História Somente amigos. - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Drama, Naruto, Penelope Ward, Reencontro, Romance, Vizinhos
Visualizações 77
Palavras 3.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Cap 7


Sakura.

Dois dias depois, eu estava tomando café quando recebi uma notificação de mensagem no celular. É o dr. Sasori.

"Sasori: Vamos jantar amanhã?"

Penso na resposta. Será bom ter algo que me distraía do Sasuke, desde a conversa que tivemos na outra noite, as coisas estão mais cordiais entre nós. Pelo menos ele não me evita mais.

Depois de sua apresentação na noite anterior, voltamos para casa juntos. Foi uma viagem silenciosa, mas um passo na direção certa. As coisas estão tão boas quanto podem estar. O problema sou eu, ainda não consigi sufocar a atração que sinto por ele e não sei onde traçar o limite das minhas emoções.

Logo seguiremos caminhos distintos, sem mencionar o importante detalhe do relacionamento sério que ele mantém com Karin. Eu nunca faria nada com a intenção de prejudicar essa relação. Mas, mesmo assim, não consigo controlar o que sinto. Digito uma resposta para Sasori:

"Sakura: Claro. A que horas?"

A voz profunda de Sasuke me assusta.

— Vejo que fez café com a fusão especial.

Dou um pulo e largo o celular, ele ri.

— Interrompi alguma coisa? Estava conversando com um cara?

— Não.

Ele me olha, desconfiado.

— Mentirosa.

Deixo escapar uma risadinha nervosa.

— Quer café?

— Tentando mudar de assunto?

— Talvez.

— Quem era?

— Sasori.

— Dr. Danger?

— Sim.

— Já ouviu falar que é perigoso dar mole para estranhos?

— Já.

— Perigo. Danger . Tem a ver com o nome do cara.

— Ah, é?

— Tenho certeza.

Ele serve café em uma caneca e olha para mim.

— É sério? Dr. Sem Graça? Vai sair com ele?

— Sim, amanhã à noite. O que você tem contra ele, afinal?

— Ele é desrespeitoso.

— Como assim?

— O cara comeu você com os olhos antes de saber se éramos namorados.

— Talvez seja sensitivo, só isso.

— Como?

— Ele pode ter notado seu desprezo por mim. Era bem óbvio.

— Aonde ele vai te levar?

— Ainda não sei.

— Devia procurar saber.

— Que importância tem isso?

— Caso você desapareça, será o primeiro lugar que direi à polícia para começar a busca.

A tarde passou, e eu ainda não sei o que vestir. Sasori disse que iremos a um restaurante à beira- mar. Será uma noite úmida, então escolho um vestido tubinho de estampa floral que comprei no começo do verão, em uma das vezes que saí com Karin.

Então ouço Sasuke ofegar do outro lado do corredor. De novo não. Não me atrevo a ver o que está acontecendo, não depois do que ocorreu na última vez, quando testemunhei a farra da punheta.

Depois de alguns minutos, ouço outro ruído de socos junto com a respiração ofegante. Quebro o juramento de não ser intrometida e saio do quarto para conferir a cena.

Encontro Sasuke na sala de ginástica, golpeando um saco de pancadas da Everlast. O suor escorre-lhe pelas costas esculpidas. A sala cheira a suor e perfume. Seu cabelo está ensopado. Ele usa fones de ouvido, e eu consigo distinguir a música que brotava deles.

Rangendo os dentes, ele bate cada vez mais forte no equipamento de borracha preta. Meu coração bate mais depressa a cada soco. Quando me aproximo com cautela, ele grunhiu:

— Melhor sair da frente.

Me encolho quando seu braço passa perigosamente perto de mim. Recuo, mas fico assistindo ao treino do canto da sala. Já tinha visto Sasuke se exercitar antes, mas nunca desse jeito.

Com Karin longe há tanto tempo, ele deve estar carente de sexo. Talvez por isso extravasasse no saco de pancadas. Qualquer que fosse o motivo, eu estou hipnotizada pela energia que ele emana e não consigo desviar o olhar. De repente ele para, tira os fones de ouvido e se aproxima da porta, onde havia instalado uma barra de metal para flexões. Meus olhos acompanham o movimento de seu corpo ao levantar o próprio peso, enrijecendo o abdome definido a cada repetição.

Sasuke se solta da barra e limpa o suor da testa com o dorso da mão.

— Não tem nada melhor para fazer em vez de me ver malhar? Não devia se arrumar para sair?

— Já me arrumei.

— Esse vestido é da Karin, não é?

— Não. Ela tem um igual, mas este é meu. Compramos na mesma loja e no mesmo dia. Era liquidação.

— Nela fica normal. Em você... está ridículo.

Meu estômago endurece.

— Está dizendo que eu sou gorda?

— Não, mas seu corpo é diferente do dela. Esse vestido fica indecente em você.

Olho para baixo e me sinto nua.

— Como assim?

— Vou ter que desenhar?

— Vai.

Ele para atrás de mim, segura meus ombros e me leva para a frente do espelho que cobria uma das paredes. Suas mãos em mim provocaram um arrepio.

— Olha. Seus peitos estão pulando para fora do vestido. E seus mamilos estão salientes no meio dessas margaridas.

Fico confusa, pois tudo o que eu consigo ver no espelho é o corpo suado dele atrás do meu. Ele me vira depressa, e seus olhos mergulham nos meus. Estamos perto demais para eu me sentir confortável, e minhas pernas ameaçam ceder com o peso da tensão sexual.

— Olha sua bunda no espelho. O tecido não esconde quase nada. Acha que o dr. Doolittle vai conseguir olhar nos seus olhos se você for vestida desse jeito?

— Acha mesmo que está tão ruim assim?

Sasuke se afasta de repente e volta à barra de flexão. Meus mamilos formigam. Eu só queria suas mãos sobre mim outra vez.

— Sim, acho que faz você parecer uma prostituta.

Respondeu, antes de fazer mais uma série de flexões em silêncio. Quando soltou a barra, ouvi o baque dos pés tocando o chão de madeira.

— Você não percebe, não é?

— Como assim?

— Nunca teve a menor ideia do efeito que provoca nas pessoas.

— Seja mais específico, por favor.

— Quando éramos mais novos, você se sentava no meu colo, me tocava, passava a mão no meu cabelo, me abraçava o tempo todo com seus peitos enormes colados em mim. Passei metade da adolescência com uma maldita ereção e não podia fazer nada a respeito e você parecia nem notar.

— Não notava mesmo.

— Agora eu sei que não. E não sabe quantas vezes tive que te defender. Os garotos falavam do seu corpo, faziam comentários sexuais bem na minha cara. Sabe em quantas brigas me meti por sua causa?

— Você nunca me contou isso.

— Não, não contei. Porque estava tentando proteger seus sentimentos. Eu fazia um esforço enorme para proteger você de tudo, e foi exatamente isso que me ferrou no final.

— Desculpa.

Ele levanta as mãos.

— Quer saber? Esquece. A culpa foi minha. Não vamos fazer isso de novo, eu disse que não voltaríamos a esse assunto e não vamos.

— Tudo bem.

— Queria continuar me exercitando em paz, por favor.

— Ok.

Volto ao meu quarto e de lá ouço o barulho dos socos no saco de pancada. Ainda abalada pelo que Sasuke disse, não pude deixar de pensar que talvez ele estivesse certo.

Talvez eu fosse mesmo uma pessoa sem noção. Mas ele também não demonstrou o que sentia por mim naquela época. Eu devia ler pensamentos? Sinto que preciso esclarecer esse ponto.

Volto à sala de ginástica e falo em meio ao barulho dos violentos ganchos no saco de pancada.

— Você me perguntou por que eu nunca falei o que sentia por você. Bom, é evidente que você também não teve peito para me contar sobre seus sentimentos.

Sasuke parou de golpear o saco de pancadas, mas manteve os braços apoiados nele. Ele precisou de alguns segundos para recuperar o fôlego.

— Pensei que fosse claro. Dava para eu ter sido mais óbvio? Compus músicas para você e creio que nunca me viu com outras meninas, certo?

— Mas você mesmo disse que tinha beijado alguém antes daquela noite no porão do Utaka.

— Sim, eu já tinha beijado uma garota antes daquela noite. Quer saber por quê? Porque não queria ser sem noção, queria saber o que fazer quando finalmente tivesse coragem para beijar você. Nunca considerei aquilo um beijo de verdade. Queria que o primeiro de verdade fosse com você. Queria tudo com você. Mas tinha medo de você ser muito nova, por isso esperei. Não queria apressar as coisas e estragar tudo, mas você tem razão, também não tive coragem de falar o que eu sentia.

— Queria que tivesse falado. Você foi cuidadoso, e eu fui tonta. Juntos, nós fomos... descuidados.

— Um cuidadoso mais uma tonta é igual a dois descuidados? Inventou isso agora?

— Sim.

— Que coisa mais cafona.

— Muito obrigada.

— É melhor se arrumar para sair com o dr. Caçador Vigarista.

Dou risada, aliviada por ele agora sorrir de certas coisas.

— Pode me ajudar?

— Ajudar? Para que precisa de ajuda?

— Para escolher a roupa. Porque você tem razão, ficou meio vulgar.

— Meio vulgar? Se eu mandar uma foto sua para a revista pornográfica mais hardcore que conheço, eles vão te ligar amanhã.

— Tudo bem. Entendi. Muito vulgar.

— Não consegue resolver isso sozinha? É muito simples. É só cobrir os peitos e a bunda. Pronto.

— Sim, mas ainda quero ficar atraente. Você sabe que gosto de coisas esquisitas. Roupas feitas de saco de batata e tal. Tenho a sensação de que vou de um extremo ao outro, e não sei como me vestir entre eles.

— Tudo bem.

Sasuke bufou exausto e me seguiu até o quarto. Começo a tirar os vestidos do guarda-roupa, jogando-os sobre a cama um a um.

— Que tal este?

— Vulgar.

— E este?

— Mais vulgar ainda.

— Ok. E este?

— Tem uma sandália para combinar?

— Entendi... este?

— Bom, esse seria ótimo para se livrar do cara.

Cubro o rosto.

— Aaah, isso é muito frustrante!

— Tenho uma solução.

— Qual?

— Desiste desse encontro.

— Porque não consigo escolher o que vestir?

— É. Acho que deveria ficar em casa.

— Você não gosta dele.

— Não gosto.

— Por quê?

— Ele só quer te comer, Sakura.

— Mas não vai.

— Tem certeza disso?

— Não transo no primeiro encontro.

Ele levanta as sobrancelhas como se duvidasse.

— Nunca foi para a cama com um cara no primeiro encontro?

— Bom...

— Exatamente.

— Mesmo se eu quisesse dormir com ele, o que não quero, não seria hoje.

— Por quê?

— Eu me esfaqueei de novo.

Ele balança a cabeça e ri quando entende que eu me referia à minha menstruação.

— Entendi.

— Por que acha que ele só quer transar comigo?

— Eu vi aqueles olhos. Não confio neles. Dá para dizer muito sobre uma pessoa só pelo olhar dela, o dele me causou um sentimento ruim.

— Bom, tenho mais qualidades interessantes, além de peitos e bunda. Portanto, espero que esteja errado.

— Tem razão. Você também tem covinhas legais, quando sorri.

Sinto o corpo esquentar quando ouço esse elogio inesperado. Não sabia como responder, por isso apenas disse:

— Cala a boca.

— Só tome cuidado.

Ele diz, em um tom sério, levando a mão ao bolso de trás.

— Falando nisso, leve isto com você.

É o velho canivete suíço que ele carregava quando éramos mais novos.

— Ainda tem isso?

— Nunca vou deixar de precisar dele.

— Quer mesmo que eu leve o canivete?

— Quero.

Aceito a oferta e digo:

— Tudo bem.

— Tudo certo, então?

— Ainda não escolhemos a roupa.

Sasuke se aproxima do meu guarda-roupa e passa a mão pela fileira de opções, parando em um vestido preto e sem mangas que não tem nada de revelador. Parece mais adequado para um funeral, na verdade, é o vestido que eu havia comprado para o funeral da minha madrinha, antes de saber que ela havia deixado ordens explícitas para que não houvesse um. Ela queria apenas ser cremada e que suas cinzas fossem jogadas no mar, sem nenhuma cerimônia.

— Esse? Sério?

Ele pega o vestido.

— Não me peça ajuda se não vai ouvir o que eu digo.

— Tudo bem, vou usar esse.

Pego o vestido da mão dele e o vejo se dirigir à porta. Meus olhos estão cravados na tatuagem em suas costas. Sempre achei a tatuagem muito sexy, mas nunca consegui olhar direito para ela... até agora.

— Sasuke.

Ele se vira.

— Quê?

— O que é essa tatuagem nas suas costas?

O corpo dele fica tenso.

— É um código de barras.

— Foi o que pensei, mas sempre fiquei em dúvida. Significa alguma coisa?

Recusando-se a responder à pergunta, ele apenas disse:

— Vá se vestir. Melhor não se atrasar para o encontro com o dr. Otário.

Sasori passará para me pegar em vinte minutos. Estou sentada na cozinha, bebendo uma taça de vinho branco para relaxar. O vestido preto que Sasuke tinha escolhido até que ficou muito bom. Não havia exibição desnecessária de pele, e é assim que tinha que ser, provavelmente.

Acabei prendendo meu cabelo em um coque. O cheiro de perfume me faz olhar para o lado. Meu coração se retrai quando vejo Sasuke parado na entrada da cozinha. Não havia notado sua presença, até sentir seu cheiro.

Tenho a impressão de que ele me observa sem eu saber. Ele havia acabado de tomar banho depois de malhar e esta irresistível em uma camiseta preta e básica que exibe seus músculos. O jeans é um daqueles que valorizavam sua bunda.

Eu estou de folga, mas ele vai tocar no Pain’s. Hoje a mulherada vai ficar maluca. Sasuke puxa uma banqueta e senta-se ao meu lado. Meus mamilos reagem à proximidade desse corpo. Ele estuda meu rosto e diz:

— Você não parece muito animada.

— Para ser bem honesta, não sei como me sinto.

— Não está nervosa porque vai sair com aquele babaca, está?

— Um pouco.

— Por quê? Ele não merece seu nervosismo.

— É a primeira vez que saio com alguém depois do Gaara.

Sasuke inspira por entre os dentes como se estivesse bravo.

— O cara que te traiu...

— É. Como sabe disso?

— Karin me contou.

Fico surpresa por terem conversado sobre mim. Sasuke sabe de minha história com Gaara e eu não tenho ideia de como reagir.

— Ah.

— Não deixe que a traição daquele cretino te afete a ponto de se contentar com o primeiro que aparecer.

— Você já traiu alguém?

Ele hesita antes de responder.

— Sim, não me orgulho disso. Eu era mais novo. Não faria isso hoje. Acho que, se você está se relacionando com alguém e se interessa por outra pessoa, tem que romper o relacionamento antes. Traição é coisa de covarde.

Concordo, queria que Gaara tivesse terminado comigo antes.

— Fico feliz por não estar mais com ele.

— Ele queria o melhor de dois mundos. Vai acabar traindo a outra garota também, pode esperar.

— Karin tem sorte por ter você, por estar com alguém leal.

A expressão de Sasuke arrefece antes de ele responder:

— Atração é natural, mas isso não significa que a gente tem que ceder.

É como se ele ponderasse as próprias palavras para se convencer do que diz.

— Certo. É claro.

— Pegou o canivete?

— Peguei. Não vou precisar dele, mas está na bolsa.

— Muito bem. Tem o número do meu celular?

— Tenho.

— Devia ir com seu carro.

— Já aceitei a carona, então ele vem me buscar.

— Se ele tentar alguma palhaçada, é só me ligar. Eu vou te buscar.

— No meio do show?

— Não importa. Se precisar de carona, me liga.

— Ok.

O modo como Sasuke se preocupa comigo me faz lembrar dos velhos tempos, ter alguém cuidando de mim é muito bom. Na verdade, não sentia nada assim desde que saí de casa tantos anos antes. Quando fui morar com meu pai, acabei ganhando um outro protetor.

Sasuke me lembra Naruto, com toda essa preocupação excessiva. No caso, Naruto devia se sentir assim por não termos crescidos juntos e por finalmente estarmos no mesmo teto quando fui morar com ele, meu pai e minha madrasta, ele se viu no papel de irmão que sempre quis, apesar de ser mais novo.

Bebo mais um pouco de vinho, mas, antes que pudesse deixar a taça sobre o balcão, sinto a mão de Sasuke na minha. Ele pega a taça e bebe o vinho que ainda resta nela. Minha voz é quase um sussurro.

— Não sabia que você gostava de vinho branco.

— Acho que estou com uma disposição diferente hoje.

Ele leva a taça ao bar e a enche novamente, deixando-a sobre o balcão na minha frente. Bebemos em silêncio da mesma taça, passando-a de um para o outro e fazendo contato visual, mas sem falar nada. Sempre que ele lambia o Chardonnay dos lábios, o gesto era incrivelmente excitante.

Me sinto culpada por reagir desse jeito, mas não da para controlar. Como ele mesmo disse, atração é natural, não é? Mas saber que eu não posso ceder e não cederia torna meus sentimentos ainda mais fortes. O fato de ele ser intangível me consume. Para ser bem honesta, eu não queria sair com Sasori.

Queria ver a apresentação do Sasuke, principalmente porque são os últimos dias antes de ele ir embora. A batida na porta sooa forte e confiante. Sasuke massageia a nuca para amenizar a tensão. Se eu não soubesse a verdade, poderia pensar que ele está nervoso por causa do meu encontro. Quando pulo da banqueta para abrir a porta, ele diz:

— Espera.

— Que foi?

— Você está muito bonita, acho que esse vestido foi a escolha certa.

— Obrigada.

O salto alto faz barulho no piso quando ando até a porta da frente. Sasori segura um pequeno buquê de flores.

— Boa noite, Sakura. Meu Deus, você está linda.

— Oi, Sasori. Obrigada. Entre.

Sasuke esta de braços cruzados. A linguagem corporal é própria de um segurança armado na entrada de um banco, não de um homem na cozinha da própria casa.

— Se lembra do Sasuke, que divide a casa comigo?

— É claro. Como vai?

— Energizado, dr. Danger.

Sasori parece irritado com o erro de pronúncia.

— O correto é Dan-guer.

Corrige.

— Desculpa. Não queria aborrecer o dr. Dan-guer.

Sasori não ri da piada.

— Não tem problema.

— Aonde as crianças vão hoje?

— Ao Boathouse. Conhece?

— À beira-mar. Que beleza. Não economiza balas.

Pego a bolsa e interfero:

— Bom, é melhor irmos.

Sasuke estende a mão.

— Eu cuido das flores.

Por alguma razão, penso que elas irão parar no lixo assim que a gente saír e fechar a porta.

— Obrigada.

— De nada.

Assim que saímos, Sasori olha para mim.

— Seu amigo gosta de fazer piada com meu nome. Ele gosta de caçoar dos outros, né?

— É. Você tem razão.

Ele abre a porta da Mercedes e espera eu me sentar no banco do passageiro, a conversa é tranquila a caminho do restaurante. Ele me pergunta sobre a carreira de professora, e falamos sobre quando ele estudava na faculdade de medicina.

Meu celular vibra com uma nova mensagem.



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