História Sombras de Gotham - Capítulo 12


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Categorias Batman, Esquadrão Suicida, Justiça Jovem, Liga da Justiça, Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Personagens Originais
Tags Batman, Drama, Liga Da Justiça, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Basicamente escrevi um capítulo enormeeeeeeee (grande mesmo) e decidi dividir em dois (pra não dizer 3).
Espero que gostem, favoritem se curtiram, compartilhem, se não gostou, recomenda pros inimigos tudo. Garanto que amanhã ou quinta posto o próximo capitulo.
Espero que gostem morceguinhos. <3<3<3<3<3

Capítulo 12 - O covil


Estavam no topo do prédio fazia quase duas horas e ainda não havia nenhum sinal de Bone. Viaturas do GCPD se encontravam atrás do bar Fishes, com Gordon no comando, aguardando as ordens do Batman.

 Holly analisou pela milésima vez a foto de Bone Cage, que tinha sido dada a eles pelo comissário. O rapaz era ruivo, com olhos escuros e sombrios, e um sorriso descontraído, um psicopata assombrosamente lindo. Filho de uma família rica, tinha só 16 anos quando liderou seu grupo maluco pela primeira vez, agora ele deveria ter por volta de 39 ou 40 anos, seu cabelo já teria alguns fios grisalhos – isso se não os pintasse – mas o sorriso e os olhos provavelmente não mudaram em nada.

 Bone era definitivamente o tipo que atraia as garotas novas.

 Robin sentou ao seu lado, deu uma leve olhada na foto e depois a encarou.

 - Vamos encontra-las – ele murmurou baixinho. – Não precisa se preocupar.

 - A questão não é essa – rebateu, ainda sem tirar os olhos da foto. – A questão é como esse... monstro vai pagar pelo o que fez.

 - Ele vai ser levado para Arkham – respondeu o morcego, que estava a poucos metros de si, vigiando o bar.

 - Mas e daí?! – questionou. – É só isso?! Ele vai passar o resto da vida atrás das grades, mas acho que não é o suficiente.

 - Nós não matamos se é o que está propondo – Batman aumentou de leve sua voz, como que para deixar aquilo bem claro.

 “Poderiam ao menos castrar ele” Holly pensou, cruzando os braços e indo na direção do homem morcego.

 O bar Fishes não era glamoroso e nem chegava aos pés da Meia-Lua de Gigi. Era uma coisa podre, sem cuidado algum, o nome do bar estava escrito num pedaço de madeira, a pintura vermelha das paredes estava desgastada. Por algum motivo desconhecido, as pessoas ainda iam para lá depois do trabalho. Holly chutava que eram as cervejas de qualidade.

 “Vamos, filho da puta” pensava, cheia de ansiedade “aparece logo”.

 10 minutos depois, como se o universo tivesse ouvido seus pensamentos, ele apareceu.

 Na porta do bar, um chapéu cobria sua cabeleira ruiva, usava uma roupa social consideravelmente comum para alguém da classe à qual pertencia, mas a característica que permitiu reconhece-lo foi a tatuagem de cobra na mão direita.

 - Achei! – exclamou, apontando para Bone. – É aquele, o de camisa azul que tá conversando com o segurança.

 - Tem boa visão – elogiou o morcego.

 Encarou o mesmo com um pequeno sorriso, mas logo perguntou:

 - Não vai fazer nada?! Avisa logo o Gordon, precisam entrar lá e pegá-lo.

 - Nem pensar! – retrucou Robin. – Ele pode agarrar alguém e fazer de refém.

 - Tá, mas a polícia tem armas.

 - Você por acaso quer ver um tiroteio?! Se alguma bala...

 - Dane-se! Precisamos dele para descobrir onde as meninas estão! – bradou, começando a ficar furiosa.

 - E se ele se recusar a falar? E se o grupo dele estiver guardando as meninas, prontos para mata-las? Ou se até mesmo não tiver ninguém com elas? Se ele não falar, elas vão morrer de fome, sede e frio.

 - Então vocês querem esperar que o Bone pegue mais uma garota e segui-lo até o covil dele?!

 - Tem alguma ideia melhor? – perguntou o menino prodígio.

 - Bom, – ela começou, cruzando os braços – pensei que íamos entrar no bar e socar o desgraçado até ele abrir a boca.

 - O nosso objetivo é salvar as meninas – disse Batman, impassível como sempre. – E não acabar com a raça de Bone Cage.

 Holly engoliu o orgulho com força, ainda mantendo os braços cruzados.

 - Essa sua mania pacifista ainda vai te matar um dia – falou, se dirigindo para o morcego.

 - Eu sei – foi a única resposta que recebeu dele.

 Sentou-se no chão frio e esticou as pernas para fora do prédio, balançando-as feito uma criança inquieta. Uma leve chuva começou a cair, formando pequenas gotículas em seu cabelo preto. Robin esticou a capa e cobriu sua cabeça.

 - Eu não sou feita de açúcar, sabia? – brincou com ele.

 - É só uma gentileza – ele respondeu, com seu clássico sorrisinho irônico.

 - Deixa para depois, guarda-chuva ambulante.

 Considerou aquela brincadeira como um pedido de desculpas pela discussão recente. Era fácil entrar em acordo com aquele menino, ele não era rancoroso, muito menos chato ou mimado, pelo menos era o que aparentava.

 Levou quase uma hora para que Bone Cage saísse do bar, carregando nos braços uma jovem negra, de cabelos pretos e encaracolados, maquiagem levemente borrada, e vestido curto, verde e colado. Estava claramente bêbada e impotente.

 Seu sangue ferveu em brasas quando o viu jogá-la dentro de um Jaguar preto.

 “Vai pagar por isso, porco nojento” pensou “eu não vou pegar leve com você”.

 O carro partiu na direção de seu destino sombrio.

 Batman entrou em contado com Gordon naquele instante:

 - Se prepare, Bone está saindo em um Jaguar preto de placa...

 - Ah! Droga! – exclamou Robin.

 O morcego se voltou para o parceiro.

 - Ela sumiu, – disse o garoto, com o olhar assustado – foi atrás dele antes de nós.

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 A igreja de Santo Antônio estava abandonada há sabe-se lá quantos anos. Muito tempo atrás foi o refúgio dos desesperados em Gotham, dos filhos nascidos com fome, dos órfãos, das viúvas, desamparados e mendigos, pessoas que buscavam ajuda nos poderes e piedade de Deus, pessoas sem ter a quem recorrer senão ao Todo Poderoso. Depois da morte do último padre da igreja, a mesma foi abandonada em estado deplorável.

 Aquela igreja pareceu ter se tornado um verdadeiro cenário de terror, e ninguém seria capaz de imaginar que um lugar abençoado se tornaria o covil de um grupo cheio de objetivos demoníacos.

 Por meio de um vitral estilhaçado, Holly observou toda a atrocidade contida lá dentro.

 O que antes provavelmente fora um quarto pertencente aos padres, havia se tornado a cela escura das meninas raptadas, e foi lá em que Bone jogou a sua mais recente vítima, completamente nua, bêbada e com os pulsos amarrados com uma corda de sisal.

 Conseguiu ouvir, por um breve momento, o choro de uma das garotas, que fez com que seu coração se partisse em mil pedaços. Como eles tinham coragem de fazer aquilo? Será que eles sequer sabiam que tinham nascido de uma mulher assim como todas aquelas a quem estavam mantendo em cárcere?

 Será que eram ao menos humanos?

 Bone Cage sumiu, subindo para a torre do sino e fugindo de sua vista.

 Os outros 3 homens, sendo o mais jovem deles aparentando ter por volta dos 20 anos, estavam sentados atrás do altar da igreja – iluminado por uma lanterna – jogando cartas.

 O narigudo careca exclamou:

 - Se essa puta loira não parar de chorar eu vou...

 O garoto mais novo o interrompeu dizendo:

 - A gente só pode foder elas se o Bone deixar, então vê se não inventa!

 O narigudo careca somente resmungou e voltou sua atenção para as cartas.

 O gordo de bigode, então, exclamou com a maior voz de animação:

 - Olhem pelo lado bom rapazes, falta pouco para nos livrarmos das vagabundas.

 Eles riram como se tivessem ouvido a melhor piada do mundo.

 As risadas não duraram muito tempo quando um chicote se enrolou no pescoço do mais jovem, fazendo o mesmo arregalar os olhos. O chicote levou a cabeça dele para o chão, fazendo-o desmaiar de imediato.

 Os outros dois entraram em estado de alerta, erguendo duas armas para o alto, de onde tinha vindo o chicote.

 - Acha que é o Batman? – perguntou o gordo de bigode, completamente desesperado.

 - Errou feio – respondeu uma voz atrás deles.

 Ambos se viraram e começaram a atirar para a direção da voz. Após diversos tiros, eles finalmente pararam, acreditando que tinham atingido seu alvo.

 De repente, o narigudo careca foi empurrado contra o colega, fazendo com que ambos caíssem no chão, deixando as armas deslizarem para o escuro da igreja.

 - Quem tá aí? – gritou o narigudo. – Aparece se tiver coragem.

 Os dois tentaram achar suas armas, e então, saindo das sombras, uma garota de preto com máscara de gato avançou para cima deles.

 O gordo levou um chute no rosto, enquanto que o narigudo foi agarrado pelos cabelos e levado até a mesa de mármore do altar. A garota socou sua cabeça contra a mesa pelo menos duas vezes antes de desmaiar por completo.

 “Fraco” pensou Catgirl.

 O gordo agarrou uma das suas pernas e a puxou para baixo, ficando por cima dela. Holly conseguiu meter uma joelhada contra a virilha dele, passando a ficar por cima. Passou o chicote ao redor do pescoço do homem, sufocando-o na medida certa para não mata-lo, apenas o deixando inconsciente como os outros.

 A parte fácil tinha acabado, derrotou os “guardas”, agora precisava ir atrás de Bone e depois libertar as garotas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado morceguitos <3<3<3<3<3


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