História Sombras do Passado - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aishiko, Hitomi, Milles, Yuri
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Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, LGBT, Orange, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Primeira fase


Assim que Kelly saiu, olhei para Yuri.

- Amor, você se lembra daquilo que andamos discutindo há alguns anos? Sobre darmos uma chance para a Kelly? - perguntei baixo.

- Sim, o que e que tem isso?

- Acho que e hora de colocarmos a primeira fase em ação. 

- Por que? O que aconteceu para começarmos isso?

Contei rapidamente o que ela tinha me falado.

- Então, por isso acha que devemos dar esse passo?

- Sim. E se ela esta tanto assim, vai ser melhor. E assim aproveitamos e ajudamos a nossa amiga a não ficar só na mão.

- E se não ter certo?

- Pedimos desculpas e nunca mais tentaremos.

- E se der e ela gostar? Ou nos gostarmos de ter ela junto?

- Ai e só lembrar daquilo que você falou anos atrás meu amor, eu e que mando. – ri - Mas nada de se empolgar viu?

- Nem você amor. - riu também – Senão eu te bato.

- Do que vocês estão rindo?

- Nada, estava contando a ela sobre as bengaladas que minha mãe levou. – menti.

- Realmente aquilo foi engraçado. - riu antes de se sentar no outro sofá.

- Ei, por que você não se senta aqui com nós? – perguntei.

- Eu não quero atrapalhar o casal.

- Para de ser boba, vem logo. Ou iremos até ai. - Yuri falou.

- Esta bem, estou indo.

Ela se levantou e veio até nos e quando se aproximou do sofá, nos duas nos afastamos um pouco uma da outra.

- Por que fizeram isso?

- Fizemos o que? - perguntamos juntas.

- Se separaram.

- Porque queremos que você fique no meio. – respondi.

- Mas assim eu vou atrapalhar vocês, caso queiram se beijar, por exemplo.

- Não vai. - a puxei – Pois qualquer coisa, usaremos você.

- Me usar? Como?

- Assim. Kelly, você pode dar isso para a Hitomi por mim? – Yuri deu um beijo em seu rosto.

- Eu vou ser a entregadora de vocês, e isso?

- Por ai, mas estou esperando a minha entrega. - falei virando a bochecha para ela.

Após eu receber o beijo e devolve-lo, ela nos olhou.

- Agora sei como a filha de vocês se sente. – riu.

- Esta certo que com ela, não podemos fazer certas coisas que podemos com você.

- Que tipo coisas? - perguntou seria.

- Tipo isso. - puxei seu rosto e dei um beijo rápido nela.

Kelly ficou parada, parecia não acreditar no que tinha acontecido.

- Ei, você esta bem? - Yuri a chamou.

- Acho que sim. Mas e bom parar. Pois não quero que vocês acabem brigando por causa disso. 

Ela foi tentar se levantar, mas a seguramos.

- Nos não vamos brigar, pois estamos fazendo isso de livre acordo. - Yuri falou - E ainda estou esperando você me entregar aquele beijo.

Ela revezou olhares entre nos duas.

- Vocês estão brincando comigo, só pode.

- Não, não estamos. Estamos falando o mais serio possível.

- E beija a Yuri logo, antes que você tenha que pagar um castigo. - falei seria.

- Castigo? Que castigo?

- Como você deve o beijo para ela, ela que vai escolher.

- E essa e a sua ultima chance. - Yuri falou fazendo biquinho.

- Desculpa, mas não vou fazer isso.

- Então será castigada. - Yuri falou seria. 

- Fique a vontade. – sorri.

Ela ficou pensativa por um tempo.

- Esta pronta para o seu castigo?

- Não, e nem quero.

-Mas vai receber ele querendo ou não, assim vai pensar duas vezes antes de não me entregar a minha encomenda.

Yuri se aproximou e mordeu o ombro de Kelly. A vi segurar a vontade de gritar.

- Pronto, não foi tão ruim assim.

- Você diz isso porque não foi no seu ombro. – falou nervosa.

- Mas você mereceu, por não ter me dado o meu beijo. - Yuri cruzou os braços e ficou com uma cara triste.

- Não fique assim meu amor, depois de dou todos os beijos que você merece.

- Mas até lá. Kelly, de esse para a minha mulher. - dessa vez foi Yuri que a puxou e beijou sua boca.

- Não, eu só posso estar dormindo, e isso.

Belisquei o seu braço ao ouvir aquilo.

- Ai, por que você fez isso? - disse passando sua mão onde eu tinha a beliscado.

- Agora que você sabe que esta realmente acordada, por que não me da o beijo que a Yuri pediu para me entregar? - como ela ficou quieta, voltei a falar. – Esta querendo outro castigo?

- Não, com licença. - me deu o beijo em seguida deu um na Yuri também.

- Por que você me deu um também?

- Encomenda atrasada, desculpa gata, isso não vai voltar a acontecer.

- Tudo bem, agora vamos ver o filme. 

Yuri deu play e passamos a assistir ele.

Percebi que Kelly não parecia muito a vontade ali.

- Tudo bem com você?

- Sim, e que eu não esperava fazer essas coisas depois de tanto tempo.

- Então aproveita enquanto tem. - Yuri riu ao abraça-la.

- Vou mesmo. - ela passou seus braços por nossas costas e nos puxou para perto dela num abraço. 

Ficamos assim por uns dez minutos, quando ela se levantou para olhar seus filhos.

- Então, o que esta achando disso tudo? – perguntei.

- Meio estranho, nunca pensei que iríamos mesmo fazer essas coisas com ela.

- Eu muito menos.

Juntei nossos lábios só nos separando quando a ouvimos.

- Tem espaço para mais uma ai?

- Pode vir. - falei antes de voltar ao nosso beijo. Senti a boca dela se aproximar e sua língua se juntar as nossas. Ficamos poucos segundos assim antes de nos separarmos. 

Ela voltou a se sentar no meio de nos duas. Passaram-se alguns minutos quando passei minha mão por trás dela e dei dois toques no ombro de Yuri.

- Certeza disso?

- Se você estiver preparada para isso, sim.

- Do que vocês estão falando? - Kelly perguntou sem entender.

- Nada. - respondemos juntas.

- Se não e nada, por que não me falam?

- Melhor não. - falei - Acho melhor mostrarmos, mas, para isso vamos ter que mudar um pouco de lugar.

Levantei-me e fui para o meio delas e comecei a levantar a camisa.

- O que você esta fazendo? - Kelly perguntou espantada.

- Quero que vocês façam uma coisa por mim.

- O que?

- Bem, a Yuri ama fazer isso e sei a opinião dela, só que quero a de uma pessoa que nunca provou. - tirei um de meus seios para fora e Yuri o atacou - Calma amor, assim você me machuca.

- Desculpa, eu não consigo resistir a eles por muito tempo.

- Tudo bem. - ri - Então o outro fica para a Kelly.

- Para mim?

- Sim. - tirei o outro para fora - Pode atacar, só que tenta não me machucar.

- Você quer que eu chupe o seu peito?

- Sim, por isso ele esta para fora.

Ela ficou o olhando quieta.

- Se você não quiser por causa da cicatriz, eu irei entender.

- Não, não e por causa dela. Já falei para vocês que isso não me incomoda, pois caso não lembrem, eu também tenho uma nos meus.

- Então e o que?

- Só estou achando isso muito estranho.

- Estranho por quê?

- Vocês nunca foram de fazer essas coisas comigo.

- Realmente nunca fomos, mas conversamos muito e decidimos tentar para ver como seria.

- Sei... - parecia desconfiada.

- E a verdade, mas se não quer, tudo bem. - fui guarda-lo novamente, mas ela me segurou.

- Ei, eu não disse isso.

- Mas era o que parecia.

- Você se sente confortável com isso Yuri?

- Não muito, mas divido ela hoje com você. Só não se empolgue demais.

Ela olhou para a entrada da sala.

- Eu fico de olho, não se preocupe. – falei.

- Ok, então lá vamos nós. - ela respirou fundo antes de por sua boca em meu seio.

Devo confessar, ter as duas ali chupando os meus seios foi algo muito bom. Tentei manter o ritmo das duas iguais, para poder aproveitar melhor aquilo, só que seus filhos acabaram acordando e tivemos que parar.

Acordei antes do galo cantar e me virei para o lado de Yuri e passei a dar pequenos beijos em seu rosto.

- Como eu adoro ser acordada assim. - a ouvi.

- Eu sei. Bom dia meu amor.

- Bom dia meus amores. Hoje foi bem mais cedo.

- Assim passamos mais tempo juntas, alem do que, eu queria te dar um presentinho antes de descermos.

- Não precisa meu amor. - ela foi até minha barriga a beijando - Você já me deu quatro lindos presentes.

- Quatro?

- Nossa Aiko, essa pequena sementinha aqui. - tocou meu ventre – Nossa bebê peluda e essa garota linda deitada ao meu lado.

- Qual? - comecei a procurar na cama.

- Eu estou falando de você sua besta. - riu - A garota mais linda do mundo.

- Discordo, nossa filha e mais.

- Esta bem, a segunda mais bonita. Melhor assim?

- Não, pois ainda tem você, nossas mães, a...

- Eu não pedi para numerar todas as mulheres que você conhece, estou falando na minha opinião.

- Esta bem, mas se esse bebê for outra menina, pode me rebaixar a terceira mais bonita. 

- O mesmo para mim. – sorriu.

- Esta bem, mas não acha que e bom nos vestirmos antes que eles acordem?

- Só mais um pouquinho, ainda quero sentir seu corpo contra o meu. - disse abrindo os braços.

 A abracei e ela me puxou para cima dela.

- Bem melhor assim.

Ficamos alguns minutos nessa posição namorando, só parando ao ouvirmos as portas dos quartos se abrirem.

- Não Aiko, deixa as suas mães dormirem. - ouvimos a minha mãe falar no corredor, antes de descerem.

- Acho que já e hora de descermos. - Yuri falou baixinho.

- E uma pena, pois estava tão bom.

- Terminaremos isso depois meu amor. - ela puxou minha cabeça para perto para dar um ultimo beijo.

Levantamos-nos e depois que nos vestimos, descemos para ficar junto a eles. Ao chegarmos à cozinha, a mesma estava vazia.

- Hoje você descansa amor. - Yuri puxou a cadeira para que eu me sentasse.

- E vai fazer tudo sozinha?

- Sim, você já fez muito ontem. Hoje e minha vez.

- Esta bem. Mas se quiser ajuda, estarei à disposição.

Estava ali esperando quando senti umas mãozinhas abraçar minha barriga.

- Bom dia irmãozinho. - disse dando um beijinho nela antes de olhar para mim - Bom dia mamãe.

- Bom dia minha princesinha.

Ela foi apressada para perto de Yuri.

- Bom dia mamãe.

- Bom dia minha filha linda. Senta lá com a mãe que eu vou preparar algo para você comer ta?

- Ta.

- Me diz, gostou de dormir com a vovó? 

- Sim.

- Bom, só que hoje você vai dormir na sua caminha viu?

- A vovó pode dormir comigo?

- Eu acho que ela não vai caber na sua cama filha.

Estava ajudando Aiko a se arrumar na mesa quando meus pais entraram.

- Bom dia garotas.

- Bom dia, o que aconteceu para o senhor estar assim pai? - o vi com uma das mãos na costela.

- Essa pequena ai, me usou como saco de pancadas a noite toda. - riu – Essa bichinha e forte.

- Você bateu no vovô filha? 

- Eu não bati, eu juro. - respondeu com uma voz de choro.

- Ela não tem culpa. Mas pelo visto deve um sono bem agitado.

Ela saiu da cadeira e foi até ele.

- Desculpa ter te machucado vovô.

- Tudo bem minha princesinha. Não precisa chorar. - disse a pegando no colo - Vamos dar uma volta com o vô até o café ficar pronto.

Ao saírem minha mãe foi para perto de Yuri e passou a ajuda-la.

- Ele tem razão, a filha de vocês bate muito forte.

- Ela bateu na senhora também?

- Sim, só que não tanto quanto nele. 

- Desculpa por isso mãe.

- Não, esta tudo bem. Foi até que divertido ver ela batendo nele. - riu - Mas e vocês, aproveitaram a folga?

- Sim e muito.

- Ótimo, e o que fizeram?

- Acho que roubamos a “chocolatinha” de vocês sogra.

Minha mãe ficou nos olhando um tempo até cair à ficha sobre quem estávamos falando.

- Ah, vocês estão falando da Kelly. Fazer o que, eu não posso competir contra as mais novas.

Ficamos ali conversando até que Kelly e os gêmeos descerem também.

- Bom dia tia. - os dois vieram para cima de mim.

- Bom dia meus lindinhos.

Eles foram até Yuri e repetiram o gesto antes de ir para minha mãe.

- Olha se não são os meus futuros namoradinhos. - falou os abraçando. 

- Bom dia senhora Aishiko.

- Bom dia, soube que se divertiram ontem.

- Eu estava precisando, e a senhora estava meio ocupada.

- Entendo, mas saiba que eu não vou deixar te roubarem assim tão fácil de mim. – sorriu.

- Serio que vou ser disputada?

- Quem sabe? Deixa a Agatha chegar e veremos isso.

Fiquei na mesa cuidando dos gêmeos enquanto Kelly se juntou as duas na tentativa de acelerar a preparação do café.

- Tia, quanto o nosso priminho vai nascer? - Alana perguntou olhando para minha barriga.

- Ainda vai demorar um pouco, mas se tudo der certo, vai nascer em maio ou junho do ano que vem.

- E menino ou menina?

- Eu ainda não sei, pois ele e muito pequeno ainda para saber. Mas pode ser um menino, uma menina ou aqui dentro pode ter dois bebês também.

- Como nos dois? - Raphael perguntou.

- Isso, igual vocês. Só que a tia vai saber disso no dia que for ao medico. Mas o que vocês preferem, menino ou menina?

- Os dois. - ela respondeu.

- Os dois?

- Sim tia, menino ou menina. - ele falou sorrindo.

- Então vocês não irão ficar tristes se nascer um outro menino ou uma outra menina?

- Não. - os dois responderam.

- Menos mau. – sorri.

Quando as três terminaram de por a mesa, minha mãe saiu e voltou poucos minutos depois com meu pai e Aiko.




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