História Solar System - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mamamoo
Personagens Moonbyul, Solar
Tags Mamamoo, Moonsun, Wheesa
Visualizações 97
Palavras 2.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ta, agora eu demorei, desculpa hasuehusda
como eu disse, fim de ano né, trabalho dobrado, mas mesmo assim arranjando um tempinho para escrever
boa leitura sz

Capítulo 13 - 13. - What is love?


É hoje. O dia que eu gostaria que nunca chegasse, mas que se não acontecesse poderia acarretar no pior.

 

Passamos o resto da noite pesquisando e procurando provas contra Eric. Para falar a verdade no meio da pesquisa acabei pegando no sono, mas Byul passou praticamente a madrugada inteira pesquisando, dormindo apenas uma ou duas horas. Acho que nunca alguém se dedicou tanto em me ajudar com algo como ela está me ajudando agora, eu sou eternamente grata por ela ter me salvado e ter sido a única que conseguiu ouvir meus gritos de socorro nesse silêncio que foi construído a minha volta e ter me ajudado, não consigo imaginar ninguém mais fazendo isso por mim.

Acordei mais cedo que ela, deve estar esgotada depois dessa longa noite que passou, acho que merece um bom descanso, porque as coisas que resolveríamos mais tarde iriam exigir muita energia.

Fui ao encontro de Jeon, que já estava na ativa preparando café.

- Bom dia Yongsun! – Ele me cumprimentou com seu adorável e respeitável sorriso. – Onde está Moonbyul? Cabulando o serviço novamente?

- Bom dia Jeon!! Hoje irei substituir Byul, fico praticamente a noite inteira acordada e quero que ela descanse. – Respondi prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo e colocando o meu avental provisório.

- Ahh, então espero que possa acompanhar o ritmo hoje, como sou alguém bonzinho, pode começar com as mesas. – O rapaz me entregou um pano para que eu pudesse limpar as mesas.

- Certo “oppa”, você que dá as ordens hoje. – Brinquei com seu lado líder.

 

Depois de mais alguns minutos terminando de arrumar e limpar o bar, Jeon abriu e foi para a cozinha, enquanto eu fiquei cuidando da caixa e dos pedidos. Felizmente – e infelizmente de certa forma –, a clientela estava baixa, o que nos permitiu trabalhar com mais calma.

- Jeon, posso te perguntar uma coisinha? – Perguntei após terminar de atender outro cliente.

- Dependendo do que eu possa responder, é claro. – Ele agora estava ao meu lado lavando alguns copos.

- Sobre a Byulyi... Sabe, ela conhece tanto sobre mim e sobre o meu passado, mas eu só sei que ela é barrista.

- Você gostaria de saber sobre o passado de Moonbyul? Bem, posso te contar algumas coisas que sei, mas já te aviso, por trás daquele rosto com um lindo sorriso já escorreram muitas lágrimas. – Ele parou de lavar os copos. – Sente-se.

 

Quando criança, Moonbyul convivia com seus pais, o Senhor e a Senhora Moon. O Senhor Moon era professor de física, um homem de bom coração que mesmo ganhando muito pouco sempre sustentou a filha e a esposa, já a Senhora Moon era uma alcoólatra, não trabalhava e vivia fora de casa, e quando estava nela tratava de ser a mulher mais filha da puta que podia ser. Moonbyul não era filha do Senhor Moon, mas sim filha da Senhora Moon com algum amante que a abandonou quando soube da gravides, e mesmo assim o Senhor Moon sempre tratou a menina como sua própria filha, como o bem mais precioso da sua vida, enquanto sua esposa tratava a menor como apenas um castigo para pagar os seus pecados.

Até que em uma certa noite, o Senhor Moon estava ajudando Moonbyul com uma de suas lições, e sua esposa chegou, bêbada pois era uma sexta-feira. Se jogando no sofá, obrigou que Moonbyul pegasse uma cerveja para ela, e o Senhor Moon protestou, dizendo que a criança estava fazendo lição e não podia fazer isso agora, a Senhora Moon se irritou. Começou a xingar o esposo dos mais possíveis nomes, dizendo que a filha não era dele e que ele não podia mandar nela, e o Senhor Moon retrucou, defendendo a menor. Em meio a briga, a Senhora Moon sacou uma arma da bolsa e atirou no marido, dois tiros foram o suficiente para acabar com a vida do homem, mas ela precisava de mais. Usou todas as balas que estavam naquele revolver, balas que fizeram com que o Senhor Moon caísse na frente de Moonbyul, já morto. Depois de toda a cena sangrenta, a Senhora Moon tentou atirar em Moonbyul, mas já não tinha balas para isso, então largou a arma e segurou a menina pelo colarinho da blusa.

- Você estragou a minha vida, e por isso eu também irei estragar a sua. – Ela falou friamente para a menina. Por fim soltou a mesma, pegou sua bolsa e saiu.

Após isso Moonbyul foi mandada para um orfanato, na casa dos seus 7 anos, mas 3 anos depois fugiu. Lá a tratavam como apenas um incômodo, pois os casais na maioria das vezes preferiam crianças mais novas, o que não era seu caso. Mas seus dias nas ruas não foram muitos, em um certo dia estava chovendo, e uma senhora de mais idade acolheu a menor que estava na chuva e de jejum, deu-lhe de comer e a deixou dormir lá por aquela noite. Os dias foram se passando e as visitas da criança só aumentavam, e então quase que automático, Moonbyul começou a morar lá, começou a frequentar a escola, e continuou sua vida. Mas até hoje ninguém teve notícia da Senhora Moon, alguns dizem que ela já deve estar morta, mas Moonbyul tem quase convicção que ela está viva sim.

 

- E foi no meio dessa história que eu conheci Moonbyul, a Senhora que cuidou dela até seus 17 anos na verdade era minha avó, acabamos não crescendo juntos porque eu morava em outro lugar, mas depois que começamos a trabalhar juntos nos tornamos praticamente irmãos. – Ele terminou. Eu estava em choque, eu nunca que pensaria que por trás daquele coração doce e gentil Moon Byulyi teria passado por tantas dificuldades.

- A mãe dela ainda consta como procurada? – Falei ainda impressionada.

- Não mais. Depois de 3 anos procurando foi retirada, por isso falam que ela deve estar morta, e me desculpe Deus – Ele se levantou. – Espero que esteja mesmo.

- Se ela estiver morta a essas horas deve estar queimando nas chamas do inferno, como alguém pode fazer isso com a própria filha?!

- Agora Yongsun, você entende o porquê de Moonbyul te proteger tanto, certo? – Ele colocou a placa de “Aberto!” na porta novamente, já que tinha fechado para poder conversar comigo. – Obviamente ela se apaixonou por você, mas ela viu em você algo que você pudesse se tornar no futuro, talvez uma futura Senhora Moon.

- Então... é por isso de ela implicar tanto com a bebida, e comigo... – As peças iam se encaixando conforme cada vez mais eu raciocinava. – Mas, por que um bar? Ela odeia bebidas.

- Por mais que ela odeia bebidas e outras coisas, um dos sonhos do seu pai era ter uma lanchonete, largar o emprego de professor e vender lanches, diz ela que quando eles iam dormir, os dois ficavam planejando como seria a lanchonete, e eles seriam sócios. – Um cliente entrou, paramos de conversar e começamos a trabalhar, conforme o fluxo ia aumentando.

 

- P-por que você deixou eu dormir tanto tempo?! – A maior amarrava o cabelo e colocava o avental às pressas.

- Você ficou até tão tarde pesquisando, achei que Jeon iria precisar de uma ajudinha e você de uma “boa noite” de sono. – Respondi rindo e beijando sua bochecha.

- E olha, tenho que confessar Moonbyul, Yongsun é bem mais rápida que você, acho que deveríamos mantê-la fixa aqui. – Jeon se apoiava em meu ombro, tirando sarro.

- Então agora é um complô contra mim? Entendi, acho bom fazerem um bom trabalho, porque hoje fecharemos mais cedo, então vamos. – Moonbyul bateu palmas para que fossemos para nossos devidos lugares.

Trabalhamos até as 17h00, Jeon perguntou se queríamos que ele nos acompanhasse, mas pedimos para que ele fosse para casa, não queríamos envolve-lo em um assunto como esse.

- Está pronta Byul? – Perguntei, já que notei uma demora um pouco estranha da mais nova.

- Estou sim! – Ela gritou. – Só estou terminando de pegar alguns documentos.

Cinco minutos depois já estávamos em sua moto, eu sabia que o meu nervosismo não era único, enquanto eu segurava a cintura de Byul eu conseguia sentir seu corpo estático, ela devia estar com tanto medo quanto eu, afinal já foi quase morte por Eric, e se o que planejamos der errado, pode acontecer que desta vez não tenha um quase.

 

 

 

 

 

 

Estávamos de frente para a casa ainda em cima da moto, era percebível o carro dos meus pais e 0 de Eric, estacionados em minha garagem. Byul desceu depois e me deu a mão para descer, quando segurei sua mão a mesma estava tremendo, mas ela segurou com força, como se fosse um sinal de “Está tudo bem, eu estou aqui”, e isso aquece meu coração e me faz sentir mais segura.

A porta estava sem tranca, apenas encostada, eu fiz questão de ir na frente, para que não parecesse que eu estava sendo feita de refém.

- Quem está aí? – Ouvi uma voz de alguém eu não gostaria de ouvir, Eric. Logo o mesmo apareceu acompanhado de meu pai e minha mãe.

- Oi, eu acho... – Cumprimentei eles, mas não obtive resposta, já que estavam todos em choque.

- Y-yongsun?? – Meu pai começou a se aproximar. – É você m-mesmo? – Lágrimas escorriam pelos seus olhos.

- Sim, em carne e osso. – Ele foi em caminho de me abraçar, mas desviei de seu abraço, me colocando ao lado de Byul.

- V-você?! – A mulher na qual chamo de mãe apontou para Byul. – Como ousa voltar aqui?!

- Estou apenas acompanhando minha namorada, problema? – Ela entrelaçou nossas mãos.

- N-namorada?!? – Eric nos encarou. – S-sun, não me diga que...

- Bem, não estamos aqui para papos bobos, agora a coisa é séria. Eu não irei me casar com Eric, e não, ninguém está me obrigando a ir contra esse casamento, pelo contrário, eu SEMPRE fui contra essa união, principalmente quando eu comecei a ver que você é de verdade, Eric Nam.

- N-não vai se casar?! E vai fazer o que??? Viver com essa mulherzinha insignificante?? – Minha mãe cuspia as palavras em nós.

- Insignificante?? Bem, acho que a Senhora não saiba, mas essa “mulherzinha insignificante” salvou a vida da sua filha, e colocou a própria vida em risco para isso.

- É mentira! Você está mentindo. – Eric veio em minha direção. – Essa putinha te drogou, só pode ser isso. – Ele colocou as mãos em meu ombro. – Sun, não faz isso comig-

Eric foi cortado por um soco de Byul, que fez com que ele caísse e me soltasse.

- Não Eric, eu nunca drogaria alguém, diferente de você.

- O que você quer dizer com isso?! – Ele foi se levantando apoiado a um buffet.

- Digamos que eu andei dando uma pesquisada no seu histórico, e bem, posso dizer que não foi uma coisa muito agradável. – Ela retirou da bolsa um papel, uma impressão. – Estelionato, roubo, passagens na polícia, e outros aí.

- Como você... – Eric pegou o papel, e começou a ler abismado.

- Eric, isso é... verdade?? – Meu pai também olhava assustado, já minha mãe nem tanto.

- Não! É mentira! Isso é armação! – Ele tentava justificar, mas as provas já estavam bem explicitas.

- Senhorita Moon, esses documentos... – Ele se aproximou de Byul, as lágrimas em seu rosto escorriam.

- Sim, Senhor Kim, infelizmente o rapaz no qual você deu a mão de sua filha é um delinquente, e a família eu posso afirmar, é ainda pior. – Meu pai agora tentava segurar o ódio com a mistura de tristeza que estava sentindo.

- Yongsun, minha filha, você tem certeza de que é isso que você quer? – Ele colocou a mão em meu rosto.

- Sim, pai, por favor acredite em mim. – Eu sorri para ele, e segurei sua mão.

- Eu acredito em você filha, acredit– Ouvimos um grande barulho, e meu pai caiu no chão.

- Você não pode acreditar. – Uma voz vinda do fundo da sala disse. – Não se estiver morto. – Eric apareceu com um revolver, ele havia atirado em meu pai.

- F-filha da puta! – Corri em sua direção, ignorando o fato de que ele estava apontando uma arma em minha direção.

E então novamente o barulho ecoou pela sala, acabei indo para o chão e ficando desacordada por alguns segundos, quando recuperei minha consciência, havia policiais por todos os lugares, era a equipe que eu e Byul tinhas pedido reforço antes de vir para cá. Mas percebi algo incomum, eu não havia sido atingida, não sangrava, mas só de observar a cena um pouco vi a coisa que eu mais temia desde a manhã quando eu abri meus olhos. Eu não havia sido atingida, mas Moonbyul foi. 


Notas Finais


Sim, pra compensar esse tempo todo que fiquei fora, ta ai um cap um pouquinho maior do que eu costumo postar, e eu tenho uma triste noticia, esse provavelmente é o penúltimo cap ;--; e sinto dizer que vou sentir muitas sdds de ss, já que foi minha primeira fic, aprendi tanto com ela, enfim, essas palavras eu deixo p ultimo cap shdush

e sim, eu vou terminar esse ano
desse ano não passa hehe


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...