História Solo - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Suho
Visualizações 33
Palavras 3.003
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu Larissa, não incentivo absolutamente nada das coisas que acontecem nessa história.
Sim, a capa não condiz com a história e essa é a intenção.
Tem aviso no final, se puder leia.

Capítulo 1 - Sozinho


Kyungsoo havia acabado de dobrar meticulosamente seu jaleco que era tão branco quanto tudo naquele hospital. Guardava o mesmo em um saquinho transparente que tinha comprado somente para isso. 

 

Do Kyungsoo tinha 32 anos.

 

Com um mundo de experiência nas costas.

 

Era final de plantão e início dos tão esperados trinta dias de férias. 

 

Tirou tudo o que tinha para tirar de seu armário e deixou o que não utilizaria no mesmo para quando voltasse. Trancou e jogou a chave em sua mochila, já colocando a mesma nas costas e saindo do vestiário.

 

Não se despediria de sua equipe, pois se encontrariam no sábado para um churrasco na casa do chefe da equipe, era aniversário de casamento do mesmo.

 

Acenava para quem via no caminho e recebia um “boas férias, doutor Do“ de volta.

 

Saia pela saída do PS que era ao lado do estacionamento de funcionários e mais próxima a avenida principal para ir para casa.

 

Ouviu seu celular tocar antes de dar o último passo para fora do hospital. Se atendesse saberia que não sairia dali tão cedo, mas se não atendesse, ficaria com a consciência pesada por um bom tempo.

 

Suspirou e tirou o aparelho do bolso vendo que era Junmyeon quem lhe ligava. Menos mal, pensou. O amigo sabia que estava saindo de férias e provavelmente estava ligando para combinar mais alguma coisa para noite. 

 

-Oi Jun, ‘tô saindo agora.

 

- K-Kyung, o Jongin... ele fez de novo...

 

- Espera, o que tem ele? – perguntou, já sentindo o coração parar uma batida.

 

E todo o seu mundo virou de cabeça para baixo quando as portas se abriram em um estrondo e por elas passaram os paramédicos, seguindo de Jongin em uma maca e seu melhor amigo logo atrás com o celular no ouvido completamente desesperado. 

 

Ambos cobertos de sangue.

 

Seus braços caíram ao lado de seu corpo e tudo pareceu rodar em câmera lenta. Acordou com os berros que aquilo tudo se tornou não esperando nem um segundo para retirar novamente o jaleco do plástico, jogar sua mochila por cima do balcão do posto de enfermagem e sair correndo atrás da sala de emergências.

 

De novo não, fora o que pensou.

 

 

                                                                     [...]

 

                                                                    Algumas horas antes...

 

 

Jongin não tinha aulas naquela noite e muito provavelmente não teria na noite seguinte também. 

 

Seus professores estavam em greve. Lutando por seus direitos.

 

Jongin estava deitado em sua cama olhando para o teto. Pensamentos tão perturbadores rondavam a sua mente, ele não sabia mais o que fazer, não sabia como lutar. Ele estava cansado.

 

Jongin tinha apenas 23 anos.

 

E carregava toda a dor do mundo nas suas costas.

 

Ele lutava diariamente por algo que nem ele mesmo sabia. Ele tinha vários sonhos, vários desejos. Porém já não sabia mais se eles tinham se tornado apenas mais um fardo como tudo em sua vida. 

 

Tinha tristeza em seu coração. Tinha dor. E, principalmente, um sentimento de solidão inexplicável. 

 

Tinha uma família boa, amigos sempre presentes, um crush que na maioria das vezes correspondia aos seus sentimentos...

 

Ah, Kyungsoo. 

 

Melhor amigo do seu irmão.

 

Um homem. 

 

Sua paixão desde sempre. 

 

Não poderia dizer que tinha uma vida infeliz, mas realmente não sabia explicar quando foi que tudo em sua vida começou a desmoronar. Talvez quando começou a pensar em apenas dormir e a possibilidade de nunca mais acordar fosse tão bem vista aos seus olhos. 

 

Ele não gostava de decepcionar as pessoas, e talvez por isso parecer sempre tão perfeito, tão inabalável fosse tão difícil.

 

Batidas lentas foram ouvidas e devagarinho a porta de seu quarto foi aberta, aparecendo apenas a cabeça sorridente de seu irmão.

 

Sorriso esse que ele sabia não ser verdadeiro. Fazia um bom tempo desde que seu irmão sorrira de verdade. O mesmo entrou lentamente no quarto e seguiu até a cama sentando na beirada.

 

- ‘Tá tudo bem hoje? Está tão quieto.

 

- Estou frustrado hyung. – suspirou.

 

- O que aconteceu? – passou a mão pelo braço levemente mais amorenado que o seu, Jongin tinha uma cor tão bonita.

 

- Só o de sempre, não sei explicar.

 

- Jongin, não est-

 

- Não vou fazer nenhuma besteira hoje, ok? Eu só preciso ficar sozinho.

 

- Justamente quando você fica sozinho e pensando nessas coisas, é quando eu mais me preocupo, sabia?

 

- Me desculpe.

 

- Não precisa se desculpar, se você soubesse o quanto eu te amo Jongin. O desespero que eu senti da última vez, eu-.

 

- Não precisa chorar, Jun. – sentou-se na cama rapidamente e passou os dedos pelos olhos já marejados do mais velho. - Eu lamento pela última vez, é mais forte que eu. Eu só quero que tudo acabe de uma vez e quando eu vejo, já fiz...

 

- A culpa é minha Jongin? Porque eu realmente não sei o que fazer... eu não entendo.

 

- A culpa não é de ninguém Junmyeon. Você não tem que tentar entender e eu nem quero isso, tudo bem? Eu só não posso prometer não tentar mais.

 

- Você não pode me deixar, Kai.

 

- Eu nunca vou te deixar. Eu te amo.

 

Da ultima vez, Junmyeon havia chegado bem na hora.

 

Jongin estava sentado bem na beiradinha na cama, com o rosto molhado em lágrimas e um pulso que vertia sangue contra o peito. Alguns comprimidos estavam jogados contra o colchão. Estava pronto para cortar o outro pulso quando a porta abriu em um rompante e tudo se tornou gritos desesperados.

 

O mundo já estava girando quando não conseguiu sustentar seu próprio peso e caiu contra o chão. Vendo a faca que usara escorregar para longe de si.

 

Viu em câmera lenta quando Junmyeon caiu de joelhos ao seu lado, gritando desesperadamente por alguém enquanto o pegava sobre os braços e apertava seu punho numa tentativa falha de fazer o sangue parar de jorrar.

 

- Jun... – ele falou aos sussurros.

 

- Calma Jongin, não fala nada.

 

- Me desculpe. – disse e então apagou.

 

E ele nunca se sentiu tão em paz quanto naquele momento.

 

  Não tenho desculpas

Por todas essas despedidas

Me chame quando acabar

Porque estou morrendo por dentro

Me acorde quando as tremedeiras acabarem

e o suores frios desaparecerem

Me chame quando acabar

E o meu 'eu' tiver reaparecido

 

Paz essa que durou apenas três dias, quando ele acordou em um quarto desconhecido.

 

Ele não precisou nem abrir os olhos para saber que estava em um hospital.

 

Ele fora fraco, ele não conseguiu.

 

E mesmo de olhos fechados, as lágrimas escorriam por seu rosto e pescoço e morriam quando atingiam os lençóis.

 

Pelo menos elas conseguiam morrer, lamentou.

 

- Por favor, não chora. – ouviu seu irmão dizer. – Vai ficar tudo bem.

 

E ele só conseguiu soluçar.

 

Eu não sei, não sei, não sei, não sei por que

Eu sempre, sempre, sempre, faço isso

É só quando estou sozinho

Às vezes só quero ceder

E não quero lutar

Eu tento e tento e tento e tento e tento

Apenas me abrace, estou sozinho

                                                    

 

 

                                                                                                    [...]

 

 

 

Mas nada havia ficado bem.

 

Ele seguiu com a vida, mas sabia que tinha abalado psicologicamente a vida de Junmyeon de uma maneira que não sabia explicar.

 

Via no olhar do mesmo o medo quando saia para trabalhar e o deixava sozinho em casa ou quando saia para a faculdade e o outro ficava em casa.

 

Ele lhe ligava mais vezes do que o necessário em um dia.

 

Até mesmo Kyungsoo lhe ligava de vez em quando para saber como estava.

 

E era nesse momento em que ele mais se sentia vulnerável, pois sabia da pena que o outro sentia de si.

 

Sentia vergonha pois quando acordou novamente naquele dia depois de chorar copiosamente junto com seu irmão, ele estava lá.

 

Com um sorriso de alivio nos lábios que sempre tanto quis sentir o gosto.

 

Junmyeon não estava mais lá.                    

 

Viu ele caminhar e parar ao seu lado, passando logo em seguida a mão nos seus fios castanhos.

 

- Você nos assustou muito. – disse. - Por que fez isso, meu anjo?  - puxou a cadeira e sentou de frente para seu rosto. Agora segurando a mão que não estava com o punho enfaixado. – Por que não me chamou? Poderíamos ter conversado.

 

- Não teria mudado minha decisão, hyung. Eu só não aguentava mais, entende? – Kyungsoo assentiu, mas no fundo não entendia. – Eu precisava ao menos tentar.

 

- Você não pensou em como eu me sentiria sem você?  Como seu irmão se sentiria?

 

- Eu cansei de pensar em como os outros se sentem, Kyungsoo. – virou o rosto para o lado oposto ao outro. – Eu só queria me sentir bem ao menos uma vez.

 

- Eu gosto tanto de você, Jongin.  – olhou novamente. - Eu senti tanto desespero quando te vi no colo do Jun, eu deixei toda minha experiência como médico evaporar quando te vi lá.

 

- Me perdoe, Soo. – sussurrou. – Mas eu posso ficar sozinho agora? Eu preciso pensar.

 

- Jongin...

 

- Por favor, Kyungsoo. Eu quero ficar sozinho.

 

- Tudo bem. – disse se levantando. – Qualquer coisa é só apertar ali – apontou para o botão na parede. – E eu venho correndo.

 

Ele não apertou aquele botão nenhuma vez.

 

Àqueles que nunca me deixaram

Nós já passamos por essa estrada antes

Eu sinto muito, não estou mais sóbrio

 

                                                                                                    [...]

 

 

 

No fim ninguém conseguia o compreender.

 

Ninguém entendia a necessidade que ele sentia de pôr um fim em tudo.

 

Mas ninguém podia dizer que ele não tentava. Todo dia ele colocava um sorriso no rosto e dizia para si mesmo em frente ao espelho que estava tudo bem mesmo não estando.

 

Durante toda aquela semana, por exemplo, fora assim.

 

Hoje era uma quinta como qualquer outra, mas havia amanhecido um dia tão estranho.

 

Teve sonhos estranhos durante toda a noite, sonhos em que ele se sentia em paz. Nele sua mãe dizia que tudo ficaria bem, mas ele podia ver a mentira em seus olhos, e ele questionou a ela a veracidade daquelas palavras e por fim ela lhe disse:

 

Faça o que for melhor para você, querido.

 

E ele pensou durante todo aquele dia sobre isso. Mesmo depois que seu irmão anunciou que estava indo trabalhar com um beijo na sua testa.

 

Pegou um caderno e uma caneta e se pôs a escrever.

 

                                                            [...]

 

Junmeyon fora trabalhar com uma sensação estranha no peito.

 

Era uma sensação diferente da que costumava sentir. Era normal sentir sempre um medo, um frio no estomago.

 

Mas naquele momento, era diferente.

 

Um leve tremor, uma sensação de perda.

 

Chegou com um sorriso no rosto como sempre costumava chegar. O seu incrível jeito de lidar com tudo era tão único. Ninguém naquela escola sequer imagina que quando ele saia de casa para trabalhar, ele deixava em casa um irmão com tendências suicidas.

 

Mas era sua vida, ninguém precisava saber dos seus problemas.

 

Ao não ser é claro, seu melhor amigo. E foi pensando nele, que enviou uma mensagem ao mesmo para jantar em sua casa naquela noite. Sabia ser seu último dia de plantão antes das férias.

 

A resposta positiva veio pouco mais de duas horas depois. Kyungsoo era muito ocupado. As vezes isso chegava a ser frustrante. Não tinha com quem desabafar e dizer que aquela situação também era difícil para si.

 

Que queria poder dizer com toda a certeza do mundo que tudo finalmente ficaria bem. Queria poder chorar sem ficar com o rosto vermelho e os olhos inchados para o entregar. Queria poder entender o que seu irmão realmente sentia para poder ajuda-lo.

 

Mas ele não podia fazer nenhuma daquelas coisas e por isso aquele sentimento ruim de impotência andava sempre consigo.

 

Fora uma vez em uma consulta com um especialista em casos assim, mas o profissional o pareceu tão frio, tão sem sentimentos. Parecia um robô apenas repetindo algo que estava programado para dizer.

 

No final saiu apenas com mais dúvidas do que com respostas para ajudar seu irmão.

 

Jongin sempre fora uma criança tão incrível.

 

Ambos foram criados apenas pela mãe. Nunca souberam do paradeiro do pai. Junmyeon fora a única presença masculina na vida do outro. Mas tinha certeza que não era por isso que Jongin havia ficado assim.

 

Quando a progenitora faleceu, poucos anos atrás, com certeza fora Kai quem sofrera mais. Mas apesar de tudo, Jun arregaçou as mangas e tomou as rédeas da situação. Nunca passaram uma necessidade sequer. Viraria do avesso se fosse necessário.

 

Criou o mais novo como um filho, cuidou dos estudos como um verdadeiro pai e não se importava que não tinha uma formação de sucesso. Não tinha uma carreira.

 

Conseguiu se formar em pedagogia a mais ou menos uns dois anos. Mas não se importava com isso.

 

Agora tinha um emprego de verdade e podia pagar a faculdade do outro que sabia estar um pouquinho atrasada quanto ao tempo, mas eles finalmente estavam bem.

 

Era ao menos o que ele pensava.

 

Até o último ano pelo menos, eles estavam bem.

 

Jongin já mostrava sinais a um tempo. Mas nunca tinha acontecido nada referente ao que acontecia ultimamente.

 

E foi com um alivio que ele abriu a porta do apartamento escuro e ouviu uma música um pouco mais agitada vindo do quarto do irmão.

 

Sorriu um pouco de lado.

 

Trancou a porta novamente e foi acendendo as luzes pelo caminho.

 

A casa estava limpa, não apenas arrumada como havia deixado quando saiu para trabalhar.

 

Bateu na porta e não teve resposta.

 

O coração bateu uma batida descompassada e com uma tremedeira terrível ele abriu a porta do quarto.

 

Jongin estava deitado sobre sua cama. Parecia dormir.

 

Ao lado de sua cabeça, havia uma carta.

 

E ao redor da cama, uma possa de sangue.

 

 

                                                                                   [...]

 

Ele só lembrou de ligar para o melhor amigo quando estavam chegando ao hospital.

 

As portas abriram num estrondo quando a maca que carregava Jongin bateu contra elas e entraram correndo pelo piso branquíssimo.

 

Tudo estava virando um caos naquele lugar e não sabia para onde correr ou o que fazer.

 

Viu quando kyungsoo colocou o jaleco e saiu correndo. Confiava no amigo.

 

Fora direcionado para a sala de espera e por lá ficou, apertando em uma mão o celular e na outra, a carta que Jongin havia escrito.

 

 

‘’ Hyung, antes de tudo eu quero pedir perdão.

Me perdoe por ter sido um fardo durante toda a minha vida pra você. Me perdoe por você ter atrasado seus sonhos por tanto tempo por minha causa. Eu realmente sinto muito.

Sei que você fez o possível e o impossível por mim, sou grato até a minha alma por isso.  Sei também que você nunca conseguiu entender esse meu problema que deveria ser somente meu e que te atrapalhou tanto.

Hyung, eu não aguento mais. Eu não quero mais continuar assim, não posso.

Eu peço, do fundo do meu coração que me perdoe, eu te amo tanto. Amo o kyungsoo hyung também. Mas nunca soube se meu amor por ele era reciproco, talvez agora nunca descubra mesmo.

Eu não culpo ninguém por isso, hyung. Eu não sei quando começou, mas sempre soube como terminaria. Eu sempre soube, Jun.

E em nenhum momento, a resposta foi positiva.

Eu queria dizer que me sinto em paz agora.

Mesmo trazendo tanta tristeza para quem ficar para trás. Eu não quero que você sofra, por favor. Quero que siga em frente. Eu nunca vou te abandonar, eu prometi isso, não é mesmo? Eu vou te amar para sempre.

E se puder, diga ao Kyungsoo hyung, que ele foi meu primeiro e único amor. O amor mais puro que alguém poderia sentir em toda uma vida.

Lamento pela sujeira que fiz no meu quarto, sei que sobrara para você limpar, mas viu que eu limpei a casa toda para compensar, né? Haha’

Enfim hyung, se essa for nossa última despedida, eu quero que me desculpe e que me perdoe.

Se eu acordar (sei que o Soo é um médico eficiente), espero acordar uma pessoa melhor e não te trazer mais problemas.

Adeus hyung. ‘’

 

 

 Havia perdido as contas de quantas vezes leu e releu aquela carta. As horas se arrastavam e ele não tinha uma resposta.

 

As pessoas passavam por ele pelo corredor e o olhavam estranho. Talvez fosse pela roupa suja de sangue, mas ele nem se importava mais.

 

Ele estava de olhos fechados e rezava com afinco implorando por apenas uma última chance de fazer as coisas diferentes.

 

Kyungsoo abriu a porta cansado. Tirou a máscara que cobria a face e suspirou profundamente, sentou-se ao lado do amigo apertando sua coxa para lhe chamar a atenção.

 

Junmyeon olhou para si com tanto desespero, mas sem proferir palavra nenhuma.

 

- Não vou mentir, Jun. Eu não sei se ele vai ficar bem. É um estado crítico, ele perdeu muito sangue, teve duas paradas e seu pulso não está se estabilizando totalmente. Eu vou deixar você ir vê-lo. Vá com o enfermeiro Park, ele vai te dar as roupas esterilizadas para você entrar na uti.

 

- Obrigado, Kyung. – disse levantando com dificuldade. – Toma. – entregou o celular e a carta para o outro. – Essa carta é tanto para mim quanto para você.

 

Disse e saiu seguindo o enfermeiro.

 

Kyungsoo começou a ler a carta e por mais forte que sempre pareceu ser, quando viu estava chorando.

 

 

                                                                                      [...]

 

Já passava da meia noite, era oficialmente seu primeiro dia de férias.

 

Mas estava ali em um quarto de uti em que apenas os barulhos desregulados dos aparelhos eram ouvidos.

 

Mesmo com aparelhos Jongin respirava com dificuldade.

 

O amigo era uma pessoa guerreira e seu inconsciente estava lutando até o ultimo por uma melhora.

 

Aproximou-se da cama ainda com a carta em mãos, não conseguia larga-la.

 

- Jongin, - sussurrou. – é reciproco. Por favor acorde para que eu possa te dizer isso cara a cara. Eu te amo morenão. – findou beijando-o na testa.

 

E lá no fundo do inconsciente, Jongin ouvia, só se sentia cansado demais para responde-lo naquele momento.

 

E sinto muito por estar aqui novamente

Eu prometo que procurarei ajuda

Não era minha intenção

Sinto muito por mim mesma


Notas Finais


A capa quem fez foi a preciosa da Maria Clara, obrigada meu xuxuzinho. Esse é o link pra quem quer ver mais dos trabalhos dela https://imgur.com/user/strawberry9edits

Primeiro de tudo, eu não quis ofender ninguém com essa história. Não sei se consegui passar tudo que eu realmente queria com esse pequeno texto, mas de qualquer forma, eu tentei. Se você sentiu que ficou meio vago, vc sentiu certo! Só espero que vc consiga entender todos os lados da historia e ver que ninguém é o culpado.
Essa provavelmente será a ultima história que eu vou escrever, se tem alguém que gosta do que eu escrevo, me desculpe. Mas pararei por aqui.
Como já mencionei la em cima, eu não incentivo ninguém a fazer qualquer tipo de ato que possa prejudicar a si próprio.
A musica ao longo da história é Sober, da Demi Lovato.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...