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História Solos amargos - Capítulo 1


Escrita por: sehunmyeon

Notas do Autor


olá, anjinhos. faz tempo que não apareço por aqui, não é kkkkkkkkk, no entanto, venho trazer mais uma chanbaek um tanto apimentada, que eu amei escrever, e espero que vocês gostem de lê-la, desculpem alguns errinhos que podem aparecer.

boa leitura <3

Capítulo 1 - Único



Junho de 2008


Byun Baekhyun era uma estrela da noite, ou melhor, Byun Baekhyun era a estrela da noite. Sem dúvida alguma, a maior delas.

A primeira vez que Park Chanyeol o viu foi quando entrou na boate meia-boca no centro da cidade. Baekhyun estava sentado no bar, bebendo algo que provavelmente era um whisky barato e qualquer. Sentiu o olhar intimidador do homem pesar sobre si enquanto se aproximava com seus amigos. Era sua primeira vez visitando um local como aquele, não era sua praia, Chanyeol gostava de games e fliperamas, cinemas eram sua segunda casa, lan-house com amigos? Puff, era seu lar. E estar em um ambiente novo, fedendo a cigarro, suor e cerveja, o deixava um tanto incomodado.

Mas, não quando tinha os olhos do rapaz moreno sobre seu corpo esguio e desengonçado. Não quando tinha o sorriso ladino de Byun Baekhyun direcionado a si, o deixando desconcertado.

Naquela noite, descobriu que Baekhyun era muito mais do que apenas um cara qualquer sentado num bar bebendo um whisky de sétima categoria e com um olhar cheio de segundas intenções. Baekhyun era o próprio show, com sua guitarra roxa cheia de adesivos de bandas de rock retrô, num palco improvisado e iluminação baixa.

Naquela noite, Chanyeol não imaginava que tempos depois Baekhyun seria sua luz, mas também, sua escuridão.


[...]


Chanyeol encarava o guitarrista habilidoso em cima do palco, vez ou outra prendendo a respiração quando o mesmo fazia algum movimento que, mesmo tão comum, parecia tão erótico na visão de um rapaz de apenas dezenove anos que vivia no cinco contra um. Ignorava os chamados de seus amigos lhe oferecendo algo, não era sua intenção, mas, contemplar o guitarrista no palco dando seu show, parecia muito mais convidativo e satisfatório naquele momento.

O guitarrista vez ou outra esbarrava o olhar com o jovem sentado duas mesas ao fundo, vez ou outra piscava para ele, apenas uma singela provocação, mas que para Chanyeol, poderia ser o fim do mundo.

No colégio, o Park não era do tipo que prendia atenções, vivia de moletons grandes e com a cara enfiada em algum joguinho bobo em seu Game-Boy, os óculos de lentes grossas não o deixavam tão atraente assim, e devemos recordar que o rapaz, mesmo mais alto que a maioria dos colegas, passava seus dias se esgueirando pelos cantos a fim de não ser visto, odiava ser o centro das atenções.

Mas não com o guitarrista gostoso da boate meia-boca. Não com ele.

Chanyeol queria que Baekhyun o olhasse e o desejasse, como nunca desejou nada antes. Era algo novo, e... quente.

Ao fim do show do Byun, Chanyeol arregalou os olhos ao ver mulheres jogando roupas íntimas no palco, e Baekhyun recolhendo cada uma delas, mandando beijos discretos e piscadelas para algumas pessoas. E antes de sair, deu uma última olhada no grandão de olhos esbugalhados, deixando um sorriso sacana para o mesmo.

Chanyeol nunca se sentiu tão quente em toda sua vida. E para esfriar o calor que sentia pela droga do moletom do Pac Man que vestia, decidiu beber alguns goles das cervejas que os amigos lhe ofereciam.

Ele não ficou bêbado, mas gostaria de ter ficado.


[...]


Horas mais tarde, visitou o camarim de Baekhyun com os amigos, que pela infeliz coincidência do destino, também eram muito amigos do outro. Aquele camarim cheirava a cigarro e sexo, e parecia ter muito mais de Baekhyun do que imaginava. Haviam pôsteres de bandas famosas de rock e roupas em tons escuros penduradas em alguns lugares, a iluminação era estranha e amarelada, fazia o local parecer mais quente e abafado. Como Baekhyun.

— Sente-se, Yeol. Você não vai crescer mais que isso – um de seus amigos disse brincalhão, fazendo todos rirem.

Baekhyun encarava-o de cima a baixo, e o Park tentou fingir que não notou quando o mesmo mordeu disfarçadamente o lábio inferior, antes de olhá-lo nos olhos.

O único lugar vago nos sofás, era um entre o guitarrista e Jongdae. E para sorte — ou azar — Chanyeol se sentou ali, desajeitado como sempre e um pouco tenso. Quando Baekhyun se remexeu no lugar, Chanyeol pode sentir o perfume forte e amadeirado do outro, inalou fundo, com logo seus sentidos se embaralhando por um breve momento.

Minutos mais tarde, seu corpo resetou e suas mãos tremeram quando sentiu os dedos do rapaz ao seu lado tocarem sua cintura e apertarem um pouco a carne:

— E ai, gracinha — ele sussurrou tão próximo à sua orelha que pôde sentir o hálito quente batendo em sua pele imaculada.

Olhou discretamente para os amigos que conversavam alto, alheios ao que acontecia ali, alguns até bêbados rindo sozinhos.

— É... O-oi... — respondeu tímido.

— Park Chanyeol, certo? — perguntou ainda baixinho, vendo o outro assentir com a cabeça. — Primeira vez aqui? — Assentiu novamente. — Se solte, eu não mordo. — Riu.

— Bom, já está tarde, acho melhor irmos indo. — O mais velho dos amigos se levantou, seguido dos outros, interrompendo Baekhyun de fazer ou falar qualquer coisa,

Chanyeol suspirou pesado, não sabia se era de agradecimento ou descontentamento, teria que se distanciar da presença marcante do guitarrista:

— Foi bom te conhecer, Chanyeol. Espero que possamos nos ver mais vezes – falou tão próximo, e apertou mais sua cintura, que o corpo de Chanyeol respondeu por si mesmo, se levantando.

Encarou os olhos provocantes do rapaz sentado, este que sorria descarado. O Park não se conteve em descer os olhos só um pouquinho, para as pernas abertas despojadamente do outro, desviando logo em seguida. Ouviu Baekhyun sorrir, mas ignorou seguindo os amigos para fora. Antes de fechar a porta do camarim, Chanyeol deu uma última olhada, sendo encarado de volta intensamente, sentiu algo se remexer dentro de si e encostou a porta, com a mão ainda tremendo.

E como Baekhyun havia dito, esperaria vê-lo novamente. O que de fato aconteceu.

Chanyeol voltou à boate na semana seguinte, e na outra, e na outra, e nas outras que se seguiram. Todas as sextas-feiras, durante dois meses e meio, Chanyeol visitava aquele lugar cheio de gente bêbada e com tesão. Apenas assistia o show de Baekhyun e ia embora, sem beber ou fazer mais nada, apenas o assistia e saía correndo no final.

E Baekhyun o notava todos os dias. O grandão se sentava sempre na mesma mesa, sem lhe dar tempo de chamá-lo para uma conversa, e isso o estava deixando louco. Precisava falar com aquele carinha de novo, por algum motivo que desconhecia, se sentia muito mais ansioso do que deveria.

E foi por isso que, na sexta-feira em que iria completar três meses de visitas sorrateiras, Baekhyun se sentou na mesa em que Chanyeol costumava se sentar, cinco minutos antes do show começar. O Park não o notou até que um pigarreio foi solto.

Seu coração faltou sair pela boca, assim que seus olhos pousaram no guitarrista ao seu lado, estava entretido demais no seu inseparável Game-Boy para notar qualquer movimentação ao seu redor – esta que era sempre grande, por constantemente haver pessoas passando por ali.

— Fiquei esperando você vir falar comigo por três meses. — Cruzou os braços, rindo disfarçado quando viu as mãos que seguravam o joguinho tremendo. 

— D-Desculpa, e-eu... e-eu... — gaguejava como se estivesse na quinta série falando com a garotinha que gostava, e mentalmente se xingando por isso. A mão trêmula esparramando no óculos de grau escorregadio, que resolvera usar aquele dia, para ajustá-lo ao nariz.

— Tudo bem, eu entendo. — O interrompeu, para que pudesse se acalmar. – Bom, já que está aqui, poderia passar no meu camarim mais tarde para conversarmos, que tal?

Chanyeol o encarou, olhando no fundo de seus olhos, não havia nenhum sinal de segundas intenções ou deboche em seu olhar, e por isso concordou com a cabeça olhando para baixo.

— Que ótimo, gracinha. Espero que curta o show de hoje, vou dedicá-lo totalmente à você. — Sorriu se levantando, antes deixando um carinho leve na bochecha do Park com as costas dos dedos. — Peça o que quiser, eu pagarei a conta. — Falou antes de sair, deixando uma piscadela solta no ar.

Chanyeol esvaziou os pulmões, mal notando que havia prendido a respiração, sorriu tímido voltando sua atenção ao seu jogo enquanto o show não começava.

Naquela noite, Baekhyun cantou além de tocar. Aqueles eram seus shows preferidos, o Byun tinha uma voz divina, majestosa. Chanyeol gostava da maneira como ele manuseava a guitarra, de como seus dedos finos e esguios dedilhavam as cordas de aço, e não pôde deixar de morder o lábio quando a breve ilusão de aquele dedos tocando sua pele majestosamente passou por sua mente.

Ao fim do show, o guitarrista deixou sua companheira roxa de cordas de lado, pegando um violão que lhe foi estendido por um dos garçons. Sorriu se sentando melhor, aquela era com certeza sua parte preferida dos shows em que ele cantava, as partes em que ele deixava o rock para apresentar um R&B para casais. Chanyeol se encantava por Baekhyun a cada verso das músicas, era sempre assim. A voz doce e a iluminação em tons de vermelho e roxo deixavam o Park bêbado, sem ingerir uma gota de álcool se quer.

Mas, para a sua infelicidade, só eram cantadas duas músicas românticas e o show terminava.

Se levantou assim que Baekhyun se levantou para sair do palco, estava pronto para ir embora quando se lembrou do convite do outro. Ponderou se realmente deveria, não era do seu feitio conversar com pessoas que o faziam se sentir na defensiva, mas poxa, era Byun Baekhyun lá, esperando por ele, não poderia dar um bolo no cara que tomavam seus pensamentos nos últimos três meses. Droga.

Só percebeu que já estava batendo na porta de carvalho escuro quando a mesma se abriu. Revelando um Baekhyun com uma droga de sorriso ladino, isso fez Chanyeol sorrir tímido. Percebeu ali, também, a diferença de tamanho entre eles dois pela primeira vez, Baekhyun era alguns bons centímetros mais baixo que si.

— Por alguns minutos, pensei que você fosse me deixar plantado. — Deu espaço para o outro entrar.

— Desculpe, eu estava... pensativo.

A aura do lugar estava diferente da primeira vez que o visitou, o clima estava mais relaxante e acolhedor, estava mais organizado que antes e cheirava apenas à cigarro e lavanda. O Park gostou do local assim, passaria a noite ali se pudesse.

A companhia de Baekhyun era agradável, assim que se sentou no sofá de couro preto engatou-se em conversas aleatórias. Aquela foi a primeira vez que Chanyeol viu o sorriso e a risada genuína do guitarrista, fazendo algo se aquecer em seu peito. Mal sabia ele que Baekhyun sentia o mesmo.

Em algum momento da conversa, Chanyeol se perdeu olhando a guitarra roxa num canto do cômodo, Baekhyun percebeu isso e sorriu leve.

— Sabe tocar? — Perguntou admirando o rosto bonito e delicado do Park.

— O que!? — indagou assustado, entendendo a pergunta de uma outra maneira.

— Guitarra, você sabe tocar? – Ficou confuso por alguns segundos, logo sorrindo quando percebeu o que o mais novo pensava. — Chanyeol... — Riu.

— Desculpa. Bom, eu aprendi um pouco quando era mais novo, mas fazem muitos anos. Meu primo tinha uma e me ensinou algumas coisas.

— Vamos ver o que você sabe. — Se levantou buscando o instrumento e entregando ao Park.

Ligou em uma caixa de som que havia perto do sofá, a deixando num volume baixo. Viu Chanyeol tentar alguns acordes e falhando sem perceber, um dedo ou outro estava em uma casa ou corda errada, mas em tese, o jovem estava fazendo certo.

Por isso, se sentou atrás do mesmo, sentindo-o tensionar o corpo no exato momento em que seu peito colou em suas costas. Chanyeol sentiu seu corpo se aquecer imediatamente. As mãos de Baekhyun percorreram seus braços de forma lenta, até que ambas pousassem sobre as suas.

— Este é um — falou ajeitando os dedos da mão esquerda do mais novo nas casas e cordas certas, e com a mão direita deslizou a paleta segurada pelo mesmo nas cordas, formando um som que o Park acharia melhor do que estava fazendo anteriormente, se por um acaso estivesse prestando atenção no que lhe era ensinado. — Um . — Repetiu os atos, ainda olhando para o instrumento. — Mi.

No momento em que ergueu seus olhos, viu que o outro sequer prestava atenção no que estava o ensinando, e acabou rindo. Chanyeol o olhava com atenção e o Byun realmente quis saber ler pensamentos naquele momento, apenas para poder saber o que o outro estava pensando:

— Chanyeol, olha, eu—

Foi interrompido pelos lábios cheinhos e macios do outro colados ao seu. Era um beijo casto e simplório, mas que fez algo explodir dentro dos dois corações. Não houve aprofundamento apenas um selar singelo. Baekhyun sentia o gosto de algum tipo de doce, talvez alguma bala que o maior havia chupado horas atrás, e Chanyeol sentia o gosto de whisky e um pouco de cigarro também, era excitante.

Quando se separaram, os olhares se cruzaram como se duas galáxias houvessem se chocado, ambos ofegantes, com um simples selinho.

Baekhyun suspirou derrotado quando Chanyeol se levantou, ele iria embora. Deixou a guitarra encostada na poltrona próxima, afastando de seu caminho a caixinha de som. Baekhyun encostou no sofá, não querendo ver a hora que Chanyeol o deixaria sozinho naquela infeliz sala.

Sentiu sua jaqueta ser puxada e o sofá ao seu lado afundar, mal teve tempo de se tocar do que acontecia, quando já tinha a boca o Park grudada na sua e a língua quente pedindo passagem, cedeu imediatamente. Era um beijo desajeitado, que aos poucos ia perdendo a velocidade e se tornando mais calmo, Baekhyun aproveitava o máximo aqueles lábios doces, e Chanyeol se embebedava naquele gosto de álcool que se desprendia da língua do mais velho.

Não sabia de onde havia tirado coragem de beijar o guitarrista, mas agradecia de qualquer jeito, foi com certeza o melhor beijo de sua vida.

Sentiu Baekhyun o empurrando para trás, a fim de o deitar. Sentiu o corpo menor o cobrir, e suas pélvis roçarem uma na outra, arfou quando os membros — que acabara de perceberam que estavam eretos — se tocaram por cima da roupa. Porra, nunca havia se sentido tão quente em toda sua vida.

Sentiu os dedos esguios de Baekhyun tocarem sua pele por baixo do moletom que usava. Diferente do que imaginava, os dedos do Byun eram ásperos, por conta das cordas de aço da guitarra que não largava, cheios de cortes e cicatrizes. Mãos delicadas de dedos calejados.

O toque era gentil, até que de uma hora para outra Baekhyun o apertou firmemente na cintura, pressionando forte os quadris um contra o outro, fazendo ambos deixarem um gemido arrastado escapar de suas bocas Chanyeol se contorceu pelo prazer repentino.

— Porra, Park... Você é muito gostoso... — Baekhyun sussurrou antes de atacar seu pescoço com chupões e mordidas.

Chanyeol deixava gemidos manhosos e baixinhos escaparem de seus lábios maltratados, alavancando vez ou outra o quadril para sentir o atrito gostoso das pélvis. Seu moletom foi retirado de seu corpo junto de sua camisa, e Baekhyun mordeu o lábio olhando de cima como Chanyeol tentava esconder o corpo de visão predatória, com as bochechas vermelhas e o sorriso tímido.

— Não se esconda... – falou se aproximando. – Você é lindo…

Os lábios gordinhos foram atacados novamente, dessa vez com um toque mais amoroso, que deixava o peito de Chanyeol em uma confusão de sentimentos, a ponto de explodir.

As roupas superiores do guitarrista foram ao chão momentos depois, fazendo os peitorais desnudos colarem pelo suor. Baekhyun passeava as mãos explorando o corpo trêmulo mais novo, sentindo-o arrepiar ao sem querer o tocar nos mamilos. Sorriu zombeteiro, mordendo o lábio alheio, decidindo brincar um pouco com a sensibilidade do outro.

A visão de Chanyeol tendo espasmos, tremendo e soltando gemidos baixinhos enquanto o guitarrista o estimulava nos botões rosinhas fez o pau do mais velho dar uma forte guinada, mas nada superaria a maneira desesperada que o mais jovem se comportava quando Baekhyun tomava-o pela boca, Chanyeol se revirava abaixo de si, tentando se desvencilhar das mãos que o seguravam firmemente pela cintura. Os gemidos ficaram mais altos, junto dos sons das sucções.

– Silêncio, gracinha. Vão nos ouvir aqui... – falou antes de voltar a chupar os mamilos rijos.

Por um momento, Chanyeol pôde respirar, mas logo voltou a gemer — agora mais contido.

Não sabia que isso poderia ser tão bom, droga, estava tão excitado. Baekhyun intercalava entre um mamilo e outro sem descanso, sentia a baba do Byun escorrer pelo seu peitoral, e a visão do mesmo o chupando era espetacular. Aquilo estava tão bom que sentia que poderia gozar apenas com isso, o que não era de todo uma suposição, pois bastou apenas um aperto de Baekhyun sobre seu pau que gemeu alto e se tremeu por inteiro, gozando forte nas calças apertadas.

Baekhyun apenas sorriu, deixando de estimulá-lo para que pudesse aproveitar seu orgasmo, o Park agradeceu mentalmente. Quando a sensação de êxtase passou, por Baekhyun não ter dito nada sobre ter gozado cedo demais, mas não conseguiu segurar, era prazeroso demais, e parecia que o Byun conhecia cada parte de seu corpo, pois o tocava exatamente nos lugares que sentia mais prazer.

Minutos mais tarde, sentiu os toques dos lábios do guitarrista em sua barriga, descendo lentamente até o cós de sua calça, o Byun o olhou com um pedido de permissão, mas pela expressão de prazer do outro, com os olhos fechados e mordendo o lábio inferior, o mesmo deduziu que poderia fazer e pararia no momento que Chanyeol o mandasse se afastar.

Desabotoou a calça jeans, a retirando facilmente junto da cueca, ouvindo o outro suspirar por ser liberto.

Chanyeol abriu os olhos para ver o que Baekhyun fazia, gemendo baixinho ao sentir a língua do outro em sua glande, limpando a porra dali e engolindo tudo, eram movimentos precisos e sequênciais, e o Park se contorcia no sofá pela sensibilidade no pau e estímulos da língua do outro apenas o limpando. Não demorou muito para que estivesse duro novamente. Gemeu um tanto mais alto sentindo espasmos por todo o corpo quando Baekhyun o segurou com a mão. Olhando em seus olhos o guitarrista chupou a glande inchada e vermelha, viu Chanyeol se remexer tentando agarrar o couro do sofá e falhando, raspando apenas as unhas lá. Chupou várias vezes o pau duro, descendo aos pouco centímetro por centímetro, sempre atento às expressões do mais novo. Chanyeol parecia destruído, e isso agradava Baekhyun.

Momentos mais tarde a cabeça do Byun subia e descia rápido e Chanyeol não já prendia mais seus gemidos, gemia alto para quem quisesse ouvir, a sensibilidade do antigo orgasmo junto do boquete atual estava acabando consigo. Baekhyun, por outro lado, se sentia mais que satisfeito com os gemidos do Park e o jeito que ele tentava de todas as formas se soltar ou afastar a cabeça de Baekhyun, mas sempre que o mais velho se afastava o outro puxava seus cabelos para que voltasse a fazer o boquete.

O pau de Chanyeol pingava baba e pré-porra, e o mesmo sentia os líquidos escorrerem até sua entrada intocada. Vez ou outra Baekhyun chupava e lambia as bolas do mais novo, fazendo este se contorcer mais. No entanto, Baekhyun gostou mais dos gemidos de Chanyeol quando passou a ponta da língua na entrada do mesmo. Testou mais algumas vezes, ouvindo os gemidos manhoso do outro e o jeito que este empurrou o quadril em direção ao seu rosto. Sorriu.

— Chanyeol, fica de quatro — mandou, a voz rouca fazendo Chanyeol se arrepiar.

Ele obedeceu, sentiu as costas arderem ao descolar do couro do sofá. Conseguiu contemplar o rosto vermelho e babado de Baekhyun, e seus cabelos desgrenhados antes de se virar. Chanyeol sentiu as mãos do outro acariciarem suas costas vermelhas e marcadas pelo estofado. Sentiu também um tapa de força moderada em sua bunda e logo a carne ser apertada pelo outro.

O guitarrista analisou a paisagem à sua frente, sorrindo de luxúria pela bela visão. Colou o peito nas costas do Park, apenas para beijá-lo nos ombros e conversar.

— Diga-me, Chanyeol... — continuou acariciando a bunda macia do mais novo. — Você costuma se depilar assim? — Viu o outro assentir e soltar um gemidinho. — E... Você costuma se tocar... aqui? — A ponta de dois de seus dedos ásperos tocaram a entrada do Park, deixando um carinho ali. O outro se estremeceu no mesmo instante.

— S-Sim... — Respondeu sôfrego, quase sem voz.

— Hmm... E você gostaria que eu o tocasse aqui?

— Sim... Por favor…

— "Por favor"? Está tão necessitado assim?

— Baek... — falou tímido, escondendo o rosto.

— Não tenha vergonha... Eu vou dar o que você quer.

No momento seguinte, Baekhyun lambia e chupava a entrada do maior. Chanyeol gemia do jeito que o guitarrista gostava e aquilo estava o enlouquecendo.

A língua quente tentava atravessar a entrada do mais novo, e quando conseguia, Chanyeol gemia um pouco mais alto. E assim se seguiu até que a mandíbula de Baekhyun doesse e cansasse. Sem avisar, penetrou um dedo no mais novo, fazendo este prender um gemido. O guitarrista continuava estimulando o rapaz, até que curvou o dedo e tocou um ponto que fez Chanyeol envergar as costas e gemer arrastado, aproveitando o momento, enfiou mais um dedo, ouvindo ele chamar seu nome, manhoso.

— Oi, gracinha — respondeu sem parar os movimentos.

— Eu quero mais... — pediu.

Baekhyun sorriu, colocando mais um dedo e cuspindo para melhorar a lubrificação. O Park rebolava em seus dedos e alavancava o corpo para trás, e isso fez o Byun imaginar como seria se fosse seu pau no lugar de seus dedos.

Gemeu rouco, o que chamou a atenção do mais novo, que o olhava por cima dos ombros. Encarava o corno desnudo do guitarrista, sorrindo excitado por estar recebendo prazer de alguém tão bonito e gostoso.

— Baekkie... — chamou.

— Sim…

— Você não vai me foder? — perguntou tímido, o semblante inocente embaralhando a mente de Baekhyun por alguns instantes, o fazendo arfar.

Este colou novamente o peito nas costas do outro, estocando os dedos mais fundo.

— Hoje não, meu bem. Ainda é nossa primeira noite — respondeu risonho, beijando os lábios macios do outro, engolindo seus gemidos quando curvou os dedos e estocou diversas vezes a próstata do mesmo.

Agarrou o membro pingando do Park, batendo uma punheta rápida junto das estocadas certeiras dos dedos. O corpo abaixo de si agora tremia desesperadamente, gemendo sem parar, e não demorou muito para que jatos de porra sujassem o sofá de couro do Byun, por alguns segundos Baekhyun continuou as estimulações brincando com a hipersensibilidade dele, fazendo Chanyeol quase enlouquecer, e logo foi parando aos poucos.

— Você é perfeito — falou o abraçando, beijando desde sua nuca até sua boca.

— Obrigado... — falou grogue e cansado. — Você não vai se aliviar também?

— Não, eu estou bem assim.

— Mas, Baek... Eu quero te ajudar também... — Sentiu as bochechas se esquentarem.

O Byun ponderou um pouco, queria se aliviar, estava tão duro que poderia explodir, e ainda sentia um tesão extremo apenas por sentir o cheiro doce do mais novo.

— Ok. Senta no chão — falou após se levantar, antes deixando um beijo no maior.

Com um pouco de dificuldade e com as pernas tremendo, Chanyeol se sentou, se encostando no sofá, olhou-o de baixo com um pouco de dificuldade pelo óculos estar todo embaçado, esperando o próximo passo do Byun.

— Você já fez isso alguma vez? — Acariciou os cabelos e o rosto do rapaz, vendo este assentir tímido, como se não tivesse o fodido com os dedos minutos atrás.

— Eu já... Algumas vezes. Mas, não fui muito bem.

— Você vai se sair ótimo dessa vez, eu tenho certeza — falou já desabotoando a calça jeans preta apertada e descendo o zíper.

Chanyeol arfou quando o Byun tirou o pau para fora. Era bonito, rosinha, de tamanho mediano, mas um tanto quanto grosso, sua boca salivou sem querer.

Abriu a boca ansioso, vendo o outro sorrir e se aproximando. Meio apressado acabou colocando tudo de uma vez na boca, Baekhyun arfou imediatamente.

– Cuidado... Vai se engasgar... – falou rouco de tesão.

Chanyeol deixou que o outro ditasse tudo, e apenas relaxou a mandíbula como lhe foi estipulado. Baekhyun começou com movimentos curtos e vagarosos, aumentando gradativamente a velocidade e indo cada vez mais fundo. Os fios ondulados e escuros de Chanyeol foram puxados com fervor, às vezes na empolgação o mais velho trazia a cabeça do Park contra seu pau, o fazendo engasgar, mas logo pedia desculpas.

Naquele ritmo incansável de estocadas, Chanyeol já sentia os ossos do rosto doerem e a baba escorria abundantemente sobre seu queixo, seus olhos estavam vermelhos assim como seu rosto, lágrimas escorriam por sua face sem seu consentimento. Baekhyun já estava em seu limite, e ao olhar para baixo tendo a visão mais excitante que poderia ver, contribuiu para que jatos de porra manchassem a garganta do Park. Continuou estocando devagar para prolongar seu prazer, ouvindo Chanyeol engolir seu esperma por completo.

— Bom garoto... Você foi perfeito — falou abaixando a altura do mesmo, e o beijando.

Sentiu seu próprio gosto na língua macia do mais novo enquanto se deliciava com os sons de manha que este proferia, fazendo um carinho singelo nos cabelos de sua nuca.

Aquela foi a primeira das muitas noites que fizeram amor, tornando-a a melhor da vida do jovem garoto apaixonado.


[...]


Nos meses que se seguiram entraram em um relacionamento sério movido a muitas saidinhas e sexo em qualquer hora do dia. E mesmo depois de mais de um ano de namoro, Chanyeol ainda ía em todos os shows de Baekhyun.

O Park bebia um copo de whisky, que Baekhyun deixou para si na mesa costumeira, enquanto assistia o show do mais velho. O guitarrista o olhava em versos da música que falavam sobre amor e destruição, Chanyeol se excitava sempre que este fazia isso, e o lançava um sorriso tímido.

O show já estava quase no fim e o Park sabia que logo mais estaria nos braços de seu amado, e ansiava por isso. Havia ficado três dias sem notícia alguma do Byun, este que apenas o disse que estava ocupado resolvendo algumas coisas pessoais pendentes, o mais jovem não quis se intrometer na vida pessoal do namorado, pois ambos lhes davam o espaço que precisavam. Um relacionamento de princípios.

Minutos mais tarde, Baekhyun apareceu com todo seu esplendor ao lado do namorado, já o puxando para um beijo quente e com gosto de whisky barato. O levaria para casa naquele dia, e aproveitaria muito bem a noite bem dada a eles.

No entanto, apenas ficaram trocando carícias por horas, deitados na cama de Chanyeol e conversando sobre todo e qualquer assunto. Até que Baekhyun chamou a atenção do mais novo, quando esse quase dormia:

– Ei, gracinha – falou fazendo um cafuné gostoso nos fios negros do namorado. Este que apenas respondeu com um gemido sonolento. – Eu tenho um presente pra você.

– Mas, nem é meu aniversário, Baek. – Levantou a cabeça do peito do mesmo, o encarando brincalhão.

– Eu sei, gracinha, mas eu quero te dar mesmo assim. – Se afastando do maior, foi até o canto do quarto, trazendo sua preciosa guitarra roxa consigo. – Eu... Quero que fique com ela – disse baixo e devagar.

– Mas, Baek, é sua guitarra preferida – falou recebendo o instrumento que lhe era estendido.

– Eu sei. – Riu. – Mas, eu quero que fique contigo. Pra que... Você se lembre sempre de mim e do quanto eu te amo. – Acariciou a bochecha cheinha do maior.

Chanyeol encarava os olhos escuros com um pequeno sorriso, achando lindo como os olhos do guitarrista brilhavam com a luz da Lua, como se mil constelações dançassem em suas orbes apaixonadas.

– Eu sempre vou me lembrar de você e do seu amor, Baek. É impossível eu te esquecer. Eu te amo. – Sorriu. – E obrigado.

Mal sabia o pobre Park, que aquela seria sua última noite com o namorado. Mal sabia ele, que aquela era sua última noite de real felicidade antes de sua ruína.


[...]


Após aquele dia Baekhyun não deu mais as caras e nem notícias, deixando o coração do Park em total agonia. Dias, semanas e meses sem um telefonema sequer

Chanyeol o procurou em todos os cantos da cidade, foi em seu apartamento e o porteiro do prédio o comunicou que o outro havia se mudado e não sabia para onde. Todas as sextas-feiras o Park ía até a boate e esperava Baekhyun subir naquele palco com toda sua glória e ego, mas esperava por horas e ele não aparecia. Um garçom havia dito que o guitarrista havia pedido demissão, no entanto, Chanyeol ainda continuava suas visitas afim de um dia o Byun aparecer.

Mas ele nunca mais apareceu.

E naqueles dias Chanyeol descobriu que Baekhyun era muito mais do que só um guitarrista de uma boate meia-boca do centro da cidade. Naqueles dias, Chanyeol descobriu que Baekhyun era um egoísta mentiroso, que o abandonou da forma mais fria e desumana possível. Sem se despedir.










Notas Finais


bom, foi isso, espero que tenham gostado, e essa fic era pra ter uma continuação, mas eu ainda estou meio em análise.

espero de verdade que vocês tenham gostado, e obrigada por lerem essa minha porcaria <3


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