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História Sol do Meio Dia - História de Jacob e Renesmee - Capítulo 15


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Notas do Autor


Oláaa pessoal, voltei \o/

Taí, mais um capítulo. Já vou avisando que nesse não acontece nada demais, nada de interessante, então nem criem muitas expectativas :/

Então boa leitura... e relaxem.

Capítulo 15 - Assombrados


Fanfic / Fanfiction Sol do Meio Dia - História de Jacob e Renesmee - Capítulo 15 - Assombrados

Enquanto aguardava Jacob se vestir fiquei calculando quanto tempo ele levaria e se daria tempo de sair dali correndo, mas eu mal havia concluído o pensamento e ele já estava de volta na forma humana vestindo um short jeans e uma camisa cinza. 

Nossa, ele era realmente muito bonito, tanto que chegava a ser desorientador. Droga! Se tinha uma coisa que eu não precisava naquele momento para resolver as coisas era de distrações, e aquela sua camisa levemente úmida se grudando em partes estratégicas de seu tórax era um pecado, deveria ser excomungado. 

Apenas a luz da lua cheia e dos faróis de meu carro iluminavam aquele cenário abandonado. Eu tive que ser a tapada que não conseguia nem fugir em uma estrada deserta, tinha que virar em um lugar desconhecido e acabar numa trilha sem saída.

Mas era bom que acabassêmos logo com aquilo, ele não iria me deixar em paz enquanto não despejasse mais mentiras ou desculpas pelo que fez. Eu não queria passar mais uma noite praticamente insone por causa da sua presença tão perto, acordava de sonhos nenhum pouco tranquilos, cercada pelo cheiro dele infiltrado no meu próprio quarto, me fazendo questionar se ainda estava no mundo da inconsciência.

- Nessie - começou ele, exasperado, me encarando profundamente mesmo estando a quase vinte metros de mim.

Eu via que ele tinha dificuldades para formular uma frase e minha paciência já estava no limite.

- O que quer, Jacob? Diga de uma vez, ou essa perseguição toda foi apenas para me irritar? 

 - Não, eu quero esclarecer as coisas.

- Esclarecer o que? Que sente muito por ter mentido? Que se arrepende? Curioso como você só sentiu tudo isso depois que eu descobri a verdade, não é mesmo?

Acho que se tivesse lhe dado um tapa na cara sua reação seria a mesma. 

Eu tentava me acalmar, mas era difícil com ele ali, bem na minha frente, depois de tudo o que fizemos naquela noite, pelo menos em meus sonhos. Era desconcertante, eu perdia o controle das minhas próprias palavras, era como se existisse outra pessoa falando por mim, uma pessoa bem descontrolada e instável. 

Fiquei esperando ele dizer mais alguma coisa, então por fim Jacob soltou o ar e voltou a jogar toda a força de seus olhos profundos em mim.

- Eu era apenas um garoto quando conheci sua mãe, um garoto que sonhava em ser montador de carros e sair daquela reserva como minhas irmãs haviam feito, mas já enfrentava o dilema de não querer abandonar meu pai que tinha acabado de perder o movimento das pernas e ainda lidava com a ausência de minha mãe. Bella foi uma boa amiga e eu como o idiota que sou acabei confundindo tudo e estragando a nossa relação. Mas toda a complicação aconteceu mesmo quando descobri que era um lobisomem e ela a namorada de um vampiro, então o que antes era apenas orgulho ferido por causa da rejeição se tornou algo muito maior, tomou proporções gigantescas e isso feriu muito a nós dois repetidas vezes. Até você aparecer e... nossa, como eu te odiava, você era aquilo que eu mais temia que acontecesse, a destruição da garota que eu amava porque ela amava um vampiro. 

A cada palavra sua era um passo na minha direção, até que naquele momento estávamos a um palmo de distância e sua respiração soprava em meu rosto, trazendo uma concentração especial de seu perfume. Eu não conseguia dizer nada, estava petrificada. 

- Então você nasceu e eu a vi pela primeira vez. Não preciso explicar como funciona o imprinting porque você conhece muito bem, sabe que eu estou ligado eternamente a você, nada mais importa no mundo para mim. Você surgiu na minha vida como um meteoro, devastou tudo por dentro e me modificou por completo, mas não trazendo ruína e destruição, como pensa que é o que o imprinting faz, meu mundo foi alterado para algo mais belo, com mais sentido. Mas minha nossa, quando você cresceu e eu vi se tornar essa mulher extraordinária e linda bem diante dos meus olhos… Eu acreditava que tinha amado de verdade, que sabia o que era isso, mas você pegou todas as minhas convicções e certezas e as jogou para o espaço. Foi você Nessie que eu esperei por toda minha vida, eu juro. Esse coração aqui só bate por você.

Senti minha respiração se alterar contra minha vontade e meu corpo estremecer levemente.

Seus olhos eram expressivos, e vi o brilho nas profundezas escuras que eu tanto conhecia: amor, desejo, medo, hesitação, expectativa.

Que ele me amava eu não tinha como duvidar, mesmo tendo agido de maneiras duvidosas e me escondendo a verdade, ele estava ali disposto a reparar tudo. Como me olharia daquela forma se não me amasse?

 - Por que? - sussurrei num fiapo de voz e ele não precisou de maiores explicações para entender minha pergunta.

- Porque eu fiquei apavorado que a sua reação fosse essa - murmurou exasperado.

A raiva voltou a me dominar, esse era o efeito que as mentiras dele tinham sobre mim.

- Então o seu respeito por mim não é tão importante quanto a chance de me perder?

Ele respirou fundo algumas vezes e fechou os punhos com força, para tentar se controlar ou perdendo o controle eu não sabia.

 - Por favor, meu amor, me perdoe - implorou.

Fechei os olhos e foi minha vez de cerrar os punhos ao lado do corpo.

- Não me chame assim - disse lentamente entre dentes.

Jacob então se afastou e soltou um palavrão, exasperado. Andou até o outro lado do campo aberto, torcendo os dedos nos próprios cabelos, em completo desamparo. 

Eu permaneci onde estava, esperando.

- Quer que eu vá embora? - perguntou impaciente.

- Quero - consegui dizer com firmeza.

Ele ficou apenas me encarando boquiaberto, vários sentimentos passando por seu rosto, então de repente caminhou apressado na minha direção novamente, tomou meu rosto firme em suas mãos e o ergueu até ele, a um suspiro de distância.

- Eu vou embora, volto pelo mesmo caminho que vim, mas quero que seja capaz de uma coisa, então eu vou e te deixo em paz. 

Mantive a postura firme, mas por dentro eu estava apavorada, não sabia o que esperar de suas próximas palavras e muito menos das minhas, com ele tão próximo me deixando totalmente enfraquecida.

- Quero que você seja capaz de me evitar, ou que ao menos me diga que não me ama, que sou um idiota por estar aqui tentando convecê-la a pegar o meu coração de volta. Diga olhando nos meus olhos que acredita que eu não a farei feliz. Eu vou aceitar, se for o que realmente sente. Pode me dizer alguma dessas coisas?

Não sei quanto tempo fiquei apenas encarando-o, mas quando um soluço escapou de meus lábios me dei conta que estava tomada em lágrimas.

Jacob então me abraçou e eu afundei o rosto em seu peito, agora os soluços e gemidos saindo sem moderação. Ele tocou a lateral do meu rosto, afastou meu cabelo e beijou minha testa.

Meu amor por Jacob - amor, amor mesmo, com paixão e tudo - nasceu sem eu nem ao menos perceber, floresceu sem alarde, sem suspeita, mas quando me dei conta de que existia, já havia dominado todo o meu peito, criado raízes tão grossas e profundas que era impossível arrancar. Eu não tinha escolha, não havia nada que eu pudesse fazer além de obedecer meu próprio coração e amar. 

Amar o idiota que teve imprinting por mim.

- Você é um idiota.

- Eu sei.

Conforme o tempo foi passando e eu fui me acalmando, percebi que a atmosfera entre nós estava mudando, se tornando mais densa. 

Abri os olhos no breu da noite, ainda com o rosto colado em seu peito. Eu não precisava de luz, enxergava perfeitamente no escuro, mas a lua conferia um tom azulado em sua pele acobreada.

Enquanto ele me tocava, o mundo se transferiu para o ponto onde nossas peles se encontravam. Se era assim apenas com a ponta de seus dedos no meu rosto, o que não seria do resto de mim diante de tanta expectativa crescendo em meu peito? Seu toque sempre me desconcertava, me levava a um estado de tensão e prazer incomparável.

Ergui a cabeça para ele, nossas respirações rápidas e em sincronia, e fiquei admirando a perfeição de seus traços indígenas, percorrendo todas as linhas firmes e masculinas de seu rosto, o nariz largo, as sobrancelhas grossas, o queixo quadrado, os lábios cheios e os olhos profundos.

Ficamos nos olhando por um longo momento. Ele me soltou, erguendo uma das mãos para voltar a passar a ponta dos dedos em meu rosto, estavam trêmulos enquanto contornava minhas maçãs do rosto e desciam até meu queixo.

Aquelas irís negras refletiam tanto amor, tanta adoração, que fui arrebatada por elas, o qual eu nada podia fazer a não ser mergulhar ainda mais fundo naquele mar negro. 

Segurando meu rosto com firmeza, ele me beijou abruptamente e quando senti aqueles lábios nos meus algo me atingiu: o mundo todo.

O beijo, que pretendia não dizer muitas coisas, acabou se transformando numa tempestade de significados. 

Minha nossa! Será que alguém teria acendido uma fogueira por perto?

Não que eu me lembrasse de já ter visto uma no local, mas era melhor apagá-la antes que a floresta se incendiasse. Eu mesma estava a um passo disso.

- Eu te amo - sussurrou ele depois de encostar a testa na minha e nós dois tínhamos dificuldade de respirar.

- Eu também te amo.

O sorriso que ele deu em resposta foi deslumbrante e brilhante, eu também sorri.

- O que você acha de descobrirmos o que tem lá dentro? - e apontou com a cabeça a construção abandonada ao nosso lado.

Eu olhei para o lugar analisando, parecia ser um palacete em estilo europeu do século XIX demolido a muito tempo, e apenas as paredes e as vigas de madeira estavam em pé, o restante a natureza selvagem tinha tomado conta.

- Bem, eu acho que qualquer humano diria que se trata de um lugar mal assombrado, mas para assombrações como nós… parece perfeito.

Sorri novamente para ele, mas Jacob me analisava sério e… sedento.

Depois de afastar mais algumas mechas de meu cabelo que o vento tinha levado para frente, ele então tirou minha jaqueta e a deixou cair aos meus pés, expondo meus braços pálidos. Em seguida me pegou no colo e me carregou até a casa, sem nunca parar de me beijar com expectativa.

Cruzamos o terreno daquele lugar, mas eu não estava prestando atenção para onde iríamos, tudo o que importava eram aqueles braços fortes sustentando meu corpo e aquela boca que me beijava sem parar até ambos ficarem sem fôlego.

Todos esses dias o desejo que eu sentia por Jacob estava se tornando inaturável, latejante e impossível de ignorar. Os sonhos que me despertavam tantas vezes se tornaram mais frequentes, principalmente depois daquele dia na gruta em que eu havia degustado uma parte do poder que ele exercia sobre mim, sobre minhas necessidades.

Ele então me colocou no chão lentamente e começou a beijar todo o meu rosto.

- Você tem um perfume maravilhoso, não sei se já lhe disse isso alguma vez - murmurou ele em sua voz rouca e perfeita em meio aos beijos. 

- Pensei que eu fedia a sanguessuga.

Ele riu próximo do meu ouvido, me fazendo estremecer.

- De forma alguma.

Conforme o calor aumentava e explodia em todas as direções por causa das lambidas e mordidas que ele distribuía ao longo do meu pescoço, eu comecei a tatear seu corpo em busca da base se sua camisa e indiquei o que eu queria, ele entendeu e se afastou um pouco, me dando espaço para puxar a peça pela sua cabeça.

Mesmo eu querendo aproveitar cada segundo daquele momento como se durasse para sempre, eu tinha pressa em saciar minha fome de Jacob, então puxei minha regata preta de dentro da calça, mas ele segurou meus pulsos.

- Tem certeza? 

- Está com medo?

- Estou com medo do que será de mim se não fizermos isso hoje, agora, mas quero saber se é isso o que você também quer? 

Dei um sorriso brincalhão.

- Será a minha primeira vez, pelo menos acordada. Estou um pouco nervosa, mas cada vez menos penso em parar.

Ele ergueu uma das sobrancelhas.

- Como assim acordada?

Mordi o lábio inferior.

- Bem, digamos que você anda me perturbando bastante durante o sono.

- Jura? 

Balancei a cabeça afirmativamente.

Ele riu rouco e voltou a me encher de beijos.

- Você é maravilhosa.

Então ele mesmo fez o serviço de arrancar a minha blusa, mas incluiu também a minha calça, a sua calça e os sapatos, até ambos terminarmos apenas de roupas íntimas.

Olhá-lo, olhá-lo por completo, em todo o seu tamanho e músculos, espalhou um calor já familiar no centro de meu corpo, no estômago e entre as pernas.

Ele também me admirava, como se avaliasse a mais bela das paisagens, até nossos olhos se encontrarem de novo e dizimarmos a pouca distância que ainda existia, colando totalmente nossos corpos um no outro, encaixando nossas pernas e braços em uma coisa só.

Quando eu senti a pressão rígida e pulsante se seu membro da direção de meu ventre, eu fiquei a beira da insanidade. Minhas mãos deslizavam por seu corpo sem nenhuma inibição, e isso era tão certo, parecia tão meu…

- Meu Jacob - gemi em meio aos seus lábios

Me faltava o ar, isso com certeza. Eu num estado normal poderia ficar vários minutos sem respirar, não que meu corpo não precisasse de oxigênio, precisava sim, mas meus órgãos eram mais fortes que de um humano , então a necessidade de ar não era tão urgente. Mas, céus! Eu estava completamente sem fôlego naquele beijo, e quando afastei meus lábios para respirar, não consegui, porque Jacob trilhava uma série de mais beijos em meu pescoço, me deixando em completa agonia. Eu queria que todo o meu corpo sentisse a grossura daquela boca, apenas para saber qual seria a sensação em cada lugar. 

Estávamos em tanta sincronia que só foi eu pensar nisso que Jacob começou a descer ainda mais seus lábios para meus seios, me fazendo perceber que ele já havia tirado meu sutiã e se encontrava em algum lugar daquelas folhas. 

Meu corpo reclamava por Jacob, pulsava, doía, ardia por uma satisfação que só ele podia me dar. E quando sua boca molhada encontrou meu mamilo eu gemi, uma sensação doce dentro de mim, mas especificamente no meu ventre. Agarro-me com mais força em seus ombros largos e sou tomada de espasmos quando seus lábios incendiários agarram meu outro seio. 

Eu achei que não podia ser mais torturante, mas ouvi o som de tecido se rasgando e minha calcinha de renda verde se encontrava também jogada no chão. Agora não havia nenhuma película de proteção em meu corpo, e isso era muito desconcertante. Não que eu tivesse alguma vergonha de mim, mas aquela nudez toda era novidade, aliás, tudo estava sendo novidade para mim.

Fiquei completamente aturdida quando ele se agachou e sua barba por fazer acariciou a parte interna de minhas coxas e eu tive que me segurar ainda mais nele para não tombar por tamanha loucura. Subindo ainda mais os lábios por minha perna, intercalando lambidas, mordidas e beijos eu só conseguia pensar e dizer uma coisa. 

- por favor.

Ele então sugou a pele sensível entre os meus grandes lábios e ficou algum tempo ali concentrado… bem naquele ponto cheio de nervos. Meu coração disparava quase a ponto de sair de dentro do peito.

- Ah, Nessie, você é uma delícia - murmurou ele na voz rouca e cheia de admiração, levando tremor para aquela região.

Enquanto sua língua tocava cada vez mais fundo, encontrando umidade e calor, abri as pernas por reflexo. Ele explorava tudo para aprender meus pontos sensíveis e observando minhas reações.

Céus! Aquilo era demais. Conforme ele ia desnudando as minhas vontades, bebendo da minha intimidade eu senti meu corpo se contrair de anseio e agarrei seus cabelos com força enquanto perdia a razão em mim mesmo, sentindo meu corpo e alma se expandir e desabrochar em um grito de puro prazer.

Quando recobrei a sanidade Jacob já estava de pé novamente e abraçava meus braços, respirando com dificuldade também.

- Ainda não acredito que estamos aqui juntos - sussurrou ele.

 - Eu também, tenho medo de acordar a qualquer momento - consegui dizer num fiapo de voz.

- Me faça um favor então, se você acordar e eu ainda estiver do lado de fora da sua casa te esperando, promete que vai tornar esse sonho realidade?

Ri baixinho.

- Prometo.

E mais uma vez aqueles dedos quentes acariciavam meu rosto, aquelas luas em um mar negro brilhavam sobre mim, me fazendo me sentir a pessoa mais amada do universo. Ele era tão alto e quente que eu parecia uma criança, mas depois de tudo aquilo que ele me fez sentir há poucos minutos, eu nunca me senti tão adulta. Era libertador poder sorrir sem as amarras das coisas que vinham me atormentando. Ali era só eu e ele, dois amantes transtornados de prazer. 

Não foi como da outra vez, em que quase chegamos aos finalmente na gruta, não havia brutalidade e nem a loucura da fome. Agora estávamos aproveitando um ao outro, sem pressa, sem desespero.

Mas algo forte começou a crescer dentro de mim, como uma onda gigante se formando no oceano, minha necessidade por Jacob. Enquanto ele ainda acariciava meu rosto e eu subia e descia com os dedos na profundidade de suas costas, lhe causando arrepios, me deixei entregar pelas sensações de extremo prazer e ele também, como se sua paixão alimentasse a minha.

Então sem ao menos eu esperar ele segurou-me pela cintura e tombou-me no chão de folhas macias, posicionando-me debaixo do seu corpo. Passou os braços por trás de mim e me abraçou, enterrando o rosto em meus cabelos e mordendo meu pescoço e orelha. Meu corpo se contorcia ali embaixo, buscando e implorando pelo dele mais uma vez. 

Completamente tomada pelo desejo, eu acariciava minha coxa por entre suas pernas e aquilo parecia transtorná-lo numa tortura lenta e crescente.

Sem esperar mais um minuto, Jacob se pôs de pé e arrancou o último pedaço de tecido que lhe cobria, me trazendo uma visão privilegiada de toda a sua glória. 

Uau! Aquele homem era só meu? Não podia acreditar em tamanha sorte.

Jacob pareceu um pouco constrangido pela própria nudez e voltou rapidamente a se deitar sobre mim.

- Você é maravilhoso - disse a ele, que sorriu.

- Nessie, se sentir alguma dor, por favor me avise.

Balancei a cabeça afirmativamente, um pouco temerosa. 

Então penetrou-me lenta e apaixonadamente. Uma exclamação saiu por entre meus lábios e eu me apertei em seus braços, mas não por dor, e sim pela surpresa do desconhecido. Ele também havia soltado um gemido tão gostoso em meu ouvido, que eu esqueci completamente se deveria ter sentido algum desconforto. Tudo que existia ali era fogo e fogo, meu e o dele, uma combinação perfeita para mim.

- Não pare - o estimulei ao perceber sua hesitação.

Ele obedeceu prontamente e afundou ainda mais seu corpo no meu numa intimidade absoluta, a pele deslizando contra a minha, e fiquei satisfeita por saber que dentro de mim cabia tanto dele.

Naquele momento eu esqueci quem eu era, Renesmee Cullen, uma semi humana e semi vampira, eternamente imortalizada no corpo de uma adolescente. Tudo que importava para mim era aquele homem, não qualquer homem, Jacob Black, o lobisomem alfa da tribo, entrando e saindo dentro de mim.

Ele gemia baixo, algumas vezes dizendo meu nome numa voz rouca e quase inaudível. Aquilo me enlouquecia, eu agarrava em seus ombros e começava a me mexer junto com ele, numa espécie de dança.

Conforme íamos nos acostumando com as sensações, Jake começou a fazer movimentos perfeitamente sincronizados com os meus, demorando-se em pontos que percebia me despertar uma resposta maior. Um calor impossível tomava conta de mim enquanto ele invadia meu corpo repetidas vezes, sedento, faminto, louco. Éramos dois.

Eu jogava minha cabeça para trás, depois voltava a me esconder em seu pescoço, o agarrava, beijava-o, fazia de tudo, eu estava completamente fora de mim.

Jacob também era voraz, apertava-me contra ele como se quisesse me fundir em si mesmo, movimentava-se dentro de mim com agilidade, hora rápido e ansioso, hora devagar e apaixonado. Eu seguia todos os seus passos, às vezes impunha o meu próprio, em outros momentos criávamos um só nosso. 

Ainda explorando, ele então agarrou uma de minhas coxas e se ergueu pelo outro braço, nunca deixando o ritmo cair, e penetrava me admirando do alto, a boca entreaberta e os olhos dilatados de desejo. Tive que me agarrar às folhas no alto de minha cabeça para não me desmanchar embaixo dele, tamanha era a visão que aquele deus cheio de músculos e calor tinha sobre mim.

Era como se eu tivesse nascido para esse momento, nunca um encaixe foi tão perfeito e único. 

- Nessie, estou quase lá - avisou ele sem fôlego.

- Eu também.

- Ótimo.

Então ele se agachou novamente e passou a mão pela base da minha coluna, me erguendo até nossos corpos estarem colados novamente. Numa posição de quase sentados eu comecei a me movimentar para cima e para baixo, segurando em seu pescoço e aproveitando para brincar com seus cabelos. Ele soltou um rosnado feroz que parecia ter originado do centro do seu desejo e agarrou meus seios com a boca.

Era aquilo, uma explosão de sensações onde seu corpo tocava o meu, ou seja, em todo o lugar. Eu não sabia se conseguiria lidar por muito tempo, então meu corpo tremeu e um grito de prazer ecoou naquele lugar quando atingi meu auge, logo em seguida Jacob arfou urgente e também se derramou sobre mim, fazendo-nos cair ambos de volta para o chão, sôfregos e  esgotados.

Alí, inebriada pelo cheiro de sexo e pelo amor de Jacob, eu compreendi que o imprinting não se tratava simplesmente de amor à primeira vista, era muito mais complexo. Naquele momento, pela primeira vez meu mundo finalmente se encaixou, na verdade eu me encaixei perfeitamente a ele. Não apenas de maneira física, mesmo sempre ciente que esse aspecto seria extraordinário para nós dois e ainda apreciando a prova daquilo.

Meu verdadeiro eu se encaixou ao seu verdadeiro eu. 

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- Sabe o que eu descobri? - perguntei a ele enquanto apreciava a melodia das batidas de seu coração.

Ainda totalmente nus, estava deitada sobre o peito de Jacob, enquanto minha perna descansava sobre as suas, sem a mínima vontade de me mexer.

Depois da primeira experiência, não conseguimos mais parar, não era necessário muito tempo para recuperarmos o fôlego e logo  estávamos dispostos mais uma vez.

Naquela noite Jacob e eu alcançamos as estrelas repetidas vezes de tanto fazer amor.  

- Além das minhas incríveis habilidades na cama, o que mais?

Dei um tapa em seu peito.

- Na verdade, não descobri nenhuma habilidade sua na cama, ficamos o tempo todo na grama.

Jacob riu gostoso em meus cabelos.

- Isso é só uma questão de tempo. Mas o que você descobriu?

- Descobri mais um lugar que é só nosso.

Ele respirou fundo, feliz, assim como eu e admirou o lugar a nossa volta.

- É verdade.

- Mas agora fiquei curiosa - me aprumei e apoiei meu corpo em seu peito para o encarar. - Essa não foi a sua primeira vez?

Ele deu um sorriso estonteante que me deixou sem fôlego em resposta.

- Foi, mal geralmente sou bom no que faço, mesmo sendo de primeira. 

- Nossa, como é arrogante - revirei os olhos e voltei a jogar a cabeça em seu colo, que agora balançava enquanto ele ria.

Ficamos mais alguns minutos ali em silêncio, apreciando o som do coração batendo um do outro, ele acariciando meus cabelos e eu alisando seu abdômen definido com a ponta dos dedos. 

Foi quando o barulho de um celular vibrando interrompeu nossos momentos. Jacob resmungou algo do tipo “uma hora vou quebrar esse troço” enquanto eu vasculhava na minha calça jogada em algum canto o aparelho. 

Voltei até Jacob enquanto via as dez chamadas não atendidas e a ligação de meu pai.

- Oi - atendi.

- Renesmee, lembro-me vagamente de termos conversado com você sobre essa mania de não atender o celular - disse a voz de meu Edward, visivelmente irritado. 

- Desculpe pai.

- O que está fazendo?

- Estou com Jacob.

Um silêncio do outro lado da linha.

- Pai?

- Onde você está? 

- Estou, é… - mordi o lábio, como eu poderia explicar que estava no meio de uma casa demolida, pelada e acompanhada?

Jake que até então me olhava curioso e brincalhão, estendeu a mão para o telefone, entreguei a ele.

- Oi Edward… Sim, ela está comigo… - e me deu uma piscadela - Olha sogrão, depois do que aconteceu se ela não tiver me perdoado eu vou me sentir muito usado.

Arregalei os olhos. O que ele estava fazendo? Comecei a distribuir vários tapas em seu peito.

- Ai Nessie, isso machuca! - protestou ele. - Espera aí… O que você disse?... - e sua expressão ficou séria ouvindo em silêncio concentrado e eu parei de batê-lo. - Devemos nos preocupar?... Tudo bem, estamos indo.

Jacob desligou o telefone e me entregou de volta o aparelho.

- O que foi? - perguntei, preocupada.

- Temos que voltar. Alice teve uma visão.


Notas Finais


PEGA FOGO CABARÉ !!! HAHAHA

E aii?? O que achavam? Me contem tudinho nos comentários e não esqueçam de favoritar o capitulo.

Beijos e até a próxima ;*


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