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História Solitude. - Capítulo 14


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Notas do Autor


Eai galere, tudo bom com vocês?

Cá estou eu de volta! E pasmem, estou de folga por conta de um acidente que ocorreu no meu local de trabalho. E o motivo por estar demorando para atualizar é por conta do meu vício em ler. Sério, não acreditariam quanto tempo ansiei por esses momentos de vadiagem para devorar todos meus nenês.

Mas vocês também merecem ter as histórias que curtem atualizadas e por isso dei um tempo para escrever.
...

Acabei de ler os comentários do capítulo passado, e gente, que raiva é essa do Harry? Kkkkkkkkk.

...

Avisos!

Esse capítulo contém conteúdo sexual explícito e linguagem imprópria.

Vejo vocês lá embaixo, boa leitura. ❤

Capítulo 14 - Sade e o prisioneiro.




Hermione fora a única que não soltou duas cadeiras para sentar o mais longe possível dele. Mas Draco não se importou, como também não se importou com os olhares de ódio e nojo direcionados a ele. E a julgar pelo comportamento de seus inimigos, soube que se levasse a mão para baixo da mesa, com a simples e inocente intenção de coçar o joelho, seria o alvo de pelo menos meia dúzia de maldições da morte. Granger tirou-lhe a varinha, após uma hora de insistência e um chute nos testículos. Recebeu outro quando sussurrou entredentes que nesse ritmo ela ia "estragar o pau que a fez gozar." Se permitiu ser arrastado por ela, com a explicação de que os outros membros da Ordem imaginavam que ele era mantido como um prisioneiro. Não sabiam que ele um habitante comum na casa, e que incluse preparava todas as refeições. Estava ansioso para receber de uma vez a resposta do que seria feito a respeito de sua mãe, e por isso não fez muitos protestos. Teve de se livrar também suas vestes habituais, bem passadas e limpas.

- Ninguém vai acreditar que você é um prisioneiro vestido desse jeito! - Granger argumentou quando amassou suas roupas e fez alguns buracos. Bagunçou os fios loiros e passou um pouco de carvão em sua bochecha.

- Bruxa do quinto dos infernos! - Draco não impediu ser barbarizado por Hermione. Mas provocou o máximo que pode, a ponto de ter que segurar a garota em alguns momentos para que ela não o atacasse.

Granger era estranha, na percepção dele. Durante o dia, brigavam como cão e gato, mas durante a noite cozinhavam juntos e compartilhavam o mesmo sofá de leitura na biblioteca recém montada por eles.

Estavam presentes na sala dois aurores, sendo eles Alastor Moody e Nymphadora Tonks, prima de Draco. Também estava o antigo ministro Kingsley. Esses que não lhe dirigiram uma única palavra durante as duas primeiras horas de reunião. Draco entendeu perfeitamente qual era o intuito, ele mesmo já havia participado de vários interrogatórios. Visavam inferioliza-lo, baixar suas defesas naturais; A arrogância e a prepotência. Ambas características bem treinadas desde a infância do loiro, para o azar deles. Queriam tirar o seu poder de escolha, mostrar a ele que não negociavam com gente do seu tipo. E para Draco era óbvio que só não estava sendo vítima de tortura ou da maldição Império, por intervenção de Hermione Granger. Era patético, ele pensava. Ter de ser escoltado e protegido por ela. Mas seu orgulho fora esquecido, sua mãe era mais importante que qualquer coisa, mais importante que ele próprio. Agora teria de fazer o bom uso de todas suas faculdades mentais e precisava de Granger, ela era a única com quem conseguia se comunicar sem perder a cabeça. E com isso, ela era a forma de conseguir alcançar seu único objetivo; resgatar sua mãe. A leoa tinha razão ao dizer que não era adepta a ingratidão. Por breves intantes Draco se flagou analisando a bizarra "relação" dos dois, começou de uma forma irônica e impensável. Ele um comensal da morte preconceituoso e com o peso de nove homicídios nas costas. Sendo três dessas pessoas inocentes. E ainda assim, salvou a sangue ruim, amiga de Potter, a devotada e heroína de guerra Hermione Granger. E como resposta por essa improbabilidade bizarra, o universo trilhou seu destino para que ele se tornasse o homem que traiu setenta gerações de sua família. Lançado o nome dos Malfoys na lama. Não que agora doesse tanto pensar nisso, ainda era difícil de engolir, mas de alguma forma, não conseguia mais se arrepender por ter transado com Granger. Não sabia ao certo o porquê de estar pensando nisso enquanto estava sentado ao redor de todos os membros de auto escalação da Ordem da fenix, que esperavam apenas um mínimo movimento em falso para tirar-lhe a vida.

Talvez tivesse perdido o juízo definitivamente, causa e culpa dela!

- O preço é muito alto, garotos. Ainda mais quando vocês se negam a dizer o que de tão urgente necessitam no cofre dos Blacks. - Kinsley resmungava enquanto tragava um enorme e fumacento charuto.

O homem era um pessimista do pior tipo, um reclamão e chato, já que toda e qualquer solução proposta pelo brilhante cérebro de Granger, era descartada por ele.

- Kingsley, já passamos por esse assunto - Potter ergueu a voz - Temos o problema, e encontramos uma possível solução, nada mais será revelado.

Moody estalou a língua e bateu a bengala no chão, demonstrando sua impaciência.

- Eu não confio em nada que vem desse ai - Apontou Draco com o queixo, sem lhe dirigir o olhar - Por que diabos não arrancamos a verdade dele do modo tradicional?  - O auror propôs - Não podemos simplesmente entrar em território inimigo para salvar uma comensal da morte! Que diriam de nós? Seriamos motivo de piada!

- Narcisa Black não é uma comensal da morte. - Hermione se apressou a corrigir quando percebeu as feições do loiro endurecerem, sabia que ele não tolerava nenhum tipo de insulto direcionado a mãe e durante seus momentos de cólera era capaz de tomar uma atitude estúpida

Como tentar estrangular um auror armado com varinha, e com sede de sangue.

- Acreditamos na sua palavra, ficou claro que você tem muita experiência com comensais, Hermione. - Tonks murmurou e em sua tentativa de soar sarcástica falhou notavelmente, pois sua voz soou amarga. - Até mesmo se recusa a enviar esse dai para o campo de prisão.

Draco entendia a amargura de sua prima. Teve o pai assassinado há dois dias atrás, pelos seguidores de Voldermort. A bruxa estava grávida, Draco percebeu pelo volume na barriga. O que contribuiu para o julgamento que o loiro fez, onde via sua prima como o ser mais estúpido do planeta. Quem diabos engravida em meio a uma guerra? E pior, engravida de um lobisomem?! A aparência da mulher estava horrível, os cabelos ralos e quebradiços. Ela não fez também a questão de esconder as olheiras de panda e os olhos vermelhos, resultado do luto.

- Dumblerdore nos encarregou de uma missão. - Ronald disse, alheio a alfinetada de duplo sentido que sua amiga recebeu. - Olha, rodamos a droga do mundo inteiro por meses, passando fome, frio e quase morrendo todos os dias.

- E agora, temos o que procurávamos no cofre dele - Harry completou as palavras do amigo, apontando para Draco que estava no fim da mesa - Precisamos do sangue de Narcisa junto ao de Draco, para abrir o cofre.

- E depois, o que faremos com os dois? - Moody quis saber.

- Como assim? - Hermione ergueu a voz.

Moody bufou

- Esse garoto é um criminoso de guerra. - Moody disse como se fosse óbvio, e era. - Colocou gente do tipo dele dentro de Hogwats, tramou contra a vida de Albus, quase matou uma aluna de Hogwats com o colar de Opalas amaldiçoado, fez o uso da maldição Império em Madame Rosmeta, com um hidromel envenenado quase levou Ronald a morte,  torturou Olivaras, e fui eu que encontrei os corpos dos trouxas assassinados pela varinha dele!

E pela primeira vez, todos voltaram os olhos para Draco. Ele os encarou de volta, sem se intimidar ou demonstrar emoção por trás de sua expressão congelada em impassibilidade. Hermione só conseguia pensar em como o histórico do homem era horrível. Era estranho para ela, ser a única pessoa dos seus que presenciou alguns fragmentos de bondade e calmaria em Malfoy. Afinal, em momentos de paz e descontração era tão fácil esquecer quem ele era, ou quem já foi.

- No entanto, ele também salvou minha vida. E a maior parte dessas mortes foram de comensais extraperigosos como Bellatrix Lestrange, Mortin Nott, Avery, Mordac, Hugnes, Mcsnake. Malfoy não é uma ameaça, não hoje em dia. Ele será sim julgado, mas por órgãos competentes e justos e não por um bando de carrascos! Ele não oferceu resistencia em nos ceder o que precisamos em seu cofre. - Hermione contra argumentou prontamente - Enquanto, por outro lado Narcisa Black nunca esteve diretamente envolvida em nenhuma hostilidade contra a Ordem, por tanto, ela não é o inimigo.


- Um comensal com crise de identidade...  Cômico. - Kingsley murmurou fuzilando Draco de soslaio.

Moody se colocou de pé, se apioando em sua bengala, abriu a boca para rebater, mas foi cortado quando Potter socou a mesa com força, fazendo as xícaras de chá frio tremerem na superfície.

- Não estamos em uma droga de julgamento. O objetivo dessa reunião não é julgar o péssimo caráter de Malfoy - Harry praticamente cuspiu o sobrenome - Precisamos entrar naquele cofre, e para isso, precisamos de Narcisa. Se não forem ajudar, façam o favor de se retirarem da minha casa e voltarem aos seus postos, não estou de tempo para perder!

- MESTIÇO PETULANTE! A CASA É MINHA! - O quadro de Walburga Black berrou de outro cômodo da casa. - TODOS VOCÊS IRÃO QUEIMAR NOS MAIS PROFUNDOS DOS INFERNOS! EU OS AMALDIÇOO!

Hermione olhou para Malfoy, um pedido mudo.

- Vó ... amm ... A senhora poderia nos dar alguns minutos? Logo todos irão embora, garanto. - Pediu com a voz rouca pela falta de uso e um pouco desconcertado por estar literalmente falando com as paredes.

- MEU MENINO PURO! AMALDIÇOE-OS POR MIM!

Após dois minutos de silêncio, tiveram a confirmação que a velha bruxa atendeu ao pedido de seu descendente.

- Concordamos. - Moody e Kingsley disseram em uníssono após trocarem um olhar cheio de significados.

- Com uma condição. - Tonks completou - Malfoy será levado para o campo de prisão da Ordem.


- Isso não será possível. - Granger interpôs e quase inconsciente de sua ação arrastou sua cadeira para perto do loiro.

Moody que havia voltado a se sentar, se colocou de pé mais uma vez em um pulo, que fez sua perna mecânica gemer. Tremia em raiva por estar as cegas sobre muitas coisas, em nada entendia o objetivo dos três adolescentes quais prometeu a Dumblerdore defender e colaborar.

- Ele é um prisioneiro de guerra! Será levado para interrogatório. - Pelo tom de voz do velho auror, todos entenderam os vários significados por trás da palavra "interrogatório" e nenhum parecia bom, pelo menos para Malfoy.

- Eu cuidarei do interrogatório, lembrando que a responsabilidade pelo prisioneiro é minha. Eu quem o convenceu a colaborar até agora. Nenhum de vocês terão sucesso em arrancar qualquer coisa dele. - Hermione devolveu com razão, não permitiria que Malfoy fosse movido. Por muitas razões, uma das principais era que com ele, ia junto a lealdade da varinha mais poderosa do mundo. Coisa que os aurores ali presentes não tinham o conhecimento, e outra principal razão era por saber que eventualmente ele ia surtar com eles e como consequência ia sofrer tortura. Jamais permitiria uma infração dos direitos humanos a tal ponto. Muito menos com Malfoy, que apesar de ser quem é, nos últimos tempos "cuidou" dela.

Draco a encarava fixamente, em uma admiração silenciosa e imperceptível. Esse era um dos momentos em que ele gostava do atrevimento e da teimosia da leoa.

- Hermione, eu garanto que podemos conseguir o que quisermos dele. - Kingsley não fez questão de esconder suas intenções obscuras por trás de suas palavras - Não é seguro manter o comensal da morte próximo a vocês, logo vocês que são o centro de toda operação.

- O comensal - Harry frisou bem a palavra, olhando intensamente para Hermione - está sob nossa total responsabilidade e risco. - Harry interveio ignorando a surpresa e incompreensão dos seus colegas de batalha. - Ele permanecerá aqui ... Por enquanto.

Draco, Ronald e Hermione entenderam a "intervenção'' de Harry, diferente dos outros ali presentes. Harry sabia da influência de Malfoy sobre a varinha de sabugueiro, e apesar de ansiar mantê-lo o mais longe possível de Hermione e sofrendo como um cão nas mãos dos aurores. Tinha de mantê-lo vivo e escondido até a situação mudar. Antes Harry nunca fora dominado por impulsos hediondos e vingativos, mas atualmente era. Sentia a vontade de varrer a existência de Malfoy na face da terra, e só não o fazia por conta das circunstâncias nada favoráveis. Sentia o mais puro ódio pela figura loira e arrogante sentada no fim da extensa mesa. Ódio esse que multiplicou quando voltou da última reunião e encontrou o loiro na cozinha com rastros de unhas femininas recentes por toda extensão do tórax e na nuca. Enquanto Hermione estava na sala, com um livro aberto sem realmente focar na história. Havia culpa nos olhos dela, culpa e raiva. Não foi difícil assimilar o que acontecerá em sua ausência e o que provavelmente vinha acontecendo há tempos! De início, se negou a acreditar no que estava evidente, era impossível imaginar alguma coisa acontecendo entre os dois. Hermione tinha caráter e virtudes, e certamente havia sido seduzida e enganada pelo maldito. Malfoy era tão sem escrúpulos e hipócrita que fora bem capaz de jogar tudo que sempre acreditou sobre sua supremacia sanguínea para os ares. Era um depravado! Harry se lembrava do sonserino em Hogwats, que quando não estava infernizando a vida de alguém, estava em algum armário de vassouras com o pau enterrado em alguma garota. Por incontáveis vezes no ano retrasado onde passou a seguir Malfoy, quando suspeitou sobre ele ter se tornado um comensal da morte - suspeita essa que se provou real mais tarde - Harry presenciava o loiro bêbado, junto a Blasio Zanbine, Theodore Nott e mais um grupo de garotas.  Malfoy era dado aos vícios, era uma criatura devassa e promíscua. E ao imaginar o que ele poderia ter feito com Hermione em todos esses dois meses, deixava o moreno com sangue nos olhos! Além de ser sua melhor e fiel amiga, Hermione também era a dona de uma parte do coração de Harry. Óbvio que ele nunca pensou em admitir isso, acreditava que ia passar uma hora ou outra. Não podia deixar seus hormônios masculinos interferirem no laço de amizade mais precioso que já tivera. Conhecia Hermione como a palma de sua mão, e para ele ficou óbvio que Draco usou Hermione. Talvez nem mesmo o cérebro mais brilhante dessa geração possa resistir a manipulação daquela cobra ardilosa e suja. Outra noite, teve que se segurar para não afundar o rosto de Malfoy com socos, quando flagou os dois bêbados enquanto discutiam alguma baboseira sobre livros. Malfoy vinha consumindo Hermione aos poucos, transformando-a, jogando com ela! Isso teria fim, ele daria um fim. Afinal, sentiu a verdadeira reciprocidade da parte de Hermione! E apesar de não ter terminado com Luna, não podia controlar a vontade que surgiu em repetir o beijo com Hermione. Iria procurar por ela mais tarde, precisava dela.

- Isso tudo não está fazendo o menor sentido. - Tonks murmurou pensativa.

- Vocês estão nos escondendo MUITAS coisas. - Moody cobrou resignado.

Nem o trio, e nem o loiro fez questão de esclarecer as milhares de dúvidas dos aurores. Enquanto pensavam em silêncio, Kingsley cuspiu no chão o pigarro na garganta provocado pelo charuto, e Moody esfregou as solas das botas cheias de lama no piso de madeira.

Um erro terrível se considerar que Draco havia suado duas camisas para limpar todo aquele chão, há alguns dias atrás. O ato pouco higiênico dos homens mais velhos foram interrompidos por um rosnado de ódio animalesco.

- Eu não vou aturar ess ...  - Draco começou a ameaçar entredentes mas foi cortando por Hermione que se levantou e o pegou pela manga da camisa.

- Hora de voltar para o cárcere, prisioneiro. - Ela murmurou uma desculpa qualquer temendo o pior.

E sobre olhares odiosos, e o olhar revoltado de Potter, foi arrastado para fora da sala onde acontecia a reunião.

...

- Porcos imundos. - Draco murmurou raivoso assim que foi empurrado para dentro do quarto ocupado por ele.

Escutou a porta sendo trancada atrás dele e os passos de Granger se afastando. Até que ela encenava bem o papel de ser a carcereira dele. O que era patético, e esperava que essa encenação durasse somente o espaço de tempo em que os outros membros da Ordem estivessem ali. Caso contrário, faria da vida dos três leões um inferno completo, de Granger principalmente.

Iniciou a leitura do livro que Granger indicou enquanto estavam bêbados. Provavelmente era de origem trouxa, o que não impediu que fosse fisgado pela sinopse. O jeito que a leoa corou enquanto relatava sua experiência com o livro, despertou ainda mais sua curiosidade.

A história era interessante e completamente devassa, se surpreendeu com o fato de que uma pessoa como Hermione Granger tivesse gosto por literatura erótica. No meio do livro, se arrependeu imediatamente por ter cedido a curiosidade. Odiou o maldito autor Marquês de Sade! E odiou ainda mais Granger!

Estava exitado e abandonar o livro de lado, não resolveu o problema dentro de sua calça. Sua cabeça, que para foder com o pouco de juízo que ainda lhe restará nos últimos meses. Começou a criar imagens de Justine, a protagonista de vida promíscua. Não que julgasse, na verdade o que o fez simpatizar pelo tal Marquês de Sade, fora a forma com que ele retratava sem pudores sobre os prazeres e os vícios humanos. O problema, era que Justine mudará de rosto, diferente da personagem descrita, sua mente criará a imagem de Granger!

Passou uma hora sentado na poltrona, ignorando seu pênis o máximo que pode. Não tinha mais força emocional para se lamentar sobre sua condição, onde ele finalmente admitiu para sí mesmo que se sentia perdidamente atraído por sua rival. Foi para o banho e ao sair, ignorou seu racional e instinto de auto preservação. Teria de sair daquela casa por pelo menos essa noite, não aguentava mais.

Seus pensamentos sobre a fuga foram interrompidos pelo rangido da porta.

- Você é louco? - Hermione quis saber passando a mão pelo rosto quando entrou no quarto, era claro que ela voltaria para aplicar seus sermões. - Por pouco não foi arrastado daqui a força, e ainda assim, pensa em pular em cima de duas autoridades, motivado pela droga do seu TOC?!

- Minha curta tolerância já estava gasta. - Draco murmurou em resposta enquanto ajeitava a gravata e o terno preto no espelho.

- Ou sua curta sanidade ... - Hermione sussurrou em resposta enquanto observava com os olhos estreitos o jeito que o loiro estava muito mais bem vestido que o normal. - Por que dessas vestes?

- Vou sair. - Ele informou como se não fosse nada.

Hermione riu pelo nariz em perplexidade.

- Como é? - Quis saber duvidando de sua audição.

Draco soltou um suspiro entediado com um quê de impaciência.

- Eu vou sair. - Repetiu. - Não que te interesse, mas preciso resolver umas coisas.

- Você não vai. - Sua voz soou autoritária.

- Ah, é? - Desdenhou.

Hermione foi pega de surpresa quando em um movimento rápido, o loiro virou em sua direção e se adiantou até ela, em passos sugestivos.

- Você é um prisioneiro de guerra, caso não tenha notado. - Apesar do nervosismo em ter Malfoy agora há menos de um metro de distância, ela conseguiu manter a autoridade na voz.

- Eu não sou a droga de um prisioneiro, Hermione. - Ela estremeceu ao perceber que seu nome foi usado com uma conotação maliciosa.

O objetivo dele era simples, destrair a leoa, e apanhar sua varinha no cós do shorts dela, para aparatar antes que ela pudesse reagir.

- Você é meu prisioneiro, Malfoy. - Deu ênfase ao sobrenome de seu inimigo, deixando claro que não era a hora de joguinhos.

- Seu? - Ele quis saber, fazendo-a recuar até encostar na porta.

- Não seja ridículo! - Ela chiou raivosa

- Eu preciso sair. - Colocou os dois braços escorados na porta, ao redor da cabeça dela.

- Por que? Não é como se tivesse muita coisa para um comensal foragido e jurado de morte fazer pelas ruas!

- Porque desde ontem estou me segurando para não te jogar nessa cama e me enterrar em você. - Sussurou com a voz carregada em sinceridade, e esperava que esse fosse um bom motivo para ela o deixar sair em paz.

E era um fato, desejava Hermione Granger. Ficaria louco se continuasse tentando reprimir aquilo. Ela fazia visitas em seus sonhos mais profundos e picantes, era capaz de ascende-lo mesmo quando inconsciente. Gostava do calor dela, gostava de estar dentro dela. Gostava até mesmo do perigo, gostava de ver a garota que ele sempre julgou como sexualmente morna em estado de chamas com ele.

Assistiu Granger corar antes de engolir em seco e desviar o olhar. Pelos movimentos na blusa dela, soube que seu coração descompassou.

- Como é? - A voz soou baixa e falha, carregada em surpresa.

Hermione agora olhava fixamente para o pomo-de-adão saliente no pescoço do homem. Sempre achou essa uma das características mais bonitas e atraentes na fisionomia de Malfoy. Também gostava de como a barba loira dele estava mais grossa, ele exalava testosterona. Hermione se perguntava se existia alguma maneira de abandonar todos seus instintos sexuais mais primitivos, provocados por ele, e recobrar o juízo fugindo dali. Porém agora, existia uma áurea diferente entre eles, ainda eram dois brigões, ainda desagradavam um ao outro. Mas no momento não havia raiva faiscando em seus olhos, não havia o receio da culpa e o arrependimento que viria na manhã seguinte. Ela tentou, Merlin sabe como tentou, afasta-lo de seus desejos e inserir Harry em sua mente. Tentou se lembrar do beijo, mas vinha de Harry apenas o sentimento que nutria por ele. Pois no momento, seu corpo e pele respondiam inteiramente a Malfoy.

Mas como infernos ela pode amar um e queimar por outro?!

Se perguntava.

O Desejo era recíproco e potencializado pela tensão.
Não era para ser assim, mas ela gostou de ouvir aquilo, e seu corpo pulsou ainda mais com as palavras que vinheram a seguir:

- Não consigo controlar a fome que sinto por você ... Não sei o que fez com a minha cabeça, Hermione. Entende? Eu não tenho mais a porra do controle! Por isso, por Salazar, compreenda, eu tenho que sair daqui e me distrair com outra mulher, antes que eu enlouqueça de vez!

- Fome de mim?

O pênis de Draco pulsou dolorosamente em resposta ao timbre da voz dela.

Fechou os olhos e assentiu, usando o pouco de controle que restava para não agarrar Granger. Harry e Ronald há algumas portas dali, enquanto o comensal da morte agarrava a menina de ouro deles, se fosse pego, seria morto, mesmo se Granger afirmasse o consentimento.

- Então coma.

Hermione agradeceu ao fluxo sanguíneo intenso causado por seu coração descompassado, esse que revibrava pelos tímpanos de forma ensurdecedora, tanto que ela não ouvirá o que acabará de dizer. Ela não diria uma coisa dessa, não mesmo. Mas ela não era ela quando estava com ele. Draco Malfoy trazia a tona seus desejos mais ocultos e antes pouco estimulados, ele cheirava a luxúria junto ao seu habitual cheiro de cafajeste. Quando suas bocas se encontraram, ela se lembrou que além do cheiro, ele também tinha o gosto de um canalha. Os lábios continuavam frios, enquanto ela podia sentir o peitoral quente sendo pressionado sob seus seios. O coração dele berrava tanto que não parecia ser o órgão de um homem frio e indiferente como Malfoy. As bocas já se conheciam, embora o beijo ainda fosse urgente e profundo, estranhamente não existia mais a fúria e o ressentimento, mesmo ainda sendo ardente. Esse novo beijo deles, deixou Hermione de pernas bambas. O impensável aconteceu mais uma vez, só que dessa vez de forma diferente.

Haviam se adaptado um ao outro.


Não perdeu tempo em despi-lo do paletó preto que lhe caia tão bem. Em seguida a gravata, e depois a blusa.

Dessa vez ela decidiu não ser pega de surpresa pelas habituais fugas de racionalidade durante esses momentos com Malfoy. Ela decidiu assumir o controle de seu corpo e vontades. Não tinha mais como refrear, ela não queria.

Para o inferno com as consequências!

Abandonou a boca do loiro e passou a beija-lo no pescoço, puxando-o para ela, depois deslizou a língua por toda extensão de pele entre o pescoço e a clavícula.

- Porra. - Draco suspirou quando levando a mão ao seio de Hermione que ainda estavam cobertos pela blusa.

- Gosto do seus ombros. - Ela também não fez esforço para conter sua sinceridade. Há essa altura, já era óbvio para os dois que se sentiam atraídos um pelo outro e ela quis testar até onde esse "novo jeito" deles iria e como para dar ênfase em sua revelação, ela mordeu no ombro do sonserino.

Teve de reprimir um gritinho quando de repente seu corpo foi suspenso do chão, depois teve de reprimir mais outro quando foi jogada na cama.

Apesar de parecer um pouco mais conformado com a noção de que era completamente atraído por ela, Malfoy ainda era um homem das cavernas. Hermione pensava.

- Gosto de sentir o seu gosto. - Ele fez a admissão quando passou a abrir os shorts dela, e sem cerimônias se livrou da peça, arrastando junto a calcinha.

Hermione corou, em meio a expectativa que veio com entendimento do que ele queria dizer e fazer. Ele se inclinou, ajoelhado no chão a beira da cama e a puxou pelos quadris, ficando frente a frente com sua intimidade.

Porém, ainda procurava seus olhos quando tocou o clitóris com o dedo médio. Hermione se contorceu em resposta. Draco deslizou o dedo por toda extensão da fenda e penetrou-a bem alí.

- Olhe para mim, Hermione.

Ele exigiu assim que ela fechou os olhos, como sempre fazia quando seu cérebro borbulhava em prazer, uma tentativa desligar todos os sentidos para poder centralizar toda sua atenção no ato.

Draco usou a outra mão, subindo pelo ventre dela e envolvendo um dos seus seios, agarrando-o com uma delicadeza moderada. Ela com um certo esforço, se livrou da blusa e do sutiã.

E obdeceu, fixando os castanhos nos cinzas. Teve de usar de toda sua determinação para não fechar as pálpebras quando sem aviso, Draco desceu a boca para o sexo dela. Hermione levou o próprio braço a boca e mordeu o pulso, a fim de não gritar.

Quantas ele já teve?

Muitas provavelmente. Ou isso, ou se dedicará a aprender muito sobre a anatomia erógena feminina.

Hermione pensava nisso, em algum canto de seu cérebro que não estava se desmanchando.

A lingua era fria e exigente, percorria toda extensão de pele em seu sexo.

Ela só percebeu que estava deixando escapar sons altos quando a mão que massageava um dos seus seios, subiu e empurrou o punho que ela mordia. A mão grossa e áspera tapou sua boca, quando Draco afundou e espalhou ainda mais a língua.

Mesmo com uma mão calando-a, ele ainda entendia algumas palavras desconexas e abafadas.

A maioria palavrões. Contudo, o mais excitante era o seu nome, sendo repetido por várias vezes.

- Você vai me levar ao sanatório. - Ele lamentou enterrando mais um dos dedos nela.

Ela arqueou o quadril, e como se quisesse mesmo garantir a estadia do loiro em um asilo para loucos, passou a deslizar nos dedos, indo de cima e para baixo.

- Porra, eu tenho que entrar em você. - Balbuciava quando vez ou outra afastava o rosto da intimidade da mulher.

Tremeu de alto a baixo e mordeu forte a palma da mão do loiro quando foi atingida pelo primeiro orgasmo. Dessa vez já estava preparada para sentir ele se erguendo sobre ela e a tomado para sí. Mas foi surpreendida quando ele a segurou pelos quadris e a virou decostas, deixando-a com a barriga para baixo na cama. Sentiu os lábios dele em seu tornozelo, depois na panturrilha, coxas e nadegas. A língua fria seguiu o caminho por suas costas, e seu ventre pulsou quando ele terminou o percurso em sua orelha. 

- Você é deliciosa, Hermione.

Antes que pudesse absolver as palavras, foi invadida ele. O primeiro grito foi abafado pelo travesseiro, apesar de não ser a primeira vez com ele, ainda não havia se preparado para o seu tamanho, como antes pensara.

- Te machuquei? - A voz rouca e arrastada soou em um quê de preocupação no pé de sua orelha.

- Não.

Draco passou a beija-la no pescoço, e o ardor que sentiu pela invasão dura e bruta se esvaiu, deixando apenas a sensação de prazer ao se sentir preenchida.

Passou a se movimentar dentro dela, com um cuidado e calmaria antes desconhecidos por ambos.

- Você não me machucou. - Ela ressaltou em um sussuro com a voz abafada pelos lençois e travesseiro.

Quase imediatamente sentiu uma mão subindo ao lado e tapando sua boca.

- Ótimo. - Ele disse simplesmente antes de arrematar com força para dentro dela.

Havia alguma coisa nos gemidos de prazer dela que eram abafados por sua mão, soavam tão bem aos seus ouvidos quanto um concerto de música clássica. Quis poder deixa-lá gemer em alto e bom som o quanto gostava daquilo, enquanto estocava com a impetuosidade familiar para ambos, mas isso renderia uma tragédia.

Juntos eram um pecado, um erro e acima de tudo: um segredo.

...

Quando seus olhos pesaram, Hermione já não conseguia formar sequer um pensamento conciso. Tanto que não calculou o perigo que era estar adormecendo no peito de Draco Malfoy que pouco antes dela, já havia se rendido ao sono. A última coisa que viu antes de ceder ao peso de suas pálpebras, fora a Marca Negra no braço que após dormir, usou para prendê-la junto a ele.

Em seus seu sono e sonhos, ela não pensou no que seria na manhã seguinte quando os meninos fossem procurar por ela em seu quarto. Não pensou em como seria encarar Malfoy pela manhã. Enquanto já existia uma guerra lá fora, estavam prestes a começar outra guerra dentro das paredes da casa no Largo Grimmauld, nº 12.



Notas Finais


S£M - Rihanna

(Ah, eu adoro a sensação que você me dá, oh, você me excita)

(É exatamente o que eu desejo, dê pra mim com força)

(E me encontre no meu quarto, faça o meu corpo arder)

(Eu gosto)

(Porque eu posso ser mal, mas eu sou muito bom nisso)

(Sexo no ar, eu não me importo, eu amo seu cheiro)

...


Eai, gostaram? Não deixe de comentar.


Vejo vocês no próximo capítulo. 🎇💜


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