1. Spirit Fanfics >
  2. Sol da Meia Noite: O Despertar >
  3. Luz do Meu Passado, Constância do Meu Presente

História Sol da Meia Noite: O Despertar - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoinhas ><
E vamos de sequência desse meu neném saído do forno ^^
Essa semana foi complicadinha de escrever, mas estamos aqui!
Vcs devem ter percebido que os caps são maiores que da I temp, minha escrita vai mudando e minha inspiração afeta isso tb. Espero que não incomode vcs, assim como o centric nos taeten - que foi avisado antes já que a temp é focada mais nos feiticeiros

Não sei pq a falação hj, acho que só queria esclarecer paranoias que invento na minha cabeça kkk
Anyways, boa leitura e perdoem os errinhos!

Capítulo 3 - Luz do Meu Passado, Constância do Meu Presente


Pela primeira vez em sua vida, as cobertas de Chittaphon cobriam uma cama ao invés do chão. Quando se esparramou no novo móvel do quarto, os olhos arderam em um impulso incompreensível de chorar. Com duas camas de solteiro, o quarto agora parecia ter menos da metade do tamanho de antes, mas Chittaphon nunca o achara tão bonito quanto naquele momento. Contava os segundos para que o velho Kibum chegasse em casa para o surpreender com tantas boas notícias.

 Usava o fogão à lenha para ferver a água necessária para um chá quando a porta rangeu contra as dobradiças e ele sorriu sobre o ombro notando seu companheiro de vida – e quarto – largando a bolsa pesada entre as almofadas do cômodo espaçoso. Ele o percebeu suspirar e massagear o ombro antes de notar sua presença com um sobressalto.

 – Você já voltou! – exclamou feliz e pareceu esquecer todas as dores do velho corpo cansado enquanto caminhava em direção ao filho dado pela vida.

 Chittaphon o abraçou com veloso cuidado, uma voz chata no fundo da sua mente temia apertá-lo demais e quebrá-lo ao meio. As rugas de Kibum não conseguiam chamar mais atenção que os olhos bondosos e Chittaphon sorriu antes de beijá-lo na testa.

 – Sentiu saudades? – perguntou com um sorriso e Kibum negou rindo, ocupando uma das cadeiras que fazia barulhos suspeitos próxima a mesa. Chittaphon o serviu primeiro e depois suspirou ao ter a própria caneca com chá de erva-cidreira esquentando seus dedos – Onde estava?

 Kibum teve a expressão parcialmente nublada pela fumaça do chá, mas Chittaphon notava cada nuance da face que conhecia por toda uma vida. E por trás do cansaço característico, Kibum estava preocupado.

 – Tem algo errado acontecendo – ele murmurou e Chittaphon tremeu inteiro enquanto o observava adoçar o chá com mel – Essas crianças passando mal toda semana... Eu sei que não vivemos no melhor dos ambientes para que cresçam saudáveis, mas não é só isso. Tem algo maior acontecendo, eu posso sentir.

De forma indesejada, Chittaphon se lembrou da conversa que tivera com Taeyong sobre a rocha quente e escura da praia, em como o rosto sereno se tornou pétreo e destoante da paisagem paradisíaca enquanto ele contava sobre seus receios quanto aos Anciões. Abaixou a caneca e suspirou.

 – As ervas estão ajudando? – perguntou e Kibum assentiu, sem parecer prestar muita atenção em suas palavras e sim nos próprios pensamentos. Chittaphon notava que quanto mais velho se tornava, mas introspectivo Kibum ficava, de uma forma intensa que fazia o mais novo imaginar se com o avançar da idade as respostas do universo começavam a se abrir uma a uma para você.

 – Mas é muito paliativo, Chitta – chamou pelo apelido dado por Taeyong – Mesmo que elas recobrem a consciência estão fracas demais para sair da cama e tudo o que posso fazer é impedir que piore. Me sinto tão impotente....

 Chittaphon largou a caneca quase vazia antes de se aproximar do outro lado da mesa, afagando os ombros cansados e beijando os cabelos que, mesmo brancos, ainda eram volumosos.

 – Sei que está fazendo tudo ao seu alcance para ajuda-las. Não se cobre tanto, velho – o jeito zombeteiro e brincalhão finalmente fez Kibum rir antes de assentir. Umedecendo os lábios, Chittaphon sorriu cúmplice na direção dele – Agora eu tenho duas surpresas para você.

 Kibum o olhou curioso e nada disse quando, o colocando de pé ao puxar suas mãos, Chittaphon o guiou até o quarto. Pediu para que ele fechasse os olhos antes de abrir a porta e quando Chittaphon falou um “surpresa!” cheio de animação e Kibum finalmente abriu os olhos, realmente estava surpreso.

 Ele ainda se lembrava de quando tinha a própria cama, há tanto tempo que parecia outra vida, soterrado em suas lembranças sobre a infância simples e feliz que passara em uma terra diferente daquela. Onde a convivência das espécies era falsamente harmoniosa, antes da guerra explodir... Lentamente caminhou até a cama próxima a parede oposta, a que possuía seu travesseiro e cobertores, sentando-se e sentindo seus músculos quase cantarem quando o colchão macio cedeu pelo peso. Ele sentiu algo familiar no abraço que o colchão parecia dar em seu corpo quando se deitou por completo, algo com gosto de infância. E acabou irrompendo em uma risada nostálgica que encheu seus olhos de lágrimas. Sem se importar em pedir permissão, Chittaphon deitou ao seu lado no curto espaço e sorriu ao secar a lágrima que escorreu de um dos olhos.

 – Está feliz? – questionou e ele sorria quando tombou a cabeça para olhá-lo, inegavelmente feliz.

– Mais do que eu achei que seria novamente nessa vida – procurou os dedos de Chittaphon com os seus, a pele enrugada tocando a pele áspera pelo trabalho de campo de Chittaphon, entrelaçando-os em um gesto que durava toda uma vida – A última vez que me senti assim foi quando você nasceu.

 Chittaphon inspirou profundamente e desviou o olhar enquanto tentava conter as lágrimas.

 – Tenho outra coisa para te contar – disse quando se recompôs e Kibum assentiu para que ele continuasse – Os lobos assinaram um novo decreto, todos os reinos concordaram em abrir suas terras novamente para nós. A partir de hoje, os feiticeiros podem morar lá, se quiserem.

 Dessa vez o silêncio de Kibum foi diferente de momentos antes, quando avistou a cama nova em seu quarto. Chittaphon esperou pacientemente para que ele lhe falasse o que sentia, o que pensava. Porque Kibum não era do tipo que escondia as coisas dele.

 – Isso é... – ele começou e suspirou. Moveu-se devagar e Chittaphon o acompanhou até que estivesse sentado frente a ele, que se recostava na cabeceira – Eu nunca realmente acreditei que as coisas chegariam a esse ponto, nunca acreditei que voltar seria uma opção.

 Chittaphon sorriu o mais compreensível que poderia, complacente sobre uma história que já acontecia quando nasceu, mas que Kibum vivera.

 – Você acha que voltar é uma opção? – Chittaphon começou, cuidadoso. Kibum suspirou.

 – Sabe qual é o meu sonho, realmente? – respondeu com outro questionamento e Chittaphon sinalizou que ele continuasse – Não precisar voltar. Ver essa ilha saudável para suportar nossa vila, vê-la viva.

 Chittaphon assentiu.

 – Não gostava de dividir a terra com os lobos? – Kibum negou.

 – Não é bem isso e é exatamente isso – fez Chittaphon rir – Mesmo antes da guerra aquela terra parecia mais deles do que nossa, acho que todos que viveram isso poderiam falar a mesma coisa. Essa ilha... Mesmo fraca e quase inóspita foi nosso primeiro verdadeiro lar, mesmo que sempre tenhamos lutado para retornar para o que achamos ser nosso por direito. Eu não sei como a nova geração se sente em relação a isso, mas eu sempre acreditei que era uma luta sem sentido. A magia daqui – Kibum olhou pela janela, observando o vulcão inativo que se erguia à oeste da ilha – Ela é incrível, Chittaphon. Eu posso senti-la em cada vibrar da terra, em cada folha que colho das ervas medicinais, em cada bater da onda na praia. Por isso não entendo... Não entendo porque querem voltar para uma terra que, apesar de saudável, não pode oferecer metade do poder que absorvemos aqui.

Chittaphon o encarou, contemplativo. Havia aquilo sobre os feiticeiros se conectarem à natureza, mas poucos deles acreditavam. Chittaphon era um deles, em grande parte por influência de Kibum, mas em grande parte porque sentia. Sentia a energia que fluía dos seus pés descalços até a palma da mão sempre que precisava usar de seus poderes, sentia o ar entrar lentamente pelas narinas sempre que precisava se recompor de um estado de grande euforia ou fúria, em como ele parecia assentar as coisas em seu interior. Sentia no calor do fogo um poder tão imenso quanto o que corria em seu organismo e na calmaria da água a sabedoria para controlar sua energia mágica.

 Por isso entendia o que Kibum queria dizer: a terra dos lobos nunca o fizera se sentir tão poderoso quanto a Ilha da Montanha Furada fazia. Mesmo decrépita, mesmo com seu cerne quase amaldiçoado pelas batalhas ferozes do passado, ela era a terra que realmente se parecia com seu lar.

 – Eu sei – disse sincero e afagou a mão de Kibum, vendo-o voltar a realidade e lhe sorrir pequeno – Mas vamos comemorar nossas pequenas vitórias. Não podemos deixar de acreditar também.

 Kibum franziu o cenho. Chittaphon sorriu.

 – Que um dia ainda poderemos salvar nosso lar e volta-lo à sua antiga glória.

🔥

 Taeyong puxou a coberta até tampar o pescoço de sua mãe. Ela olhou para a janela, o olhar perdido para longe dele, como sempre. Ele suspirou e selou sua testa, acariciando os fios enquanto ela fechava os olhos. A tarde ainda não havia chegado ao fim, mas o sono e o frio não eram algo que tinham horário para se instalarem. Taeyong seria eternamente grato aos reis lobos por impedirem que sua mãe continuasse, com saúde tão debilitada, adormecendo no chão duro e frio para o resto de sua vida. Da porta do quarto, Taeyong a observou e como em todas as outras vezes, sentiu seu peito se comprimir em tristeza e raiva.

Nunca perdoaria os Anciões por terem lhe tirado tudo.

 Chittaphon era órfão, mas Taeyong acreditava ser algo ainda mais doloroso, algo que ao menos tinha um nome. Nenhum de seus pais estavam mortos, mas ambos estavam impossibilitados de permanecerem ao seu lado, de serem pais. Ele ainda escutava os gritos de sua mãe em sua mente na noite em que viu seu pai ser levado, ele ouvia o choro sôfrego e ele via o rosto desesperado. Ele também via o olhar firme de seu pai, como se ele não temesse o cárcere, mas notou a dor do coração dele. Taeyong sempre fora uma criança observadora. E ele sabia que onde quer que seu pai estivesse, o coração dele ainda pesava por ter sido obrigado a deixá-los. E isso era o que mais doía em Taeyong.

 Ele preparou um dos inúmeros chás das ervas que Kibum trazia semanalmente para sua mãe, planejando dar-lhe quando ela voltasse do cochilo. Era grato a ele tanto quanto era a Chittaphon; Kibum não só o acolhera como fizera de tudo em seu poder para ajudar a situação de sua mãe. Aquela doença silenciosa e sem nome que lhe tirava a voz e o espírito. Taeyong não gostava de pensar que ultimamente a percebia mais abatida do que o normal, a energia já baixa agora quase inexistente. Com um suspiro, deixou o chá esfriando enquanto abria a porta da frente e sentava no pequeno ressalto que separa sua casa do solo, as vezes se sentia sufocado nas lembranças de seu próprio lar. Se olhasse para o lado, poderia ver a sombra do vulcão inativo cujo qual já sonhara escalar junto de Chittaphon, quando ainda acreditavam que os dragões das histórias estariam vivendo em seu interior. Riu da lembrança.

Suas melhores lembranças eram ao lado dele, todos os sonhos que sonhara eram compartilhados com ele ou o tinham como protagonista. Se achava sortudo, em meio a tanta adversidade, ser correspondido em um sentimento tão genuíno e raro.

 

As crianças da vila riam alto ao redor da grande fogueira que queimava bem na frente da casa de Chittaphon. Ele usava suas melhores roupas, as mais coloridas, e o único sapato sem furo. Acima da fogueira, um porco rodava lentamente enquanto assava e mulheres de rostos pintados tocavam instrumentos de madeira em uma canção animada. Não se assava carne com tanta frequência na vila e com menor frequência ainda se tocava alguma música que reunisse a todos. Aquele era um dia especial, o mais especial de todos: seu aniversário. E o primeiro que conseguiria celebrar de forma tão festiva.

 Kibum havia juntado dinheiro e atendido pacientes em troca de favores por quase um ano ao planejar aquela comemoração e valia cada esforço ao ver sua pequena criança com o sorriso gigante que ele deixava nascer na face infantil. Havia usado seus poucos conhecimentos de receitas e sua memória de infância para arriscar um bolo simples e não tão bonito que agradou a Chittaphon tanto quanto todo o resto. O simples fato de Kibum ter se importado e tentado o melhor para vê-lo feliz era sua realização.

Eles nunca comeram tanto quanto naquele dia, nunca riram tão alto ou dançaram até as pernas enfraquecerem. Mas foi quando as crianças começaram a dispersar que o maior acontecimento da vida de Chittaphon, até aquele momento, se encaminhou para acontecer. Ajudava Kibum a tirar os papeis coloridos da porta e da parede da frente de sua casa, rindo das piadas e brincadeiras dele, quando ouviu um pigarro envergonhado à suas costas. Girou apenas para abrir ainda mais o sorriso, mesmo naquela época já era capaz de reconhecê-lo até mesmo por seus passos.

 Feliz aniversário, Chitta – disse com um sorriso pequeno, mas sincero. Chittaphon diminuiu o próprio sorriso, mas não por desgostar da visita dele.

 Naquela idade, ele ainda estava confuso sobre o que era aquela sensação que fazia seu coração bater tão rápido sempre que seu melhor amigo aparecia. Não acreditava ser apenas amizade, pois não foram sempre assim. Não sabia dizer desde quando o sorriso de Taeyong começara a deixa-lo eufórico ou quando os abraços dele começaram a lançar brasas em seu organismo. Era assustador e maravilhoso ao mesmo tempo, por isso abriu os braços e o contornou a nuca, suspirando contra o cheiro que já decorara como se fosse de seu próprio corpo. Tinha algo de diferente naquele abraço, nos dedos quase hesitantes cedendo aos braços que o apertaram e o aproximaram mais do que nunca. Durou tanto e tão pouco ao mesmo tempo que desnorteou a ambos e quando se separaram, viram no brilho dos olhos que sentiam o mesmo. Taeyong foi quem umedeceu os lábios antes de se virar para Kibum.

– Senhor Kibum, posso levar Chittaphon para um passeio? – antes da reposta, ele já olhava para o melhor amigo um ano mais novo novamente – Preciso entregar meu presente.

 A intuição de Chittaphon o tornou ansioso e suas palmas estavam geladas quando começaram a caminhar rumo ao desconhecido. Ele notou os movimentos nervosos da mão de Taeyong e o silêncio pesado e cheio de palavras não ditas que impregnava o ar entre eles e entregava o quão nervosos estavam: nunca antes ficaram tanto tempo sem trocar palavras um com o outro. Quando os passos enfim pararam, eles estavam entre as raízes de uma árvore que crescia à oeste. Elas se trançavam e formavam uma pequena banheira natural que comportaria facilmente quatro adultos. Flores pequenas cresciam das raízes e nos tempos em que o vulcão era ativo, aquela era uma notavelmente bela fonte termal. Inspirando profundamente, Taeyong entrelaçou os dedos aos de Chittaphon e os guiou até que estivessem sentados nas raízes floridas com os pés na água.

Foi só então que Chittaphon notou que ele tremia.

– Está me dando um banho de presente? – tentou amenizar o clima, mas sua risada foi nervosa. Não desfez o contato dos dedos – Tinham formas mais sutis de dizer que eu não estou cheirando bem.

 Taeyong conseguiu rir minimamente e acariciou os dedos entre os dele.

– Sabe que amo seu cheiro – disse e completou muito mais baixo – Não só o cheiro...

 – O que? – questionou o mais novo, sem compreender completamente, mas Taeyong negou com um sorriso antes de soltar o ar e virar minimamente o corpo em sua direção.

 – Vou te dar seu presente – ele parecia ainda mais nervoso e isso afligia Chittaphon – E se você não gostar, pode dizer. Podemos não fazer isso nunca mais, mas preciso que saiba como me sinto.

 Chittaphon estava confuso, mas obedeceu quando ele pediu que fechasse os olhos. Esperou que ele se afastasse para buscar o presente, mas o que Taeyong realmente fez foi unir ambas as mãos e suspirar fundo. Antes de soltar o ar – ou que Chittaphon perdesse a paciência pela espera – se inclinou em direção a ele e selou os lábios inocentemente. Ele sentiu o corpo de Chittaphon retesar como se arfasse por dentro pelo susto, mas ele não fez menção de se afastar. Para o alívio de Taeyong, ele pareceu relaxar a cada segundo que passavam com os lábios colados, como se cedesse ao momento e sentimentos compartilhados. Taeyong quase temeu se afastar, mas precisava de uma resposta. Chittaphon demorou um pouco mais para abrir os olhos e quando o fez, Taeyong o esperava pacientemente. Mesmo que mordesse os lábios nervosos.

 – Eu não acho que goste de você apenas como amigo mais, Chitta – disse, parecendo ainda mais nervoso. Chittaphon ainda estava atônito – Mas se você não sentir o mesmo... Eu vou entender e a gente pode fingir que isso nunca aconteceu.

Chittaphon precisou de um tempo para entender o que tinha acontecido, mais um tempo para entender o questionar de Taeyong e ainda um pouco mais para expressar sua resposta. Taeyong quase desistia quando Chittaphon correspondeu o aperto de seus dedos e, ao olhá-lo, Taeyong pôde vê-lo se aproximar um pouco mais rápido do que havia feito com ele, selando os lábios novamente. Ele não conseguiu fechar os olhos, surpreso e sentindo a euforia nascer em seu peito ao entender que a resposta era sim. Quando se afastaram, ambos sorriam, mais calmos e imensamente mais felizes. Foi quando souberam que aquilo, aquele avanço da relação e o simples estar junto um do outro, sempre fora para ser.

Sempre fora eles dois.

 

Taeyong despertou de suas lembranças quando a realidade pareceu ainda mais doce. Vindo pelo caminho de terra negra, Chittaphon o cumprimentou primeiro com um sorriso antes de se inclinar e selar seus lábios. Ainda torpe pela ideia de que se pertenciam, o prendeu pela nuca e aprofundou o beijo de modo a fazê-lo suspirar contra seus lábios. O cheiro, o sabor, a temperatura... Tudo em Chittaphon parecia se encaixar em seu corpo e sua alma com a mesma facilidade que o açúcar se dissolve na água. O puxou para mais perto quando separaram os lábios, fazendo-o sentar em sua coxa e beijando o pescoço exposto até que ele risse pela sensibilidade.

 – O que te deu? – Chittaphon questionou com um sorriso, nem notou quando a mão que não se esticava pelos ombros dele começaram a jogar os fios castanhos para trás em um carinho despretensioso. Taeyong sorriu e lhe beijou o maxilar.

– Saudade – respondeu e cheirou a pele da bochecha. Ainda amava o cheiro dele – E nostalgia. Lembrei do nosso primeiro beijo.

Chittaphon sorriu quase constrangido, ainda muito daquele garoto de doze anos, o que fez Taeyong sorrir também e abraça-lo mais.

 – Mal foi um beijo, mas nós fomos bem românticos – concluiu o olhando, adorava ver o sorriso nascer no semblante delicado de Taeyong. Acariciou sua bochecha com o polegar – Eu não consigo imaginar um primeiro beijo melhor do que aquele.

 Taeyong riu e concordou.

 – Foi especial porque foi com você – disse o que o coração de Chittaphon também sentia.

 Dessa vez ele quem se inclinou para selar os lábios, brincando de prender o superior e o inferior em um beijo lento que não se aprofundou, e quando se partiu, as testas continuaram unidas.

 – Meu primeiro e único amor – murmurou e Taeyong sorriu de olhos fechados.

– Meu primeiro e único – disse como se confirmasse e o beijou uma última vez antes que se levantassem.

 Precisavam entregar o decreto aos servos dos Anciões para que a notícia chegasse a todos e partiram caminhando de mãos dadas ilha a dentro, pela trilha atrás da casa de Taeyong. Ele encarou os dedos entrelaçados e sorriu. O anel de coco fora um presente de Chittaphon em seu aniversário de quinze anos. Uma circunferência que marcava suas verdades: o envolvimento infinito, a ligação que jamais se findaria. Pois seriam um do outro por toda eternidade, em cada uma das vidas que lhes fossem dadas. E isso bastava para que Taeyong tivesse alguma de suas dores aplacadas.



Notas Finais


É isso, galeris!
Um cap explicativo e tb pra teorizarem haha aqueles pro desenvolvimento ne

Obrigada por lerem até aqui e até o próximo ~
XOXO


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...