1. Spirit Fanfics >
  2. Soldados na Garoa >
  3. Prólogo

História Soldados na Garoa - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - Prólogo


— Sargento Falcon, se apresentando. — informou o jovem militar ao entrar no escritório do coronel.

— Descansar, Sargento. — ordenou o velho militar, de pé olhando para o movimentando pátio do quartel-general. — Vamos, sente-se.

— Aceita um drinque? — ofereceu, apontando para as bebidas sobre a pratilheira.

— Obrigado, mas não bebo. — respondeu.

— Religião ou algo do gênero? — questionou. — Sabe, a maior parte das pessoas bebem. É algo muito comum beber, e se torna mais para nós, homens que conhecemos o terror da guerra com os próprios olhos. Eu não bebia, até ter enfrentado a minha primeira guerra.

— Tem razão, coronel. — concordou com as sábias palavras de seu superior. Se alguém conhecia os campos, esse homem é o coronel Edwards. Apelidados pelos membros mais velhos do exército como o “colecionador de batalhas”. — Não é por questão religiosa, ou nada do gênero. Apenas preciso está com foco total, para proteger meus companheiros.

— Impressionante, muitos não conseguiriam fazer o que faz sem uma gota de álcool, escorrendo pela garganta. — admitiu o velho, conhecedor da mente dos soldados. Treinara milhares para o campo, mas saiba que não poderia os preparar para reagir dessa forma aos horrores que presenciariam. — O exército precisa de homens como você, sargento.

    — Obrigado, coronel. — agradeceu o jovem. — É uma honra, mas apenas estou fazendo meu trabalho.

    — Diga-me, qual é a sua estatística? — perguntou, dessa vez apontava para a pasta sobre a mesa. — Tem algo que me incomoda, por isso o chamei.

    — Contabilizamos quase cem mortos, coronel. — respondeu.

    — Noventa e sete mortos, segundo o seu relatório. — especificou. — Esse é o verdadeiro número?

    — Esse é o número oficial, senhor. — retrucou. — Foram os que conseguimos contabilizar.

    — Compreendo. — falou, levando a mão esquerda ao bolso e tirando um maço de cigarro, apesar de ainda está fechado, estava completamente amassado. Abriu. Tirou um e o colocando na boca. Levou a direita ao outro bolso do sobretudo e pegou uma caixa de fósforo. A qual já estava aberta, e como a outra, amassada. Abriu, tirando um fósforo. Com um único movimento, o incendiou ao riscar na lateral. Com cuidado aproximou do cigarro, acedendo, na boca e o apagou com o polegar. Tragou duas vezes. Baforou toda a fumaça para o alto, observando se dissipar no ar. Após essa breve pausa, voltou os olhos para militar a sua frente. — Ouvi boatos, de um atirador que nunca errou um tiro. Que possui o habito de clavar o número do alvo nas cápsulas, teria algo a me dizer?

    — Acredito que não deveria confiar tanto em boatos, coronel. — respondeu seriamente.

    — Não confio. — afirmou, com um leve sorriso no rosto. — Investiguei sua vida, sargento Falcon. Órfão de guerra, criado em uma igreja. Sem vícios, conhecido como um bom rapaz por todos de sua comunidade.

    — Obrigado, coronel. — agradeceu sarcasticamente. — Sempre tento ajudar o próximo, segundo os ensinamentos do Criador.

    — Obrigado, Sargento. — agradeceu sem aparentar motivo, o que deixará o outro militar confuso. — Por responder minha dúvida.

    — Perdão. — falou, enquanto questionava em sua mente o que tinha dito.

    — Se acredita no Criador, deve acreditar em anjos. — disse o velho coronel, tragando o cigarro e baforando. — Estou correto?

    — Claro, mas… — tentou falar, mas fora interrompido.

    — Você acredita em demônios? — perguntou rapidamente.

    — Não sei… — novamente tentou falar, mas fora interrompido outra vez.

    — E se eu lhe disser que ambas as criaturas são reais. — falou, observando as reações que Falcon emitia. — Você acreditaria?

    — Perdão, coronel. — disse sem compreender a relação o que seus resultados em campo tinham com seres de outro mundo. — Julguei que tinha me chamado para questionar sobre meus resultados.

    — Ah! — exclamou o coronel. 

    Em uma pequena pausa, tragou mais algumas vezes o cigarro. Liberando lentamente a fumaça pela boca. Aproximou-se da mesa, puxou a cadeira e sentou. Levou o cigarro até o cinzeiro, deixando ser consumido pelo fogo. Com a mão direita puxou uma das gavetas na mesa e retirou-lhe a enorme pasta, que posicionou ao lado da outra.

    — Existem pessoas muito especiais entre nós, com as mais diversas capacidades e muitas são no mínimo sobre-humanas… — informou, colocando as mãos em ambas pastas. — Algumas utilizam o poder para o bem e outras utilizam o poder para o mal… Apesar disso, somos todos humanos. Estou morrendo, sargento. Por isso lhe chamei, preciso de sua ajuda.

    — Então somos iguais? — perguntou, ao compreender sobre o que o enfermo militar falava.

    — Pelo contrário, somos diferentes. — respondeu. — Estou montando uma equipe, de pessoas especiais como nós. 

    — E qual seria o objetivo da equipe? — questionou o jovem atirador.

    — Proteger o mundo da grande tempestade. —  respondeu.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...