História Sombra Imortal - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção, Romance, Universo Alternativo, Vampiro
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Palavras 1.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Perdão pela demora, agora provavelmente terei mais tempo livre para escrever.

Capítulo 15 - Eckstein


— Eckstein, eckstein..

 

Aquele corredor novamente. Ignorei a primeira porta, não queria encontrar aquela mulher novamente. Fui até o quarto onde havia encontrado Nathan da última vez.

O cômodo estava bem iluminado e vazio. As próximas três portas estavam trancadas, a quarta estava entreaberta. Uma luz vermelha vinha de lá, marcas de botas sujas de lama seguiam para o interior do quarto. Caminhei até lá em silêncio, olhando com certo medo.

Uma pessoa estava ajoelhada embaixo da lâmpada, com o rosto destruído e uma arma caída ao lado, próxima a mão direita. A luz estava vermelha devido ao sangue manchando o teto e a velha lâmpada. Coloquei um mão sob a boca e me segurei para não vomitar enquanto me afastava do quarto e fechava a porta.

 

— Eckstein, eckstein..

 

O baixo sussurro se repetiu. Em tom calmo e tranquilo, ecoando pelo corredor como em um filme de terror.

As duas próximas também estavam trancadas. Finalmente havia chegado ao fim do corredor, uma enorme porta de vidro estava a minha frente. A sala do outro lado se parecia com uma recepção, com diversos sofás e poltronas sujos e cheios de pó. Algo próximo a um lobby de hotel, com vários pilares parcialmente destruídos e um lustre caído ao meio.

Estranho, minutos atrás eu podia jurar que estava em um hospital ou coisa assim.

Segui com um pouco de pressa para a porta principal, a alguns metros a minha frente. Tinha esperança de acordar quando a travessasse, mas me deparei com um mundo cinza. Senti uma forte dor no pé e olhei para baixo, pisava em diversos cacos de vidro. Voltei minha atenção ao céu, um clima muito nublado e frio. Alguns carros destruídos podiam ser vistos do outro lado da rua, onde uma praça era enfeitada por árvores secas e folhas mortas. Me aproximei de um dos carros e mirei meu reflexo no retrovisor trincado. Usava uma camisola branca, uma fita de identificação no pulso continha meu nome e idade... como eu não reparei nisso antes?

O frio começou a aumentar de forma sobrenatural, gelo se formava em uma poça de água na calçada ali ao lado do carro. O céu escurecia cada vez mais. A primeira coisa que me veio à cabeça é que eu poderia ser atacada por um Dementador, assim como Harry Potter. Me apressei em voltar para aquele prédio que acabara de sair, era o mais próximo.

Puxei as portas com força, mas elas não abriam de forma alguma. Corri até os vizinhos, algum lugar deveria estar destrancado. Por uma fração de segundos que olhei parar atrás, em meio ao desespero por não conseguir abrir nenhuma porta, vi um vulto negro no céu. Eu realmente estou frente a frente com um Dementador?!

— Você quer morrer?!

Senti alguém puxar meu pulso com força. A voz feminina me era muito familiar, mas eu apenas conseguia ver uma silhueta feita de fumaça me guiando com muita pressa pelas ruas. Ela levantou sua mão livre e apontou para uma casa, a porta se abriu e ela me jogou lá dentro, a porta se fechou sozinha. Não entrou comigo, me aproximei de uma janela e a vi na rua. Aquela fumaça que estava envolta de seu corpo começou a ser levada pelo vento.

— Eva?! — Quase gritei de tanta surpresa.

Ela se pôs em posição de ataque, uma luz verde começou a surgir em sua mão aberta. Me sentia como uma criança assistindo a um filme de ficção pela primeira vez. Aquela criatura estava parada em frente a Eva, vendo-a sussurrar algumas palavras. Realmente, se parece muito com um Dementador.

Eva lançou aquela esfera verde no Dementador, que desviou com muita facilidade, mas a esfera voltou como se Eva a controlasse, atravessou uma parte do corpo do Dementador e lá se queimou. Havia um buraco lá, com as pontas ainda com um fraco fogo verde se apagando. Eva tornou a lançar aquela esfera, mas desta vez criou mais uma após jogar a primeira e passou as controla-las com muita maestria, a forma como se movimentava parecia uma dança. Eu observava a tudo tão maravilhada, fascinada com cada movimento.

Eva fechara os olhos, prosseguia com sua dança e cada vez mais buracos se formavam no Dementador, ele se movia rapidamente e tentava se aproximar dela para atacar, mas não conseguia. As duas esferas se partiram em várias outras esferas menores, seria o último golpe de Eva.

Vi toda aquela criatura ser queimada, como se fosse apenas uma folha de papel. Eva esperou que se reduzisse as cinzas, depois criou um frasco literalmente do nada e as coletou! Me pergunto o que ela fará com isso...

— Por que não está usando o colar que lhe dei? — Sua voz veio de trás de mim, gritei com o susto enquanto colocava a mão sobre o coração e me virava.

— Que colar?

— Você o usou por todos esses dias! Onde está o colar?

— Eu.... Eu não sei, não me lembro te ter tirado. Pensei que Nathan havia me dado o colar.... Obrigada, Eva. Pelo colar e por agora.

— Você precisa se cuidar mais, garota. Não é sempre que estarei de bom humor.

— O que era aquilo?

— Aquilo? Algo que temes, diga-me você o que era.

— Um Dementador, é um espírito mágico que se forma a partir das emoções humanas, eles se alimentam da felicidade humana, sugam a alma dela...

— De onde tirou isso?

— Ah, ele é de uma saga de livros, Harry Potter.

— Entendo. Você deve ter muito medo deles para que um Acnostria tenha tanto poder assim.

— Acnostria?

— Exato. — Suspirou. — Um invasor de sonhos. Atacam enquanto a pessoa está dormindo, prende-as em seus sonhos e dá vida ao que ela tem medo. Eles se alimentam do seu medo, desespero e tristeza. Talvez a autora desse livro tenha se inspirado em um Acnostria para criar esse Dementador.

— Obrigada, novamente.

— Não agradeça. Como vai cumprir sua promessa se estiver morta?

— Certo... como eu saio daqui?

Eva apenas sorriu e colocou o dedo indicador em minha testa. Em questão de segundo meu corpo inteiro se desligou.



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