1. Spirit Fanfics >
  2. Solitude >
  3. Um

História Solitude - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Mais um capítulo, só para descontrair da quarentena. <3

Capítulo 2 - Um


Fanfic / Fanfiction Solitude - Capítulo 2 - Um

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Um;;

“a casa dele e eu.”

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

 Se houvesse algo que [nome] não gostaria de descobrir naquele ano, seria a existência de vizinhos. Embora ainda não desenvolvesse o desprezo por seres humanos como qualquer adulta pessimista, ela tinha em mente que a solidão da casa em que vivia (, aquela casa com os variados tons da natureza,) existia dessa maneira por viverem em uma terra só deles. Um reino em que quem governava era a sua família e apenas a sua família.

 Os súditos eram as flores, os vegetais e as frutas de várias cores; as abelhas e formigas, simples mercadores e os viajantes eram borboletas que dançavam no céu e posavam para as fotografias que a jovem garotinha fazia como hobby.

 O mistério do seu reino era a casa abandonada no topo de uma colina – assombrada por fantasmas, talvez. Mesmo tentada a se aventurar, a princesa sempre foi limitada e nunca entrar no local desconhecido.

 

 Sim. Um conto de fadas, de fato. Eram terras de paz e prosperidade, até que um caminhão de aparência suspeita chegasse do horizonte (ele veio da estrada de terra, as rodas com terra avermelhada pela chuva recente). A máquina passou pelo reino e de dentro dela, estranhos com uniformes suados saíram e fizeram algazarra!

— Mãe! Expulse eles daqui! — a princesa implorou, agarrando-se as calças da rainha que observava da entrada do castelo.

— Mas só estão trazendo a mudança. Você não quer ter vizinhos?

 

 É claro que ela disse ‘não’ e acabou ficando de castigo no quarto. Felizmente, a visão da sua janela era privilegiada por conseguir ver todos os movimentos dos soldados estranhos. Eles foram para a casa mal assombrada e pareciam estar limpando e consertando.

 De fato, era a preparação para a chegada dos vizinhos. Não haveria mais manhãs em que ninguém a veria pelada correndo pelo mato e tomando banho de chuva; não haveria mais a supremacia que exercia sobre a sua sociedade de plantas e insetos e nem existiria a privacidade de falar palavrões enquanto sua mãe e seu pai não estavam por perto.

— Que não seja um velho pervertido! Que não seja uma rainha má! Que não seja... — ela viu um grupo de homens tirando um escorregador de ferro do caminhão e levando para o quintal da casa em reforma —... Oh?

 [nome] estalou os lábios e estreitou ceticamente o olhar. Se havia brinquedos, também haveria crianças.

— Uma criança. — repetiu o que veio em sua cabeça, e estalou a língua no céu da boca mais três vezes. Depois pegou rápido um caderno e caneta que estavam largados no quarto e continuou a observar da janela. — Talvez duas? Ou três? Ou... Seis?

 Seis crianças seriam ruins ([nome] estremeceu pensando em seis clones rodopiando seu corpo e gritando de maneira aguda). Duas ou três, ela poderia aguentar. Um único patife seria perfeito.

 

 Agora a ideia de um vizinho se tornara intrigante. Com o dente, arrancou a tampa da caneta e cuspiu-a para o chão limpo. Não querendo escrever, escolheu desenhar o que via.

 Uma curva, duas atrás dela – as colinas. Um caminhão com a traseira aberta e figuras borradas espalhadas ao redor do automóvel e de uma casa grande e empoeirada. Muitas vassouras, esfregões, baldes e panos em mãos sendo representados em formatos geométricos com divergentes arredondamentos. Por falta de experiência, ignorou as ferramentas de construção.

 [nome] gostava de desenhar. O pai dela dizia que ela era talentosa, mas parecia mentira. Ela ainda precisava aprender a desenhar os pés e as mãos de uma maneira mais bonita; ela também não conseguia fazer um rosto simétrico, então sempre deixava os olhos de tamanhos absurdamente diferentes ou fazia uma franja emo.

 Em algum momento, seu interesse por desenhar os homens se desviou. Em vez disso, ela passou a desenhar as flores que tinha visto na televisão naquela manhã, deitando-se no chão de barriga para baixo. Era cansativo ficar focada em uma única tarefa, afinal.

 ‘Tulipa’, era esse o nome da flor que desenhava. Tinha o formato de um sino com a boca para cima. Era da Turquia e havia várias cores diferentes da mesma espécie. As laranjas que apareceram na TV tinham a ponta das pétalas amareladas e o fundo avermelhado, como um pôr do sol.

— Será que pai consegue plantar Tulipas? — aviso futuro: ele não consegue. Um mau presságio.


Notas Finais


Só vou apresentar o Daisuke no próximo capítulo heheh, mas pelo menos to fazendo desenvolvimento de personagem... E dando vida ao cenário, eu acho. O lugar onde [s/n] vive atualmente provavelmente se assemelha aos cenários de alguns filmes Ghibli como "Meu Amigo Totoro" e "O Mundo dos Pequeninos". Vou mostrar algumas imagens para vocês terem uma ideia: https://i.pinimg.com/originals/04/14/be/0414be174bc8755e5ded5460daf039e5.png https://i.pinimg.com/564x/be/15/a0/be15a0ee220403abe0660e0b42e6743e.jpg https://i.pinimg.com/originals/82/3e/d3/823ed361ec21e581de099e7bf1269745.jpg

A casa de [s/n] e de Daisuke, que possuem estilos similares: https://coisasdojapao.com/wp-content/uploads/2018/11/casa-abandonadas-akiya_opt.jpg https://thumbs.dreamstime.com/z/casa-tradicional-japonesa-93492663.jpg

talvez eu tente desenhar as casas - mas eu sou mt ruim em desenhar :D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...