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História Sol da Meia Noite: O Despertar - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoinhas ><
Mais um cap explicativo pra conta, não desistam de nós ~
Vamos conhecer pessoinhas novas e começar a adentrar alguns mistérios...

Boa leitura, perdoem os errinhos e até as NF!

Obs.: algumas partes das lembranças/passado do Ten serão narradas entre a narração do presente, essas partes estarão em >itálico<
Se ficarem com alguma dúvida, deixem nos coments :3

Capítulo 4 - Fragmentos do Passado


Os pulsos ardiam entre as algemas enferrujadas que queimavam sua pele, as pernas por vezes tremiam anunciando que logo seu corpo desabaria se as correntes esticadas não o mantivessem erguido sobre os joelhos dobrados. Ao fundo, ele ainda podia ouvir uma goteira insistente cujas gotas batendo contra o chão cavernoso ecoavam no silêncio até ele, aumentando a umidade do lugar abafado. Era escuro, mas a fresta na pedra atrás de suas costas possibilitava uma entrada mínima de luz que o permitia ver as grades a sua frente e a poça de suor que seu corpo formava no chão.

 Não era uma visão agradável.

 Ele ainda podia ver gotas mais escuras espalhadas esporadicamente ao redor de seu corpo, o sangue seco que em algum momento escorrera de uma das suas feridas. A barba por fazer coçava e o cabelo que há muito não aparavam tampava parcialmente sua visão, quando não grudava no suor da testa. Os músculos reclamavam da posição desconfortável, a boca rachada havia desistido de pedir por mais água, a voz rouca se perdendo dentro do ser aprisionado a tanto tempo.

Mas ele ainda tinha um motivo para sobreviver.

O som arranhado contra a masmorra era sempre uma incógnita: poderia ser um cristalino copo de água ou poderia ser mais uma sessão intensa de tortura. Mas ele já havia decorado os passos de cada um de seus carcereiros e o músculo dos ombros cederam ao relaxarem minimamente por saberem quem estava se aproximando.

 Não ergueu o rosto quando as grades foram empurradas e os passos suaves se aproximaram até que o manto preto pudesses ser observado enquanto se arrastava por seus fluidos corporais. Com um suspiro, o novo visitante se abaixou e a mão gentil ergueu o queixo do homem abatido para que pudesse derramar água entre os lábios. Ele tinha as sobrancelhas franzidas enquanto os bordados de linhas prateadas do capuz contornavam seu rosto. O homem o olhava impassível enquanto engolia de forma apressada a água que lhe era dada em segredo. Quando engasgou por sua pressa, o copo foi afastado dos lábios e um grunhido insatisfeito foi escutado.

– Lhe darei mais, mas precisa respirar – a voz que era ao mesmo tempo grave e suave anunciou e o homem acorrentado assentiu, recuperando o fôlego para que o copo voltasse aos seus lábios. O servo a sua frente não parecia se importar com a bagunça que a água vazia ao escorrer por sua boca e lhe molhar a mão ou com a sujeira que grudava na capa pesada – Não sei como você ainda resiste.

 A água se findou e o homem passou a língua pelos lábios, respirando ofegante pela rapidez com que se hidratara. Ficou em silêncio quando o carcereiro se ergueu e caminhou até suas costas, agachando para aparar seu cabelo. De todos os servos, ele era o único em quem o homem confiava para que o permitisse segurar uma adaga afiada à suas costas. Qualquer outro que tentasse aparar seus cabelos presenciava uma crise de fúria monstruosa até que saísse da masmorra por puro medo.

 Eles às vezes cuidavam de sua salubridade, faziam sua barba e aparavam seus cabelos, alimentavam-no e banhavam-no. E o homem já entendera o motivo: eles lhe davam esperança de melhora apenas para vê-lo despencar de ainda mais alto da próxima vez que o atacassem. Mas ele se recusava a quebrar.

 – Eu preciso voltar... Por ele – a voz rouca do desuso enfim respondeu a colocação do servo anteriormente. A adaga parou o trabalho que fazia enquanto ele entendia sua frase.

 Ele voltou ao trabalho silencioso, os lábios espremidos um no outro em uma dor silenciosa que o tomava sempre que o visitava naquelas condições. Quando estava prestes a dar a volta novamente e a fazer a barba que crescia, ouviu a voz do homem novamente.

 – Mas você também... Me impede de desistir – ele parecia ter dificuldade em pronunciar as palavras, mas fora claro o suficiente para fazer os pés do servo estagnarem momentaneamente no chão – Sua gentileza... Me dá esperança.

 Tentando oprimir a empatia, enrolando-a de volta ao peito para que não se desfizesse em lágrimas na frente dele, o servo se inclinou para soltá-lo das algemas e nada disse quando o corpo desabou contra o chão. Lentamente, o ergueu do solo até que apoiasse o corpo dele – antes musculoso e agora franzino – contra o seu, seguindo para o outro lado das grades.

 – É dia de banho – anunciou, andando devagar para que as pernas fracas o acompanhassem – E de três refeições por dia. Sabe o que isso significa, não é?

 O servo sentiu o corpo do homem tencionar antes de ouvi-lo suspirar.

 – Que logo voltam com as sessões – disse e o silêncio se manteve até que fosse colocado na banheira de madeira improvisada na antessala das masmorras. A água era morna e o homem sabia que isso só era possível quando aquele servo era designado para ajudá-lo. O corpo relaxou tanto que quase afundou sob a água.

 – Queria não te dar tanta esperança – a voz trêmula anunciou enquanto tirava a camada de sujeira das costas do homem – Queria não fazer parte disso.

 O homem se moveu minimamente e, contra todas as probabilidades, sorriu agradecido ao jovem servo.

 – E eu sou grato por você agir exatamente dessa maneira – anunciou, mais recomposto enquanto o banho lhe despertava a consciência com mais fervor – Grato por me lembrar que eu tenho para quem voltar.

 O servo desviou o olhar e voltou a enxaguar as costas do homem que, para ele, era um herói. E foi difícil continuar prendendo as lágrimas quando o ouviu completar.

 – Obrigado, Jaehyun.

��

Chittaphon havia optado pela camisa mostarda de costuras leves e furadinhas, sem mangas, ao acompanhar Kibum pela ilha naquela manhã ensolarada. O sol mal havia nascido totalmente, mas a maresia úmida trazida pelo vento abafava o ar ao redor de seu corpo. A calça era branca e solta, larga o suficiente para que qualquer brisa mais fresca tivesse liberdade para adentrá-la e tocar sua pele. A bolsa de pano a tiracolo era sua marca registrada, assim como a velha mochila surrada que Kibum levava nas costas com suas ervas: era assim que iam de casa em casa, àqueles que precisavam de seus conhecimentos e ajuda, oferecer-lhes alguma solução para qualquer que fosse o desconforto.

 Os pequenos feiticeiros corriam alegres ao redor dos dois, vez ou outra, distraídos demais com a própria imaginação para lhes dar alguma atenção genuína. Os sapatos sujos da terra enegrecida não pareciam ter qualquer importância quando o dragão de madeira voava pelas mãos pequeninas atrás de um cavaleiro de pano. Toda a vitalidade infantil fez parecer ainda mais errada a cena que Chittaphon encontrou na casa que adentraram. Era uma das últimas na vila dos feiticeiros, tendo a regalia de ser ainda mais próxima da área arbórea, onde a natureza voltava a apresentar vitalidade. A visão verdejante contrastava com o corpo miúdo enrolado em lençóis contra a cama nova fornecida pelos lobos.

 Os cabelos longos e negros se abriam como um leque contra o travesseiro, a pele pálida era quase translúcida e as gotículas de suor aderiam brilho na epiderme enferma. Hyejin tinha sete anos completados, mas seus pais presenciavam diariamente o sugar de suas forças por motivos além de sua compreensão. Começara com tombos esporádicos, cochilos longos demais e resmungos sobre incômodos que ela não conseguia explicar. Agora as pernas franzinas não conseguiam mais mantê-la erguida, os olhos lutavam para se manterem abertos e a febre parecia atada ao seu corpo, incapaz de se esvair completamente. O pano úmido era trocado diligentemente pela mãe, que o umedecia em água fresca para aliviar seu sofrimento, mas a impotência ante a situação da filha a adoecia aos poucos também.

 – Bom dia, Hyejin-ah – Chittaphon exclamou, sentando na cama ao lado dela e escondendo no sorriso bondoso o incomodo de vê-la prostrada. Os olhos miúdos o encararam em silencio enquanto ele tomava a mão pequena e gelada – Que bom te encontrar acordada dessa vez.

 A voz dele sempre a acalmava, por isso Hyejin amava suas visitas junto do velho senhor Kibum. Ela não entendia que enquanto acariciava suas mãos, Chittaphon analisava a magia que corria seu corpo em busca do motivo que a prostrara daquela forma, ao mesmo tempo que transferia um pouco da própria para recompô-la minimamente. Uma ação meramente paliativa, Kibum frisava aos pais, mas vê-la minimamente lúcida e escutar as poucas palavras que a energia trocada a permitia formar eram as pequenas vitórias das quais não conseguiam abrir mão. Kibum notou Chittaphon franzir o cenho antes de se erguer, dando o lugar para que Kibum aplicasse compressas molhadas em suas ervas pelo corpo pequeno e a convencesse a tomar os chás nem sempre saborosos.

 Ajudou-o em silencio, ato que não passou despercebido por Kibum. Se despediram da família com sorrisos educados que escondiam uma preocupação que os pais de Hyejin conheciam bem. Kibum riu quando Chittaphon não respondeu sua pergunta, as sobrancelhas franzidas e os lábios crispados mostrando o quão imerso nos próprios pensamentos ele estava.

 – Não te vejo preocupado assim desde Taeyong – a menção ao nome dele sempre despertaria Chittaphon, como uma palavra de segurança que ativasse todo o seu corpo a se tornar mais atento. O sorriso bondoso de Kibum o intrigou, mas Chittaphon acabou sorrindo também – Você percebeu?

 Chittaphon assentiu.

 – A magia dela... Está enfraquecendo – disse e foi a vez de Kibum assentir – Isso não faz sentido! Ela é tão nova. Se continuar assim, de nada adiantará a troca de magia ou as compressas e chás. Só retardaremos o inevitável.

 O peito de Chittaphon apertou, pois foi o que Kibum mesmo lhe disseram dias atrás quando retornou do reino dos lobos.

 – Não é apenas com ela – Kibum disse e Chittaphon o olhou incrédulo – Todos os enfermos da vila estão perdendo a magia aos poucos. Especialmente as crianças e os idosos.

 Chittaphon não entendia. Poucas das enfermidades que conheciam drenava magia dessa forma, afetava seu físico sim, mas a magia dos feiticeiros era algo intrínseco em seu ser. Corria em suas veias como sangue, eram parte considerável do que eram. Tê-la drenada daquela forma parecia mais errado do que qualquer coisa que pudessem pensar.

 – Será uma nova doença? – Chittaphon conjecturou e ele pôde notar quando Kibum entrou em seu próprio estado introspectivo, pensando tão além que Chittaphon não conseguia acompanha-lo.

 – Acho que isso é muito maior do que nós, Chitta – disse gravemente e Chittaphon sentiu algo ruim borbulhar como uma premonição em seu âmago – Maior que uma doença e maior que o próprio tempo. Não acho que ervas e solidariedade possam curar nossa vila dessa vez.

 Foi com um gosto amargo que Chittaphon continuou as visitas, notando que Kibum estava certo: a cada idoso ou criança que atendiam, notavam a diminuição da força mágica. O que seriam sem isso? Sem traço tão característico de quem eram? Se não eram feiticeiros, o que lhes restava?

 A lua já transformava a água do mar em prata líquida e Chittaphon ainda não conseguia parar de pensar nos acontecimentos do dia. A areia esfriava com a noite em pico, mas ele afundou os pés entre os grãos mesmo assim, uma mania quase terapêutica. Segurava o pulso na não enquanto contornava os joelhos, distraído o suficiente para não notar a aproximação de Taeyong até que ele estivesse sentado às suas costas, envolvendo seu corpo com carinho e beijando o espaço entre seu pescoço e ombro. Chittaphon relaxou minimamente contra o peito dele, deixando que o calor conhecido o energizasse como passara o dia fazendo à outras pessoas.

 – O que te preocupa? – e Chittaphon sorriu ao lembrar que nenhuma palavra era necessária entre eles para que se entendessem.

As ondas quebravam longe e Chittaphon desejou que as enfermidades de sua vila pudessem se desfazer como a espuma contra a areia.

 – No quão injusta uma doença que agride crianças e idosos é – desabafou e os dedos gentis de Taeyong acariciaram seus braços – Estou começando a acreditar em você e Kibum.

 O carinho parou e Chittaphon notou que, estranhamente, o corpo de Taeyong retesou contra o seu. Os perigos de se conhecerem demais.

 – O que quer dizer? – a voz suave não era mais genuína, Chittaphon sabia disso. Taeyong escondia alguma cosia.

– Você mesmo disse que não é normal esse silencio todo vindo de uma derrota deles – disse, deixando na ênfase da última palavra todos os significados que carregava – E agora a drenagem de magia sem explicação. Comecei a me questionar – Chittaphon parou momentaneamente, pensando no absurdo que estava prestes a dizer, mas o silencio calmo e o carinho suave de Taeyong o impulsionou a continuar – Se eles não estão por trás disso.

Um instante depois Taeyong soprou uma risada baixa e apertou o abraço contra Chittaphon, estalando um beijo contra sua bochecha antes de dizer.

 – Você nunca acreditou em coincidências, não é? – murmurou e Chittaphon sorriu curto ao negar.

 Dividiram respirações baixas e isso era muito entre eles. Cada exalar carregava uma mensagem que seus corações entendiam antes de suas razões. Dessa forma, quando levantaram, Chittaphon já sabia que Taeyong não só escondia algo como deixaria de fazê-lo naquele momento. Assim como Taeyong havia entendia que seu segredo o magoara, mas que ele tentaria entende-lo.

 Eram conversas íntimas que uma vida inteira ao lado um do outro faziam surgir espontaneamente, formas apenas deles dois de se entenderem. Os dedos se embolaram em um aperto mais firme que o de costume enquanto Taeyong os guiava pela orla da praia, um caminho não muito novo para Chittaphon, mas que há muito não percorriam. A água fria batia nos tornozelos à medida que a maré subia, trazendo à tona lembranças há muito deixadas bem guardadas no fundo da mente.

 Os trovões anunciavam tempestade e Chittaphon odiava tempestades. Era culpa delas que não tivesse mais seu pai ao seu lado. Se escondia dos relâmpagos debaixo de seu cobertor, mas havia uma inquietação maior do que seu medo em seu peito naquele dia. Era para Taeyong estar ao seu lado, dormiam juntos desde que o pai dele fora levado, pois sua mãe precisava de cuidados especiais e Kibum não achava que fosse algo que ele deveria ver. Mas Taeyong não estava ao seu lado naquela noite de chuva e Chittaphon não conseguiria continuar quieto se não tivesse certeza que ele estava bem.

 A trilha para dentro da mata começava arenosa e, pouco a pouco, se tornava terrosa. Era uma trilha conhecida, mesmo que a última vez que tivesse visitado o lugar no final dela tivesse sido debaixo da chuva.

 Chittaphon não havia se lembrado de calçar os sapatos antes de correr em direção à praia. Havia um lugar secreto para onde iam quando precisavam falar coisas longe dos adultos, confessar medos que não queriam que eles soubessem que tinham. Os pés pequenos de uma criança baixa aos dez anos já tinham feridas dos galhos secos e folhas pontiagudas que esmagavam, mas Chittaphon não se importou. Pela primeira vez, não se importou nem com as primeiras gostas de chuva ou os sons estrondosos dos trovões. Aumentou as passadas até que estivesse correndo, buscando a trilha terrosa que desvendara com Taeyong. Não era o medo da chuva que apertava seu peito daquela vez, era medo de não o encontrar e perder mais uma das pessoas que amava para a tempestade.

 O som da noite não era amedrontador, os animais noturnos pareciam saudar o casal que a tanto tempo deixara de visitar o esconderijo secreto. Chittaphon teve certeza do lugar que iriam quando a trilha fez uma curva voltando-os para a areia, um monte não tão alto de pedras cinzas delimitava o fim da praia daquele lado, mas eles continuaram andando, subindo pelo caminho sutil e não tão confiável cravejado nas rochas. Sem chuva dessa vez, podia ver o contorno obscuro e quase imperceptível da caverna entranhada no centro da pedra pontiaguda, o esconderijo secreto.

 Chittaphon deixava sangue nas pedras escorregadias pelas chuvas, as mãos agarravam cegamente a parede cinza enquanto tentava alcançar a entrada da caverna. Ele quase podia sentir o cheiro de Taeyong, ouvir o choro suave dele e isso desesperava seu coração. Estava ofegante quando finalmente se jogou para dentro da boca enegrecida do esconderijo, caindo em quatro apoios e recuperando o fôlego antes de olhar para frente. Encolhido no próprio corpo, sentado no meio da caverna, Taeyong chorava baixinho como se esperasse que alguém fosse resgatá-lo. E Chittaphon estava ali. Molhado e machucado, ofegante e sujo, mas rápido o suficiente para envolver o corpo que sempre fora maior que o seu em um abraço afobado e apertado. Taeyong apertou a camisa na altura das costelas, afundou o rosto no peito dele e chorou mais alto que o som dos trovões. Era muito pior ouvi-lo chorar do que ouvir a chuva, Chittaphon descobriu. De joelhos, afagou os cabelos da nuca dele e o apertou contra seu coração. Queria poder tomar parte da dor que o assolava.

 – Eles não me deixam vê-la – ele disse entre os soluços e, mesmo naquela idade, poucas palavras não importavam. Chittaphon sabia que ele se referia a mãe – Eu nunca mais verei meu pai e eles não me deixam vê-la também. Eu estou sozinho, Chitta.

 O soluço ecoou na caverna, antecedendo um raio que cruzou os céus tempestuosos. Chittaphon notou que chorava com ele quando sua lágrima caiu entre os fios negros. Afastou-o minimamente de seu corpo, limpando inutilmente lágrimas que escorriam pelas bochechas infantis para rapidamente serem substituídas por outras. Eu estou sozinho. Não me sinto, mas estou. Um estado, uma condição. Taeyong parecia completamente desesperançado e Chittaphon não permitiria que aquilo continuasse.

 – Nunca – foi o que disse para ele, controlando as próprias lágrimas e vendo um brilho diferente nos olhos dele ao ouvir seu sussurro – Isso nunca será verdade, não enquanto eu estiver aqui.

 Quando voltaram a se abraçar, Taeyong chorava mais baixo, como se deixasse as palavras de Chittaphon adentrarem seu corpo e grudarem em suas células para que entendesse o que significavam.

De mãos dadas, ambos encaravam a entrada do lugar onde Chittaphon nunca mais pisara desde a vez que encontrara Taeyong em lágrimas. Eram lembranças quase dolorosas de tão profundas e intensas, o esconderijo não só de segredos como de dores. Caminharam em silencio e Taeyong só soltou sua mão para pegar um galho robusto deixado estrategicamente perto da entrada. Circulando sua mão ao redor dele uma vez, a magia produziu uma chama esverdeada que crepitou forte o suficiente para iluminar ao redor.

 Chittaphon não se moveu, absorvendo o que Taeyong fizera com aquele lugar no passar dos anos.

 Havia uma mesa baixa e almofadas, havia livros e diários, roupas e pinturas. Tudo o que um dia fora do pai de Taeyong naqueles poucos metros quadrados e rochosos. E não de uma maneira que evidenciasse um memorial ou algo mórbido. Mas uma maneira quase agressiva que deixava claro o que Taeyong confirmou nas próximas palavras.

 – Eu nunca desisti dele, Chitta – ele tinha quase culpa na voz, mas Chittaphon sabia que não havia nada para culpar ali – E eu acho que estou prestes a descobrir o que realmente está acontecendo nessa ilha.

 


Notas Finais


É isso, galeris!
Tam-tam-taaaaam sheushue oq acharam até aqui?
Não se acanhem, td comentário é ben vindo *-*

Obrigada por lerem até aqui e até o próximo ~
XOXO


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