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História Sol e Lua - Capítulo 1


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Notas do Autor


Ah... sei lá

B
O
A

L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 1 - Recomeço


Fanfic / Fanfiction Sol e Lua - Capítulo 1 - Recomeço

- falta muito?

Novamente a pergunta quebrou o silêncio do carro, meu irmão um tanto sonolento e provavelmente cansado de ver tanto asfalto revirou os olhos negros em reprovação a minha pergunta repetitiva

- falta muito?

Insisti e ele em resposta bufou irritado me ignorando completamente, o olhei e ele está com o braço escorando na janela aonde eata apoiando a cabeça, talvez ele esteja com uma terrível enxaqueca por não ter parado se quer uma vez para descansar durante todo o nosso grande percurso.

-falta muito?- não custa nada tentar outra vez

- pela Milésima vez, não!.- acho que estou acabando com a paciência dele, mas não ligo.

Já faz mais de horas que estavamos nesse percurso, o asfalto não é como a paciência do meu irmão que parece estar chegando ao fim, essa estrada parece ser infinita. Eu preciso urgentemente esticar as minhas pernas, ou pelo menos comer alguma coisa.

Bem que eu preferia nem ter saído de casa, mais eu não tenho o controle da minha vida. 

Ainda 

Pelo menos a paisagem é bonita, árvores verdes, cercas de madeira, imensos pastos e céu azul. Mais só isso. Meu irmão achou que seria bom eu ir para o interior, mas acho que cometeu um erro, apesar de ser levemente reclusa a cidade é grande, já foi comparada algumas vezes com o "retiro de ricos", engao não tem como ser algo pacato e pouco movimentado.

- Já estamos chegando? 

Perguntei outra vez cutucando a bochecha do meu irmão e sentindo os pelos da sua barba por fazer espetar a ponta do meu dedo. Ele sorriu com esse carinho familiar e exclusivo nosso, é mais do que um costume eu cuturar ou alisar a bochecha dele com a ponta dos meus dedos, isso é uma das demonstrações de amor mais forte entre nós, acho engraçado como até o mais simples toque serve de carinho.

Aos poucos os pastos verdes foi ficando para trás e a selva de pedra nos embalou, a cidade não é grande, da para contar nos dedos a quantidade de prédios. Bem, talvez eu esteja exagerando, mas não é nada grandioso como Nova York, mas tem um tamanho grande o suficiente para as pessoas se perderem dentro dela. Ainda acho que aqui é um retiro de ricos.

- já estamos chegando?- oque posso fazer? Estou entediada

De sinal vermelho a sinal vermelho, nos arrasamos pela larga avenida e nos esprememos nas apertadas ruas, pessoas apressadas passavam ao nosso lado, lojas e bares completam todo o cenário de impaciência, o carro não passa da primeira ou segunda marcha e estou começando a achar que meu irmão está Nessa lentidão torturante para me irritar. 

No geral não sou impaciente, não gosto de ser afobada, mas já estou cansada se ficar sentada olhando para a janela e ansiando por poder esticar as pernas ou pelo menos respirar um pouco de ar puro, não me incomodo com viagens de carro, mas só quando eu tenho algo para me distrair da visa o monótona de quilômetros de asfalto e no momento não possuo nenhuma distração. Meu irmão confiscou meu celular oque me obrigou a passar todo o trajeto ouvindo o ronco do motor e os suspiros monotonos do mais velho que já estão me irritando, todos os meus livros estão no porta malas e me arrependi do momento em que tomei a decisão de os colocar lá, tenho certeza que as milhares palavras organizadas nas folhas velhas mas conservadas me ajudaria desligar da tortura de estar apenas sentada, pela divergência musical meu irmão decretou que não deveríamos ligar o rádio e tenho certeza que nesse momento eu não me importaria de ouvir as músicas que o agrada, qualquer coisa serve para afastar o tedio, até mesmo a janela ele não quer deixar eu abrir.

Queria ter trazido um caça palavras.

- falta muito?

Talvez o tedio seja o motivo de eu estar o irritando, qualquer coisa serve e age mesmo os gritos do meu irmão iria me distrair, mas ele está mudo.

Será que foi alguma coisa que eu fiz?

Estou cansada desse silêncio, quero ouvir a voz do meu irmão.

- quando vamos chegar?

Quero que ele me tire desse tedio.

- Vai demorar muito?

Nem que seja gritando comigo.

- já es...

- JÁ - meu irmão me interrompeu deixando a cabeça cair sobre o volante após puxar o freio de mão e soltar o cinto- finalmente! Chegamos, não aguento mais você me enchendo o saco.

Não consegui reprimir a gargalhada ao perceber o alívio dele, claramente não era só eu a entediada e desesperada para o término dessa viagem.

Mais o alívio logo foi substituído pela tristeza.

Eu e meu irmão vamos nos separar.

Não acredito que esse dia chegou.

Parece bobo, mas precisei juntar coragem para olhar através da janela do carro e um nó amargo se formou em minha garganta quando vi a casa branca de telhado vermelho, tudo parece incrívelmente intacto, até mesmo os canteiros de flores cor de rosa sobre as diversas janelas do primeiro e segundo andar estão ali. É bizarro como nada mudou, essa paisagem até parece ter sido congelada e reiniciada no momento em que chegamos.

Minha doce infância foi quase toda nessa casa branca, boas e más lembranças estão aqui e não sei se isso é bom ou ruim.

O balanço de madeira amarado com cordas pretas no galho da Figueira de grossas raízes, o gramado estenço e muito bem aparado aonde eu e meu irmão brincávamos de pega pega, sei que ele some até atrás da casa e termina em uma área de lazer repleta de flores aonde ao centro uma grande piscina se localiza com vários guarda sol a rodeando, e de frente a varanda alta de pilares de madeira com vários vasos de folhagem verde, me lembro de estar sentada sobre o colo de minha mãe que balançava delicada em uma cadeira de balanço e ela com ajuda das luminárias antigas lia para mim alguma historinha boba aonde tem princesas e príncipes. Tudo está idêntico, até parece que sou a pequena menina de olhos assustados que finge estar dormindo para não preocupar os pais mas que que assim que a luz se apaga corre até a cama de seu irmão mais velho para que ele a salve da escuridão.

- você quer voltar?- a voz grossa do homem ao meu lado me, só dei conta de que estou chorando quando minhas lágrimas foram afastadas de meus olhos pelos dedos do mais velho e com doçura ele continuou - se você quiser eu te levo daqui, a gente finge que nunca veio aqui. Você não precisar passar por isso sozinha

- mais cedo ou mais tarde nós teríamos que enfrentar isso - Eu sei que ele também está lutando contra as lembranças que essa casa nos trás.- e além do mais foi você mesmo que disse que já estava na hora.

- e eu não menti, já está na hora disso acontecer. Mas eu não estou preparado para te deixar, estou consumindo todo meu alto controle para não te levar de volta para casa.

- isso está doendo em mim também 

- vamos curar essa dor em casa, eu repito, você não precisa passar por isso.

- tarde de mais.

Vi que ele quis me questionar mas parou assim que levou seus olhos até a casa, na varanda a mulher de curtos cabelos negros já acena alegremente para nós 

- agora já não dá mais para desisti - sussurrei secando as lágrimas e colocando um sorriso no rosto

- quem disse, eu posso sair cantando pneu, quero ver quem iria pegar a gente.

Marion, meu irmão deve estar todo dolorido com a decisão de nos separar. Mas sabíamos que esse dia chegaria, só que, parece que ele chegou rápido de mais.

Juntei forças para sair do carro e ao pisar o pé na calçada fui surpreendida por um apertado abraço que quase me arrancou o fôlego, a mulher de curtos cabelos negros e corpo atlético levemente bronzeado me aperta como se eu fosse fugir caso ela não me segurasse firme 

- Que saudade eu estava de vocês, achei que esse dia nunca chegaria, estou tão eufórica.

E estava mesmo.

Os seus trinta e cinco anos passa despercebido quando com alegria ela mesmo abraçada em mim pula e me beija com vontade, tia flor está realmente com saudade. Minha avó sempre achou a palavra Flor muito bonita e quando a minha tia nasceu foi como se a beleza tivesse nascido por isso ela tem esse nome, e já a minha mãe se chamava Flora, porque minha avó acha esse nome muito delicado, como a minha mãe. A beleza e a delicadeza, Flor e Flora.

Talvez seja por isso que minha tia tem tantas flores em casa.

- Ei tia, deixa um pouco desse amor para mim - meu irmão disse com uma expressão divertida no rosto enquanto afagava os curtos cabelos negros dela e logo recebeu oque desejava, um pouco de amor, como o afeto familiar é delicioso.

Diferente de mim meu irmão não herdou a cabeleira negra e olhos azuis que é uma característica marcante da família da minha mãe, ele puxou mais o meu pai, onduladas madeixas castanhas preenchem toda a sua cabeça e olhos negros deixam seu rosto firme um tanto elegante. Eu sinto muita inveja dele por isso.

- entra comigo querida, tenho tanto a te falar e mostrar- novamente pendurado em meu pescoço ela me guiou para dentro da casa, passa pela cerca de madeira envernizada foi mais doloroso do que imaginei, parece que uma pressão intensa se chocou contra o meu corpo, mais lembranças vieram até minha mente, não sei se estou pronta, mas preciso estar - eu arrumei um quarto para você, acho que vai gostar, e te matriculei em uma escola você já pode começar amanhã, é o melhor colégio da cidade. Ah queira! Eu sei que trabalho um pouco de mais, só que vou tentar passar um bom tempo com você, vamos nos divertir bastante eu estava pensando em ...

Não quis prestar atenção no ambiente que me cerca, não quero que mais nenhuma lembrança me abale, já estou com muitos pensamentos embaralhados, não quero mais nada para me preocupar e no momento lembranças não são bem vindas. Foquei em ver minha tia gesticulando e tagarelando sem parar sobre o quão alegre está por me ter em sua casa. Não é nada extravagante, não gostamos de nós mostrar e mesmo tendo condições de ter uma vida invejável, sempre preferimos a simplicidade.

O quarto reservado a mim é até grande e bem espaçoso, com uma cama de casal com a cabeceira encostada na parede ao lado da janela, gostei da estante embutido ao lado da cama - é aqui que vou guardar meus livros, e eles vão gostar das novas acomodações- , o closet de tamanho razoável me pareceu grande dado em conta a pouca quantidade de roupas que eu trouxe, até mesmo uma escrivaninha foi arrumada a mim. E desde a mobília a porta que provavelmente levaria ao banheiro é rústico, o meu novo quarto é inteiramente feito de madeira rústica e apenas envernizada.

Clássudo

- gostou ?- Perguntou a mulher de cabelos curtos me empurrando ainda mais para dentro do cômodo

- tendo uma cama para dormir e livros para ela ler, qualquer lugar está bom tia - Marion respondeu por mim jogando algumas das minha malas em cima da cama e já voltou sua atenção ao meu ser- vai ficar parada aí ou vai me ajudar a pegar suas coisas?

- nossa Marion, que pressa - minha tia quase não nos chama pelo nome, e quando faz isso é por que está chateada - achei que ia ficar um pouco aqui também, você veio de tão longe para passar tão pouco tempo comigo.

- Me perdoa tia? eu tenho que trabalhar amanhã e não posso faltar, tenho umas reuniões importantes para lá preocupar.

Marion teve que crescer muito rápido, não fisicamente, mais sim mentalmente.

Nossas vidas se tornaram muito confusa nesses últimos anos, nesses últimos nove ano para ser exata 

Mesmo eu sendo muito pequena na época eu me lembro com perfeição dos acontecimentos daquele dia, tudo parece uma tatuagem em minha mente, não importa oque eu faça ela não sai.

Naquela época eu dormia no quarto do meu irmão, por ter muito medo do escuro. E o quarto dele sempre me passava muita segurança, não podia se apagar as luzes que eu já corria em direção ao cômodo com cheiro de jujuba e me encolhia entre os edredons fofos e me espremia em meio aos braços do meu irmão que por sua vez amava me mimar com beijos e carícias até eu pagar no sono.

Me lembro que em um dos dias em que meu sono não vinha e a falta do corpo do meu irmão me fazia falta eu apertava ainda mais meus ursinhos de pelúcia irritada com a falta de beijinhos delicados e boa noite demorados. Lembro-me que sensações estranhas estavam me incomodando.

Tentei não me assustar quando Marion entrou chorando no quarto- que não devíamos dividir- e entre soluços dolorosos e lágrimas insistentes ele tentou me contar de uma maneira não tão agressiva que nossa mãe estava no hospital. Marion, ciente da minha pouca idade colocou seu desespero no bolso e me poupou de muitos fatos.

Fatos que só quando cresci descobri, minha mãe estava hospitalizada por ter sofrido um acidente de carro, motivo? Briga.

Mamãe e papai tiveram uma discussão, ela descidiu passar uns dias na casa da tia flor para se acalmar, mas teve a infeliz ideia de voltar para casa e acertar as coisas com meu pai em um dia de chuva, as estradas estavam escorregadias e infelizmente o carro dela escorregou e ficou preso em meio a árvores que também foram arrancadas pela chuva.

Marion ficou desesperado quando recebeu a notícia - dada pelo meu pai que não estava diferente e no hospital corria de um lado para o outro em busca de informações sobre sua amada esposa-, meu irmão não teve pompa quando me enrolou nas cobertas e me deu um dos meus diversos ursinhos, oque não serviu para me acalmar quando me vi nos braços dele enquanto, nos dois estávamos de pijama na rua a procura de um táxi.

Deus, duas crianças com suas roupas de dormir entregando notas amassadas e um homem com cheiro de cigarro a pôs esse os deixar em frente ao hospital errado. Marion me carregou no colo por um bom tempo até chegar aonde nossa mãe estava.

Mas já era tarde de mais.

Sempre penso que se o cara do táxi tivesse nos levado ao lugar certo eu ainda poderia ter falado um último " eu te amo" a mulher da minha vida. Mas não foi possível.

Passei dias sem me olhar no espelho- já que todos sempre me disseram que sou uma cópia perfeita dela e eu não queria me machucar ainda mais sempre que meu reflexo aparecesse e o sorriso da minha mãe fizesse falta - me doeu todos os dias - é ainda me doi-, passei a procurar todos os dias aquilo que não estava mais em nenhum lugar, eu? Uma criança tão alegre fiquei com o um eterno rosto empurrado e lavado de lágrimas e me senti pior quando até mesmo meu pai me rejeitou. Hoje eu entendo que ele estava dolorido também e já não tinha capacidade para se machucar.

Marion cuidou de mim por meses, já que nosso pai passava o dia no quarto bebendo em uma tentativa que a bebida adormessece não só seu corpo como sua memória e as lembranças da mulher que amou e perdeu não o atormentase.

Tia flor até tentou nos levar embora ou vir pata cuidar de nós mas essa foi outra decisão tomada tarde de mais.

Papai não aguentou muito tempo, a ausência da mamãe foi dolorosa de mais, eu me lembro de ter apenas o fantasma de uma pessoa que já conheci perambulando pela casa, o homem magro de roupas sujas e odor fedido sempre de garrafa na mão substituiu a imagem que eu tinha de pai e é triste eu dizer que tinha medo dele. 

Mas nunca deixei de o amar.

Por esse único motivo a imagem dele pálido, de olhos roxos e com espuma saindo pela boca ficou gravado em minha mente como uma cicatriz da uma dolorosa ferida que de tempos em tempos volta a doer.

Papai louco em sua dor e culpa-que não deveria existir- misturou veneno em sua garrafa de bebida e a bebeu como tortura pelo oque fez - ele acreditou que a culpa de ter perdido a esposa era exclusiva de seus atos que a fizeram sair de casa e enfrentar a chuva para voltar.

Foi impossível de o salvar.

E foi assim que perdi mais pais com diferença de três meses

Meu irmão lutou e conseguiu assumir a responsabilidade sobre mim- mesmo tendo dezessete anos na época - se desdobrava para me dar atenção, cuidar da nossa casa e estudar para poder reivindicar as ações e posições que nossos pais tinham em " nossa Impresa".

No começo não era nada muito grandioso, mas com a administração do meu irmão e a sua força pafa manter tudo em funcionamento fez a Impresa de construção está subindo no mercado e oque apenas empregava construtores agora está com engenheiros, designers, trabalhadores de todas as áreas e já tem muitos prédios e locais grandiosos com o nosso selo. E tudo isso graças ao esforço incansável dele que lutou para manter as coisas firmes e me dar um bom futuro.

Ele conseguiu.

Acho que eu estou penando de mais.

Algumas caixas já estavam vazias e eu sei que trouxe uma quantidade razoal de pertences, então cadê eles?

Abandonei meus pensando e arrumações para ir atrás do meu irmão que está demorando demais com algo que é rápido de se fazer.

Fui até o carro aonde meu irmão eatava pegando minhas caixas - aonde eu sei ter guardado meu livros, a energia em volta dele parece estar pesada, a sua feição pegando casa caixa e de total tristeza. Ao perceber minha presença, Marion, largou uma de minhas caixas - pela agressividade que ele fez isso tenho certeza que nem tudo vai sair inteiro- o escutei fungar enquanto se virava de costas para mim.

- Marion?! - o chamei calmamente, sei que esse momento é difícil para ele, porque também está sendo para mim 

Ele esta com as mãos sobre a face como se estou esse envergonhado por estar chorando e mais envergonhado ainda por estar até mesmo soluçando. Foi poucas as vezes que eu o vi chorar, mais quando isso acontece é porque ele simplesmente chegou ao limite 

- maninho, olha para mim?- o virei para mim e puxei seus braços revelando os olhos negros e avermelhados pelas lágrima- você sabe que isso não é um adeus, nós vamos nos ver muitas e muitas vezes, essa é só uma fase.

- fase que eu provavelmente não vou fazer parte.

Meu irmão me atacou com um abraço pra lá de apertado e ao esfregar seu rosto em minha camiseta secou suas lágrimas no tecido da peça de roupa que por acaso é dele. É mais do que costume eu usar as roupas do mais velho.

- vou fazer de tudo para sempre vir ver você, mesmo que isso signifique morar na estrada

- mas a viagem é longa - protestei

- não interessa, por você eu ando todo esse trajeto de a pé, é vou sorrir a cada passo sabendo que eles estão encurtando a distância entre eu e você.

Não tive tempo de falar mais nada, ele selou os meu lábios em um selinho húmido e estalado. Outro carinho exclusivo nosso, nunca me constrangi com esse ato. Segundo a nossa vó, a primeira vez que o Marion me viu na maternidade, me deu um selinho, então ninguém nunca viu esse ato como algo malicioso, mais sim como uma pura demonstração de carinho e afeto entre nós.

Não resisti e deixei umas lágrima caírem.

São anos e mais anos de convivência para serem levados em conta, estou me sentindo incompleta agora, eu não queria sair de perto dele, mas me sinto como se estivesse atrapalhando a vida social dele. Não acho que tomei a melhor decisão, mas tive que tomar.

Queria que as coisas fossem mais simples.

- você vai ficar bem?

- claro! Vou ver se saudade realmente mata 

Não quero que essa conversa continue, isso é bem doloroso. Propus que voltemos as caixas em uma tentativa de que um pouco de trabalho braçal nos ocupe um pouco

Não demorei muito, meu irmão me ajudou de forma relutante e em questão de minutos tudo estava acabado. Não trouxe muitas coisas na intensão de que isso fosse uma desculpa para voltar mais cedo para casa, mas acho que isso não vai ajudar.

Soltei um de minhas malas quando ouvi o som do motor do carro sendo ligado.

Não.

Ele está indo sem se despedir.

Não me preocupei com nada, só desci apressada e desesperada para pelo menos me despedir, mas como tudo na minha vida, já era tarde se mais.

Quando consegui passar pela porta e correr até a calçada ele já estava se distanciando e a única coisa que pude fazer foi acenar para ele que provávelmente está me vendo pelo retrovisor e assim com o eu está sentindo o vazio que nossa separação nos trás, pela primeira vez em anos estamos nos separando, depois de lutar tanto contra o mundo e sempre sozinhos.

Tchau irmão, prometo que vou dar tudo de mim nessa nova fase.


Notas Finais


Então...

De tanto a @seesawy e a @Elena__gilbert ficar no meu pé eu voltei a postar esse história
E por elas eu vou tentar fazer isso valer a pena

Bem... É isso

Obrigada por ler
Beijos da panda


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