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História Somente eu e você - Capítulo 52


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Notas do Autor


Olá pessoal!
Trazendo o capítulo 52 para vocês, espero que gostem 😊
Boa leitura!!

Capítulo 52 - Capítulo 52


Fanfic / Fanfiction Somente eu e você - Capítulo 52 - Capítulo 52

Kárdia estava próximo da arena, estava indo para mais um dia de treinamento. Caminhava tranquilamente, seus pensamentos estavam voltados as preocupações do dia a dia, Sasha andava triste e com a cabeça lotada de problemas. Isso acabava afetando ele também, já que se preocupava com ela e a queria feliz por completo.
Sua distração fez com que acabasse esbarrando em Ester, o cesto de frutas que ela carregava foi ao chão.
Ao olhar para ela, viu o semblante fechado e estranhou o fato de nem um bom dia ter recebido.
- Você já foi mais educada… dormiu comigo é? - ele ajudou ela a pegar as frutas e colocar de volta no cesto.
- Não faço mais isso. Já tem outra fazendo em meu lugar. - a resposta saiu certeira e de forma áspera.
- Pelo visto, o esquisito da casa de virgem tem te contaminado.
- Do que está falando?
- Todos tem comentado sobre sua amizade com ele, que tem passado bastante tempo por lá. - Kárdia tinha um sorriso malicioso e disse aquilo de um jeito que provocou a morena.
- A companhia dele tem me feito muito bem - ela se aproxima do escorpiano - Asmita sabe como tratar uma mulher.
Kárdia soltou uma gargalhada, não imaginava Ester com o virginiano.
- Creio que estou melhor com ele do que na época que dormia com você. Mas,isso não faz mais diferença, agora quem deita na sua cama é a deusa, não é mesmo?
O sorriso desapareceu do rosto de Kárdia, deu lugar a uma face enfurecida. Rapidamente, ele apertou com força o braço de Ester e a puxou para perto.
- Que merda é essa que está dizendo? Enlouqueceu?
- Se me fizer um arranhão sequer, conto à todos que a deusa tem se deitado com você. Como acha que irão reagir? - Ester enfrentou o cavaleiro e manteve sua postura firme.
Kárdia a soltou, passou a mão pelos cabelos e disse:
- Mantenha a boca fechada e não precisaremos ter problemas.
- Se você me respeitar, não terá problemas. Agora com licença, senhor. - Ester seguiu seu caminho, deixando Kárdia completamente furioso para trás.

      **************************
Luna andava sem rumo pelos corredores do castelo, sua visão embaraçada pelas lágrimas que teimavam em surgir, não percebeu a agitação que estava aquele lugar. Nem ao menos percebeu Tália se aproximar.
- Que bom te reencontrar! - Tália se aproximou da jovem com entusiasmo.
Assim que Luna olhou para ela, percebeu que ninfa não estava nada bem. Estava abatida, olhos vermelhos e marejados, um expressão de tristeza que qualquer um veria de longe.
- Aconteceu algo? - Tália tocou de leve o ombro dela.
- Não estou me sentindo bem - Luna encostou na parede e começou a chorar.
Tália percebeu a gravidade da situação, pegou a jovem pelo braço e a levou até seu quarto.
Ao chegar no local, ela senta a ninfa em uma poltrona que havia ali, foi até uma pequena mesa e pegou um pouco de água, voltou e entregou à jovem. Luna bebeu um gole e em seguida respirou fundo, tentava controlar sua tristeza.
Tália sentou em outra poltrona e ficou de frente com ela, esperou que a crise de choro diminuísse.
— Luna, o que aconteceu? - Tália toca a mão da jovem, tentando passar uma sensação de segurança.
— Estou cansada de tudo… tenho tentado me manter longe de problemas, mas eles me caçam. - Luna limpava as lágrimas do seu rosto, suas mãos trêmulas indicavam o nível de nervosismo em que se encontrava.
— Imagino que o que ocorreu tenha sido bem grave - Tália tirava do rosto de Luna alguns fios de cabelo que haviam grudado junto com as lágrimas - Se quiser desabafar, sinta-se à vontade.
Luna a olhava com curiosidade, mal conhecia aquela mulher, mas sentia por ela simpatia e não via maldade em suas atitudes ou palavras.
Tomou mais um gole de água e em seguida começou a contar o que havia acontecido.
Tália por sua vez, ouvia atentamente e analisava as situações, a parte do Oneiros não a abalou em nada, sabia bem como ele poderia ser agressivo.
O plano de Hypnos a deixou curiosa, qual seria o seu interesse nessa criança? Qual seria sua visão?
Ao terminar de narrar os acontecimentos, Luna sentiu um peso sair de seu peito, já não chorava mais e os tremores passaram. Após alguns minutos em silêncio, Tália decidiu falar.
— Bem… Oneiros infelizmente tem momentos agressivos, não estou defendendo, mas eu já o conheço a um bom tempo. Ele não está sabendo lidar com a rejeição e com isso está perdendo o controle. Ou você dá o que ele tanto quer ou terá que contar a Hypnos tudo que vem ocorrendo.
— Não posso ceder aos desejos dele, jamais trairia El Cid.
— É só por isso?
— Como assim?
— Você disse que não pode ceder, mas não disse que não quer. Isso faz diferença, demonstra que se não fosse pelo seu amado mortal, você dormiria com Oneiros.
Luna abaixou a cabeça, sentia vergonha do que estava sentindo, Tália acabou tocando em uma ferida.
— Não estou aqui para julgá-la, não há problema em sentir desejo por um e amor pelo outro. O que não pode é lutar contra seus sentimentos e mentir para si mesma.
— Eu já não sei mais o que sinto… tenho me sentido perdida. - Luna demonstrava toda sua tristeza através de seus belos olhos azuis.
— Oneiros tem sentimentos por você, ele vai acabar te procurando novamente. Seja firme e bata de frente, ele não pode machucá-la, se fizer isso terá problemas com Hypnos. Quanto a engravidar de Hades, acho estranho esse pedido, mas você pode reverter a situação à seu favor.
— Como poderia fazer isso?
— Minha querida, somos ninfas. Nascemos com o dom da sedução, nenhum homem é capaz de resistir, seja mortal ou um deus. Conquiste Hades e tenha um mundo aos seus pés, aprenda a usar suas armas e até mesmo Oneiros ficará a sua mercê.
— Não sei se consigo, não acho certo.
— Me desculpe, mas o que não é certo é você continuar a sofrer desse jeito, tem coisas que somente nós podemos resolver.
Luna ouvia atentamente cada palavra que Tália dizia, ela estava certa, não podia continuar a ser maltratada daquela forma.
— Preciso voltar as minhas obrigações, levarei você até seu quarto. - Tália se levanta e em seguida Luna também.
Quando chegaram na porta do quarto, Luna abraçou Tália com força, surpreendendo a outra.
— Muito obrigada. Jamais esquecerei sua ajuda. - Luna sorriu para ela, ganhando um sorriso de volta.
— Gosto de você menina, espero que consiga vencer seus problemas. - Tália acariciou os cabelos da jovem e a abraçou.
Após se separarem, Luna pergunta:
— Você disse que também é uma ninfa, não imaginava que fosse uma.
— Eu sou igual a você, filha de um deus com uma ninfa. Mas, essa história te conto outra hora.
Luna ficou curiosa, qual seria a história de vida daquela mulher? Mas, não quis ser indelicada, se despediu e seguiu para seu quarto.

            ***************

El Cid e Asmita conversavam com Sasha e Sage, contaram sobre o sonho com Luna, viram a expressão de alegria no rosto da deusa, quando falaram sobre o fato da ninfa estar bem.
Porém, logo se desfez ao saber que estava sendo obrigada a fazer companhia ao imperador do submundo. Sage por sua vez, se mantinha neutro, ouvia atentamente cada detalhe e sua mente estava cansada de tanto pensar em uma solução para esse problema.
— Eu poderia ajudar nessa missão de resgate da Luna, só preciso que me autorizem. - Asmita sabia que poderia ajudar e fazer isso traria paz ao seu coração.
— Infelizmente, não é tão simples. Precisamos ver um bom plano e que ofereça o menor risco possível. - Sage tomou a palavra - Estamos à semanas pensando em algo, só que não seremos os únicos prejudicados com isso tudo. Se a trouxermos de volta, o santuário de Afrodite também estará na mira do Hypnos, ela já disse que não pode se arriscar dessa forma.
Ao ouvir aquilo, El Cid se revoltou, como que Afrodite estava dando para trás nessa questão?
— Então, por ela Luna morre naquele lugar?
— El Cid, ela está com medo por todas as ninfas que moram no santuário, ela não quer salvar uma vida arriscando todas as outras. Por isso estamos constantemente conversando e analisando uma possibilidade, lembre-se que o castelo de Hades é um lugar muito difícil de entrar. - dessa vez Sasha falou.
— O que não posso permitir é que Luna continue em risco. - El Cid se levanta - Peço desculpas, mas preciso voltar aos meus afazeres.
Sasha entendeu o recado, sabia que o espnhol estava prester a explodir, Sage ia falar algo, mas ela apenas o interrompeu e permitiu que o cavaleiro saísse.
A situação estava ficando cada vez mais insustentável, todos ali estavam em estado de alerta.

         ******************
Já era final de tarde, Luna havia passado boa parte do tempo sozinha, ficou um tempo no jardim e depois decidiu tomar um banho e voltar para seu quarto. O banho estava tão relaxante que perdeu a noção do tempo, uma das servas levou uma toalha limpa e um vestido azul claro.
Ficou toda boba, quando sentiu novamente aquela sensação diferente em seu ventre, sorriu e posou sua mão sobre a área, ali fez carinho por alguns minutos.
Assim que terminou o banho, se secou e colocou o vestido que estava em cima de uma cadeira. Foi para seu quarto, onde teve uma surpresa, havia um vaso com rosas vermelhas em cima da mesa, Luna estranhou e perguntou a serva quem havia colocado ali.
— Foi o imperador Hades que mandou para a senhorita. - Luna olhou para ela surpresa - Ele disse que sentiu sua falta hoje e perguntou se está melhor.
— Como assim?
— Fui instruída a dizer que a senhorita estava com um leve mal estar e por isso não foi ao seu encontro.
— Que absurdo… mais mentiras. - Luna se aproximou das rosas e acariciou suas pétalas.
— Irei providenciar sua refeição, deseja algo em especial?
— Não.
— Com sua licença. - a serva se retirou em seguida.
Luna estava feliz pela lembrança do imperador, gostava de fazer companhia a ele. Não era o monstro que diziam ser, pelo menos não com ela.
Como o banho havia relaxado seu corpo, ela decidiu deitar um pouco e descansar, acabou dormindo.
Foram alguns minutos de sono, acabou acordando com barulho de trovões, quando abriu os olhos e olhou para a janela, viu o céu escuro e com raios.
Ao sentar na cama e olhar para a mesa, teve uma visão bem desagradável, Oneiros estava ali. Sentado e com uma garrafa de bebida, ele olhava para ela e mantinha uma face séria.
— O que faz aqui?
— Preciso falar com você. - ele fez um sinal com a mão, chamando a ninfa para a mesa.
— Quer falar? Ou me agredir? - Luna levanta da cama e vai até a mesa, fica de frente com deus.
— Quero esclarecer o motivo do meu comportamento - ele puxa com o pé uma cadeira para que ela possa se sentar, mas a ninfa recusa.
— Nada do que disser será justificativa para seu comportamento de hoje.
— Eu errei - Oneiros mantinha seus olhos fixos aos dela - Exagerei na forma como a tratei, acabei te machucando e isso me incomodou o dia inteiro.
— Acha mesmo que acredito no que diz? - Luna olhou para a garrafa e a pegou - Bebeu e bateu o arrependimento?
Oneiros tirou a garrafa das mãos dela e  colocou de volta na mesa, olhou as rosas e disse:
— Seu admirador mandou essas rosas? - ele ri - Mal sabe ele que Hypnos tem planos que nem chegam a seu conhecimento.
— Hades é uma excelente companhia, jamais fez ou disse algo ruim, me trata muito bem. - Luna disse aquelas palavras com um sorriso, isso irritou Oneiros.
Ele se lavantou e ficou bem próximo dela, o quarto estava escuro, seus rostos eram iluminados pelos raios que caíam lá fora. Seu olhar penetrava o dela, sentiu algo de diferente ali, ela estava mais firme e não demonstrava medo.
— Quero saber o que sente por mim. - a pergunta direta pegou Oneiros em cheio.
Ele tocou o rosto dela com carinho, desenhou com as pontas dos dedos cada detalhe, passou pelo nariz, contornou a boca e seus olhos permaneceram fixos ali.
— Não permitirei que me force a beijá-lo novamente.
— Eu não forcei… apenas lhe pedi e você me deu.
Luna se afastou, ficou irritada com o que havia acabado de ouvir.
— Eu fiz por medo! Do jeito que estava poderia me machucar, como ousa dizer que fiz por vontade?
— Você teve escolha, escolheu ceder e me beijar. Não há problema nenhum em admitir. - ele pegou a garrafa e tomou o último gole de vinho.
— Quer mesmo saber o que sinto por você? - ele se aproxima e a envolve em seu braços, fazendo com que Luna fique paralisada diante da situação.
— Então me diz… - ela encarava os olhos azuis dele.
— Estou completamente apaixonado por você - em seguida ele beija Luna, que por sua vez permameceu imóvel.
Ouvir aquela declaração a deixou sem palavras, bem que Tália havia dito que ele tinha sentimentos por ela. Assim que ele separou seus lábios dos dela, o silêncio se fez presente entre eles, o único barulho que ouviam era o da tempestade que acontecia do lado de fora.
— Eu não sei o que dizer. - ela colocou as mãos no peito dele e se afastou.
— Eu sei que ama o cavaleiro e isso me deixa furioso, mas não tanto quanto as últimas notícias que recebi recentemente.
Luna o olhou desconfiada, não fazia idéia do que poderia ser.
— Do que está falando?
— Primeiro foi esse plano do Hypnos, quer que engravide do imperador - ele senta na cadeira novamente - e a outra é a suspeita de um gravidez, a serva me contou que a viu acariciar a barriga enquanto falava sozinha… isso te diz algo?
Luna abriu a boca, mas nada saiu. Rapidamente ela se aproxima dele e diz:
— Como pode uma serva inventar algo tão absurdo? - ela possuía raiva no olhar.
— Ela é uma serva de confiança, não creio que inventaria algo.
— Seu erro é dar mais credibilidade à quem não deve.
Ele pegou a mão dela e acariciou, seu olhar a despia, só que de uma forma diferente. Causou arrepios nela, estava totalmente diferente do Oneiros que havia a atacado de manhã.
— Seu corpo reaje ao meu, gosto de saber qu te causo arrepios e meu olhar te deixa encabulada. - ele levanta e beija o pescoço dela, Luna se afasta mais uma vez, mas ele acompanha seu corpo e os dois acabam juntos.
Ela encurralada na parede e ele com seu corpo cobrindo o dela.
— Não irei desistir de você, mas também não terei mais o comportamento de hoje, prometo.
— Espero que não se repita, até mesmo porque eu não estou grávida… ainda.
— Odiei esse maldito plano, você deveria ser somente minha. - ele segurou o rosto dela em sinal de desespero, Luna sentiu qua a coisa estava séria.
— Se acalme, eu não posso ir contra os planos de Hypnos. Na verdade nem mesmo você pode. - ela tirou as mãos dele e segurou firme, tentando acalmá-lo.
— Eu vou deixá-la em paz, preciso tomar um banho e descansar. - ele se afastou e pegou a garrafa que estava na mesa - Se quiser me acompanhar, ficarei satisfeito.
— Você precisa ficar sozinho, assim como eu.
Oneiros não disse mais nada, apenas deu uma piscada de olho para a ninfa e sumiu na escuridão. Luna respirou aliviada com sua partida, estava se sentindo estranha com tudo que havia acontecido ali
A declaração dele, a serva que a flagrou em um momento errado, tudo aquilo a deixou com a cabeça fervendo.
— Preciso sair logo desse lugar.


Notas Finais


O que acharam do capítulo?
Acreditam nos sentimentos do Oneiros?
Obrigada por acompanhar! Até o próximo 😘😘


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