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História Solta esse hambúrguer - Capítulo 6


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Notas do Autor


livin la vida locaaa
outro monte de linguiça

Capítulo 6 - I like his freckles;


Vocês deveriam se colocar na minha situação, me fodi todo para explicar a história ao Austrália. Consegue? Imagine aquele curativo grudado na tua pele, por conta do suor nervoso. Uma franja loura tremendo e as bochechas róseas quentes. Sim, eu estava morrendo de vergonha, me processa.

– Mas é claro que eu não gosto dele, quer dizer, ele é meio vagabundo, mas não quer dizer que eu o odeie, eu só gosto dele, mas não gosto, gosto. Entendeu?

– Não. – ele riu. – Ame, eu não entendo quando você murmura coisas muito rápido.

–  Eu não estava murmurando! – gritei, me enfiando no sofá. – Você que é estúpido.

– Você que é gay.

– Eu não gosto dele!

– América, tá começando a ficar irritante. Larga de cu doce.

– Eu não gosto dele. – repeti, dessa vez de uma maneira calma.

– Certeza?

– Sim.

– Então vamos fazer o seguinte. – ele se ajeitou no sofá, e me encarou com um sorrisinho. – Diz o que você não odeia nele.

– É sério?

– Se você não gosta dele, então não vai ter problema algum.

Aquele parecia ser um momento tão oportuno quanto qualquer outro pra dizer que eu gostava dele. Mas é óbvio que eu não faria isso. Não queria que fosse fácil assim. Me apaixonar por um estranho fácil assim. Era tão minha cara, e isso me irritava. Sou muito previsível no amor.

– Tá bem. – disse. – Eu não odeio quando ele é legal comigo, acabei.

– Ame.

– Já entendi! – bufei. – Já entendi, você quer uma resposta de verdade. – Me acomodei no sofá e olhei para o nada, pensando no que dizer. – Eu gosto das sardas dele, são meios discretas, mas – Fiquei um pouco perdido, porém continuei. – Mas dá pra ver, porque ele coça a bochecha quando fica nervoso.  

Parei de encarar o nada, e me virei para Austrália, cujo estava com um largo sorriso no rosto. Minhas bochechas ficaram quentes, dei um leve soco em seu ombro e exclamei:

– Ah, vai se catar!

– Você mente muito mal – provocou. –, da próxima vez, tenta não fazer cosplay de tomate.

– Vai se cataaar! – repeti.

– Só se você assumiiiir!

– Não tem nada para assumiiiir!

– Sabe que tem.

– Ora pois. – ri.

– Mas diz aí – falou, me abraçando com um certo cuidado. –, você lembra dele no meio do dia?

– Só quando sinto cheiro de cigarro.

– Ainda é alguma coisa.

– Claro, uma coisa bem estúpida!

– Vocês deveriam se beijar. Aí você iria saber se ele também tem gosto de cigarro, sabe?

– Brow?

– Tá bom, viajei. – ele deu uma gargalhada.

Até que não é uma má ideia. Opa, opa. Não olha para mim assim, um beijo não significa nada se eu não quiser que signifique. Está bem, mas...e se significar alguma coisa para ele? Ora, para de pensar nisso, América! Você nem beijou ele ainda, e se ele não pensa em você, para quer pensar nele? Quer dizer, eu acho que ele não pensa em mim. Ou pensa? Não sei, Sovi, em quem você pensa quando está sozinho? É em mim?

– Então – disse Austrália. –, eu vou fazer o jantar, quer dormir aqui? Juro que nenhuma cobra vai te matar enquanto tu dormes. – Riu.

– Claro.

Claro que sim, Ame.


Notas Finais


tududu
can't sleep loveee


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