História Sombras do sucesso - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agências, Horror, Terror, Trainees
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Julgamento de Jung. Tensões no tribunal. A Sorte ganha força


Mesmo que o tempo passe, certas coisas não mudam. Em 2030, os países asiáticos, com destaque para Coreia do Sul e Japão, permaneciam sendo os lugares onde o crime menos compensa. Não importa se quem fez algo ilícito foi um faxineiro ou um juiz, todos são julgados sob a mesma lei, e não poderia ser diferente para Jung, que estava em prisão preventiva.  Desde então, havia tentado se matar imediatamente ao entrar no presídio. Era um caso meio conturbado, pois o acusado dizia coisas estranhas como 'Ele está vindo me pegar, o demônio esverdeado'.

 Também estava desesperado pelo o que estava acontecendo, pois, segundo seus dizeres, não se lembrava do motivo de suas ações, era como se estivesse sido controlado naquela noite. Mas, tais coisas não existem. Mesmo assim, o seu julgamento estava marcado para a quinta mesmo, já que com o surgimento da automação em processos judiciários, utilizando inteligência artificial para resolver pequenas causas, a velocidade para os julgamentos terem sentença promulgada ficavam na média de um dia, ao invés de um ano, tal como era na década de 10.

O mundo havia mudado.

Todavia, casos complexos, como o do professor Jung que supostamente aliciou uma garota em uma festa da agência YK no dia anterior, não poderiam serem julgados por uma máquina, já que demandava especialmente dos depoimentos de réu e vítima, além do laudo das câmeras de segurança do local na quinta-feira, da qual, aquela fita não pegava o resto das coisas que aconteceram naquela festa, sua gravação fora exclusiva para capturar Jung em suas ações. O tribunal de Seul ainda seguia a arquitetura antiga, com mesas longas, de madeira do século passado, cinco na direita e esquerda com um amplo corredor no centro, onde ficavam a imprensa e os familiares dos envolvidos na parte de trás. Perto do juiz, vestido a altura e já com idade avançada, que ficava no centro em uma cadeira mais alta, ficavam réu e vítima, um de cada lado, separados pelo magistrado.

 O julgamento tinha completado mais ou menos uma hora de duração e tudo estava se encaminhando para a decisão magna do juiz, mas, antes era o momento das declarações finais das partes envolvidas, começando por Jung, que estava nervoso, já com a roupa laranja, de presidiário, e dizia, olhando para os lados:

— Foi tudo isso que aconteceu… Ela consentiu com tudo do começo ao fim, tudo bem que era uma ocasião turva, porém eu apenas tinha tomado… Três. — Jung apontou sua mão para cima, mostrando quatro ao invés de três. —  E em nenhum momento forcei ninguém a fazer nada. As imagens não mostram o contexto…

— É mentira! — Gritou a menina do outro lado. — Ele me forçou sim!

— Ordem, por favor, os trabalhos precisam continuar na sua devida ordem. Prossiga, Senhor Jung… E Senhorita Choi Hwa, logo será seu turno. Peço que tenha um pouco de paciência.

— Obrigado, meritíssimo. Então, como estou dizendo durante todo o julgamento, não fiz nada de errado. Era apenas uma brincadeira… Não tenho nenhum tipo de segundas intenções com alunas, foi só esse dia que teve essa movimentação toda por nada.

— Mais algum adendo? — Perguntou o Juiz.

— Não, já disse tudo que é necessário. E por favor, eu não sou esse tipo de pessoa, todos me conhecem da antiga banda. Eu era uma pessoa pública, e agora era professor de uma das maiores agências da cidade. Por favor, considere o meu lado...

— Senhorita Choi, por gentileza, suas considerações finais. — Disse o Juiz, ignorando Jung e voltando o olhar para a garota.

A menina tinha menos idade que a maioria das garotas selecionadas para o programa da YK, apenas dezessete anos, cabelos castanhos, tal como seus olhos, usava uma roupa simples, embora tivesse uma personalidade forte, estava também completamente abalada ao ouvir a voz daquele professor, do qual se negava a vê-lo. O medo da garota era mais do que normal, suas mãos estavam geladas e tremia em demasia:

— Primeiro de tudo, estou enojada de como esse porco mente dessa forma tão natural…

— Senhorita! Por favor, abstenha-se de palavras de baixo calão na corte, sim? Mantenha a compostura. — Alertou o magistrado.

— Desculpe… É que é difícil... Muito complicado me manter polida perante a corte com esse... Deixa para lá. As imagens que todos aqui vimos anteriormente comprovam tudo. Ele me puxou para o banheiro com tanta violência que estou machucada! — A garota começou a chorar, mostrando o arranhão no braço, um ferimento leve, pelo menos no âmbito físico. — Ele… Ele me usou!

— Mais algo a declarar? — Questionou o magistrado.

— Não… Quer dizer, apenas quero que prendessem esse… Esse… Deixa quieto… Achei que ia ser ótimo estar naquela agência, mas não sei como contrataram esse cara. Só pelo fato de ser famoso acha que pode tudo, que não há lei que o prenda, ou coisa parecida!

 

 

Tudo que foi obtido pela polícia a fim de desiquilibrar os argumentos de ambos os lados, eram as gravações turvas do dia da festa. O que era mostrado parecia ser um caso de assédio. Já que o professor realmente arrastava a garota, e a mesma estava com uma feição assustada, a imagem não era muito boa, logo isso era o máximo que podia ser identificado. A perícia tinha até registrado no laudo que o educador também tinha marcas de arranhões no rosto, atestando que talvez não fosse a primeira garota que ele havia tentado pegar à força.

E assim, com a força do depoimento da vítima e com todas as provas palpáveis, o juiz deu sua sentença:

— Com todo o aparato técnico, relatado em um laudo oficial da polícia criminalística, acompanhado das imagens que dão força ao depoimento da vítima, pela marca no rosto do professor, e principalmente, pelo modo da qual conduziu a Senhorita Choi até o banheiro na ocasião… Condeno o réu a pena de dez anos em regime fechado, não obstante, o mérito da sentença pode ser rediscutido em recurso de apelação na Corte Superior da Coreia do Sul.

Sem dizer uma palavra sequer, praticamente aceitando a sentença, o professor levantou e foi acompanhado pelos policiais, para o carro que o levaria a unidade penitenciária da cidade. Todo aquele seu afinco em se defender havia se desvanecido. Principalmente pelo fato dele saber o motivo de ter feito aquelas coisas. O jogo estava perdido por completo, afinal fora uma imensa tolice ter ido àquela festa, sabendo que o seu credor estava cada vez mais impaciente com a dívida da qual possuía. Enquanto estava no veículo da polícia, pensava no seu passado de glória e de todo o sucesso que teve em outros tempos, e de como a Sorte realmente controlava tudo e na relutância de cumprir todas as exigências do mesmo, perdeu o vínculo e isso o levou à prisão, onde provavelmente ficaria até o último dia de sua vida.

Foi arrancado a força do carro quando chegaram no complexo penitenciário, depois, levado dentro os corredores, acompanhado dos risos de outros presos. O engraçado era que, muitos ali tinham sido colocados ali em circunstâncias parecidas com as de Jung, afirmando que estavam sendo controlados e que não eram os reais responsáveis pelas próprias ações. Algo completamente idiota, mas ninguém se importava com todos ali darem as mesmas desculpas, já que os julgamentos são isolados e não fizeram questão de procurar saber mais a fundo.

Depois de ser encaminhado até a cela destinada a ele, foi empurrado lá para dentro. Onde havia apenas o chão cinza e duro, todas as paredes tinham marcações de dias, e todas eram de concreto multicamada, algo impossível de se quebrar. Depois que foi deixado sozinho, esperara os policiais se afastarem, para começar a falar sozinho, esperando respostas:

— Por quê?! Por quê?!

Uma sombra surgiu e se materializou na frente do agora ex-professor, algo que não era possível de fazer antes, claramente a Sorte tinha ganhado mais poderes e influência no mundo humano graças ao ritual que estava conduzindo. Ele também tinha negócios com todos os membros da agência e junto de todos os outros presos daquele complexo. E com seu modo tradicional de provocar as pessoas com palavras ácidas e sarcásticas, respondeu aos apelos do ex-professor:

— ‘Por quê?!’, ‘Por quê?!’. Eu avisei que se parasse os pagamentos, veria sua vida se desmanchando pelas suas mãozinhas de viado… Mas, não quis me ouvir… Por que ninguém entende que eu que controlo tudo nesse planeta imundo? Não há escapatória uma vez que se mancomunou comigo...

— Mas… Mas… Mestre, você me pediu para matar minha mãe a fim que eu e minha banda continuássemos fazendo sucesso! Eu até consegui um cargo de professor… Achei que havia me esquecido e deixado à dívida de lado. Além disso, fiz tudo para o plano que envolvia Yuna desse certo.

— Que ridículo... Humanos são péssimos para cumprir acordos. Apenas permiti que obtivesse este cargo porque seria útil para os meus outros planos… Como ajudar a colocar Eun-Kyung, sua aluna, em uma forca. Sabia que ela se matou mesmo? Yuna e você conseguiram atingir essa proeza.

— O quê? Yuna? — Dizia Jung, olhando para o chão.

— Sim, diferente de você, ela sabe jogar o jogo. Fez tudo exatamente como mandei e o ritual está praticamente pronto.

— Mas nenhuma daquelas moças deveriam ter morrido, você não respeita a vida humana?

— Eu? Desculpe, deixo isso com... Como se chama mesmo? 'Direitos Humanos'? Enfim, não me importo com as vidas desgraçadas de vocês, o ritual é tudo que importa. Irei levar todos ao meu mundo, onde deixarão de serem tão inúteis.

—  Elas não mereciam morrer. Não mereciam!

— Deixa de ser hipócrita, você odiava aquelas outras garotas e só tinha olhos para Yuna… Mas, como o amado professor Jung não era mais útil para meus objetivos depois do que aconteceu com Kim, controlei sua mente para que avançasse em todas as garotas menores que visse naquela festa… Agora, nunca mais sairá daí, pode ter certeza.

— Por que apenas não me deixou em paz? Minha banda era um sucesso, mas, do nada todo mundo brigou e acabou mais rápido do que começou… Já não era punição suficiente?

 

 

A sorte sentou-se no mesmo chão de onde o professor estava, e ficou rindo descontroladamente para ele, não havia nada que dava mais deleite para aquele demônio do que ver seus ‘clientes’, como assim chamava, sofrendo por não conseguir pagar suas dívidas, tal como um viciado em drogas que precisa vender até mesmo o próprio corpo. Mesmo que o ser parecesse ficar irritado quando não tinha sua parte do acordo com os humanos cumpridos, se divertia ainda da mesma forma. Ver aquele homem, com todos seus sonhos destruídos, apenas porque não conseguiu ir até o fim, fazia o dia daquele demônio valer a pena.

Ainda dando risadas, a Sorte continuou:

— Pelo simples fato de eu ter de dado cada vez mais sucesso, e quando eu comecei a precisar do meu… Material, você deu para trás. Porque era tão difícil matar sua própria mãe? Isso que deu tentar fazer o ritual com humanos idiotas... Nada mais do que merecido o senhor ter parado aqui, atrás das grades. Pode até me chamar de vilão, sádico, e todos os maus adjetivos, porém, apenas trabalho com acordos. Não obrigo ninguém a começar, vocês que vêm até mim…

— Se esse é o único jeito de que nossas vidas miseráveis possam ir para frente, o que esperaria de nós? Você deixa todos em uma armadilha, que tipo de Deus é você?

O demônio riu mais ainda, fazendo ecoar a mesma risada para todos os presos do complexo, essa era a diversão máxima e absoluta dele, ouvir aquilo era quase um orgasmo aos seus ouvidos. O desespero humano, de quem faz tudo porque não há outro caminho. Então, respondeu, quase morrendo de rir:

— Você é muito engraçado humano, deveria ser um comediante. Se não fosse por essa piada, teria lhe matado agora mesmo por ter me chamado de "Você". Eu te digo a verdade, é porque este é MEU JOGO e são as MINHAS REGRAS. A humanidade está regida por um Deus mau, um Deus implacável, um Deus podre, assim como vocês todos. Nada mais merecido né?

— Eu só espero que alguém consiga mudar isso...

— Nunca irá… Aliás, minha princesinha está a dois passos de cumprir o acordo por completo, estou apenas esperando o momento certo para começar a mover as peças do jogo. Acredita que ela até despedaçou uma mulher para mim?

— Quem? Quem foi essa vítima? — Perguntou Jung, incrédulo.

— Min Hae-Kyung...

— Não! Como aquela garota teve coragem de fazer isso? —  O ex-professor bateu na grade da cela.

— Ela é o mal. Confesso que não esperava que desse certo, mas fez e fez com prazer!

Naquele momento, o ex-professor lembrou-se do último diálogo que teve com a enganadora, ainda bêbado, mas mesmo assim, conseguia se lembrar de parcialmente do que ela havia dito:

— ‘Eu sou um monstro e é melhor não mexer comigo’. — Disse ele, puxando pela memória. — Não posso acreditar que ela iria tão longe assim… Por isso, por isso que ela está fazendo tanto sucesso! Mas, se faltam dois passos, ela matou três pessoas… Foi isso? Lembro que precisava de cinco.

— Isso não lhe diz respeito, apenas queria assustar-te mais um pouquinho. Ao contrário de você, ela não foi uma falha. E eu irei cobrar o que todos desse mundo me devem antes que o meu plano, o mestre do planeta Terra, seja concluído. Afinal, quero me divertir ao máximo até lá.

— Você me enoja… Você é um monstro! — Gritou o professor. — Não sei onde estava com a cabeça quando me envolvi com seus contratos…

— Eu sou um monstro, e estou farto de sua voz de mulher. Hora de dormir… Será o primeiro a entrar no meu mundo, até porque o ritual funciona parcialmente com o que já tenho...

A Sorte fixou seus olhos no professor que imediatamente desmaiou para um sono do qual nunca acordaria mais. Não o matando de fato, mas induzindo um coma do qual o professor ficaria para sempre, ou pelo menos, até o demônio mudar de ideia, algo que nunca aconteceria. A alma do ex-professor foi lançada ao abismo, o grande abismo vermelho.

— Hora de mexer mais peças, em breve Yuna… Sua vida irá para o fundo do poço… Junto com sua fama. Estou mais forte do que antes, pois acredito que será necessária força máxima para o momento certo, não serei pego por seus olhos malditos de forma desprevenida.

 

 

Depois de algum tempo, um guarda, que estava passando pelos corredores daquele setor, vira o recém-condenado desmaiado no chão e chamou por ajuda, desesperado com o que estava acontecendo, pois, todos os outros presos entraram no mesmo coma ao mesmo momento, instaurando um terrível silêncio no ambiente. Como uma reação em cadeia, todos os agentes, inclusive aquele que vigiava o corredor de Jung caíram no mesmo sono.

Não demorou muito tempo para estes casos ficarem nas mãos dos maiores institutos de investigação da Coreia do Sul, porém isso não era o suficiente, a Sorte passava por quem quer bem entendesse e os jogava em um sono eterno apenas fazendo sussurros em seus ouvidos, nem ao menos era mais necessário haver dívidas, sua força já era muito maior.

Logo, os médicos constataram que as pessoas tinham entrado em um misterioso coma, e que os casos se multiplicavam em uma velocidade inacreditável, estava se tornando um problema de saúde pública, mas que ainda era possível de esconder dos olhos da cidade e do mundo. Todavia, com o avanço das habilidades daquele demônio, talvez, em breve, o mundo todo poderia entrar em um sono eterno. Antes de fazer isso, a Sorte ainda tinha uma pessoa para consultar antes de colocar todos para dormir, por isso, voltou até a agência de Yuna, uma das suas maiores vantagens era o gato de poder ir à qualquer lugar do mundo sem dificuldades, além disso, tinha um destino específico: A sala de medicação. O médico estava de pé, organizando todos os seus remédios em cima de uma maca vazia, era sua maior mania, ou um passatempo como ele mesmo se referia a essa prática.

Quando a Sorte se materializou na sala, o médico disse, ainda sem virar seu rosto a criatura, e sem parar de arrumar seus preciosos medicamentos:

—Então, já veio me matar? Tão cedo?

— Ainda não, doutor. Precisarei de um último favor...

— Como sempre, direto ao ponto. Se já está aqui, posso supor que já colocou Jung para dormir... Ele deve ter ficado surpreso com o que andou acontecendo enquanto esteve fora. — O médico estava com a maior seringa de seu estoque em mãos.

— Nunca vi um humano reagir tão naturalmente à própria morte. Uma das minhas maiores fontes de diversão vêm quando vocês ficam aterrorizados com a sensação da morte estar perto. Mas, você não é assim... Que entediante.

— Por que ter medo? Tudo morre, é uma regra que nunca mudará... Nem mesmo você pode escapar dela. — O médico guardou a seringa e começou a arrumar uma caixa repleta de comprimidos.

— Eu estou acima de suas regras, meu caro. São os humanos que precisam viver como se não houvesse amanhã, e mesmo assim acabarem como pobres e podres cadáveres.

— Se é tão certo disso, qual o motivo de estar procurando mais poder antes de fazer o penúltimo passo do ritual? Está com medo de Yuna?

Aquilo era tudo que a Sorte não queria admitir, no fundo de seu ser, sentia medo daqueles olhar que apenas a enganadora era capaz de emitir, e aos poucos se tornava algo assustador até para um Deus. Porém, seu orgulho falara mais alto como sempre:

— Sempre te achei muito inteligente. Mas acho que estava errado este tempo todo, não tenho medo algum dela, na verdade, irei me livrar daquela fanática por sucesso, prendendo-a no pesadelo igual farei com todos vocês... Eu controlo tudo e todos e sou invencível.

O médico levantou, ignorando aquela conversa com o demônio, e pegara mais uma caixa de remédios. Esta era um pouco mais difícil de carregar, forçava bastante suas costas, mas não se importava nenhum pouco com aquela sensação de dor, já que não se comparava com o que sentia em seu coração. Sentou-se em uma maca, começara a arrumar tudo em ordem alfabética e ia dizendo:

— Mas ninguém pode controlar alguém com aquela aura, duvido que consiga. Vocês são iguais, dois viciados, a garota ama sucesso; você, poder. Enfim, o que quer de mim?

— Grave a próxima conversa que você tiver com Yuna, amanhã mesmo, ela passará aqui. Use sua lábia e a faça confessar seus assassinatos. Apenas você pode fazer isso, por razões óbvias.

— Que interessante, então farei algo de legal antes de minha alma ser devorada pelo pesadelo, parece justo. Embora também quisesse ver o que acontecerá quando vocês dois lutarem entre si. Mas, infelizmente, eu não verei.

— Não verá mesmo. Agora, pode ficar aí arrumando suas tralhas à vontade.

— Eu estava fazendo isso, antes, durante e depois de nossa conversa. Por que me deu permissão apenas agora? Sua preocupação estava lhe desconcentrado nos detalhes mais irrelevantes? Confesso que me assustava antes, mas te ver perdendo o controle da situação dessa forma me faz ter um pouco de pena.

— Irei fingir que não me desrespeitou dessa maneira, querido doutor.

— Irei fingir que não lhe avisei, querido demônio. — O médico deu uma risada, virando-se para a Sorte.

 



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