui fazer:

- Por enquanto não podemos fazer nada. Escuto vozes que a Força acabara de me revelar, que parecem planos...

- O que exatamente você pôde ouvir Líder Supremo? - seus olhos estreitos eram como uma cobra

- Algo sobre...- por alguma razão eu não conseguia inventar algo tão rápido pra lhe explicar, balançava minha cabeça. Eu queria procura-la mas Hux não podia ficar sem resposta. Dois guardar que se juntaram atrás dele também me olhavam fixamente

-...General Hux eu estou certo de que ouvi algo sobre alguma nave mas ainda não pude identificar. Estão dispensados, irei até meus aposentos tentar me concentrar e distinguir o que está acontecendo – e saí finalmente.

Foi a primeira vez que eu percebi que a conexão com Rey ia tornar tudo mais difícil, pelo menos enquanto eu não soubesse como controlar aquelas visões. Mas de jeito nenhum eu queria que aquilo acabasse, o meu rosto esquentou e meu corpo todo estava tomado de adrenalina ao pensar que ela estava em algum dos corredores da nave quase sem roupas. Agora provavelmente não mais, mas aquilo me deixou louco fazendo meu instinto de caçador ficar frenético.

Procurei por ela em todo lugar até chegar em uma das salas de comando centrado, dispensei um operador e tranquei a porta. Tentei me concentrar:

- Aonde está você? Ainda está aqui? – e ela surgir à minha frente, como se estivesse exatamente ali. Tinha um olhar determinado mas eu sentia uma onda de timidez pela Força, além de estar irritada:

- M-me desculpe. Eu não controlo isso e eu tinha acabado de acordar

Eu sorri pra ela e depois me arrependi, voltando à postura neutra.

- Tudo bem. Nós...precisamos tomar cuidado com isso. Eu preciso. Eu gostaria de entender melhor como funciona.

- Exato, eu também – o rosto dela estava corado, com os braços balançando por sobre as pernas, agora cobertas por uma calça.

- O que você estava fazendo quando...? Bem você estava dormindo, e acordou? Somente isso?

- Sim. E você?

- Eu estava em uma reunião importante. Na verdade conversando com um General. Nada de especial

- Eu também não, exceto...- ela falou baixo e corou completamente.

- O que foi?

- Nada, eu estava dormindo e era só. Tenho meu próprio quarto e estava sozinha, quer dizer, não havia nada.

- Ok – havia algo a mais mas não havia jeito de eu descobrir - Mas...como soube aonde eu estava para aparecer pra mim?

- Eu não apareci pra você! Eu só estava bem aqui, me vesti e depois... – ela se controlava para conseguir dizer, ela estava estranhamente nervosa e eu queria muito entender – Depois eu fiquei virada pra parede sem querer te ver mas então eu me virei e você continuou aí.

- Não foi isso. Eu andei dezenas de metros dentro dessa nave até sentir uma presença nessa direção e achar que você estava nesta sala

- Que sala?

- Aqui! Ah isso é muito complicado...

- Também acho

- Esqueça, eu não tenho tempo para isso agora.

- E você acha que eu tenho? Não tenho nenhum interesse em ter a minha privacidade violada pelo...pelo Supremo Líder – ela tinha os braços cruzados um pouco irado com aquilo, mas gostei do jeito como ela falou.

O problema era esse, ela surgia e eu não conseguia saber mais o que fazer. Eu vigiava a porta com medo de alguém entrar mas lembrava que era inútil, fiquei de repente preocupado de alguém desconfiar do meu comportamento estranho. Se ninguém podia vê-la eu estava conversando sozinho, e isso era algo que absolutamente ninguém poderia me pegar fazendo.

Agora ela estava parada e olhava pra mim as vezes enquanto tentava encontrar um lugar pra pôr as mãos.

- É melhor não nos vermos mais, eu estou muito ocupado e não posso me arriscar.

- Como assim? Você acha que eu criei a conexão dessa vez? Eu estava dormindo...

- ...E eu estava conversando com meus comandantes. Você estava sozinha então provavelmente tenha pensado em mim ou algo assim e a Força se encarregou de...

- Como é que é?? Eu não estava pensando em você! – ela explodiu com a possibilidade.

- Ah me poupe, eu não tenho tempo para isso agora – me virei e saí, mas me voltei pra olha-la e ver se ela iria continuar ali, e ela não se moveu, irritada. Parecia que queria dizer algo mas não conseguia. Eu me lembrei da última vez:

- Eu estava pensando em você da última vez – sua boca se abriu levemente e seus olhos se abaixaram mas ela os ergueu não querendo se intimidar – Eu acho importante dizer isso só pra concluir que acho que nossos pensamentos influenciam a conexão.

Ela demorou um tempo trocando a posição dos pés:

- Tudo bem, eu...eu estava pensando em você também. Estava pensando no que me disse sobre ser...ingênua. Vou ignorar a ofensa, mas você pensa que eu não compreendo e está enganado. Você tomou o caminho errado e sabe disso. Podem ter falhado com você mas você falhou com eles também e eu estou no meio disso sem saber a razão mas sei em que lado devo ficar!

Eu precisava ignorar suas palavras, esse assunto insistente me irritava muito. Mas ela estava pensando em mim, ela precisa de uma direção e eu não quis perder a oportunidade. Isso tinha que me dar a chance de mostrar a verdade pra ela:

- Rey você precisa de um Mestre, pra completar seu treinamento. Eu já te expliquei isso e você sabe – o olhar dela se tornou irônico de repente

- Ah e você acha que meu Mestre agora é você? – O cinismo não combinava com ela, e seu rosto ainda tinha uma ponta de timidez.

- Sobrou quantas opções na galáxia pra você? – eu a olhava profundo mas ela tinha um ar de ironia, balançando a cabeça, obstinada – É inútil continuar ignorando, além do mais você quis isso. Eu sinto que você quer, você veio até mim.

Os olhos dela se estreitaram pra mim, ela perdia a paciência tão facilmente como eu:

- Você precisa entender de uma vez por todas: eu nunca irei me juntar a você para aprender sobre a Força ou seja lá o que for. Nunca me juntarei ao lado sombrio, é um caminho perdido, você pode esquecer Kylo Ren! – o meu sangue borbulhou nas veias. Quem ela pensava que era? Uma Jedi? Uma Mestre Solitária? Eu oferecia ajuda de bom grado e ela parecia ter prazer em rejeitar absolutamente tudo, sua única chance. Algo nas palavras dela, na forma como me dizia, como me rejeitava, causavam uma reação descomunal em mim, um ódio amargo que eu não entendia, não me deixava raciocinar direito, abalava minha mente e ao mesmo tempo me enfraquecia. Seu orgulho me enojou e quebrou um pedaço dentro de mim.

Naquele pouco segundo um pensamento me veio, de que se eu ousasse dizer algo parecido para Snoke na época eu teria sido fulminado no mesmo instante, e talvez fosse disso que ela precisasse. Eu podia tentar torcer seu pescoço, estava tão perto de mim, por mais que algo no fundo me dizia que e eu nunca conseguiria fazer. Mas assim como ela conseguia dizer coisas tão insolentes ela tinha que ouvir, e ainda bem que eu tinha trancado a porta:

- Então está decidido! Esta decidido Rey de Jakku! – vociferei, chegando à milímetros de seu rosto sem me curvar - Você sempre foi uma tola! O suficiente para ter cogitado que eu retornaria para a Luz, tola ao ter vindo até mim para tentar algo ridículo e sem razão nenhuma, fruto da sua própria imaginação. Você é tão patética que o velho Luke Skywalker nem aceitou lhe dar treinamento. Acha que possui algum poder? Bom seria que você voltasse pro buraco de areia de onde veio! Acha que é párea para mim? – apontei para minha cicatriz, pra onde ela olhava assustada por causa do tom da minha voz – eu não deixarei que você tenha essa sorte na próxima vez. Eu não salvei a sua vida insignificante, eu só me livrei de Snoke pra que hoje eu estivesse aonde estou e em breve a escória que você chama de amigos estará na sucata, assim como você!

Havia lágrimas se formando no canto de seus olhos, eu não me esqueço. E eu me virei e fui embora antes que ela pudesse tentar me impedir, com aquelas lágrimas. Eu não compreendia, o que ela tinha em mente? Pensava em mim mas o que ela achava que eu iria fazer? Ela era insolente, completamente ingênua e ao mesmo tempo cabeça dura, sem entender nada sobre o que estava fazendo com as próprias habilidades. Eu não sabia naquela época, porém, que parte do meu ódio não era só pela sua teimosia. Eu a queria, ela me cativava com essa atitude ignorante, era um absurdo mas eu não conseguia deixar de insistir nela.

Conclui que não deveria gastar nem mais um minuto com essas vontades, eu precisava me concentrar na liderança e isso estava me consumindo. Os sentimentos dela, meu desejo em treina-la, meu desejo por muito mais, o ódio de querer tanto isso, a falta de controle sobre ela, tudo. Era inútil e retrógrado pensar nela mais do que devia, mais do que já havia feito, eu já tinha ido longe demais com isso. Machucar os sentimentos dela agora pelo menos ia endurecer um pouco suas habilidades, pensava que falando assim eu ainda havia feito algo útil a ela.

As palavras de Snoke mais uma vez vinham em minha mente, esses envolvimentos sentimentais só servem para nos deixar fracos, pra desviar a atenção e assim acabar perdendo tudo o que demorou pra ser conquistado, e de forma desonrosa. Meu novo governo dependia de mim eu não seria fraco.

Achava que tinha terminado com aquilo, era necessário.

Mas estava errado, isso tinha apenas começado.


Notas Finais


Palavras machucam bem mais né? Me diz o que achou!! Escreve um comentário, beijos


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