História Someone Like You - Capítulo 4


Escrita por: e VChanRhimes

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Sehun, Suho
Tags Baekhyun!trans, Primeiro Amor, Sebaek, Sehun!modelo
Visualizações 115
Palavras 3.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, galera do tempo!
Desculpe a demora; não era minha intenção.
Mas todos temos algum momento da vida complicado, certo?
Pois o meu está acontecendo agora, então peço que tenham paciência comigo.
Mas fiquem tranquilos: eu sempre volto ♡

Alguns avisos: como já falei no capítulo anterior, esse tema é bem delicado e estou tentando fazer o meu melhor para tratá-lo da melhor forma o possível, porém, caso haja desconforto para qualquer um que seja, por favor me contate por MP que ficarei feliz em ouvi-los e chegar a melhor solução possível.

Espero que me perdoem se houverem erros no decorrer do capítulo; gente eu sou minha própria beta, então é só me gritar se acharem algo ♡

Bora ler ♡♡♡

Capítulo 4 - Erro (?)


Foi como em um piscar de olhos: em um segundo eu estava tentando extrair um pouco da animação de Hi Nam junto à pista de dança, no outro meu sorriso morria para dar lugar a perplexidade e ansiedade crescente, enquanto Oh Sehun se materializava bem na minha frente; o rosto envolto por uma máscara, mas que conseguia expressar através dos olhos uma raiva borbulhante. Um retrato estranho do garoto sorridente que estampava as melhores capas de revistas.

Inusitadamente, ao nosso redor nada mudou: as pessoas ainda dançavam em um ritmo frenético, extasiadas pela música e pelo álcool em sua corrente sanguínea; nem mesmo Hi Nam percebera o que estava acontecendo, estava ocupada demais dançando colada a um homem estranho. Ninguém percebera que meu mundo parara naquele milésimo de segundo e que, estranhamente, o ar tornara-se mais denso enquanto os olhos do Oh me fulminavam na mesma medida que me analisavam. Era amedrontador e, inusitadamente, instigante. Culpei o drinque de quinze minutos antes por isso.

Você... — mesmo com uma só palavra, ainda assim senti o tom acusatório firme impregnar a fala de Sehun. Instintivamente me encolhi, não por medo, mas pela dor de perceber exatamente aquilo que as pessoas sentiam por mim quando meu segredo vinha à tona: repulsa.

Naquela brincadeira de encarar, claramente Sehun estava levando vantagem, pois em algum lugar dentro de mim Baekhyun perdeu as rédeas da situação e começou a se afundar no remorso que sempre esteve presente em Hyunhee. Ele estava recuando, não porque tinha medo, mas porque era Sehun à sua frente; era o garoto que sempre esteve preso em minhas memórias e no meu coração que agora me olhava com aversão certa.

Minhas mãos tremeram levemente ao lado do corpo e as juntei em frente ao mesmo, no intuito que se entrelaçadas parassem de visibilizar minha vulnerabilidade naquele instante. Sehun, atento como estava, notou o gesto e vi seu maxilar trincar.

Graças aos céus, alguém chamou seu nome por cima da música alta, soando mais como um sussurro, mas, ainda assim, audível. A atenção de Sehun se distraiu por um segundo e me vi livre para sumir de frente aos seus olhos, mas antes que pudesse dar o primeiro passo fui surpreendido por uma mão quente e grande sobre a minha; puxando-me apressado por entre a multidão em silêncio, astuto demais para calcular meu próximo movimento antes que eu o fizesse.

Com o coração na boca, sentindo medo do que diabos o Oh queria comigo àquela altura do campeonato, observei entorpecido o homem ser engolido pela multidão assim que chegara onde estávamos, seus olhos alarmados a observarem Sehun se afastar comigo a reboque, enquanto, sabe-se Deus de onde, Hi Nam surgia ao lado do estranho e me encarava de olhos esbugalhados, tentando abrir caminho no meio da multidão e não possuindo muito sucesso.

Tentei me soltar da mão forte que envolvia à minha, ciente de que ir para um lugar sem pessoas com um Sehun enraivecido não era a melhor das opções, por mais que eu acreditasse que ele não poderia fazer algo ruim; de fato. Mas, ainda assim, não tentava me soltar por medo, mas por vergonha. Eu não queria ser interrogado pelo o Oh; não queria ser julgado por seus olhos novamente. Não mais.

Sacudi a mão, mas aquilo só serviu para Sehun apertar ainda mais minha mão na sua; aprisionando-me sem maiores discussões. Com a boca seca, os ouvidos zunindo e o corpo tremendo levemente em antecipação, vi a boate ficar para trás enquanto uma porta lateral para uma ruela qualquer entrava em meu campo de visão e Sehun se precipitava pela mesma, o vento frio de uma noite gélida arrepiando seus cabelos e levantando a ponta de seu blazer, apenas para que a porta batesse em seguida e ele finalmente largasse minha mão, encarando-me com uma das mãos na cintura e outra a passar bruscamente por suas madeixas; descendo os dedos para o rosto apenas para arrancar a máscara e jogá-la ao chão, deixando-me contemplar sua face. Ele estava limitado. Estava transtornado e exasperado. Enquanto tudo que eu sentia era culpa por vê-lo daquele modo. Por ter despertado os piores sentimentos em alguém que, mesmo com o tempo, não mudara em nada em meu íntimo.

— Eu pensei muito esses dias...Céus! Eu quase enlouqueci! — admitiu, andando de um lado para o outro sem me olhar nos olhos, um riso sem humor escoando por entre seus lábios e pressionando meu peito no ato. Sehun estava sofrendo; talvez tanto quanto eu mesmo estivera — E aí eu venho afogar toda a minha mágoa, mas você é como um fantasma: aparece em meus sonhos, fica rodeando minha mente durante todo o dia e, por fim, se faz visível bem diante dos meus olhos! O que quer de mim?! — perguntou por fim, a última palavra tão cortante feito navalha; seus olhos se movendo na penumbra da ruela e me encarando, não mais irritadiços, mas abatidos; cansados da confusão que eu era e tornara sua vida e suas memórias.

Remoí aquelas palavras pouco a pouco, relembrando um passado não tão distante quando palavras parecidas me fizeram abandonar o Canadá e tudo aquilo que me era familiar. E talvez tenha sido por esse motivo, por relembrar a dor que fora causar aquilo nos outros e vê-los direcionando a mesma duplamente a mim que cerrei os dentes e endireitei a postura. Poderia sim ser Sehun ali, mas eu ainda era Byun Baekhyun. E ainda amava quem eu era. Independente do que dissessem. Eu sempre me amaria.

 — Quero que me deixe em paz. Que aprenda que a vida não é um conto de fadas e que Hyunhee não vai aparecer em um passe de mágicas e vai colocar tudo nos eixos novamente. Quero que aprenda a lidar com a realidade e não com a ficção. Que pare de se atormentar pelo passado e lide com o presente. E que, principalmente, pare de bancar a vitima da história e aceite que não há mocinhos. Que todos, de um jeito ou de outro, somos vilões em algum momento, mesmo que de perspectivas diferentes.

Incrivelmente, minha voz não falhara uma única vez. O tom calmo, porém incisivo, transpassando aquilo que eu desejava deixar nítido: eu não estava arrependido de minhas escolhas; ferisse a quem fosse. E se me olhar causava tanto asco assim no Oh, então que ele fechasse os olhos e contasse até dez, pois eu não hesitaria em sumir de sua vida como se nunca houvesse reaparecido.

Sehun, com o rosto impenetrável, me analisou por longos segundos; um jogo estranho onde ambos pareciam decididos em não desviar o olhar para perderem; para não se darem por vencidos.

— Você ainda soa como ela. — fora sua única resposta, o pomo de Adão subindo levemente, enquanto seus olhos ainda me preenchiam.

— É claro que sim. Porque Hyunhee nunca, de fato, existiu. Se ela viveu foi apenas para guardar o lugar de Baekhyun. Um prisioneiro dentro de si mesmo. — sorri amargo, os olhos cintilando com lágrimas que nem em um milhão de anos aceitaria despejar em frente ao Oh. Meu orgulho era maior do que minha vontade de colocar minha mágoa para fora.

Sehun se aproximou, mas eu não recuei. Nem mesmo fechei os olhos em medo quando sua mão se ergueu no ar e esperei um golpe que não viera. Estava tão compenetrado, tão certo do que se sucederia, que não calculei minhas estruturas precárias quando o polegar de Sehun passeou por minha bochecha, me desarmando por completo.

O que estava acontecendo, afinal de contas?!

— Eu devo estar muito bêbado mesmo. — ditou rindo de si mesmo, parecendo não acreditar ele mesmo no que estava fazendo.

Pisquei, respirando sofregamente a medida que junto ao polegar os demais dedos se juntavam até que a palma toda da mão de Sehun estivesse a alisar a pele de minha face; como se contemplasse uma escultura milenar.

— Por favor, pare. — pedi, não porque realmente não estivesse regozijando com seu toque, mas porque sabia que a felicidade logo mais daria lugar à dor lancinante da verdade: Sehun estava usando o álcool para fazer aquilo que, sóbrio, não teria coragem.

 Os dedos travaram o caminho pela lateral do meu rosto, enquanto tristeza pincelava cada pequeno ponto de expressão da face do Oh.

— Está certo. Você é Baekhyun agora. — disse se afastando minimamente, a mão caindo ao lado do seu corpo.

Sim, eu era Baekhyun, limitei-me a relembrar. E Baekhyun nunca seria Hyunhee. E Sehun queria Hyunhee. E isso, de fato, nunca tornaria a acontecer. Trazer dos mortos alguém que já se fora não era uma opção; nunca fora.

— Eu sou Baekhyun. — complementei, não porque Sehun precisasse ter certeza daquilo, mas para que eu mesmo me apegasse àquela realidade.

O problema não era ser Baekhyun; eu o amava e jamais o deixaria. O problema, de fato, era olhar para Sehun, tão perto, e mesmo assim ter de recuar, não porque não o desejasse, mas porque quem ele desejava não estava aqui. Saciar sua vontade com as “sobras” de Baekhyun não era certo, até porque Baekhyun nunca fora as sobras de Hyunhee; ele sempre fora ela por completo.

Sehun separou os lábios, engolindo em seco à medida que seus olhos recaíam sobre meus lábios. Ele não estava completamente embriagado, mas era claro que ainda detinha teor alcoólico em sua corrente sanguínea. Mas eu duvidava que fosse o bastante para tomar decisões impulsivas; Sehun estava apenas utilizando da desculpa. Estava se enganando propriamente e, no ato, tentando me enganar também. O problema era: uma parte de mim, uma parte imensamente grande e burra, estava louca para deixar-se ser enganada; mesmo que apenas por alguns segundos. Baekhyun era corajoso o suficiente para fazer isso, mas eu não sabia se ele conseguiria lidar com as consequências de seus próprios atos. E isso me assustava.

— Se você é o Baekhyun, então por que eu quero tanto te beijar? — e lá estava novamente a aproximação, a necessidade voraz nos olhos de Sehun e, para meu próprio martírio, a vontade gigantesca de ceder à ele, independente do quão machucado eu fosse sair no fim daquela história.

O hálito de Sehun bateu contra meu rosto e distingui o cheiro de vodka e hortelã; era uma combinação estranha, mas que aflorou meus sentidos e emudeceu-me por alguns segundos. Eu realmente estava pensando em beijar Sehun e fingir que nada aconteceu no dia seguinte? Ou pior: eu estava mesmo desejando beijar Sehun e ser apontado como o culpado pelo Oh assim que ele fingisse sobriedade? A resposta era um tapa estalado em minha face, mas era a realidade: sim, eu estava.

Em anos como Hyunhee namorei os mais diversos tipos de homens como se pudesse preencher um vazio existencial. Depois que me tornei Baekhyun continuei ficando com pessoas que jamais chegariam aos pés do amor que eu idealizava. Talvez, eu sabia, Sehun nem fosse aquilo tudo. Talvez meu coração não disparasse quando ele me beijasse e nem harpas soassem quando nossos lábios estivessem entrelaçados em uma dança frenética. Talvez fosse tudo imaginação de minha mente que insistia em se fixar no passado. Tudo era possível. Mas eu jamais saberia se não tentasse. Beijá-lo era, de fato, um ato imbecil e impulsivo. Mas não beijá-lo era como continuar vivendo um martírio sem saber, de fato, se o sentimento era verídico e não pura ilusão.

Utilizando de argumentos estapafúrdios para mim mesmo, dei um passo à frente, meus olhos tão perto dos de Sehun que era como se o mundo houvesse parado e só existissem aqueles olhos ônix a me encararem. Seu perfume, uma fragrância leve e envolvente, misturou-se ao seu hálito e tornou-me entorpecido sem precisar de quaisquer outras coisas.

— Eu não sou a Hyunhee, Sehun. Me chamo Baekhyun e, ainda assim, você quer me beijar. — falei devagar, deixando claro aquelas palavras, não porque eu tivesse esperanças que ele ficasse ciente do que estava fazendo, mas porque era bom dizer aquilo em voz alta e ter certeza que sim, que por mais que eu fosse Baekhyun, ainda assim Oh Sehun sentia algo, mesmo que superficialmente, por aquele que parecia tanto odiar.

— Deve ser o álcool; não devo estar pensando direito. — argumentou, como eu sabia que faria.

Silenciei por um instante, criando coragem e erguendo as mãos até seu rosto e retirando a cortina de cabelos que caía sobre seus olhos. Sehun poderia ser lindo, mas sua beleza não era nada se comparado ao brilho que parecia iluminar os recônditos de suas íris. Ali, mesmo que anos à frente, eu ainda conseguia ver o garotinho que deixei para trás, correndo atrás de um carro em fuga, levando-me para longe de si e de todo o mal que eu já sabia que o faria passar.

— Deve ser o álcool. — concordei, mesmo que, de fato, não acreditasse naquilo. Talvez assentir em silêncio fosse a chave para tudo; talvez, e só talvez, fingir que eu mesmo acreditava em toda àquela situação de um beijo movido a álcool fosse melhor do que encarar a realidade: Sehun jamais abriria espaço em sua vida para alguém como eu; aquela era minha única chance. Bastava decidir se eu queria mesmo cair de cabeça nela, ou se preferia passar o resto da vida fingindo que agir corretamente fora o melhor.

Baekhyun era todo o oposto de Hyunhee; e talvez fosse por isso que consegui viver tanto tempo com os dois sem, de fato, odiar um mais do que ao outro. Enquanto o Byun era corajoso e centrado, Hyunhee conseguia ser medrosa e impulsiva ao mesmo tempo. Ela fazia as coisas, mas se arrependia do que fazia logo em seguida. Era a famosa “consciência pesada” que sempre a denunciava. E foi pensando em Hyunhee, pela primeira vez em anos, que coloquei Baekhyun de lado por alguns segundos e me deixei ser impulsivo mais uma vez; de cair de cabeça sem calcular a queda.

Ficando na ponta dos pés, entrelacei os braços ao redor do pescoço do Oh, enquanto suas mãos tomavam a lateral de minha cintura e tudo parecia se encaixar de forma natural; como se não houvesse combinação melhor.

— Me desculpe por isso, Sehun, mas, talvez, eu também esteja um pouco bêbado. — declarei, omitindo o fato de que um único drinque jamais teria o poder de me tornar refém de armadilhas como aquelas.

Sehun sorriu e, muito embora parecesse não deixar seu personagem de lado, ainda assim vi entendimento pincelando o canto daqueles lábios finos.

— Sim, talvez fosse esteja tão bêbado quanto eu. — finalizou, não perdendo tempo e indo de encontro aos meus lábios, primeiro de forma lenta, como se explorasse o território; como se pudesse sentir o gosto dos lábios e decidisse os movimentos a seguir. Mas fora um reconhecimento de território rápido, até porque quando uma explosão de sensações tomou conta de meu corpo e me vi derreter naqueles braços eu já sabia: eu estava certo. Sehun nunca fora um “tapa buraco” para a idealização de um amor verdadeiro, porque ele sempre fora o próprio amor verdadeiro. E, muito embora eu o amasse, sabia que nunca seria correspondido como desejava, então apenas dei um chute nos pensamentos chatos e me limitei a aproveitar o momento. Pelo menos uma vez.

Meus braços escorregaram do pescoço de Sehun e abriram caminho em seu peito, as mãos mapeando seu tórax por cima da camisa e arrancando suspiros do outro. A pressão dos dedos de Sehun em minha cintura se intensificou e não o impedi de me empurrar levemente com seu corpo até a parede de tijolos da ruela. Naquele ritmo, ambos precisávamos de algo sólido para nos manter, pois tudo parecia larva ao nosso redor: derretia ao menor dos toques.

Os lábios de Sehun me deixaram pelo ar se fazer necessário e senti sua testa encostar na minha, abrindo os olhos apenas para constatar que Sehun mantinha os próprios fechados, enquanto recuperava a própria respiração. Éramos, naquele minuto, um amontoado de sentimentos e confusão, mas que, de certa forma, pareciam a mistura exata.

— Foi bom. Na verdade, foi ótimo. — soltei em um murmúrio, rindo abobado ao ver Sehun sorrir ainda de olhos fechados, suas mãos deixando meu quadril apenas para entrelaçar os braços ao redor de minha cintura em um abraço acolhedor; um abraço que tanto ansiei e que tinha consciência que sentiria uma falta eterna quando o rélogio voltasse a se mover no ritmo normal.

— Você fala como se eu já tivesse mostrado todo o meu potencial. — soltou risonho, abrindo os olhos e me encarando com afabilidade. Meu coração, já uma escola de samba frenética, tornou a disparar mais destrambelhadamente do que outrora. De algum modo, ver Sehun sorrir, vê-lo me encarar com carinho, era ainda mais impactante do que ter seus lábios contra os meus. Era menos superficial; uma amostra mais real do que eu tanta almejava, mas do que jamais alcançaria.

— E não mostrou? — incentivei, até porque o relógio ainda se mantinha parado e, inusitadamente, eu gostava dele assim: apenas esperando nosso próprio tempo; dando-nos um minuto a sós em meio ao caos que sucederia àquele momento.

Sehun sorriu marotamente e, Céus!, nenhuma capa de revista ou outdoor conseguiria fazer jus ao que realmente era presenciar um dos seus sorrisos.

— Eu ainda estou embriagado, tenho muito a mostrar. — salientou. Tentei evitar o nó em meu estômago por aquela frase. Sehun poderia estar sóbrio, mas seria o “Sehun alcóolico” que eu estava beijando; qualquer tentativa de deturpar aquele fato se dissolvia mediante sua fala. Mesmo ciente, não deixava de ser doloroso.

Suspirei fundo, expurgando no ato, toda e qualquer preocupação e consciência que tentasse fincar meus pés na realidade e me fazer brecar aquele momento; a impulsividade de Hyunhee estava comigo naquela noite e, por mais que Baekhyun fizesse questão de tentar advertir isso, eu estava focado em ignorá-lo, principalmente com a proximidade entre Sehun e mim.

— Então não se limite a mostrar o básico. — instiguei, puxando-o para baixo e beijando seu queijo, à medida que sentia-o cada vez mais nos tornar um só corpo; um só abraço.

— Com todo praz... — Sehun continuaria, mas seus braços me abandonaram em um instante quando a porta de metal se abriu em um rombate, ecoando um barulho metálico contra a parede de tijolos e revelando a figura do homem que antes gritava atrás de Sehun, sendo seguido por uma figura menor e com sombra demais no rosto; uma a qual reconheci pelos traços de raiva contida como Hi Nam, a bolsa em suas mãos parecendo uma arma a ser usada contra Sehun a qualquer segundo.

O que pensa que está fazendo?! — não era uma pergunta e eu duvidava muito que Sehun fosse respondê-la.

Olhei para o homem de terno liso, expressão severa e rosto belo — apesar dos vincos de raiva —, enquanto, ao mesmo tempo, via Hi Nam se apressar até mim, dando um encontrão com o ombro em um Sehun meio cambaleante, fazendo-o franzir o cenho em confusão.

Baek, você está bem? O que houve? Está machucado? — na mesma medida que me bombardeava de perguntas Nam também se ocupava em analisar meus braços, rosto e pulso, tendo certeza que tudo estava bem; que nada estava fora do normal e que eu não havia sido alvo da raiva de Sehun. Se o momento não fosse tão delicado, com toda certeza eu estaria rindo da situação oposta.

Você ficou maluco?! O que estava pensando ao querer bater nesse garoto?! Sehun, está me escutando? — o tom do homem era firme na direção de Sehun, com toda certeza era um manager, principalmente levando em consideração seu porte refinado. Mas, inusitadamente, Sehun parecia não estar dando muita atenção ao mesmo. Seus olhos se detinham em mim, não porque estivesse preocupado, mas porque queria deixar uma mensagem implícita naquele simples contato: não fale nada.

Com o coração aos pedaços, mesmo que eu já estivesse mais certo do que tudo que aquilo aconteceria, assenti imperceptivelmente em sua direção, enquanto ele me olhava uma última vez e marchava para dentro da boate novamente, ignorando o homem que o seguia e o fato de que havia acabado de dar fim a algo que, inconscientemente, insistira em se agigantar em meu peito mesmo sendo refreada na mesma medida. E foi com Hi Nam ao meu lado, xingando tanto quanto conseguia, que deixei a boate e minhas esperanças, essa última a escoar para dentro de um buraco fundo e do qual e não conseguia ver o fim.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo e que possam compreender ambos os lados, ou, assim como eu, ficar possessa com algumas atitudes e ficar remoendo isso e twittando sobre kkk
Ellae, minha ouvinte e sofredora, vamos debater mais sobre esses dois \o/ kkk
Beijos, gente, até o próximo ♡♡♡

Gente, eu sempre esqueço de colocar, mas, se alguém quiser conversar/tirar dúvidas/fazer críticas construtivas/ou apenas dar "oi", meu twitter é o @VChanRhimes, também estou Curious Cat se quiserem, um beijão ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...