História Solis Ruinam - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Sehun
Tags Chanbaek
Visualizações 24
Palavras 6.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


koé
bom dia bom dia mais um lindo dia
como estão? <3
então, vai ser uma short e já escrevi uma boa parte da fic ~coisa q nunca conseguia fazer antes pq sempre queria postar logo dps de escrever porém agr felizmente tô tranquila rs aliás a ideia inicial era postar só quando eu tivesse terminado de escrever tudo mas rsrsrsrsrsrs
um aviso importante: há o uso de bebidas, cigarros (principalmente cigarros rs) e outras drogas na fic, e não escrevo sobre eles aqui com a intenção de incentivar alguém a usar.
espero q gostem <3

Capítulo 1 - Bota a correia no ombro e toca aí


Fanfic / Fanfiction Solis Ruinam - Capítulo 1 - Bota a correia no ombro e toca aí

1987

 

- Próximo. - Ouviu a mesma voz rouca e baixa repetindo a palavra e, enquanto este ciclo seguia se refazendo, seus pés davam um passo à frente. Mesmo que não pudesse ver mais adiante, a voz grossa se encontrava cada vez mais perto conforme a fila ficava gradativamente menor.

Não era como se fosse uma fila enorme, também. Dez pessoas no máximo. E Baekhyun, inclusive, era o último da fila.

E ali, encarando os próprios pés calçados por um tênis já desgastado, pensava no que diabos estava fazendo ali. Naquele lugar, naquela garagem bagunçada, cercado por aquelas pessoas.

A ideia de ir embora era divinamente tentadora.

Não queria aquilo, não gostava dos holofotes, não gostava de atenção, não gostava de trabalhar em equipe, não gostava de nada que fazer parte de uma banda representava. Gostava de música, sim, mas tocar instrumentos não era nada mais e nada menos do que um passatempo para si, não era como se tivesse paixão por isso a ponto de aturar ensaios em conjunto, subir num palco, e...

- Porra... - Pôde ouvir a voz grossa grunhir, suspirando. Provavelmente estava irritado. - Próximo. - E a fila seguia ficando cada vez menor.

Voltou a fitar os próprios pés, escutando o som estridente e desafinado das guitarras ao fundo. Caramba, por que ninguém afinava aquilo? Somando aquele som ridiculamente agudo com sua frustração interior, também já estava começando a ficar irritado.

Bufou, distraidamente enroscando seus dedos finos uns nos outros, os cruzando e entrelaçando, observando as mangas do moletom verde escuro quase cobrindo suas mãos magras – quem as visse, perguntaria se ele tocava piano, não uma guitarra, muito menos imaginaria que ele arriscava na bateria.

- Próximo.

Que tédio.

Suspirou.

É, não queria mesmo estar ali.

Entretanto, também não queria estar em casa.

Afinal, não havia casa para onde ir.

Não poderia chamar aquilo de casa.

Queria estar em um trailer, no seu trailer, o que vai comprar quando tiver dinheiro o suficiente para largar aquela merda de apartamento minúsculo localizado no subúrbio. Graças a sua falta de dinheiro para pagar as contas – inclusive, perdera a conta de quantas vezes fora despejado de prédios caindo aos pedaços só naquele ano -, muitas vezes não tinha o que fazer em casa e, na penumbra da noite, sem a luz do abajur, sem os seriados idiotas da televisão e sem as pornografias da internet, a lua iluminava sua guitarra velha no canto do pequeno quarto, e a ideia de tocá-la a noite inteira não parecia tão ruim para distraí-lo do tédio profundo.

Seu avô lhe dera a guitarra vermelha de presente e só não tinha tentado vendê-la ainda porque ela fora o único bem que sobrara de sua família. Com os pais mortos após o acidente de carro, seu avô fora o único que restara, mas ele logo partira também.

Desde então, tudo saiu rolando ladeira a baixo.

E só sobraram lembranças.

E uma guitarra.

- Caramba, você deve achar que somos surdos. - Voltou a ouvir aquele timbre rouco. A voz parecia controlada, mas dava para sentir a cólera apenas pelo tom. - Próximo.

Recentemente havia sido despedido da lanchonete na qual trabalhava e, mesmo que o salário não fosse muito decente, era tudo o que tinha. Começou a fazer uns bicos grotescos por aí, tendo que aguentar algumas situações protagonizadas por pessoas tão grotescas quanto. Acabou se envolvendo com maconha – não vendia, apenas consumia -, e ela parecia ser uma boa amiga a quem recorrer quando precisava esquecer das coisas, relaxar ou só ficar doidão.

Aliás, naquele exato momento, enquanto esperava sua vez chegar naquela fila irritante, tinha um saquinho de maconha bem escondidinho no fundo do bolso de seu moletom, mas estava guardando só para mais tarde, quando, mais uma vez, iria ser rejeitado em mais uma entrevista de emprego e quisesse esquecer do quanto sua vida era uma merda.

Queria trabalhar com arte, talvez com fotografia. Queria viajar pela estrada com seu trailer, acampar sob um céu estrelado e talvez fumar um cigarro. Tocar sua guitarra enquanto observava as estrelas cantando para si. Queria que a Lua fosse a única testemunha do seu momento. Queria acampar numa praia qualquer e contemplar o nascer do Sol. Queria fotografá-lo com sua câmera ou eternizá-lo em uma pintura. Queria vender sua arte por aí, quem sabe ir em museus de vez em quando, admirar telas de artistas como Da Vinci, Van Gogh ou Mozart. Gostaria de voltar ao primeiro e único museu de artes que visitou com seus pais, mas nem lembrava mais o nome.

Gostaria de fazer muitas coisas.

Tantas coisas.

- Me deixe adivinhar. Você se perdeu e veio aqui pedir um telefone pra ligar pros pais, é isso? - A pergunta sarcástica invadiu seus ouvidos subitamente e, quando ergueu a cabeça – tendo a franja preta e mal cuidada cobrindo parcialmente os olhos cansados -, percebeu que já não havia mais nenhum candidato diante de si, muito menos uma fila.

Piscou os olhos para se acostumar com a luz um pouco forte da lâmpada no teto, a qual estava escondida atrás de todos aqueles entrevistados.

Mais ao fundo da garagem, tinha um homem de cabelos negros atrás de uma bateria grande, estava em pé, escorado na parede e de braços cruzados, segurando duas baquetas firmemente com uma das mãos. Mais para a direita, tinha outro de cabelos castanhos, sentado de pernas abertas e de frente para o encosto – os antebraços jogados displicentemente sobre ele - da cadeira velha. No centro, tinha outro, este de cabelos rubros bem bagunçados, também sentado, mas em cima de um amplificador grande, tendo as pernas entreabertas com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos cruzadas na frente do corpo.

Todos aqueles olhos estavam vidrados em si.

Os três lhe encaravam como se ele fosse um esquisito ousando respirar o mesmo ar dos populares valentões – antigos traumas do colégio, longa história.

Abriu a boca, tentou falar algo, mas só conseguiu balbuciar de uma forma patética.

Não imaginou que teria que encarar essa situação ridícula quando viu o cartaz com precisamos de um guitarrista preso num dos postes da rua. Eles não tinham nada a ver consigo, eram altos e com certeza não tinham rasgos nas solas dos tênis.

Além de provavelmente ser rejeitado, como acontecia em todas as suas entrevistas de emprego, ainda sairia de lá fazendo papel de otário.

O de cabelos vermelhos soltou uma risadinha nasal, sendo acompanhada por um repuxar no canto dos lábios que exibiu parcialmente os dentes brancos.

- Você ao menos sabe pegar numa guitarra? - A pergunta saiu da boca dele e, dessa vez, por não estar distraído, conseguiu reconhecer a voz rouca de outrora.

Certeza que ele era o líder da banda.

O comentário desencadeou pequenos risos nos outros integrantes, mas eles se mantiveram em silêncio. Sentiu vontade de afundar os dedos no bolso do moletom e apanhar o saquinho de maconha.

- Já ouvimos tanta merda hoje, você não seria o único. Agora pegue a guitarra ou caia fora.

Olhou para o lado, se deparando com uma guitarra que nem percebera estar bem ali.

Caralho.

Como não notou aquela guitarra?

Ultimamente andava, de fato, deveras distraído.

Mal acreditou quando viu que era uma Flying V, muito diferente do modelo mais comum de sua Stratocaster – por mais que considerasse a música apenas um passatempo para si, tinha uma grande admiração pelo assunto e conhecia muito sobre. Não conseguiu disfarçar a admiração quando tomou o instrumento em mãos, sentindo a textura lisinha e lustrosa nos próprios dedos. Tentou conter um sorriso empolgado e tinha quase certeza que os três rapazes desejavam arrancar seu coro por enrolar tanto para tocar aquela merda, mas sinceramente não ligou muito. Só queria segurar aquela lendária Flying V um pouquinho mais, porque tinha certeza que não voltaria a segurar em uma igual novamente.

- Não tenha pressa. - Escutou a ironia presente na voz grossa, porém, ignorou.

Passou a correia da guitarra sobre o ombro esquerdo antes de conferir se ela já estava ligada no amplificador. Umedeceu brevemente os lábios com a língua antes de deslizar os dedos delicados pelas cordas, rapidamente torcendo o rosto em uma careta quando o som desafinado berrou em seus ouvidos.

Lançou um olhar breve de rabo de olho para os rapazes – por algum motivo, encará-los por muito tempo lhe deixava meio desconfortável. Eles retribuíam o olhar, sérios, apenas aguardando.

Aquilo era um teste?

Não se fez de rogado ao começar a afinar as cordas com uma agilidade surpreendente, como se soubesse exatamente o quê estava fazendo ali – e sabia. Ao voltar a mirar os integrantes pelo canto dos olhos, percebeu que eles sorriam.

É, era um teste.

Tornou a focar somente na Flying V entre suas mãos. Respirou fundo. Estava nervoso porque, bem, podia ser um medo besta, mas nunca encostou numa guitarra que não fosse a sua e, por mais que soubesse tocar, apenas fazia isto quando estava de bobeira, tocando uns acordes aleatórios e desconexos. Há tempos que não tentava algo mais sério, como aprender o solo de alguma música conhecida – lembrou-se, então, que a última vez que fizera isto fora no ano passado, em 1986, quando Bon Jovi lançou a música You Give Love a Bad Name.

Santo Bon Jovi.

Ainda conhecia o solo desta música como as linhas da palma da mão, como se tivesse a tocado ontem.

Fechou os olhos e, bem, mandou ver.

Seus dedos deslizavam tão rápido pelas cordas que logo esqueceu todas as inseguranças que lhe perseguiam. Era automático, não sabia exatamente qual rumo seguir, apenas o sentia; era instintivo.

O som belo que abandonava as caixas de som e que ecoava pela garagem em que estavam lhe fazia lembrar da Stratocaster que tocava todas as noites sob o completo breu. E sua Stratocaster o fazia lembrar de sua antiga casa, de sua verdadeira casa. De sua velha vizinhança, de seus pais e de seu avô. Sua família.

Aquilo, sim, era o genuíno significado de casa, de lar: não é aonde está, mas, sim, com quem está.

Nunca mais encontraria o seu lar?

Podia parecer estranho, mas, de repente, estar tocando ali, para eles, lhe fez lembrar de como era ter uma família. Quase tinha se esquecido dessa sensação.

Quase esqueceu de como era se sentir vivo.

E percebeu que, todas as noites, quando tocava em sua guitarra, se recordava de como era se sentir vivo. Quando pegava seus pincéis e os afundava em potes de tinta, se recordava. Quando fotografava o Sol, a lua e todas as coisas bonitas do mundo, se recordava.

E não podia esquecer. Nunca. Não podia.

Não percebeu quando os dedos já não tocavam mais os acordes. Acabou rápido, mas lhe fez flutuar tão rápido quanto. Pensou em tantas coisas naquele intervalo curto de 25 segundos que, quando abriu os olhos de novo, se sentiu bem como se tivesse dormido por mil anos.

Não tinha uma boa noite de sono desde seus quatorze anos, quando seus pais morreram – já se passaram nove anos, e quatro desde a morte de seu avô.

A primeira coisa que viu, no entanto, foi o sorriso largo do ruivo, que deixava à mostra toda aquela fileira de dentes brancos – certamente bem cuidados, Baekhyun imaginou que ele deveria ir ao dentista com frequência, mas logo quis se bater pela divagação idiota e inoportuna.

Ele girou o pescoço para trás, a fim de analisar a expressão dos dois amigos e colegas de banda. Revezou a atenção entre ambos, olhando de um para o outro e vice-versa. Não foi algo demorado, mas pareceu dar voltas e voltas infinitas na cabeça de Baekhyun, que engoliu em seco com toda aquela cumplicidade. Não conseguia decifrar o que significava todos aqueles olhares e consequentemente se sentia nervoso.

Mesmo sendo recusado tantas vezes, ainda se sentia nervoso com a ideia de acontecer de novo.

Era difícil se adaptar com coisas ruins.

No fim, os outros dois retribuíram, também sorrindo abertamente para o ruivo – Baekhyun não sabia identificar se os sorrisos eram de deboche ou não. Como se, assim, já tivessem conversado tudo o que precisassem.

Ele voltou o olhar para Baekhyun, os cotovelos ainda apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas despreocupadamente na frente do corpo alto – coisa que podia ser notado mesmo estando sentado; suas pernas eram longas.

Não sabia explicar, todavia, aquele ruivo emanava algo muito bom. Transbordava independência e determinação. Admirava aquilo; invejava aquilo. Na verdade, toda a figura dos três transbordava o mesmo sentimento: liberdade.

Havia um brilho diferente no olhar do homem de cabelos rubros, que nada se assemelhava com o jeito durão e enfurecido de outrora.

Ele sorria com os olhos também.

Baekhyun engoliu em seco e desviou o olhar. Encará-los ainda era desconfortável. Talvez por serem altos e autoconfiantes demais. Estavam bem vestidos, usavam camisas pretas com estampas de desenhos que não compreendia. Eram estilosos sem precisar de muito, quase como um ar aristocrático próprio, o que era engraçado até, porque não havia luxo algum ali. Tinham todo aquele equipamento bom e ainda estavam naquela casa bonita, nada chamativa ou muito grandiosa, porém bonita – pôde dedicar alguma atenção a ela quando chegou no local descrito no cartaz preso ao poste daquela rua movimentada.

Eles tinham uma casa. Não sabia se eram irmãos ou se os três moravam juntos ali, mas também deveriam ter famílias que os amavam, que ligavam para perguntar se estava tudo bem e que horas chegariam em casa.

Certamente não deviam ter rasgos nas solas dos tênis ou problemas como a água do chuveiro ficar subitamente fria enquanto tomavam banho.

Riquinhos malditos.

Foi tirado abruptamente de seus devaneios quando o ruivo se levantou, quase engolindo em seco de novo quando se certificou de que, sim, ele era muito alto mesmo. Ou Baekhyun que era muito baixo, mas, bem, tanto faz, a questão era que a diferença de altura era tão significativa que esmagava mais ainda sua autoestima já instável.

Maldito riquinho bonito.

Ele nada disse, muito menos olhou novamente para Baekhyun, apenas tirou a Flying V cara de suas mãos magricelas.

- Fico me perguntando o que diabos passou pela cabeça de vocês quando decidiram vir até aqui hoje. Acho que queriam nos fazer perder tempo ou tirar uma com a nossa cara, no mínimo. - Fez uma pausa; o silêncio reinando por poucos segundos. Baekhyun se sentia nervoso, já estava com a mão afundada no bolso do moletom e apertava o saquinho de maconha entre os dedos, pronto para ser rejeitado e sair para ficar doidão. - Da próxima vez que decidirem tocar em uma banda, saibam de uma coisa: vocês precisam saber tocar, em primeiro lugar. - Mirava algum ponto atrás de Baekhyun, e este estremeceu ao ouvir todas aquelas palavras grosseiras. Estava falando de si também? Não se surpreenderia se este fosse o caso.

Só agora o baixinho notara que todos os entrevistados ainda estavam naquela garagem, bem atrás de si. Não soube exatamente o motivo, mas sentiu vergonha e seus ombros instintivamente se encolheram um pouco.

O ruivo deu uma breve olhada para o baixinho pelo canto dos olhos e, quando voltou a olhar para frente, ficou puto quando viu que todos aqueles incompetentes ainda estavam na sua garagem. Esteve tentando ser paciente até então, contudo, não queria mais vê-los nem pintados de ouro.

- Se não entenderam, eu quis dizer que vocês são ruins pra caralho. Agora caiam fora ou eu quebro as mãos de vocês.

Num piscar de olhos, já não tinha mais nenhum rastro de fedelho por ali.

Apenas Baekhyun.

Abaixou a cabeça e girou pelos calcanhares. Não era a primeira vez que aquilo acontecia e também não seria a última. Apertou a maconha firmemente entre os dedos e apressou o passo para fora daquela propriedade.

Até que sentiu a manga do seu moletom verde escuro ser segurada.

- Pra onde vai, moleque? - Apesar do pronome não muito carinhoso, a voz grossa era calma, muito diferente do tom rude de antes.

Baekhyun arregalou um pouco os olhos, virando a cabeça para encarar o ruivo sobre o ombro. Ele estava com as sobrancelhas franzidas, formando um vinco entre elas. O que ele queria agora?

Percebeu que os outros dois também haviam se aproximado – porra, também eram muito altos, só perdendo um pouco para o ruivo - e estavam parados, um de braços cruzados e o outro com as mãos nos bolsos da calça escura, logo atrás do garoto mais alto.

Fitou a mão grande e revestida de veias que segurava o tecido de seu moletom sem força. Com o olhar, seguiu o caminho de veias pelos braços fortes, agora notando as inúmeras tatuagens que o preenchiam. Mesmo achando todos aqueles desenhos bonitos, não os entendia. Tudo parecia apenas traços malucos que se conectavam, e também não era como se pudesse focar muito naquilo, afinal, os três ainda esperavam por uma resposta - e não queria pagar de idiota de novo.

Desviou o olhar de toda aquela pele rasbicada e observou os três antes de parar sua atenção exclusivamente nos olhos grandes e enegrecidos do ruivo.

Assim como um pouco antes de se apresentar, todos lhe encaravam com aquele ar superior que lhe fazia tremer dos pés à cabeça. Ou era apenas sua cabeça lhe dizendo que era muito inferior perante a eles.

- Achei que... bem... eu devo cair fora? - Arqueou a sobrancelha. Não soube se sua fala soou mais como uma afirmação ou uma pergunta, talvez um pouco dos dois.

Os três se entreolharam antes de gargalharem em uníssono.

De alguma forma, o peito do baixinho se aliviou. Eles também riam, afinal. Não eram feitos de pedra.

- Bem, só se quiser. - O ruivo respondeu com um sorriso de lado, finalmente lhe soltando e cruzando os braços. - Seu nome.

- Huh? - Qual é, Baekhyun, você consegue parecer mais descolado que isso.

- Sou Kai. - O de cabelos castanhos tomou a frente, passando pelo ruivo para lhe estender a mão. Baekhyun, ainda meio perdido e sem saber como processar a situação – de repente amistosa e simpática demais -, também esticou a mão. Achou que seria um cumprimento tradicional, mas o moreno lhe deu um tapinha na palma com a própria e em seguida a fechou em punho para dar um soquinho. Baekhyun continuou só com a palma aberta, sem saber como reagir àquilo. - Kim Jongin, mas todos me chamam de Kai.

- A-ah... certo. - É, Baekhyun. Você definitivamente não é descolado.

- Sehun. - O de cabelos pretos se pronunciou. Não fez questão de sair do lugar, apenas acenou com a cabeça e Baekhyun pôde ver o canto de seus lábios se repuxando num sorriso torto. O baixinho retribuiu o aceno leve com a cabeça, sorrindo sem mostrar os dentes.

- Park Chanyeol. - A voz rouca se apossou dos sentidos do Byun, que encarou meio abobalhado o sorriso largo que o ruivo lhe lançava. Nossa. - Só, por favor, não estrague tudo que nem o último guitarrista. - Brincou, arrancando risadas dos outros dois. Baekhyun só abaixou a cabeça, soltando uma risadinha envergonhada e coçando a nuca com a mão – a outra ainda estava no bolso, mas não apertava mais o saquinho de maconha.

O que aconteceu com aqueles valentões durões?! Qual é!

Não esperava por aquela recepção tão bacana. Não esperava nem ser aceito – foi aceito, né? -, quanto mais aquilo!

Só podia ser brincadeira.

Malditos riquinhos bonitos e legais.

Eles tinham algum defeito? Caramba, que injustiça!

- Byun. Quero dizer, Baekhyun. Não, quero dizer... - Riu, as bochechas esquentando por estar fazendo papel de otário de novo. - Byun Baekhyun. É, é meu nome. - Abriu um sorriso amarelo.

Caramba, Baekhyun estava ficando cada vez mais desconcertado. Os três lhe deixavam um pouco desconfortável, mas descobriu que Chanyeol principalmente. Não sabia explicar. Pode até parecer brega e estranho, mas ele tinha um sorriso tão bonito e puro que nem parecia o mesmo homem de minutos atrás.

E aquela voz...

- Bem-vindo a banda, Byun. Espero que a gente se dê bem.

 

 

- E esse aqui é o porão. - Informou enquanto descia tranquilamente os degraus da escada. A madeira rangia pela casa já ser bastante velha – logo, o custo dela não foi muito elevado -, no entanto, era o lugar ideal, ficava longe das outras casas e, assim, não precisavam receber ligações insistentes de vizinhos que reclamavam do barulho alto – coisa que era muito recorrente quando moravam num apartamento apertado no centro da cidade agitada. Foi quase um mês de pura faxina e limpeza – contando com os intervalos de dias para descansar -, pois a casa estava afundada em poeira, mas o resultado valeu a pena.

- É aonde a gente costuma ficar. - Kai completou a fala anterior do ruivo.

Baekhyun já tinha percebido algumas coisas durante o pouco tempo que passara com os garotos: eles realmente não tinham rasgos nas solas dos tênis – pôde notar enquanto eles andavam e volta ou outra subiam e desciam alguns degraus - e Sehun era realmente muito quieto, quase não abria a boca. E aquela casa, escondida entre árvores altas e um pouco longe da civilização, parecia perfeita.

- Sabe, aquela Flying V... é muito legal. - Baekhyun comentou na tentativa de se enturmar, mas realmente estava curioso sobre a guitarra. - Deve ter sido difícil de conseguir.

- Nem tanto. - Sehun respondeu, arrancando um olhar interessado do Byun – tanto pela resposta quanto por ele ter finalmente dito algo desde que o cumprimentara na garagem -, que tinha um vinco se formando entre as sobrancelhas. Não foi difícil de conseguir uma guitarra delas? Ah, tá aí uma coisa que Baekhyun queria mesmo entender.

- É uma história engraçada, na verdade. - Falou Jongin entre os risos. - Conseguimos numa vendinha de garagem a preço de banana.

Foi impossível para os três não se acabarem na gargalhada com a expressão embasbacada que o baixinho fez.

Uma Flying V numa venda de garagem? Por uma pechincha de preço?

Como isso era possível?!

Ah, por que as coisas só caíam do céu para os outros? Baekhyun ficava puto da vida com isso, tudo parecia dar errado apenas consigo, as coisas boas nunca lhe eram entregues de bandeja.

Malditos riquinhos bonitos, legais e sortudos.

- O moleque que era dono da guitarra tinha ido pra universidade e o pai dele ficou muito puto porque a tal universidade que o garoto escolheu ficava longe pra caralho, em outro estado, então ele basicamente quis se vingar do garoto, fazer meio que uma chantagem pro moleque voltar, saca? Aí, vendeu a guitarra dele. - O Park respondeu com um ar bem humorado, ele claramente se divertia bastante por se recordar daquela história. - O cara tava tão puto que nem se importou de vender por um preço daqueles, ele só queria se livrar da guitarra logo. - Kai e Sehun também riam horrores só de lembrar, chegando a se curvar e tudo. - E acho que a guitarra não foi a única parada do garoto que ele vendeu por preços baixos assim, não.

Baekhyun os seguiu na risada escandalosa, contudo, seria mentira se dissesse que não sentiu uma pontada de inveja por ver todas as lembranças divertidas que eles dividiam. Não conseguia se lembrar de coisas legais para compartilhar. Talvez estes momentos simplesmente nunca existiram, ou foram tão poucos que se perderam.

- Nossa, vocês tiveram muita sorte! - Byun disse, maravilhado. - Quem me dera conseguir uma Flying V assim...

- Ah, agora você tá com a gente, Byun, pode usar a guitarra. - Kai ofereceu com um sorriso gracioso. - Temos outros tipos de guitarra à disposição também, se quiser.

O baixinho sorriu largo, se sentindo verdadeiramente agradecido pela gentileza do outro, mas não pensou duas vezes antes de balançar a cabeça de um lado para o outro.

- Eu adoraria experimentá-las por um minuto, mas me apresentar com elas... não. Obrigado, mas não. Eu só toco com a guitarra do meu avô. - Abriu um sorriso de lado um tanto melancólico, dando de ombros ao involuntariamente apertar o tecido do seu moletom velho. - Não consigo tocar com outra coisa.

Era verdade. Por mais que sentisse grande admiração pelas guitarras incríveis que via em anúncios de outdoor ou nos shows transmitidos pelas televisões, jamais substituiria a guitarra que seu avô lhe dera. Não negaria que gostaria bastante de experimentar outras guitarras, mas seria apenas por um momento, pois não dava pra deixar sua Stratocaster de lado, simplesmente não dava. Ela era a única coisa que ainda mantinha seus pés no chão.

Era como se possuísse uma trava gigantesca em seu cérebro: ao mesmo tempo em que ansiava pelo novo, também tinha medo dele.

Os três garotos notaram o súbito ar triste de Baekhyun ao tocar no nome do avô. Apesar da curiosidade, não quiseram tocar no assunto. Não eram bobos e sabiam que devia haver uma história muito ruim por trás do semblante que ele carregava. Podiam ver os reflexos da dor em seus olhos.

- Mas e vocês? O que vocês fazem na banda? Digo, o papel de cada um. - Baekhyun quis mudar de assunto, tentando sorrir e com receio de soar forçado. Notara que um clima amargo havia se instalado entre os quatro por sua causa e não queria deixá-los desconfortáveis, muito menos com pena de si.

Eles pareceram captar a mensagem.

- Sehun fica na bateria, dependendo da música eu toco guitarra ou piano, o Chanyeol canta e a gente às vezes canta junto também, mas a voz principal é dele. - Jongin prontamente respondeu. - Não tem uma parada muito definida, sabe? Às vezes o Chanyeol também toca enquanto canta, essas coisas. Estávamos procurando por um guitarrista, mas se sinta livre para testar outras coisas também, fica à vontade. - As palavras de Kai eram realmente doces, Baekhyun não podia evitar de sorrir verdadeiramente ao ouvi-lo. Ele emanava uma paz muito boa.

- Desacelera o ritmo, Kai. - Chanyeol subitamente quebrou todo o clima amistoso, se aproximando de Jongin para lhe dar batidinhas suaves no ombro, mas logo voltando a se recostar contra a parede com um sorriso zombeteiro adornando os lábios carnudos. Seus braços cruzados realçavam ainda mais os músculos cheios de tatuagem. - Não dê tanta liberdade pro moleque, senão ele vai ficar se achando demais. - Chanyeol brincou, e o baixinho pôde perceber isto ainda mais nitidamente quando o ruivo virou-se em sua direção e piscou para si, sorrindo de canto.

E aquilo não devia ter sido tão malditamente sexy.

Baekhyun sentiu um formigamento embaixo da pele que há tempos não sentia.

Você tá carente, tá imaginando coisas, Baekhyun. Concentre-se.

A casa era não era muito grande, mas era aconchegante e, na sua concepção, bem alternativa – acho que esta seria a definição exata, segundo o Byun.

Era a primeira vez que Baekhyun via uma decoração daquele estilo e descobriu que lhe agradava muito – também percebeu que não costumava visitar muitas casas. Não era o ambiente de uma residência tradicional, tinham vários pôsteres de bandas de rock – algumas até que não conhecia - por todos os lados, quadros bizonhos, desenhos, uns abajures malucos e puffs do tipo gota espalhados por aí – aliás, demorou para achar um sofá e outras coisas que geralmente casas normais costumam ter.

Era tudo bagunçado, mas parecia uma bagunça até... arrumada? Não sabia explicar, mas era legal, até que caía bem. Combinava com o jeito deles. E sua vontade era só de poder ficar ali mais um pouco. Queria poder se sentir amigo deles e fingir que tinha uma vida legal e que morava numa casa legal.

Só queria poder fingir para si mesmo mais um pouco.

O Byun quase não falava também, só assentia com a cabeça e sorria, às vezes respondendo de forma monossilábica. Além do mais, o leve desconforto que sentia por estar num ambiente novo e com pessoas novas – e finalmente um emprego novo, caramba, que loucura - ia desaparecendo aos poucos, até já estava se permitindo se soltar mais, rir mais.

O baixinho podia parecer uma pessoa fechada à primeira vista, mas, quem o conhecia bem – e estes eram casos extremamente raros -, sabia o quanto ele podia ser chato de tão tagarela que era.

Porém, não importava quanto tempo passasse ao lado de Chanyeol, ainda se sentiria ridiculamente desconfortável perto dele, principalmente quando ele lhe lançava algum olhar para apresentar os cômodos da casa. Ainda não tinha conhecido o segundo andar, portanto, os únicos lugares em que não entrou foram os quartos deles – sim, descobriu que eles realmente moravam juntos; apenas os três.

Oh, eles eram a perfeita personificação de um sonho adolescente. Uma casal legal, só com os amigos e uma banda de rock, talvez umas festas.

Mas Baekhyun aprendera que sonhos eram como bolhas.

E por que eles estavam lhe mostrando tudo aquilo, afinal? Por que estavam sendo tão bacanas? Não era como se Baekhyun fosse fazer outra coisa além de ensaiar umas músicas com eles durante alguns dias da semana.

Baekhyun também aprendera a desconfiar quando a vida parecia simpática demais.

De qualquer forma, o porão certamente era o lugar mais diferente da casa, provando que se enganou quando achou que não poderia ficar mais impressionado do que já estava.

Caralho, eles tinham até um fliperama ali!

O lugar era irado. Tinham vários origamis e apanhadores de sonhos pendurados no teto, um tapete enorme que parecia ser constituído por várias partes de tecidos diversos e a única iluminação vinha dos pisca-piscas – aqueles que costumam usar para enfeitar as árvores de natal – cobrindo o porão inteiro, trazendo uma iluminação fraca e amarela pro ambiente, mas era muito bonito. Tinha uma televisão antiga – Kai batia nela toda a hora para fazer o sinal voltar – e, em vez de um sofá, havia um gigantesco colchão d'água no chão, com várias almofadas de diferentes tamanhos e estampas em cima – cada uma parecia ter sido comprada em um lugar diferente – e, claro, tinham que ter alguns puffs pelo chão também. Controles de videogame estavam jogados sobre o colchão e havia uma mesa redonda com jogos de tabuleiro e cartas de baralho – não deixou de notar também o maço de cigarro ali. A estante enorme não passou despercebida – assim como nenhum outro detalhe, Baekhyun analisava absolutamente tudo -, ela carregava vários livros, mangás, HQ's e até umas miniaturas de personagens de filmes, desenhos e afins – Baekhyun simplesmente idolatrava miniaturas e era fissurado por histórias em quadrinhos. Tinham instrumentos quebrados presos na parede – o que Baekhyun achara muitíssimo interessante -, uma escrivaninha que sustentava desenhos inacabados, uma câmera polaroid – sempre quis uma dessa, mas não tinha tostão nem para as mais comunzinhas – e fotos embaçadas, fotos deles se apresentando em cima de um palco – viu até uma pessoa a mais com eles, julgou ser o tal guitarrista que foi embora - ou fumando e bebendo loucamente numa festa qualquer.

Sem sombra de dúvidas, o porão era o maior cômodo da casa inteira.

E o mais legal também.

Caramba, Baekhyun queria tanto ter tudo aquilo. Não só a casa, mas... aquilo. Tudo que aquela casa representava. Aqueles três garotos pareciam... uma família. Mesmo que de uma forma distorcida, ainda pareciam com uma família. Queria se sentir parte de uma família de novo.

Ah, qual é!

Sério isso?

Mal conhecia eles, tinha acabado de chegar e já pensava em fazer parte daquilo que eles tinham?

Você pega o bonde andando e ainda quer sentar na janelinha, Baekhyun.

- A ideia inicial era ensaiarmos aqui, mas deixamos os instrumentos na garagem assim que nos mudamos e temos preguiça de movê-los pra cá. - Disse Kai bem humorado.

- Estamos com essa preguiça há três anos. - Chanyeol sorriu ao ver que conseguiu fazer Baekhyun rir com seu comentário.

O ruivo, em sua opinião, estava sendo discreto ao seguir o baixinho com os olhos. Observava o jeito bonitinho dele parecendo encantado com tudo, andando por aí como se estivesse admirando obras de artes em vez de todos aqueles bagulhos baratos. Sem perceber, possuía o leve rastro de um sorriso na beiradinha dos lábios.

Aquele garoto...

Ele tinha alguma coisa.

Pigarreou, meio sem graça ao notar que Kai e Sehun lhe fitavam com um sorriso sugestivo. Os dois riram baixo quando viram o desespero do Park para desviar o olhar e fingir que estava olhando para outra coisa.

Claro, encarar a televisão fora de sinal era muito mais interessante.

- Por que o outro guitarrista estragou tudo? - Baekhyun perguntou de repente, tirando a atenção do jogo de tabuleiro para fitar Chanyeol, que também deixou a televisão de lado para lhe encarar – coisa que não era nenhum sacrifício, na verdade.

O ruivo franziu as sobrancelhas, sua feição se tornando um pouco endurecida, o que consequentemente deixou o Byun encabulado e com um sorriso amarelo, sentindo um arrepio gélido cruzar a coluna. As mãos começaram a suar frio dentro dos bolsos do moletom.

- Você tinha dito que ele estragou tudo. - Deixou escapar uma risadinha nervosa. Falei merda?, pensou em meio aos tremores involuntários de seu corpo. O psicológico do Byun costumava se abalar fácil demais, portanto, sempre sentia com uma força duas vezes maior. - Não é da minha conta, né? Desculpe, eu não devia ter pergun-

- Relaxa, Baekhyun. Respira. - Kai disse entre os risos, se divertindo com o desespero do baixinho. Sehun também o acompanhou na risada.

O Byun sorriu torto e coçou a nuca com a mão, sem jeito. Não queria causar uma impressão ruim e parecer um intrometido quando não estava nem há duas horas ali. Já se sentia terrivelmente arrependido por ter feito a pergunta.

- Ele não era uma pessoa muito bacana, por assim dizer. Não era muito comprometido com a banda e-

- E também era meu namorado. - Chanyeol interrompeu Jongin. Agora, sua voz estava tão séria quanto quando tivera que aguentar todas aquelas pessoas fazendo seus ouvidos sangrarem.

De repente, um ar tenso e pesado se instalou naquele porão já meio abafado, mesmo com o pequeno ventilador situado perto do colchão.

E Baekhyun entendeu o porquê do ruivo ter fechado a expressão quando tocou no assunto.

Quando algo estava começando a dar certo...

Desejou voltar no tempo para não ter cometido aquela burrada.

Engoliu em seco. Queria muito não ter estragado tudo, tal como fez o último guitarrista.

Entretanto, quando achou que receberia um fora e talvez o Park lhe mandasse passear, foi surpreendido quando o ruivo simplesmente decidiu retomar com o assunto:

- Eu terminei com ele, mas não o expulsei da banda por causa disso, seria ridículo. - Não parecia se incomodar em falar abertamente sobre isso, o que tranquilizava um pouco o Byun, mas ainda se sentia mal pela pergunta invasiva que fizera. Não queria parecer um bisbilhoteiro.

Chanyeol soltou uma risada sem humor e cruzou os braços, se aproximando do baixinho e apoiando o quadril na ponta da mesa. Olhou para o rosto do Byun brevemente antes de começar a fitar um ponto aleatório. O ruivo suspirou pesarosamente.

Aquela história parecia cansar o Park, e Baekhyun se sentiu mil vezes mal por fazê-lo lembrar de coisas que ele obviamente não queria.

- Nós terminamos, e ele decidiu que seria divertido nos sacanear. Não vinha mais aos ensaios, já não ligava pra nada. Parecia que queria descontar na banda a raiva que sentia pelo término do namoro, sabe? - Encarou Baekhyun pelo canto dos olhos. O baixinho se mantinha apenas escutando, assim como os outros dois. - Aí eu chutei a bunda dele. De novo. - Riu pelo trocadilho bobo, mas não parecia achar graça de verdade. - Ciúmes, brigas, essas coisas bobas que afundam relacionamentos. Quero dizer, as pessoas que os afundam. - Abriu um sorriso sarcástico, balançando a cabeça negativamente. Agora, Chanyeol parecia realmente muito pensativo. - Ele criava coisa aonde não tinha, saca? - Abriu um sorriso para o Byun e permaneceu assim por um tempo, meio perdido em sua própria mente.

O silêncio perdurou por alguns longos segundos, deixando Baekhyun ainda mais desconfortável, até que o Park estalou a língua no céu da boca e deu de ombros, sorrindo.

- Deixa isso pra lá. Vem, vamos te mostrar o seu quarto. - E tomou a frente, rumando para fora do porão e sendo seguido por Kai e Sehun, que cochichavam entre si.

Baekhyun ficou atônito e com o coração batendo forte dentro do peito.

Espera, o quê?

 


Notas Finais


bom dia rs
agradeço a quem chegou até aqui <3
solo foderoso do jovem Baek: https://www.youtube.com/watch?v=LSNFhxDPkWs
espero q tenham gostado e até mais!


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