História Sol e Lua - Capítulo 3


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Notas do Autor


• Menção Vhope/Taeseok;

• Acho que o cap pode servir de gatilho, ACHO;

• Boa leitura!

Capítulo 3 - Amigos do Presente


PARK JIMIN, 1995

01/09/2013

LUA - MARTE

Estava em casa com meus dois e únicos amigos. Taehyung e Hoseok. Taehyung era filho de uma Lua também, e Hoseok era filho de um Sol. Os dois eram um casal. Eu achava aquilo estranho, e ao mesmo tempo fascinante, já que Lua e Sol são opostos, como existe um relacionamento entre os dois?

Eu nunca perguntei nada sobre relacionamentos, até porque eu não os conheço. Apenas respeito e aceito que existem, e que eu não tenho meu Sol como tanto queria ter. Falar do Sol me deixava sensível, ainda mais em um dia como hoje, seu aniversário de dezesseis anos. Ainda bem que não prometi estar presente, porque eu não estarei lá de forma alguma, e isso doía.

– Jimin, você precisa parar. - Hoseok tocou meu ombro, eu o encarei.

– Não precisa ficar triste por um garoto de dezesseis anos. - Taehyung falou, tirando a mão de Hoseok de mim.

– Não é um garoto de dezesseis anos, é o Jungkook.

– Você não é um Príncipe. - Disse Hoseok.

– Você também não. - Respondi.

Ficaram em silêncio apenas me observando. Isso era patético, Jungkook era um Príncipe. Ele tinha todas as características de um, e seus olhos tinham estrelas, eu podia vê-las mais uma vez se o encontrasse, mas isso não vai acontecer tão cedo.

– Você não quer ajuda, eu entendi. - Taehyung declarou, segurando a mão de Hoseok e se dirigindo para a porta.

– Não é isso, Tae! - Segurei a mão dele, que imediatamente me olhou no fundo dos olhos.

– Não é isso? Nós passamos dias com você, ficamos aqui tentando te ajudar e não adiantou. Não quero perder mais nenhum segundo aqui dentro.

– Mas eu..

– Você não é um Príncipe, você é um Ingrato.

Ele saiu e bateu a porta. Olhei pela janela, ele e Hoseok se abraçaram e uma grande Luz surgiu em volta de ambos. Eles foram para o Planeta Natal, e eu respirei fundo, sabendo que estava sozinho novamente. Sozinho, sem Jeongguk e sem minha mãe. Sozinho, um Príncipe sozinho.

– Os castigos de Ryung são tão ruins assim? - Questionei ao Universo.

Recentemente, minhas questões ao Universo têm sido frequentes. Eu não sabia se Jungkook as ouvia, mas provavelmente não, já que as respostas nunca eram enviadas. Eu apenas falava com o Nada, fingindo ser meu Tudo. Era a máscara bonita da Solidão.

– Você quer ser castigado? - Uma voz respondeu. Eu não a reconheço.

– Quero, sim. - Respondi em bom tom.

– Certo.

Tudo em minha volta escureceu. Não restava nada além de estrelas. Até o ar dos meus pulmões foi tirado de mim. Eu sentia uma dor agonizante, queria gritar mas não tinha voz, queria chorar mas não tinha olhos, queria me debater, mas não tinha corpo.

Me senti um nada, vazio. Esse sentimento durou um tempo até eu sentir que podia ver novamente. Abri os olhos, e vi uma luz brilhante no céu. Essa era a Lua. Eu estava no mar, nadando sem destino, sentindo um frio insuportável.

Continuei nadando até encontrar areia. Eu toquei com minhas mãos para saber se era seguro, e sim, era seguro. Me coloquei de pé na areia, mas ainda conseguia sentir a água se quisesse. Olhei para minhas mãos e elas estavam levemente avermelhadas. Foi um longo percurso até aqui.

Procurei pelos lados por ajuda, mas encontro outro ser de Luz no raso da água. Corri em sua direção e me coloquei de joelhos, vendo que o corpo estava deitado, e chorando. As lágrimas eram douradas. Eu sabia quem era.

– Jungkook? - Perguntei.

O Príncipe, com seus lábios vermelhos e levemente dourados, virou o rosto e me encarou. Com uma de suas mãos, tocou a minha. Eu arrumei seu cabelo que o impedia de ver claramente o que acontecia. Era realmente ele.

– Jimin. - Ele respondeu.

Tentei me deitar assim como ele estava. Deixei meu rosto bem próximo ao dele, e toquei seus lábios com os meus. O vermelho de sua boca se misturou com o meu, e o brilho dourado se misturou com o meu prata. Era meu primeiro beijo, e o dele também.

Tocar meus lábios nos seus e acariciar seus cabelos era a melhor coisa que eu tinha feito em todos os anos de Luz que eu vivi. Jungkook retribuía as carícias na mesma intensidade, e isso me enchia de alegria. Quando nos separamos, ele estava bem melhor.

– Vamos nos levantar, por favor. - Ele pediu.

Eu ri, mas ficamos de pé na frente da praia. Era um lugar diferente, e se podíamos ver a Lua, então era um lugar longe de Casa. Longe de Marte e longe do Palácio Real. Senti algo que eu senti poucas vezes, senti medo.

– Então esse é o castigo.

– Você que pediu?

– Eu queria saber qual era.

– Não acho que é um castigo.

– Por que não?

– Porque você me beijou.

Minhas bochechas esquentaram, Jungkook me encarou com seus olhos brilhantes e profundos. Ele só tinha dezesseis anos, mas qualquer coisa que dissesse para mim iria me afetar profundamente. Porque eu o amava.

– Você gostou?

– Eu gostei.

– Eu também.

– Pode fazer mais uma vez?

– Futuramente.

Ele sorriu, e eu também. Esperaria o momento certo para beijá-lo novamente. Agora estávamos perdidos em um planeta desconhecido. Éramos Sol e Lua, de um planeta distante. Era uma experiência nova para nós dois. Para dois Príncipes. Uma praia, a água fria e o Primeiro Beijo de ambos.

Se isso era um castigo, então era o melhor castigo que eu tinha recebido em toda a minha vida. Começamos a caminhar de mãos dadas pela praia, procurando um lugar para passar essa noite. Estávamos unidos mais uma vez, e isso foi no seu aniversário.

Eu tinha que me comportar como uma Lua. Era a primeira vez que eu fazia isso, mas provavelmente estava fazendo certo. Se consegui tocar seus lábios, seus cabelos e suas mãos, eu era uma boa Lua para meu brilhante e bonito Príncipe Sol. Meu Jeon Jungkook.

JEON JUNGKOOK, 1997

01/09/2013

PRÍNCIPE - TERRA

Era o primeiro dia no Planeta Terra. Eu e Jimin nos encontramos. Eu me perguntava se esse encontro foi por acaso, ou se foi o Destino. Quando era pequeno, eu acreditava em Anjos e Destinos. E quando Jimin me olhou nos olhos pela primeira vez, eu sabia que meu Destino se cruzaria com o dele.

Nossos lábios se tocaram, nossas mãos também. Eu me sentia tão feliz que não sabia expressar isso com palavras. Um sorriso bobo se mantinha em meu rosto enquanto Jimin tinha um par de bochechas vermelhas e quentes. Eu o esquentava, e ele gostava. Era o melhor relacionamento que tive, e estar em um lugar desconhecido e novo ao seu lado não parecia ser tão ruim quanto parecia antes.

– Parados! Parados aí!

Uma pessoa – eu diria, humana? –, ordenou para nós ficarmos parados. Eu e Jimin paramos no mesmo instante. Segurei sua mão com força, mostrando que ainda estava ali. Seus cabelos brilhavam num tom dourado, como ouro. Isso assustou o ser – humano? – em nossa frente.

– Anjos! São Anjos! - Ele disse, em desespero.

– Anjos? Seokjin, por favor.. - Um homem alto apareceu.

Ele usava algo na frente de seus olhos que me impedia de vê-lo bem. Sua vestimenta era diferente da do outro, desesperado. Ele nos analisou dos pés até a cabeça, ficando boquiaberto.

– Anjos.. - Ele disse, incrédulo.

– Eu falei, Namjoon.

– Eu não sabia que dessa vez era real.

– Mas é.

Seokjin e Namjoon eram seus nomes. Seokjin tinha os lábios carnudos e avermelhados, seus olhos eram bonitos e redondos. Seu cabelo era negro como o meu, porém o dele tinha uma franja, que era diferente da minha.

Namjoon era um pouco diferente. Seus cabelos eram castanhos e não tinham cortes definidos. Não era como a minha, era algo diferente que combinava especificamente com ele. Isso me deixou confuso, não posso ver seus olhos e não sei que cabelo é esse, que ser seria Namjoon?

– Podemos continuar andando? - Jimin falou.

Sua fala assustou os dois homens. Seokjin se assustou mais, e Namjoon colocou-se na frente, de braços abertos, protegendo Jin.

– Vocês são Anjos mesmo? - Ele pergunta.

– Príncipes. - Digo.

– Certo, Príncipes.

– E queremos continuar andando.

– Negativo.

– Positivo.

Eles nos encaravam, e nós encaramos de volta. Meus cabelos deveriam estar brilhando agora. Além de Jimin, eu também brilhava e os assustava.

– C-Certo, entendi. - Seokjin se aproximou um pouco.

– Príncipes, vocês estão longe de.. Casa.

– Sabemos. - Falamos em uníssono.

– Aqui é a Terra. Eu e Seokjin cuidamos dessa praia. - Namjoon explicou.

– Terra.

– Isso, Terra. - Seokjin falou, aprovando.

Estávamos confusos, mas era um planeta, certo? Logo, é habitável. Se esses dois conseguiram, nós que somos príncipes, também conseguimos. Eu espero. Era diferente estar aqui, tocar essa areia com os pés e segurar a mão de Jimin. Era completamente novo.

– Sejam bem-vindos.

– Nós mostraremos tudo, e vocês ficarão até..

– Até acharmos o caminho de volta. - Digo, já que Jimin se calou.

– Feito.

Seguimos os dois humanos pela praia. Se eles tomavam conta daqui, iriam saber exatamente qual lugar era bom para mim e para meu Príncipe. Jimin andava cabisbaixo, mas sorria. Ele gostava do toque, e eu era o mais carinhoso possível. Eu o amava, e se estiver com sorte, Jimin também amava a mim.

Seus pés eram menores que os meus. Suas mãos também, um pouco, mas também. Porém o que mais chamava minha atenção em Jimin eram seus lábios. Eles eram perfeitamente desenhados e carnudos. O toque que tivemos, o beijo, foi simplesmente a melhor coisa que ele poderia ter feito ao me ver. E eu adoraria ser beijado novamente.

Isso se ele quisesse me beijar. Caso contrário, sem beijos. Jimin era perfeito para mim, e eu tentava ser perfeito para ele também. Éramos Sol e Lua da Terra, conhecendo a praia de Seokjin e Namjoon. Os primeiros humanos vistos por nós dois. Juntos


Notas Finais


Vou postar mais um mais tarde 💜


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