História Soldier - Kim Taehyung - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V)
Tags Bts, Soldier, Taehyung
Visualizações 29
Palavras 1.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1


DaeLee

 

 - Uau, quem é esse? - Joo aperta meu braço esquerdo. Olho para frente e o vejo. Ele me olha com seu sorriso quadrado inconfundível, me esforço para não sorrir também. 

 

 - Taehyung. - falo com um frio na barriga. 

 

  Assim que ele me escuta dizer seu nome, o mesmo sorri mais e atravessa a sala vindo em minha direção. 

 

 - DaeLee. - ele me olha de cima a baixo antes de fixar seus olhos aos meus. Ele continua sorrindo, mas agora, de uma maneira mais tímida. 

 

 - Oi. - respondo. 

 

  Eu estou nervosa. Oi? Estou nervosa? Eu estou há nove meses sem o ver. Não esperava a sua presença aqui e hoje. Estou sem fôlego, trêmula e com uma imensa dificuldade de sustentar o seu olhar em mim. 

  Kim Taehyung realmente parece ter mais de 20 anos agora. Ele está um pouco mais bronzeado e seu corpo mais definido. Sinto Joo apertar o meu braço com mais força, aposto que se eu olhar para ela agora, ela estará babando nele sem a menor vergonha na cara. Ela estuda em um colégio católico e vive pedindo à Deus que a livre de sua virgindade, não de seus pecados. 

 

 - Parabéns! - ele diz sem desviar os olhos de mim um segundo sequer. 

 

 - Obrigada! - é a única coisa que eu consigo dizer. 

 

 - Olá. - Joo diz estendendo a mão para ele, que logo desvia o olhar de mim. - Sou Joo, melhor amiga da Dae. Você deve ser o Taehyung, Kim Taehyung. Ouvi falar muito de você. 

 

  Grande ênfase no “muito”. Me lembrem de matá-la mais tarde. Taehyung olha para mim com um olhar divertido antes de voltar a sua atenção à Joo. Ele aperta sua mão sorridente, aproveito para o observar melhor. Mede 1,78, mas parece mais alto, talvez pela sua postura impecável. 

  Joo começa a fazer perguntas à ele, que responde todas educadamente. Ele, Taeshin (meu irmão) e Jiwon (meu melhor amigo) estão de férias do serviço militar. Ele continua a conversa animadamente com a minha amiga e eu logo foco em seus lábios. Estou me segurando para não atacá-los. 

  Nunca aconteceu nada entre mim e ele, mesmo que eu quisesse, ele é o melhor amigo do meu irmão. O conhecemos assim que nos mudamos para Daegu. Taeshin e Taehyung começaram uma amizade, logo Jiwon foi incluso no meio da dupla, por serem da mesma escola. Eles têm uma amizade invejável, não deixam de se ver um dia sequer, às vezes, acho que o Taeshin prefere os meninos a mim. 

  Olho pela janela e vejo meu pai e meu irmão conversando no jardim enquanto fazem o churrasco. Como se o meu pai tivesse um sexto sentido, ele vira a sua cabeça subitamente. Meu pai foi atirador de elite dos fuzileiros navais, ele consegue sentir que está sendo observado, mesmo de longe. Ele acaba encontrando os meus olhos. Logo detecta Taehyung. 

  Nunca ficou claro por que o meu pai não gosta do Taehyung, já que ele ama Jiwon. Talvez ele culpe Taehyung por algumas escolhas erradas feitas na vida do meu irmão, como incendiar a garagem soltando fogos de artifício e sair escondido pela madrugada. Ok, talvez meu pai tenha um pingo de razão. Desvio o meu olhar da janela e volto o mesmo para a sala, onde encontro minha mãe saindo da cozinha com uma travessa. 

 

 - Taehyung! - ela exclama animada. 

 

  Ao contrário do meu pai, a minha mãe trata o Tae como fosse o seu terceiro filho. Sempre que ele e os meninos têm folga do serviço militar, para ela é como se fosse Natal. 

  Ela coloca a travessa sobre a mesa e vem em direção ao menino. Joo aproveita e vem para o meu lado. 

 

 - Ele é bem diferente das fotos que você me mostrou. Ele é lindo. Como será que ele fica de uniforme? - ela diz. Eu apenas dou uma cotovelada nela. 

 

 - Ele fica lindo, já o vi de uniforme. - disse baixo. 

 

 - E pelado? - sussurrou. 

 

 - Cala a boca! - não que eu nunca tenha pensado. 

 

 - Ele tá na sua. Não tira os olhos de você. - será que ela está certa? Por algum motivo meu coração acelera. 

 

 - Joo, poderia me ajudar com a travessa? - minha mãe pergunta. 

 

 - Claro! - ela responde sorridente. 

 

  Elas saem e me deixam sozinha com ele. 

  Eu nunca me esforcei para conversar com ele, já que eu nunca precisei. Bom, até agora. Mal consigo formular uma frase.

 

 - Como está? - ele pergunta. 

 

 - Estou bem. - respondi sorridente. 

 

  Ninguém além de Joo sabe que eu tenho uma queda por ele desde os meus 14 anos. Mas a incerteza de ser algo recíproco fica martelando na minha cabeça. Nós trocamos e-mails por um bom tempo enquanto ele esteve no serviço. Ele me parece ser bem humorado. 

 

 - Que bom. - responde com um sorriso... irônico? 

 

 - E como foi lá? - pergunto. 

 

 - Bom, você sabe... - responde um pouco sem jeito. Logo penso o quão idiota foi a minha pergunta. 

 

 - Por quanto tempo vai ficar aqui? - mudo de assunto. 

 

 - Um mês. - sorri. 

 

  Um mês. Será que algo pode acontecer durante esse tempo? 

 

 - Qual é a sensação de finalmente completar 20 anos? - pergunta. 

 

 - Bom, eu finalmente tomei vergonha na cara e consegui uma vaga na faculdade. - respondi ansiosa. 

 

 - Para aquela de Los Angeles? - pergunta.

 

 - Não, por aqui mesmo. 

 

 - Mas não era o seu sonho fazer teatro? - pergunta com um olhar torto. 

 

 - Sabe como é o meu pai... 

 

 - Ah, claro, o seu pai. 

 

  Logo o silêncio reina. Eu começo a observar a casa e olho novamente para a janela vendo o meu pai, desta vez, Taeshin não está com ele. Ele está com uma pinça quente em uma das suas mãos encarando eu e o Tae com os seus olhos semicerrados, logo Joo entra em sua frente com a travessa nas mãos. 

 

 - Bom, eu já vou indo. - minha atenção é voltada para Taehyung novamente. 

 

 - Não, fica. - seguro o seu braço. 

 

 - Eu não quero ser assassinado pelo seu pai. - ri. 

 

 - Apenas o ignore. - respondi de volta, rápido, bem rápido por sinal. - Ele deve estar irritado com alguma coisa. 

 

 - Bom... Eu não quero que ele me mande para uma missão sozinho na Síria. - ele olha para as minhas mãos e logo fita os meus lábios. - É melhor eu ir. Diga ao Taeshin que eu ligo. 

 

  Eu apenas concordo com a cabeça e o observo sair da minha casa. Droga, por que o meu pai tem que ser assim? Eu já tenho 20 anos, não deveria ter medo dele, deveria o enfrentar. 

 



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