História Solangelo depois da guerra - Capítulo 49


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Hades, Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson, Will Solace
Visualizações 71
Palavras 2.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde pessoinhas!
Mais um cap pra vocês e senti a necessidade de explicar o que o Will está encarando, ele ficou um pouco pesadinho e se você é mais sensível já está avisado. Sei que costumo fazer coisas mais fofinhas mas tenham mente que uma guerra deixa cicatrízes.
Boa leitura.

Capítulo 49 - Tsunami


Fanfic / Fanfiction Solangelo depois da guerra - Capítulo 49 - Tsunami

Pov Nico

Estava indo tudo bem, pelo menos era isso que eu pensava, Deuses como eu fui ingênuo! É muito fácil você achar que depois de tudo que passamos, a vida seria perfeita e por um tempo eu realmente achava que estava sendo. Solace e eu estamos morando juntos, ele ta estudando, eu trabalhando, temos o Jack, nossos amigos estão bem agora, vivendo suas vidas. Tava tudo perfeito ou pelo menos era isso o que o Will queria que eu acreditasse. Eu sei mais do que ninguém que quando você vai guardando sentimentos ruins ao longo dos anos, uma hora o copo fica cheio demais e quando menos se espera sua vida vira um tsunami e não faz a mínima ideia de como sair dessa sem se afogar. Acontece que essa noite o copo encheu demais.

E o tsunami começou as 03:40 da manhã.

Eu estava no sofá da sala vendo um filme já que perdi o sono e não queria acordar o Will que ia pra aula um pouco mais tarde hoje e é melhor deixa-lo descansar bem, ele estuda tanto que as vezes me preocupo. O filme tava quase na metade quando eu ouvi um grito sôfrego do quarto. Não pensei duas vezes e subi as escadas correndo até nosso quarto e assim que abro a porta encontro Solace sentado na beira da cama tremendo com a cabeça apoiada nas mãos enquanto Jack lambia seus dedos dos pés pra tentar acalma-lo.

Me ajoelho na frente dele e seguro seu braço

--Will?--o chamo assustado.

--Desculpa--sussurra baixinho entre os soluços.

--Para com isso Mi amore--o abraço forte--Foi só um sonho ruim, não é real.

Ele faz que não com a cabeça ainda nas mãos e chora ainda mais. 

--Fala comigo--peço fazendo carinho nos seus cachinhos.--Eu não sou tão bom quanto você nisso mas eu posso tentar te ajudar.

Ele ergue a cabeça um pouco e me parte o coração ao ver seus olhos azuis tão vermelhos e irritados, não me controlo e beijo cada lágrima que consigo alcançar.

--Sai daqui Nico--me pede soluçando.

--Eu não vou sair Will, você não ta legal e eu não vou te deixar sozinho.

Ele faz que não meio confuso e se levanta me empurrando, é estranho a forma como ele se move, seu corpo todo esta tenso e ele anda pisando duro meio curvado, fica de costas pra mim e encosta sua testa na parede.

--Eu não quero você aqui, vai embora!--diz bravo com a voz tremendo.

--Não!--digo indo ate ele--Me diz o que está acontecendo Will.

--Eu to te implorando--chora--Vai embora!

Faço que não, mesmo que ele não consiga me ver, toco seu ombro com a mão e ele se encolhe.

--PORRA, SAI DAQUI!--grita virando pra mim

--Solace...

--VAI EMBORA!

--Me diz o que ta acontecendo...

--NICO...--grita com as mãos nos ouvidos.

--Eu só quero ajudar...--digo tocando no seu rosto

--SAI DAQUI!--esbraveja apertando meu pulso e me empurrando com força o suficiente pra me jogar no chão.

Ele ta transtornado e eu mais apavorado do que nunca. Ele não é assim e eu não sei o que fazer, vejo dor e raiva nos seus olhos e ele está apertando as mãos em punhos o suficiente pra machucar sua pele. 

Espera...Isso na camisa dele é SANGUE?

 

Pov Will

O que diabos eu fiz?

Vejo o Nico me olhar com medo e tenta se levantar. Quero dizer que sinto muito, que eu o amo e que isso nunca mais vai acontecer mas os barulhos na minha cabeça não diminuem.

Grito pro barulho parar e aperto minhas mãos nos ouvidos e fecho os olhos mas é em vão.

Ouço os trovões e os gritos dos meus irmãos.

Vejo os raios colidirem com o chão a cada vez que fecho os olhos.

Vejo sangue.

E mais sangue.

E mais sangue.

E mais sangue.

Sinto meu peito doer mas é melhor do que os barulhos. Os raios não param e começo a puxar meus cabelos pra tentar amenizar a dor. Não sinto minhas pernas e percebo que cai de joelhos.

--PARA!--grito--PARA! PARA! Por favor...

Sinto mãos trêmulas ao meu redor me puxando pra deitar no seu colo e não hesito. Me encolho em posicão fetal e aperto os olhos com força quando vejo as cores da corrente elétrica.

--Para de me machucar!-grito me debatendo mas as mãos me apertam forte me prendendo num abraço forte.

--Por favor...-- o ouço sussurrar no meu ouvido.

--Ta do-oendo--digo soluçando.--Eu não consigo re-espirar Nico.

--Eu sei, mas por favor Will. Volta pra mim. Eu vou cuidar de você. Tenta respirar devagar. Por favor!

--D-desculpa--sussurro e respiro fundo.

--Vai ficar tudo bem Mi amore--sua voz fazem os trovões sumirem--Confia em mim

Suspiro e faço que sim devagar.

--Agora abre os olhos Will--pede.

--Não consigo, tem muito sangue...O-os corpos...

--Por favor Will, faz isso por mim. Não tem corpos nenhum aqui--diz todo paciente.

Tento abrir os olhos devagar e assim que os abro, vejo Nico me olhando aliviado.

 

Pov Nico

Assim que ele abre os olhos eu fico mais tranquilo, ele deve estar com dor no abdômem pelo corte que sei bem como foi parar ali, mesmo com dor ele não muda de posição. Seus soluços estão mais calmos, ele esta respirando fundo e parou de tremer, apenas evita me olhar e sei que está com vergonha pelo que fez. Por mais que ele odeie eu uso as sombras e o deito na cama de barriga pra cima pra eu poder cuidar dele, ele olha pro teto e não fala absolutamente nada.

--Will, eu sei que não quer conversar mas você não pode ficar perdendo sangue assim.--digo delicadamente pra ele não se assustar--Tudo bem se eu fizer um curativo? 

Ele nem pisca e não diz nada então encaro como um sim. Pego sua mochila e tiro o kit de primeiros socorros e começo a limpar seu machucado ignorando a dor no meu ombro pela queda. Assim que levanto sua camisa eu vejo o quão desesperado ele ficou. É um corte grande na vertical e graças aos deuses que não é muito profundo, acho que ele não teve firmeza na mão ja que ele está meio trêmulo.

Tento a todo custo ignorar as lágrimas que se formam nos meus olhos mas é meio impossivel quando elas borram minha visão e escorrem pelos meus olhos. Enxugo meus olhos com o punho e faço o que tenho que fazer.

Termino de fazer o curativo e assim que abaixo sua camisa, Will rola para o lado se deitando de bruços se escondendo de mim.

--Dorme um pouco--digo baixinho pra minha voz não tremer--Mais tarde a gente conversa.

Me inclino beijando seu ombro e seus cabelos e vou em direção ao banheiro pra terminar de chorar em silêncio.

 

Pov Will

Acordo meia hora depois e parece que um ciclope passou por cima de mim. Me sento na cama e vejo o estrago que fiz no quarto. Olho pra direita e vejo em cima do criado mudo a lâmina suja de sangue que usei na minha barriga e me sinto enjoado. Vejo Nico sair do banheiro com os olhos vermelhos, droga, eu fiz ele chorar!

Eu to morrendo de vergonha e não consigo olhar pra ele, a forma como ele me viu, o que ele teve que fazer...Eu o machuquei...

 

Pov Nico

--Acordou agora?--pergunto sentando na cama.

Ele não olha pra mim.

--Sim--sussurra brincando com os dedos nervoso.

--Will...--começo fazendo carinho no seu rosto

--Me perdoa!--diz enfim olhando pra mim.--Eu nunca quis te machucar.

--Eu sei Mi amore, não se preocupa comigo--digo apesar do meu ombro latejar--O que aconteceu Will? 

Ele respira fundo e vejo seu lábio inferior tremer, me inclino e o beijo delicadamente segurando seu rosto com as duas mãos.

--Como pode me beijar depois de tudo que eu fiz?--pergunta confuso.

--Eu te amo Will--digo dando de ombros ainda o segurando.--Você não estava legal e sei que não fez por mal.

Ele me olha meio culpado.

--Me abraça?

Não precisa dizer duas vezes. O sinto beijar meu ombro dolorido. Não digo nada, ele precisa se sentir seguro e quando ficar confortável vai conseguir falar, apenas nos abraçamos.

--Eu estava dormindo e acordei com meu coração pulando no meu peito.--sussurra.

--Tipo quando chove?

Ele faz que não.

--Foi pior, quando chove eu sei que é só uma chuva--continua--Quando eu acordei, realmente parecia que eu estava de volta na guerra. Ouvia Zeus zombar de mim...via corpos pra todos os lados e os raios que faziam meus ouvidos sangrar...Vi você estirado no chão mas dessa vez eu não conseguia te salvar...

Afasto um pouco nosso abraço e beijo sua testa.

--Por quê se feriu?--pergunto hesitante.

--Porque minha cabeça tava doendo muito--sussurra com a voz quebrada--Eu só queria que a dor passasse pra outro lugar.

--Por que não me chamou Will? Eu poderia te ajudar...

--Eu não queria que me visse daquele jeito.

Respiro fundo tentando não voltar a chorar.

--A quanto tempo isso vem acontecendo?

--Só hoje.

--Não mente pra mim Will...

--Eu juro Nico--diz segurando meu dedo midinho com o seu--Eu ja senti a falta de ar e o coração palpitar mas assim nunca. Acredita em mim por favor! Eu gosto da nossa vida e nunca que eu ia te deixar sozinho eu só...não sei o que deu em mim.

Sei que ele está falando a verdade.

--Eu acredito em você. Eu só fiquei preocupado por causa do corte.

--Isso nunca mais vai acontecer eu prometo. Me perdoa por fazer você me ver assim e por ter te empurrado. Não foi porque eu quis!

--Eu sei Mi amore, mas você precisa de ajuda Will. Nós ja haviamos falado sobre isso...

--Eu não tenho tempo por causa da faculdade...

--A gente dá o jeito. Você ta se afundando e eu não vou permitir que isso aconteça de novo.

--Tudo bem--diz fazendo carinho no meu pulso--Vou falar com um dos meus professores pra me indicarem alguém...

--Não Will, você precisa de um profissional que também seja um semideus, precisa falar tudo pra tentar melhorar. Se você quiser eu posso falar com a Reyna pra ver se ela conhece alguém em Nova Roma que pode te ajudar.

--Eu quero sim. Obrigado!

Suspiro aliviado e ele encosta sua testa na minha, faço carinho nos seus cachinho e ele se inclina pra me beijar. Seus lábios são hesitantes de início como se tivesse medo de eu me afastar. Me inclino aprofundando o beijo e ele abre a boca pra me dar passagem, o beijo com vontade sentindo seu gosto com a minha língua e sinto a sua colidir com a minha. Nos beijamos até onde nossos pulmões permitem e movo minha boca para sua bochecha a beijando e em seguida para seu pescoço enquanto ele me abraça forte pela cintura. Pela primeira vez não existe nada sexual envolvido, eu apenas quero que ele perceba o quanto eu o amo e quero seu bem e ele se agarra a mim pra tentar não se afogar. 

 

Pov Will

Nico não me deixou ir pra aula naquele dia e ligou para os meus professores dizendo que eu não estava me sentindo bem.

Acabo de voltar da minha primeira sessão com a minha terapeuta a Melissa que é uma filha de vênus, Reyna disse ao Nico que ela era a melhor e é bastante flexivel com os horários já que estudo medicina e meu horário é meio louco. A essa hora Nico ja deve ter voltado do trabalho e o vejo, assim que abro a porta, ele deitado no chão com nosso esqueletinho incubado deitado no seu peito enquanto ele faz carinho no seu pelo. 

Fico em silêncio apenas olhando e não consigo não sorrir quando o Jack o ataca com lambidas enquanto Nico ri alto.

--Oi Will--me cumprimenta ainda sorrindo.

--Oi meu anjo.--digo e me deito no chão ao lado dele, automaticamente Jack sobe no meu peito (Já curado) e se deita enquanto faço carinho.

--Como foi lá?--pergunta Nico.

--Foi bom, ela é bem bacana e fez um horario especial pra mim.

Nico se inclina e me da um selinho.

--Ela falou alguma coisa?

--Sim, ela disse que estou sofrendo de Estresse pós traumático e que vai me ajudar nas sessões até ele ir embora.

--Você vai conseguir--diz sorrindo.

Sorrio de volta e estendo o braço pra ele deitar no meu ombro. 

--Obrigado por acreditar em mim.

Ele se aconchega e beija meu pescoço enquanto faz carinho no pelo do nosso filho.

--Sempre Mi amore.--sussurra--Você vai ser feliz comigo. É uma promessa!


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Prometo que o próximo vai ser mais levinho kkkk
Obrigada por ler


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