História Someone else - Sehun - EXO - Capítulo 7


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Visualizações 180
Palavras 2.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Sala


Costurando o furo do vestido amarelo de uma cliente, S/N olhou de relance para sua tia que estava sentada a alguns metros dela. S/N estava passando o dia na casa da mais velha, a ajudando com os pedidos. Aquela era a oportunidade perfeita para conversar com sua tia, a sós. 

- Tia? - S/N pronunciou, chamando a atenção dela. 

- Sim, querida? - A voz doce da mulher ecoou pelo cômodo enquanto ela mantinha os olhos fixos no que fazia. 

- Você ficou feliz que seus pais escolheram com quem você iria casar? - Clare parou de costurar, levantando os olhos para fitar a sobrinha. Ela franziu o cenho, por mais que mantivesse um leve sorriso em seus lábios. 

- Não é como se eu pudesse fazer nada sobre isso.  

- Não foi isso que eu lhe perguntei. - S/N murmurou. Clare suspirou, conhecendo a sobrinha como a palma de sua mão e sabendo que ela não desistiria tão fácil de ter uma resposta decente. 

- Eu não fiquei. Para ser sincera, eu nunca tive vontade de me casar. Sua mãe desde pequena sonhava com o príncipe encantado, mas não eu. De qualquer forma, não tinha como eu fugir dessa... responsabilidade, ou seja lá como eu posso chamar isso. - Disse com uma careta. S/N soltou uma risada nasalada.  

- Você gostava dele? - O marido de Clare havia falecido quando S/N tinha um ano e por isso, não se lembrava de absolutamente nada do homem. 

- Não posso negar que ele era um cavalheiro. - Ela falou, sorrindo genuinamente, se relembrando do marido. - Joseph era um bom homem. Ele fez as coisas serem mais suportáveis e foi me conquistando aos poucos. - Clare fez uma pausa, analisando sua sobrinha por alguns segundos. - Por que, meu amor? - S/N apoiou o vestido e a agulha em seu colo. 

- Eu não quero me casar com Vincent. - Clare soltou uma fraca risada. 

- Eu bem sei, se você soubesse quantas vezes já ouvi seu pai enchendo meu ouvido por conta desse Vincent e você. 

- Ele não é a pessoa certa para mim! Eu não acho justo ser forçada a me casar com quem eu não amo e sei que nunca vou amar. Ele poderia ter a maior riqueza do mundo e mesmo assim, eu iria preferir me casar com um morador de rua. - Grace riu, ouvindo o tom exasperado da mais nova. 

- E como você pode ter tanta certeza que nunca gostará dele? - S/N a encarou com os olhos arregalados. Ela deveria falar o motivo?  

- Por que ele é um imundo! - Exclamou, ouvindo mais risadas da tia.  

- Sua personalidade é muito parecida com a minha, para o desgosto do seu pai e para minha felicidade. - Falou e S/N notou o tom de orgulho na voz dela. - Sabe o que você faz que me lembra de sua mãe? - Ela negou com a cabeça. - Usar mangas mesmo com esse calor infernal. Sua mãe costumava fazer isso. Eu só espero que seu motivo não seja o mesmo que o dela. - Clare murmurou a última parte, mais para si mesma, mas S/N conseguiu ouvir. A jovem franziu o cenho. Sua tia não poderia estar insinuando que... - Aceita um chá, querida? Vamos tirar cinco minutos para descansar antes de continuar com o trabalho, sim? 

(...) 

Quando voltou para casa, S/N ficou pensando na conversa que teve com sua tia. Várias possibilidades passavam em sua cabeça e ela tentava ignorar todas, desejando que ela apenas tivesse entendido errado o que sua tia quis dizer.  

No outro dia, S/N foi cedo para a igreja com seu pai. Ela iria começar a ensinar algumas crianças a ler, usando um cômodo vazio que havia na igreja. A jovem ficaria mais ocupada do que o normal, já que agora teria que dividir seu tempo entre treinar as músicas e dar aula, mas aquilo era algo bom. Dessa forma, ela teria menos tempo para passar com Vincent.  

- Vou falar com o zelador, você pode dar uma olhada na sala. - Henry falou assim que os dois entraram na igreja, fazendo o sinal da cruz. 

- Ok. - S/N observou seu pai caminhar até que sumisse de vista.  

Ela foi até o cômodo, abrindo as janelas e vendo que o lugar estava livre da camada de pó que costumava cobrir as vidraças e o chão de madeira. Mas assim como ontem, ainda estava vazio. Se não estava enganada, algumas mesas e cadeiras deveriam estar largadas no depósito. 

S/N voltou para a parte central da igreja, encontrando o lugar sem uma alma viva e caminhou para fora do local. Caminhando até o cemitério, S/N avistou a figura alta e esguia, de costas para ela enquanto estava agachado, repintando uma cruz.  

- Sehun! - O homem comprimiu os olhos, reconhecendo aquela voz. Ele continuou a pintar, sabendo que ela viria até ele de qualquer forma. - Bom dia. - Ela saudou, assim que parou ao lado dele. 

Sehun não respondeu, apenas lançando um breve olhar para ela e maneando a cabeça, em um mudo cumprimento. S/N sentia suas bochechas queimarem levemente, se recordando do elogio que saiu dos lábios dele na última vez em que se viram, a alguns dias atrás. 

- Não está muito cedo para fumar? - Questionou com o cenho franzindo, se referindo ao cigarro na boca dele. Ela nem sabia como ainda ficava surpresa em vê-lo com aquele objeto. Sehun apenas deu de ombros. - Eu preciso de um favor. - O homem respirou fundo, largando o pincel dentro da lata de tinta e tirando o cigarro da boca.  

- Outro? - Pronunciou, deixando S/N sem saber o que falar. Ele tinha uma expressão neutra, mas o problema era que a expressão neutra dele era um tanto intimidadora. 

- Você não precisava ter aceitado concertar a minha caixa. - Respondeu, seu sorriso sumiu e ela ficou séria. 

- Não é como se você fosse desistir de me fazer concertar, de qualquer forma.  

- Isso não é verdade! - Contrariou, se irritando com o tom rude que ele usava. 

- Não? E você ia pedir para quem? Para o seu namorado? Era mais fácil ele usar a caixa para te bater do que tentar concertar. - S/N o encarou sem reação, perplexa com o que ele havia falado. Ela sentia a raiva tomando conta de seu corpo e lágrimas começarem a se acumular em seus olhos. 

- Se é dessa forma que você trata todo mundo que tenta conversar com você, faz sentindo que todo mundo lhe odeia. - Falou, se virando e caminhando para longe do homem a passos rápidos. 

S/N se sentou em um dos bancos da igreja, apoiando os cotovelos em seus joelhos e escondendo o rosto em suas mãos. Ela odiava se sentir tão fraca, tão impotente. E não era assim mesmo que as pessoas queriam que as mulheres se sentissem? Ela não tinha uma opção, não tinha como fugir de Vincent e a verdade era que ela estava com medo. E o que Sehun havia acabado de falar só a apavorava mais ainda, porque ela sabia que era possível acontecer o que ele disse.  

O que tudo Vincent poderia fazer entre quatro paredes? Dentro da casa que eles dividiriam diariamente, onde ninguém poderia ver o que acontecia? S/N sabia que não era a única mulher que passava por isso, mas ela não queria ser mais uma. Ela desejava que nenhuma pessoa fosse obrigada a passar por isso, sem opção alguma para tentar fugir daquela situação. Ela queria poder mostrar seus machucados para todos e mostrar o monstro que o homem era, mas ninguém a escutaria, a olhariam como se ela fosse uma louca e no final, S/N apenas apanharia mais. Não somente de Vincent, como também de seu próprio pai. Ele não aceitaria aquele tipo de atitude, ela tinha certeza. 

S/N desejava que as coisas, de alguma forma, acabassem para ela da maneira que acabaram para sua tia. Joseph se fora cedo desse mundo, mas ele fez Clare feliz. Clare, no fim das contas, não poderia dizer que se arrependeu de passar aqueles anos ao lado do marido, e S/N não teria o mesmo final que sua tia. Ela não seria feliz, não com aquele ser repugnante do seu lado. 

A mulher não sabia quanto tempo se passou enquanto estava sentada naquele banco, até que sentiu alguém se sentar ao lado dela. Ela secou seu rosto, olhando para o lado e encontrando Sehun ali. S/N bufou. 

- O que você quer? Veio me falar outras maneiras que meu futuro marido pode me bater? - Perguntou em um tom ríspido. Sehun suspirou. Ele reconhecia que tinha sido um babaca. 

- Eu arrumei a caixa porque quis. - Disse, apenas confirmando o que ela falou a minutos atrás. Ele colocou a caixinha de música no colo de S/N e ela o fitou.  

Abrindo o objeto, a bailarina começou a girar no mesmo ritmo lento de sempre enquanto a música tocava. Ela sentiu seu coração acelerar ao mesmo tempo que uma grande vontade de chorar a tomava. S/N sentia muito a falta de sua mãe, principalmente agora, quando mais precisava de seu abraço aconchegante e alguma solução para seus problemas. Valerie sempre teve o dom de fazer as coisas parecerem tão fáceis e simples, como se tudo tivesse uma solução. Enquanto crescia, S/N descobriu que não, nem tudo tinha. 

- Eu sinto falta dela. - Sua voz saiu em um fio, mas o silêncio na igreja permitiu que Sehun a ouvisse. Ele assentiu. 

- Por isso eu concertei. - Murmurou, sem conseguir encará-la nos olhos. S/N abriu um pequeno sorriso. 

- Obrigada, Sehun. - Os dois ficaram em silêncio enquanto S/N observava a bailarina, pensando nas memórias que tinha de sua mãe.  

- Eu não quis dizer o que eu falei mais cedo. - Ele falou. Aquilo era o mais perto que ele já havia chegado de pedir desculpa para alguém e era o máximo que faria. S/N já estava quebrando mais barreiras dele do que o saudável e ele ao menos sabia o que fazer diante daquela constatação. 

- Tudo bem. Não é como se você estivesse errado. - Sehun balançou a cabeça, irritado apenas de imaginar Vincent machucando a mulher ao seu lado.  

- Nós deveríamos nos livrar dele. Nós dois temos motivos o suficiente para fazer isso. - S/N franziu o cenho, o encarando. 

- Você não pode falar isso dentro de uma igreja. - Sussurrou, como se não quisesse que Deus os ouvisse. 

- É para gente planejar lá fora, então? - Indagou, sustentando um sorriso divertido. S/N o fitou, sem saber o que dizer, até que um sorriso se formasse em seu rosto. 

- Então ele é do tipo que faz piadas. - Falou, rindo. Sehun capturou com os olhos a expressão dela que se suavizava e ficava mais tranquila. 

- O que você queria comigo mais cedo? - Questionou, mudando de assunto. O rosto dela pareceu se iluminar, se lembrando do que era. 

- Eu preciso da sua ajuda para levar algumas mesas e cadeiras para aquele cômodo vazio, perto do banheiro. - Ele arqueou as sobrancelhas. 

- Por quê? 

- Eu vou ensinar algumas crianças a ler! - Disse, alegre. 

Assentindo, Sehun se levantou. S/N fez o mesmo, caminhando atrás dele com sua caixa embaixo do braço. Ele abriu a porta do depósito e abriu as janelas, deixando um pouco de luz entrar no cômodo abafado. Ali dentro cheirava a mofo, mas nenhum dos dois se importou.  

- Quantas você precisa? 

- Eu não sei quantas crianças vão ser. 

- Aqui tem cinco mesas que estão inteiras. - Informou, se enfiando no meio dos entulhos para conseguir alcançar os objetos. 

- Ok. Eu te ajudo a levar até a sala. - S/N fez uma careta ao ouvir ele soltar uma risada nasalada. - O que foi? 

- Se o seu querido pai ver você me ajudando, eu estou despedido. - Sehun acendeu um cigarro, tragando. - Então, princesa, não. Você não vai me ajudar. - S/N sentiu suas bochechas começarem a queimar fortemente por conta do apelido e ela esperava que a pouca luz que entrava no depósito não fosse o suficiente para Sehun ver a vermelhidão do rosto dela. O sorriso de canto no rosto dele, entretanto, dizia o contrário. 

- Eu tenho um nome. - Ela disse, cruzando seus braços e tentando fingir que estava brava. A verdade era que, seu coração parecia estar batendo a mil por hora enquanto ela começava a se sentir tímida sob o olhar atento dele. 

- Qual? - S/N rolou os olhos. 

- Como se você não soubesse. - Murmurou. - E eu não vou ficar aqui parada enquanto você faz tudo. - Reclamou de cara feia. Sehun riu fraco, balançando a cabeça negativamente. 

- Eu te passo as mesas e cadeiras e você deixa perto da porta para eu levar depois. - S/N comprimiu os olhos, sabendo que se ela ajudasse a levar as coisas até a sala e seu pai visse, Sehun realmente teria problemas. Suspirando, derrotada, S/N assentiu. 

- Tá.  

Sehun começou a passar os objetos para ela, por cima da pilha de entulhos esquecidos ali dentro. O cigarro se pendia entre seus lábios e vez ou outra, ele soltava a fumaça na direção da mulher, apenas para vê-la lhe lançar um olhar irritadiço.  

- Posso fazer uma pergunta? - S/N falou, quebrando o silêncio. Sehun arqueou a sobrancelha, passando uma cadeira para ela e a observando ir colocar perto da porta. 

- Claro. 

- E de preferência que você responda sem ser irônico. - Ele sorriu, achando graça. Sehun gesticulou, a incentivando a prosseguir. - Você já viu meu pai ser... - S/N parou de falar, pensando alguns segundos. - Você já viu ele tratar alguém mal? - Sehun riu. 

- Princesa, olha para quem você está perguntando.  

- Eu já falei que eu tenho um nome! - Ela suspirou, se sentando em uma mesa e alisando seu vestido para tirar os amassados. - E afinal de contas, por que todo mundo lhe trata mal? - Questionou, por mais que aquela não era a dúvida inicial que ela tinha. 

- Descubra. Não vai ser tão difícil nessa merda de cidade onde todo mundo cuida da vida dos outros. - Deu de ombros, fechando sua expressão, e S/N notou que ele ficava irritado ao tocar no assunto. Ela não conseguia imaginar o que ele poderia ter feito de tão grave para que praticamente a cidade inteira não gostasse dele. 

- Bom, eu prefiro que você me conte ao invés de ouvir de outra pessoa. - Sehun a encarou nos olhos, surpreso com o que ela falou. Ele voltou a colocar o cigarro na boca, dando de ombros. 

- Quem sabe outro dia. 

- Tudo bem. - Sehun suspirou, balançando a cabeça. E mais uma vez, para o desagrado dele, ela o surpreendia. 

(...) 

Mais uma madrugada, Sehun estava no bar. A conversa animada de Junmyeon e Jongin ao menos chegava a seus ouvidos. Ele perdeu a conta de quantos copos de uísque havia tomado e não duvidava que fosse cair no caminho para casa. Sehun segurava um cigarro entre seus dedos e levantou seu copo vazio, indicando para ser preenchido. 

- Você não acha que já deu por essa noite? - Junmyeon questionou, recebendo um olhar enfezado do mais novo. 

- Enquanto eu estiver pagando, você continua servindo.  

- Alguém está de mau humor. - Jongin cantarolou. Junmyeon negou com a cabeça, enchendo o copo. 

Sehun virou todo o conteúdo, sentindo o líquido queimar a sua garganta, mas não de um jeito incomodo. Ele pediu mais uma dose. Sehun estava habituado a beber aquelas coisas vagabundas e se tinha alguém que entendia o quanto ele precisava beber naquele momento, era ele mesmo. Apoiando a cabeça em sua mão, ele levou o cigarro até a boca, tragando e sentindo seus músculos relaxarem lentamente.  

Falar que estava puto não chegava perto da raiva que estava sentindo. Desde quando ele abria a boca e ficava falando sem parar igual um filho da puta? E desde quando ele começou a achar que valia a pena perder seu tempo com a filha do pastor? E principalmente, desde quando ele começou a achar aquela mulher encantadora? E ele não se referia nem a aparência dela, por mais que a mulher fosse bonita e isso era inegável. Mas havia algo na personalidade de S/N que nunca deixava de impressioná-lo, mesmo que ela nem fizesse esforço para tal. Aquilo era ridículo. 

Ele podia admitir agora que estava fodido ou deveria esperar mais algum tempo? 


Notas Finais


Pode ser agora para não perder mais tempo 😂

Me contem o que estão achando! ❤


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