História Sombras Vermelhas - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama
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Palavras 2.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


'Ás vezes, em meio a um ato inesperado, vem o ato da loucura, os fatos podem estar aonde menos se espera..."

Música: "Have A Cigar - Pink Floyd"

Capítulo 3 - Capítulo - Fatos


Fanfic / Fanfiction Sombras Vermelhas - Capítulo 3 - Capítulo - Fatos

21:20 PM

APARTAMENTO DO INVESTIGADOR RONALD

LOCALIZADA NO NOROESTE DE VERTO.

A lareira clareara aquela sala escura, onde um vinho quase vazio se fazia presente em uma mesa de vidro, duas taças vazias, apesar do breu que dividia sua presença com aquela lareira solitária, pequenos suspiros se ecoavam naquele momento. Duas pessoas se beijavam loucamente naquele lugar, ambos sentados num sofá grande e aconchegante, estavam ofegantes, corações palpitando de adrenalina e prazer.

Rony beijara feito louco uma mulher que por sua vez se envolvera cada vez mais em seus braços. Angel não se continha de desejo, encarava-o com vontade e desejo, suas palavras saíra quase tremidas de adrenalina.

— Você beija muito bem! — Angel disse com a voz embriagada de desejo.

— Quero que seja minha hoje e sempre. Esperei desde o momento que pôs meus olhos em você, te desejo! Quero ter você entre meus braços! — murmurou Rony.

O clímax de romance chegara ao seu ápice, Rony ficara em cima de Angel, seu membro latejara dentro das calças, estava ficando louco, começou a tirar vagarosamente a blusa dela, com cuidado, com desejo, com vontade, enquanto os suspiros de Angel cada vez mais se faziam presente naquele lugar.

— Quero você dentro de mim e agora! Quero te sentir! — sua voz estava tão sensual, mordiscou os lábios.

— Está me enlouquecendo, te fazer minha!

Mal completara a frase, os lábiossedentos de Angel envolveram os dele. Ele abaixara a calça e a penetrara vagarosamente, fazendo Angel gemer com vontade e excitação. Os gemidos ficavam mais altos, Angel arranhara as costas daquele homem que por sua vez faziam movimentos cada vez mais fortes, podia-se ouvir o barulho dos corpos se encontrando cada vez mais.

Respirações cada vez mais ofegantes, ele começou a beijar a curvatura do pescoço, causando lhe leves arrepios na macia pele, sentia o corpo delgado de Angel contra o seu. Adrenalina aumentara, ela mudara de posição, ficandopor cima, com um olhar dominador o encarava, num movimento ousado pegara suas algemas e prendera aquele homem na cama.

— Mesmo que seja loucura, quero que faça de mim o que bem entender! Meu corpo é seu. — ele disse com a voz leve e ofegante.

Ela com aquele sorriso sarcástico e sem vergonha, aproximara seu rosto ao dele, e deu um leve gemido seguido de um breve sussurro.

— Melhor acordar... — ela disse enquanto se inclinava ainda mais sobre ele.

— Como assim?!

— Sim, acorde... — um sorriso maroto curvava os lábios carnudos.

O som do ranger da velha porta ecoou por todo lugar, naquele instante tudo ficara em silêncio, a mulher que lhe dava prazer sumira como em um passe de mágica, uma forte luz ele ofuscava sua vista. 

Lá estava a jovem oficial Ellen Delcolli, esta era dona de um perfil magnifico, alguns fios de seu cabelo ruivos dançavam com o vento, o encarava com um ar de curiosidade e segurando para não cair na risada devido toda aquela cena.

Ele a olhou de relance, sentiu o rosto ferver. 

Maldição.

— Credo parece que viu um fantasma, acorde não temos tempo para ficar tirando cochilos no meio do expediente, esqueceu que hoje é plantão pela cidade?— informou Ellen com um olhar penetrante.

Rony estava atordoado e excitado, talvez fosse o efeito daquele antigo vinho que guardara para uma ocasião especial que o deixara daquele jeito pensativo ou da forte excitação que sentira por causa do sonho que tivera com a detetive Stewart. O coração de um homem indomável e de jeito misterioso se rendia aos encantos de uma mulher que só olhara como um fiel amigo, um companheiro de equipe.

— Está com uma expressão péssima. Céus! Estava se masturbando no sonho é? Ou isso tudo é alegria em me ver?— questionou Ellen bem sarcástica com aquela situação.

Apesar dos risos sarcásticos, ele não se importara, estava desligado, pegara sua jaqueta preta, sua pistola M9, verificou se estava carregada e saíram do minúsculo apartamento, desceram os degraus em silêncio.

Ronald podia sentir o olhar penetrante de sua ajudante em sua costa.

You owe it to the people.

Cruzaram com passos rápidos o hall de entrada, um ambiente mal iluminado e desprovido de uma boa decoração, ajeitou a jaqueta antes de sair, abriu a imensa porta de entrada do prédio.

Os dois atravessaram a rua vazia, uma leve garoa caia molhando o asfalto já frio, ele abriu a porta do Ford, ajeitou-se no banco e destravou a porta para sua parceira entrar.

Durante o percurso para o destino indesejado, Ellen escutara um som que lhe agradava, percebera que alguém não estava ali em mente.

— Tenho que te perguntar ou você que me dizer o motivo de estar mais frio e distante? — perguntou a jovem parada ao seu lado com os olhos atentos na rua escura.

— Se prestar atenção enquanto dirige para me dirigir a palavra, vai acabar nos matando.— desconversou, afinal não estava com vontade de expor seus problemas.

— Qual é Ronald, te conheço de outros festivais e a forma que te encontrei, só podia estar sonhando com mulher e eu já sei quem pode ser. — disse voltando seus belos olhos para encará-lo.

Ele nem sequer pestanejou, engoliu em seco, coçou o queixo e arfou.

— Já gostou de alguém a ponto de ter sonhos eróticos com essa pessoa e perceber que a realidade é muito filha da puta para te compensar?

— Entendo. Já me envolvi com vários cretinos de pintos pequenos, então posso compreender exatamente como esta se sentindo — Ellen respondeu um pouco sarcástica.

— Hãn! Espera, estamos falando de pênis ou do sofrimento?

Ellen não resistiu a uma gargalhada, era obvio que seu parceiro estava tão distante para não pegar o toque de ironia naquela comparação.

— Céus! Estou apenas tentando te dizer do modo como me é natural, sabe tocar aonde acho interessante. Mas como eu já disse, tenho quase certeza que conheço essa pessoa que está te deixando com os pés fora do chão— disse Ellen apertando o macio volante de couro.

Ele a encarou por um breve segundo e voltou seus olhos para a rua.

  —  Você não é um pingo normal —  resmungou Rony.

  — Vá se ferrar, Ronald! Me diga quem é normal nessa porra de cidade?   

Rony dava um leve sorriso, o luar estava predominante em Verto. Nenhuma viva alma, o toque de recolher se dará naquela cidade, era raro perceber uma agitação, mas naquela noite, era exceção.De um beco mal iluminado de ondesairá duas Mercedes pretas, ambas em alta velocidade, já não havia mais conversa entre eles, a oficial Delcolli apertara as mãos no volante de couro, este que emitira um rangido suave, enquanto Rony começara a se armar, pegara duas armas.

O investigador apenas trocou olhares com sua subordinada, àquele era o momento perfeito para dar uma esquentada naquela noite fria. A perseguição começara, o carro dos policiais correra como nunca, enquanto os de trás também.

Have A Cigar ecoava através das baixas ondas sonoras do velho rádio no painel do Ford, a mulher se empolgara no volante, o investigador Patterson prepara para atirar, o silêncio seria embalado com o fritar dos pneus e um atordoante agudo dos tiros.

No, no, no.

"Wecall it Riding the GravyTrain

We'rejust knocked out..."

 

●●●

 

23:00 PM

PRÉDIO DA POLÍCIA LOCAL

LOCALIZADA NO LESTE DE VERTO.

Um legista examinara um corpo que fora encontrado, enquanto a detetive Stewart interrogara Albert, este que por sua vez não colaborara com a situação, Camila anotava tudo o ocorrido na sala, atentamente. O velho relógio circular que se encontrara numa das paredes da sala interrogatória era o único ponto que Albert olhara a cada cinco minutos, nervoso e ao mesmo tempo irritado. A detetive estavasentada frente a aquele homem, sua assistente, sentada em uma mesinha com a máquina de escrever.

— Se o senhor não quiser contar, tudo bem — anunciou Angel enquanto erguia as mãos, respirou de forma calma e voltou sua atenção para a assistente que mantinha a cabeça baixa concentrada no que anotava. — Assistente Sanders acho melhor você tomar um café, teremos uma longa noite.

A jovem ergueu seus olhos e notou o olhar penetrante da oficial a sua frente, aquela era a primeira vez que alguém se referia a ela através de seu sobrenome. Sabia que seria dessa forma; cordial como os policiais se tratavam, nada de nomes ou apelidos, apenas sobrenome, mesmo ela não sendo uma agente, teria que se acostumar.

— Estou bem, não tenho problema de estar aqui a noite toda— respondeu com mostrando um ar de confiança.

O homem de meia idade a arregalou os olhos e murmurou baixo, enquanto esfregava as mãos. Elas só podem estar me gozando pensou ele atordoado.

— O que? Vocês não podem me manter aqui! Eu já disse e repito! Sou inocente! — rebateu Albert com um ar de frustração.

A policial não ligara, ajeitara o cabelo que estará preso, mexia em sua blusa para ajeitar, já que lhe incomodara os seios, enquanto Camila observava atentamente aquela mulher que de certa forma era interessante.

— Posso ver que você tem algo a dizer, está na sua cara, mas está com medo, se colaborar, te dou minha palavra que será protegido, ao contrário ficaremos aqui a madrugada toda, você escolhe. — a detetive proposto.

Um riso de medo misturado com loucura ecoou naquela sala.

— Isso foi uma piada? Você proteger? Pensam que sou algum idiota! Se eu contar, não estarei vivo amanhã. Vocês não podem nem se proteger, imagine a minha vida — debochou.

Detetive Stewart ergueu os ombros e arqueou a sobrancelha.

O som das teclas da maquina de escrever dava vida naquela sala cinza, de cor sóbria, Camila quieta, atenta, escrevera, mas naquele momento houvera a pausa, o som do celular ecoou, Angel atendera retirou o do bolso de seu casaco e atendeu.

 Alô...alô...alguém na escuta?— a voz da oficial Delcolli.

A ligação estava péssima, malditos chiados cortavam a voz da oficial do outro lado da linha, deixando Angel impaciente.

— Agente Delcolli, me informe sua localização?— a detetive solicitou.

Chiados, malditos chiados.

— Angel estamos...

Antes que pudesse ouvir a localização, ligação perdera sinal, tentara ligar mais uma vez, mas não obterá sucesso, recordou-se que dentro daquela sala o sinal não era receptivo.

Ela mordeu os lábios e ajeitou-se sobre a cadeira e voltou seus olhos para a única testemunha do homicídio horas atrás.

— Continuaremos o interrogatório — anunciou mostrando uma firmeza na voz.

Detetive Stewart sabia que o cansaço iria fazer com que ele se abrisse o jogo querendo ou não, a famosa pressão psicologia, por outro lado sabia que não poderia prosseguir o interrogatório sem a presença de um advogado de defesa, mas ela estava se fodendo para as normas.

Permaneceram quase duas horas dentro daquela sala, maldito era resistente, mas Angel era turrona e não desistira facilmente, virou-se para sua assistente e estendeu sua pistola, a jovem a se espantou mas pegou a pesada M1911, caso inesperado acontecesse. Poucos policiais naquele turno.

— Intervalo — anunciou Stewart.

Camila concordou, ajeitou os papeis sobre a mesa e seguiu sua superiora para fora da sala, ao fechar a porta atrás de si a detetive solicitou para que os dois policiais entrassem na sala de interrogatório, ela gesticulou para que a jovem não a seguisse.

Angélicacaminhouatésua sala, precisavadescobrir onde estavam seus agentes, ainda mais sabendo que a noticia a essa altura já tinha chegado aos ouvidos dos mafiosos. Ao entrar em sua sala, fechou a porta e rapidamente discou o número da agente Delcolli, mas só chamava, resolveu discar para o Ronald, mesmo resultado.

Frustrada, partira rapidamente para o interrogatório. Naquele segundo, a luz faltara, um breu assolara a delegacia, a euforia tomou conta dos poucos policiais que estavam naquele local,  Angélica tinha uma mini lanterna pressa ao seu cinto e correra rapidamente para a sala, mas os vinte segundos corridos não foram suficientes para evitar o inevitável.

 

●●●

 

Do outro da cidade, na localização oeste da cidade a perseguição continuara a base de tiros, homens encapuzados com rifles de grande porte atiravam no veículo dos policias. Ronald atirara, mas para a infelicidade eram dois contra uns sete homens, estavam em desvantagem. As pouquíssimas pessoas que ainda tinham coragem de andar naquele horário se escondiam aonde era mais viável para suas vidas. 

A oficial Delcolli não pensou duas vezes, socou o pé no acelerador fazendo o carro cantar os pneus. Ronald num ato louco parara de atirar, entendera a ideia de sua parceira.

— Agora é hora do "tudo" ou "nada" — anunciou o oficial Patterson.

Ellen concordou e mostrou um sorriso sádico para o parceiro.

Ás vezes, em meio a um ato inesperado, vem o ato da loucura, os fatos podem estar aonde menos se espera.

"Come in here, dear boy, have a cigar

You'regonnagofar

You'regonnafly "high..."

 



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