História Sol e Lua - Capítulo 4


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Notas do Autor


• Jikook no centro novamente;

• Boa leitura!

Capítulo 4 - Novo Lar


JEON JUNGKOOK, 1997

02/09/2013

LAR - PRAIA

Eu e Jimin encontramos um lugar para habitar. Era uma casa na praia, chamamos ela de Lar. Primeiramente, eu não estava – nem estou – acostumado a dormir fora do Palácio Real. Mas Jimin me disse que os primeiros dias são sempre mais difíceis, e que eu me acostumaria rapidamente se me esforçasse.

Jimin saiu para pegar cocos. Seokjin me contou que dentro dos cocos pode ter água. Eu queria tomar água de coco. Jimin também queria, mas eu queria muito mais, afinal.. Eu não lembrava realmente o sabor que água tinha. Como um Sol e um Príncipe, as únicas coisas que eu tinha bebido e comido eram do Palácio, era tudo seletivo, eu não tinha muitas escolhas e opções lá dentro.

Aqui eu aprendi que existe Sim e Não. Namjoon me disse que "Sim" é dito quando concordarmos, ou afirmamos algo. E "Não" é dito como discordância, e quando não queremos algo. Isso me ajudou bastante e eu estava colocando em prática meus Sim e Não. Era engraçado aprender palavras novas, mas era divertido também. Eu recebia apoio da minha Lua e dos meus amigos humanos.

– Chegamos! - Seokjin avisou.

Ele segurava dois cocos e Jimin trazia vários. Os segurava contra o peito. Eu me aproximei e o ajudei. Vários cocos.

– Estes são grandes. - Digo, pegando dois cocos.

– Devem ter mais água. - Jimin disse, e Seokjin afirmou fazendo um gesto com o polegar.

Isso significa "Legal" e "Sim". Um polegar para cima e os outros dedos fechados. Era legal fazer esse gesto. Também tinha o gesto com o indicador e o polegar. Os dois faziam um círculo, e os outros dedos ficavam para cima. Esse gesto era "Ok" e podia significar algo ofensivo dependendo do uso.

– Vamos beber água de coco? - Seokjin pergunta. Eu e Jimin fizemos os gestos dos polegares. Ele sorri.

Observamos atentamente como ele cortava os cocos e colocava os canudos. Tinha muita água. Parecia ser doce. Namjoon disse que a água pode ser doce ou azeda. Eu não queria nada azedo. Gosto de doce.

– Saúde. - Murmurei.

– Saúde, Jeongguk. - Jimin respondeu, com um sorrisinho fofo.

Bebemos a água. Tinha gosto de.. Água. Mas não era qualquer água. Tipo água do mar. Era água de coco.

– A minha veio docinha! - Digo, bebendo com pressa. Seokjin riu.

Era legal ter um clima feliz com eles. E beber a água de coco. Ainda mais essa, docinha. Eu nunca tive isso antes e viver em outro planeta, aprendendo outras coisas, era incrível. Eu aprendi palavras novas, provei outro tipo de água e fiz dois amigos. Minha mãe provavelmente se orgulharia de mim.

Isso se ela fosse minha mãe realmente. Ela estava feliz no Palácio, e eu não fazia falta mesmo. Poderia morar na Terra com o Jimin, Namjoon e Seokjin. Aqui era mil vezes melhor que minha Casa. Eu era quase um terráqueo, mesmo sendo considerado Anjo pelo Seokjin hyung. Ah sim, eu aprendi a usar hyung e dongsaeng – ou maknae – também.

Namjoon, Seokjin e Jimin são meus hyungs. Eu sou dongsaeng, ou o maknae deles. Eu queria ser golden, mas meus cabelos são negros. Então eles me chamam de little maknae. Eu gosto mesmo assim. Qualquer coisa que venha deles, eu vou gostar.

– Hey, pessoal! - Namjoon chamou.

– O que houve? - Perguntei.

– Problemas? - Jimin perguntou.

– Mais anjos? - Seokjin era o da vez.

– Anjos, não, sim. - Namjoon respondeu respectivamente.

Mais anjos significa mais castigos. Mais castigos significa mais problemas. Ele tinha se enganado, realmente. Eu respirei fundo, estava preocupado. Não era só um castigo, mas sim para todos que estavam lá. E se meu irmão vier para cá, minha mãe sentirá falta. Não minha, mas dele. E eu não sou malvado.

Jimin me encarou. Eu queria chorar. Eu não ia chorar, mas ele me abraçou e eu acabei desabando. Namjoon e Seokjin observavam com uma expressão triste. Minhas lágrimas douradas tinham voltado. Namjoon pegou uma folha e esfregou na minha bochecha suja pelas lágrimas. Ele continuou coletando até eu parar de chorar, o que demorou um pouco, mas aconteceu.

– Jungkook, você não precisa vê-los agora. - Ele tocou meu ombro.

– Tudo bem. - Jimin limpou meu rosto e beijou meu queixo.

– Tudo bem mesmo? - O Park pergunta.

– Sim, tudo bem. - Respondi.

– Eu vou estudar suas.. Lágrimas douradas. - Disse Namjoon, saindo dali.

Seokjin cruzou os braços e soltou um suspiro, negando com a cabeça enquanto encarava os próprios pés. Ele voltou para a posição normal e olhou para mim e para o Jimin.

– Não mintam. Se estiverem desconfortáveis, podem ver a Lua hoje à noite.

– Podemos? - Dissemos em uníssono.

– Claro, eu permito. - Ele sorriu.

– Obrigado, Seokjin. - Agradeci.

– De nada. Só não contem para o Kim. Eu deixarei dessa vez, e nas próximas irei pensar.

Afirmamos. Ele saiu. Ficamos sozinhos no Lar. Decidi deitar um pouco, ou descansar, como eles chamam. Jimin deitou perto de mim, deixando seu corpo em cima do meu. Seu rosto encostava no meu peito e suas pernas estavam em volta de mim. Eu o abracei, estava seguro enquanto estivesse perto.

Ficamos juntos, num abraço. Eu pude ver suas bochechas vermelhas novamente. Esperaríamos a noite para poder ver a Lua mais uma vez. Meu corpo se encheu de ansiedade, e creio que o dele também se encheria. Nós estávamos esperando já fazia alguns dias, e a Lua era um símbolo de amor para nós dois, já que nosso Primeiro Beijo foi quando pisamos aqui pela Primeira Vez.

PARK JIMIN, 1995

03/09/2013

LUA - PRAIA

Eu, aparentemente, dormi em cima de Jeongguk. Seus cabelos estavam bagunçados e seus lábios formavam um biquinho adorável. Toquei seu cabelo, arrumando um pouco. Isso fez ele sorrir, mostrando seus dentinhos de coelho.

– Acordou, Coelhinho? - Perguntei, fazendo ele rir e me puxar.

Selamos nossos lábios pela segunda vez. Foi um ato simplório e fofo. Jungkook conseguia ser amável até quando não se esforçava para ser.

– Sim, acordei. - Ele respondeu.

Dessa vez, eu sorri. Nós levantamos e saímos do Lar. Tocamos a areia com os pés, e andamos pela Praia com a luz do Luar iluminando nosso caminho. A Lua era refletida na água e as estrelas eram mais visíveis no céu. A cena era bonita, e me lembrava os olhos de Jungkook.

– Que bonito.

– O que?

– Seus olhos são o céu e o mar.

– Jimin-hyung!

– Little maknae!

Ele fez o biquinho novamente. Eu o abracei. O dongsaeng era mesmo muito mimado e sensível. Jeongguk encostou o rosto no meu pescoço e eu pude ouvir seus grunhidos. Começou a distribuir beijinhos pelo meu pescoço e meus ombros. Eu retribui, colocando minhas mãozinhas por dentro da sua vestimenta. Quente.

Minhas mãos passeavam pelas suas costas e eu o arranhava levemente. Ele parecia gostar, assim como eu gostava do que fazia comigo. Era uma troca mútua entre nós dois. Carinho, afeto, beijos, marcas, arranhões... Sol e Lua. Éramos como Sol e Lua.

– Park..

– Sim?

– Acho melhor voltarmos.

– Para o Lar?

– Uhum.

– Tudo bem.

Sorri. Ele se afastou do meu pescoço e eu tirei minhas mãos das suas costas. Ficamos de mãos dadas e caminhamos até o Lar. Eu ainda olhava o mar de relance. Queria mergulhar novamente, mas isso provavelmente só aconteceria no futuro. Jungkook tinha apenas dezesseis anos, então eu teria que esperar mais um ou dois.

Eu sabia que ele me esperaria também. Somos almas gêmeas, nossos Destinos se cruzaram desde a primeira vez que trocamos os olhares e dormimos perto um do outro. Enquanto Jungkook existir, meu corpo será aquecido por ele. Somente por ele. Enquanto Jungkook existir, eu estarei quente.

– Hyung?

– Sim, Jeongguk?

– Quantas estrelas tem no céu?

– A mesma quantidade que tem em seus olhos.

– Não minta.

– Eu não mentiria.

– Meus olhos.. Têm estrelas?

– As mais brilhantes, Jungkook.

Isso o fez sorrir. Eu beijei sua bochecha e ele se deitou perto de mim.

– Hyung, eu prometo que vou brilhar somente para você.

– Sério? Mas você é tão bonito, os outros também merecem um pouco.

– Um pouquinho.

– Só?

.


Notas Finais


Esse foi mais soft vai, amo meus bebês.


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