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História Solo de piano; - Capítulo 2


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Notas do Autor


Malz qualquer erro :,D

Capítulo 2 - O Garoto no Piano;


Saiko


— bom dia, filho — escuta-se dois toques em minha porta, era meu pai


— bom dia... — digo bêbado de sono, ele suspira


— o Tawan tá lá embaixo, parece ser importante — ele leva a xícara de café, até a boca, fechando minha porta em seguida


Bufo, irritado, mas que diabos Tawan queria a essa hora? Ligo a tela do meu celular, era 9 a.m, para mim é cedo ainda. Me levanto, e vou para o banheiro



Vejo meu reflexo após tomar um banho, eu não posso mentir, mas não tenho baixa alta estima, nível ficar me lamentando por ser feio, ou ser um inútil


Até porque, eu já me convenci que eu sou mesmo 


Sorriu de lado, balançando minha cabeça, e passo os dedos em meus cabelos, e abro a porta do banheiro, para sair. E saio do quarto após de vestir


Desco as escadas, escutando meus tênis bater no piso meio oco. E vejo o peruano no sofá, mechendo no celular, e guarda assim que escuta meus passos


Cruzo os braços em sua frente — que, que tu quer menino? — digo meio debochado, e ele ri


— preciso terminar um trabalho de linguagem, pode me ajudar? — ele junta as mãos como se me implorasse, reviro meus olhos, colocando minha mão na minha testa, respiro fundo


— tanto faz



— você é o melhor Saiko! — ele tenta me abraçar, mas eu desvio


— aqui mesmo ?


— não, vamos na escola — ele pega a mochila, que estava do lado do sofá


Suspirei — qual a necessidade? Eu tô tentando me livrar dela, e tu me empurra para lá, até nos fins de semana? 


— para de reclamar, bora — ele puxa meu braço para fora de minha casa


— ah, Rodrigo — meu pai me chama, antes de mim sair — juízo viu.


Assenti com minha cabeça, meio corado, e continuei andando com Tawo



Desde que eu tenha me assumido para meu pai, que eu sou Bi, ele acha que eu tô tendo um caso com o Tawo, já expliquei que não, mas o homem difícil viu. Meu pai é separado da minha mãe, e eu pedi para morar com ele, eu era pequeno, mas ela entendeu. Sempre fui mais apegado a ele, e ele a mim, então meu irmão mais novo mora com ela, nos vemos de vez enquando, quando o clima de minha mãe ver meu pai não fica pesado e constrangedor


Ela foi a primeira a saber, já que sempre tive medo da reação do meu pai. Mas ele apenas ficou confuso, e sem reação, mas me aceitou numa boa depois.


— Saiko


— hm?


— seu pai ainda acha que nos namoramos? — fico meio envergonhado, e coço minha nuca. Ele ri



— sim, mas já tentei explicar para ele. Acho que ele acha que se eu ver ou conversar com qualquer garoto eu já fico durão, tá ligado? — ele começa a gargalhar e eu sorrio balançando a cabeça 


— éh... Eu terminei com a Isa


Arregalei meus olhos, eu achava que eles se casariam no futuro, ou algo assim, mas o destino é imprevisível


Desvio meu olhar — sinto muit-


— a culpa foi minha, eu não aguentava mais mentir para ela, enquanto estava apaixonado por outro. 


— sei... — eu apenas concordei


Passamos o resto do caminho em silêncio, já que eu não estava muito interessado em falar nada, mas pensava. Eu nunca havia me apaixonado


Certo, eu descobri ser BI já que tinha atração em Meninos e Meninas. Mas não passou disso, nunca me apaixonei de verdade. Via adolescentes e adultos, casais se beijando, abraçando e dizendo as famosas três palavras 


Eu te amo


Três palavras que são tão reconfortantes, que te faz sentir especial, e que pode tanto machucar alguém, quanto curar. Afinal, o amor é algo tão belo, e terrível ao mesmo tempo. "Quem nunca teve uma desilusão amorosa, atire a primeira pedra!"


Pois é, eu ligo jogava um meteoro. Sempre tive amigos, quer dizer, colegas, porque amigo mesmo, só o Tawan. Tento o máximo não me relacionar com as pessoas, me apegar


Eu acho que parei de acreditar no amor, quando meus pais se separaram. Nunca soube ao certo, meu pai parece que foi o mais abalado, pelo o que eu percebi, mamãe não o amava mais. Igual o que aconteceu com Tawo e Isabelle


Me sinto mal, muito mesmo, quando alguma garota se declara para mim, e eu tenho que falar que não sinto o mesmo 


Eu não sou mais BV, nem BVL, e não me orgulho de não ser mais Virgem. Só perdi tudo isso, por status de popularidade que no final, pouco importava. O BV, foi junto com o BVL, no oitavo ano, com um garoto. Foi aí que eu notei que gostava de meninos, e meninas também, já que a minha virgindade foi com uma garota


Mas me lembro de não sentir sentimentos de amor, ou algum carinho a mais. Era como ser eu não tivesse sentimentos


Eu já conversei com minha mãe sobre isso. Ela sabe do beijo, e da virgindade, já que eu contei em um surto de pressão. Era a escola, meus pais, meu irmão doente e eu não sabia o que sentir, sobre minha sexualidade e emoções. Para um garoto de 15 anos, era muita coisa para mim.


— querido, você é novo ainda, nao que estava certo em beijar ou transar com qualquer um, já que é muito novo para essas coisas, mas você ainda está se descobrindo, só está confuso — ela sorriu fraco, pegando em minha mão


— eu sei, mas eu só queria ser normal — ela arqueou a sobrancelha confusa — meus amigos se apaixonam, e namoram. Eu me sinto excluido, já que eu nunca senti isso, mãe 


Começo a chorar denovo, e ela coloca minha cabeça em seu colo, fazendo carinho em minha cabeça, com um pequeno sorriso, que me confortava, em meio aos meus soluços


— eu era igual a você


Limpei minhas lágrimas — s-serio? — perguntei em um soluço preso, e ela assentiu


— claro, parecia que eu era vazia, que faltava algo. Não me apaixonava ou ao menos tinha amigos. Até conhecer seu pai


— mas olha o que aconteceu entre você e o pai — retruco, e ela suspira


— seu pai... seu pai e eu, foi falta de esforço meu. Eu o amo muito, mas... Eu sempre fui meio fria em relação a demonstrar, achei melhor me afastar, pois estava machucando ele — ela desviou o olhar, e eu levantei minha cabeça com um sorriso 


— você ama ele ainda? — sorri meio malicioso, e ela corou. Ela fica igual a mim quando se envergonha, infla as bochechas, cora, e devia o olhar para um ponto cego


— o assunto não é eu, Rodrigo 


Levanto minhas mãos, em sinal de que me rendi — tá bom


— ...


— então você mentiu, dizendo que estava gostando de outra pessoa? — ela ficou meio triste, nunca soube ler as pessoas, mas estava na cara


— desculpa.


— não é para mim que deve desculpas mãe. Sei que a senhora fez isso para não machuca-lo, mas eu acho que você só piorou dizendo aquilo 


— sim.


— não vou dizer que você estava certa, mas poderia ter sido franca com ele, acho que ele teria entendido — coloco minha mão em seu rosto, fazendo um pequeno carinho, ela sorri fraco 


— você tá desviando do assunto e me enrolando né? 


— talvez — rimos




Isso faz três anos, e ela nunca conversou com meu pai, embora implorasse




Chegamos na escola, vendo uns jovens em um beco ali perto fumando. Sinceramente, cheiro de nicotina me trás adrenalina, e tendo não sentir o máximo que eu posso


Já que fico uma pilha de emoções, e o vazio volta em mim. Essa era a verdade, eu sou vazio, falta algo em mim que eu não sei o que é, talvez alguém, mas ainda falta


— eu vou na biblioteca, tu vem junto? 


— pode indo, eu vou no banheiro — digo isso, ele sorri brevente e sai em direção para lá, como eu disse, caminho para o banheiro


Ando calmamente os corredores, passando meus dedos nas paredes pintadas de um azul costumeiro, que me incomodava já que todas as escolas eram assim. Falta de criatividade 


Até eu escutar algo, o som de piano. Era tão melancólico, e ao mesmo tempo transmitia algo que parcialmente me entendia 


Eu conhecia aquela canção, e o filme da onde ela vinha. Caminhei, seguindo o som. Passando do meu destino, e indo 


Vinha da sala de música, pisquei algumas vezes, nunca tinha visto aquele garoto na escola. Vai ver, sou tão destraido com meus próprios pensamentos, que bem notei


A forma como ele dedilhava o piano era tão intensa e ao mesmo tempo delicada, que me dava arrepios. Junto com a sensação absoluta, como se fosso a mais de anos que tocava


E o que mais me imprecionava, era o fato dele estar de olhos fechados. Ele sentia, e escutava o som, como se fosse um sexto sentido. Minhas aulas de piano todas as quartas finalmente ser viram para algo 


Aquele garoto me provocou curiosidade. E além dele ser bastante atraente, eu pude sentir uma certa conexão. A sinfonia da música estava tão ligada a ele, que ele nem notou que me sentei ao lado dele. Continuando a música do lado direito, o mais agudo 


Ele pareceu se assustar, mas se acostumou, além de nossos dedos se encostarem algumas vezes, e rimos envergonhados 


Terminamos a música, e ele tornou a perguntar


— qual seu nome? 


   Solo de piano;    


Cap 3/5

• O Garoto no Piano •




Notas Finais


Oiii, esse foi mais dedicado ao Rodrigo

Aconcelho a ouvir a música: Victor's solo piano


Twitter: @franciresE


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