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História Soldier, poet and king - Capítulo 4


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Notas do Autor


Mudei o nome dos cap

Capítulo 4 - Norman


Norman’s POV

Embora eu quisesse mostra-lo os outros lugares do palácio, ver ele se divertindo tanto com coisas pequenas era fofo.

Foi surpreendente ouvir que ele não tinha dormido nem em uma cama decente. Acho que a maior surpresa é ele ser tão gentil e fofo, mesmo as vezes se fazendo de durão, não pensei que existiam demônios assim.

- Vamos, ainda tenho que te mostrar o resto do local. – Falei, vendo o mesmo se levantar com preguiça. – Qualé, você acabou de acordar...

- Camas são mais macias do que pensei... Quero dormir para sempre... – Ele comentou e eu quase comecei a rir de sua atitude.

- Vamos logo seu preguiçoso. – Falei esperando uma movimentação dele mas recebendo apenas um dedo do meio e “não estou a afim”. Peguei o seu pé e puxei na intenção de fazê-lo sair. – Vamoooos!

- Naaaaaaaãooooo! – Ele falou e se segurou nas bordas da cama.

- Emma! Ajuda! – Chamei, sabendo que a ruiva provavelmente estava por perto. Sabia que ela não ia se distanciar na hora que eu mandei., era muito mais provável ela estar os seguindo de perto sem percebermos.

- Que foi?! – Num falei.

- Ajuda aqui! – Falei e ela olhou para a situação em que eu havia me metido e começou a gargalhar alto. – Não ria!

- Emma, ele e muito mal! – Ray falou e Emma começou a rir mais. – É a primeira vez que eu tenho uma cama para mim e ele quer me tirar dela!

- Tá... espera aí! – Ela falou e eu não entendi quem ela estava indo ajudar eu ou o Ray, mas ela respirou fundo e se direcionou a nós. Logo ela pega o outro pé do moreno e começa a puxar.

Depois de um tempo conseguimos tirar o garoto da cama. Enquanto o mesmo nos xingava e desamassava seu quimono, nós voltamos a andar pelo lugar, desta vez com a companhia de Emma.

- Depois do tour -

- Caralho eu vou me perder. – Ray disse depois de voltarmos para o quarto.

Dizer que o garoto era mesmo bom em se esconder era pouco, Emma havia tido a maravilhosa ideia de brincarem de esconde-esconde depois de apresentar o castelo para o moreno.

Bem, quando chegou a vez do Ray de se esconder, eles perderam preciosas 3 horas procurando o menor e tiveram que desistir para que ele saísse do seu esconderijo e fosse encontrá-los. Rindo e zoando com a cara deles por terem a audácia de jogar esconde-esconde com alguém que tem furtividade como habilidade.

Cara, aquilo o cansou tanto, que ele chegou no quarto já pegando roupas para tomar um banho de banheira.

- Haha... Isso foi divertido... – Ray disse, jogado na cama dele e me olhando.

- Eu vou tomar banho, quero que você vá depois disso ok? – Falei, ignorando seu último comentário, ele apenas resmungou um sim e eu entrei na porta ao lado do meu armário.

Ele ligou sua torneira para encher a banheira com a água da mesma. Ele entrou com seu corpo todo dentro da água e deixou que a mesma passasse pelo seu corpo.

Pensando bem eu não encontrei o meu pai hoje... O que será que ele planejando para ficar tanto tempo afastado?”

Tremi só de pensar na ideia do meu pai longe por tanto tempo, tudo bem que ele era o rei mas havia algo naquele sumiço que não pegava bem...

Deixa parar , ele deve sendo esquisito como ele sempre foi...”

Sai da banheira e me sequei, quando fui me vestir reparei que havia esquecido uma parte essencial da roupa. A cueca...

- Droga, vou mesmo ter que buscá-la com aquele cara e olhando?

Eu não tenho opção mesmo, amarrei uma das toalhas na cintura e segui para o quarto. Não ousei olhar para ele, fui direto ao que me interessava, meu armário, peguei minha cueca e entrei no banheiro.

Aquilo foi... mais fácil e menos vergonhoso do que pensei... imaginei que ele ia me zoar ou coisa do tipo, mas não ouvi nada, na verdade nem pareceu que ele me olhou.

Isso me tranquilizava, recebi vários apelidos por conta do meu albinismo e do meu porte físico mais magro, não entendi se ele não estava olhando ou apenas não se importa mas foi gratificante.

Ele se trocou rapidamente e saiu do banheiro, buscando pelo demônio. O encontrou lendo um livro sentado em sua cama, apoiado na parede lateral, completamente absorto do mundo ao redor.

- Sua vez. – Falei, mas ele não pareceu me ouvir, me sentei do lado dele é falei novamente. – Ray, sua vez.

Ele deu um pequeno pulo e me olhou com um olhar assassino antes de o suavizar. Ele pegou um marcador que estava a seu lado e fechou o livro, me olhou por um segundo e foi para seu armário.

- Não faça isso de novo. – Eu o ouvi falar com uma voz calma e controlada. – Odeio quando as pessoas ficam próximas de mais, aliás odeio que me toquem.

- Ok. Avise a Emma sobre isso, se não avisar ela pode vir a chegar muito perto e etc. Ela vai entender se você explicar. – Falei, sabendo que Emma poderia acabar aparecendo com um olho roxo ou algo do tipo se ele não a avisasse.

Ele entrou dentro do banheiro e trancou a porta, eu me vi num quarto vazio e sem nada muito interessante para fazer. O que eu posso fazer enquanto isso?

Sair do quarto não era uma opção. Ray precisa de um acompanhante em qualquer lugar (menos o banheiro, obviamente), então era impensável que eu saísse do local. Não queria chamar Emma, a presença da garota era agradável mas ela provavelmente estava ensinando os novos guardas. Podia ler um livro, mas já havia lido todos os livros de seu quarto e não estava afim de repetir nenhum deles, e novamente não podia sair do mesmo para ir até a biblioteca.

Só lhe restou deitar na sua cama e observar o teto.

 Ele nem prestou atenção de quando seus olhos pesaram, ou de quando ele se aprofundou no mundo dos sonhos.


Notas Finais


Emma: Nossa, você podia ter me chamado. Eu tava treinando só.
Norman: Eu não sabia
Ray: Como é que eu não percebi que você passou só de toalha no quarto? Eu sou cego?
Norman: Sei lá...
Emma: Tô sentindo falta da Gilda
Yuju: Ela já vai aparecer calma


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