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História Someone to you - Fillie - Capítulo 5


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Notas do Autor


<3

Capítulo 5 - 5. Interesting


TERÇA-FEIRA, 16:00

Millie

ㅡ Como eu amo entregas. ㅡ Balanço a caixa empacotada em minhas duas mãos para minha amiga.

Sadie para de comer sua panqueca e caminha animadamente em minha direção. Coloco a caixa grande no sofá e dou um sorriso cúmplice para a ruiva ao meu lado.

ㅡ De quem é essa caixa? ㅡ Sadie pergunta ansiosa.

ㅡ E isso importa? Se está no meu nome é para mim. ㅡ Dou de ombros não dando muita importância para os detalhes. Eu não conseguia parar de sorrir.

Me ajoelho para ficar menos alta que a caixa, aproximo meu corpo da enigmática caixa de papelão e abro as abas delas assim que tiro toda a fita que a prendia. Tiro um embrulho da caixa junto com uma carta com um belo laço vermelho, abro e começo a ler em voz alta.

ㅡ Espero que aproveite esse presente francês. Um grande beijo do seu irmão mais lindo do mundo. ㅡ Reviro os olhos e sorrio ao ler á última parte.

Pego o embrulho vermelho e branco e o rasgo ansiosa para ver o que meu irmão comprou pra mim. Sorrio assim que vejo uma cor branca, espero que seja o que eu esteja pensando. Pego imediatamente o tecido em minha mão deslumbrada com a beleza dele, eu não podia acreditar nisso.

ㅡ Esse é? ㅡ Sadie pergunta em dúvida.

ㅡ Sim! ㅡ Bato palminhas empolgada. ㅡ O vestido da última coleção de Paris! Charlie sabe que eu amo essa marca.

ㅡ Esse vestido deve ter custado os olhos da cara. ㅡ Sadie afirma também encantada com a beleza daquele lindo tecido branco.

O vestido é curto e todo branco um um decote pequeno na frente e rodado, um dos vestidos mais lindos que eu já vi em toda minha vida. O tecido de seda é tão suave e gostoso, digno de ser usado com todos os meus perfumes, qualquer cheiro combinava com aquela belezinha de roupa.

ㅡ Eu vou guardá-lo. ㅡ Meus olhos brilham tanto ao ver aquela peça nova em minhas mãos.

Sadie assente e pega o resto que restou para jogar no lixo. Subo os degraus da escada com a carta em uma mão direita junto com o vestido pendurado em meu braço.

Fecho as duas portas atrás de mim assim que entro em meu quarto, o deixo em cima da minha cama. Pego meu telefone e disco para o número de Charlie, ansiosa 0ara que ele não esteja ocupado.

ㅡ Fala irmãzinha. ㅡ Charlie diz alegre do outro lado da linha.

ㅡ Seu idiota! ㅡ Ouço Charlie gargalhar do outro lado da linha.

ㅡ Pelo seu tom alegre de voz, vejo que já recebeu o presente.

ㅡ Não sabe o quanto eu te amo por isso. ㅡ Sento na beirada da minha cama.

ㅡ Então não me amava antes? 

ㅡ Claro que sim, seu bobo. Só estou feliz por não ter esquecido de mim. 

ㅡ Como eu poderia esquecer a baixinha insuportável da minha irmã mais nova?  ㅡ Charlie diz empolgado.

ㅡ Obrigada. ㅡ Sorrio sinceramente, mesmo que Charlie não possa me ver.

ㅡ Apenas aproveite o presente. ㅡ Ele respira fundo.

ㅡ Estou com muita saudades. Você sempre faz falta. ㅡ Meu sorriso se desmancha.

ㅡ Prometo te visitar assim que possível. Agora vou ter que desligar, vou ter que buscar Natalia. ㅡ Natalia é uma francesa linda e esposa de Charlie. Ele só conseguiu ficar permanentemente em Paris assim que se casou com ela. ㅡ Te amo, Mills.

ㅡ Também te amo, Charlie. ㅡ Sorrio.

Escuto o barulho da ligação encerrada. Respiro fundo e coloco o telefone no lugar. Charlie deve ser o melhor lado da nossa família, ele é feliz. Eu perto dele sou a ovelha negra da família, mas meu pai sempre pensa ao contrário de Charlie, somente porque ele não segue as regras estúpidas dele.

Acendo um cigarro e desço às escadas. Sento no sofá, mas volto minha atenção para a porta de entrada assim que ouço o barulho da campainha.

ㅡ Os dois novos moradores chegaram. ㅡ Sadie diz vindo da cozinha.

ㅡ Finn e Noah? ㅡ Sadie e eu tínhamos decidido que seriam esses dois. Um amigo de trabalho de Sadie e a gracinha do Finn.

A ruiva respira fundo e segue para atender a porta. Reviro os olhos e trago meu cigarro.

É como se o tempo passasse em câmera lenta naquele momento. Do outro da sala, meus só enxergam os de Finn, assim como os deles. Era impossível negar o quanto seus olhos são intensos e escuros demais, eu sabia que Finn não é uma das pessoas que eu mais tenho empatia nesse momento, ele deixou bem claro sua jogada e eu vou deixar a minha agora.

Retomo minha postura assim que desvio meu olhar para o meu cigarro, solto a fumuça no ar e a vejo sumir, jogo meu cigarro num lixinho na sala e me aproximo de Sadie e dos meninos.

ㅡ Então você é o Noah? ㅡ Passo retamente meu dedo indicador pelo seu peitoral.  

Vejo o garoto engolir em seco, ele com certeza estava nervoso. Escoro em Noah, ele tinha um jeito de virgem. Garotos virgens são sempre uma gracinha.

ㅡ Espero que seja menos chato que esse cara aqui. ㅡ Aponto para o Finn e vejo o mesmo revirar os olhos tentando disfarçar o quão irritado ele estava nesse momento. 

ㅡ Você deve ser a Millie.  ㅡ Noah diz e eu assinto. ㅡ Finn falou sobre você.

ㅡ É mesmo? ㅡ Sorrio e Noah assente. Volto meu olhar para Finn que nem ao menos me encarava. ㅡ Aposto que Finn falou muito mal de mim. 

ㅡ Não. Não. ㅡ Ele nega com a cabeça tentando cosertar o que ele disse. Eu sabia que ele estava mentindo por estar nervoso.

ㅡ Alguém já disse que você é uma gracinha? ㅡ Digo para o garoto e depois volto meu olhar para Finn. 

Eu sabia que Finn e eu não nos conhecemos muito bem, mas chega a ser engraçado como isso era previsível.

ㅡ Muito bem, eu vou mostrar os cômodos para Noah. ㅡ Sadie quebra a tensão entre nos e puxa Noah para longe dali.

Cruzo meus braços, Finn volta seu olhar para mim. Inclino a cabeça para o lado e lhe dou um sorrisinho falso.

ㅡ Quer ir pra outro lugar? ㅡ Olho sem nenhuma malícia para Finn. Eu não estou querendo segundas intenções nesse momento. 

ㅡ Por que eu sairia com você? ㅡ Finn franze o cenho confuso.

ㅡ Eu só queria uma companhia, mas se você não quiser ir tudo bem. Eu arrumo uma no caminho. ㅡ Passo por Finn e saio pela porta que estava entre aberta.

Finn bufa atrás de mim, também ouço um resmungo, mas não presto atenção quando o vejo ao meu lado. Sorrio convencida para o mesmo que revira os olhos.

Meu carro vermelho estava estacionado em frente aos enormes portões brancos da mansão. 

Pego a chave do carro nos meus seios, vejo Finn olhando para os mesmos e depois desviando o olhar. Sorrio e o entrego a chave.

ㅡ Você dirige. ㅡ Geralmente eu não deixo ninguém dirigir essa belezinha de carro.

Ele entra no carro e eu dou a volta entrando do outro lado. Vejo o mesmo colocar cinto de segurança, faço igual. Seu olhar estava no retrovisor do carro, suas duas mãos estão soltas no volante. 

ㅡ Você é sexy distraído.

ㅡ É, eu tenho minhas virtudes. Pra onde vamos? ㅡ Finn muda de assunto.

ㅡ Isso eu vou deixar para você, garanhão. ㅡ Bagunço o cabelo de Finn, levanto os braços para o alto e balanço os ombros com a melhor cara de inocente que consigo.

Finn para de me encarar e volta sua atenção para sua frente. Ele acelera o carro e eu o encaro com um sorrisinho.

ㅡ Vamos lá, Finn! Interaja comigo! Não quero morrer de tédio. ㅡ Finn bufa e eu sorrio ao perceber que o irritei um pouquinho. ㅡ Vai! Eu sei que você é divertido.

ㅡ Jamais daria para ter um diálogo sensato com você que leva tudo na brincadeira. ㅡ Finn me olha por alguns instantes, mas logo volta seu olhar pelas ruas da cidade.

ㅡ Nem todas as pessoas fazem algo por alguma coisa em troca, Finn. Se vamos passear juntos, deposite apenas um pingo de confiança em mim. ㅡ Respiro fundo ao terminar de falar. 

Assim que termino, meus olhos se direcionam para o vidro da frente e as pessoas através dele, várias crianças, alguns adultos, mas logo minha distração vai para outro lugar, Finn tinha parado o carro. Olho em volta do local e vejo o fliperama, uma praça de alimentação e um estabelecimento de bar e karokê.

ㅡ Escolheu bem. ㅡ Digo e vejo Finn soltar um sorriso pequeno.

Saímos do carro. Com o meu cotorno fazendo barulho á cada passo que eu dava, me aproximo de Finn que trancava o carro.

ㅡ Aonde exatamente vamos? ㅡ Pergunto confuso por tantos lugares legais em uma rua.

ㅡ Á sua frente. ㅡ Ele pega em minha mão me arrastando para á minha frente. Confusa, olho para frente e vejo o bar com karokê.

Atravessamos a rua e entramos no bar. Era incrivelmente iluminado, deve ser um dos estabelecimentos mais lindos á noite, sem dúvida é um lugar aconchegando, a energia positiva com a música lenta que uma menina cantava no karokê, um pouco desafinada o que causou uma risada fraca entre eu e Finn.

Nos sentamos na primeira mesa que vemos. Sento na frente de Finn e do karokê, certamente eu não deveria estar pensado nisso, mas Finn é tão legal e paciente comigo. Ele não parece do tipo que me odeia, com certeza ele não me odeia, mas me ameaçou. Sentar com Finn e descobrir mais sobre o mesmo parece a coisa mais aconchegante e sensata que já fiz. O que o tédio não leva as pessoas á fazer, não é mesmo?

Olho pela janela ao meu lado e vejo crianças brincando de amarelinha. Escoro meu queixo em meus braços que estavam em cima da mesa e sorrio involuntariamente.

ㅡ Gosta de crianças? ㅡ Finn pergunta.

ㅡ Gosto dessa vista. ㅡ O corrijo. 

ㅡ Por que me chamou pra sair com você? 

ㅡ Gosto da sua companhia. ㅡ Digo sincera dando de ombros.

ㅡ Você não me conhece. Poderia me odiar. ㅡ Finn argumenta.

ㅡ Por que eu te odiaria? ㅡ Coloco uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e ajusto minha saia. 

ㅡ Por te ameaçar, talvez? ㅡ Ele sugere.

ㅡ Você não é o primeiro a me ameaçar, Finn e tenho certeza que não será o último. Eu não sinto ódio de você, porque eu adoro um jogo e você também adora tudo isso.  ㅡ Sorrio para o mesmo.

Gosto de fingir para Finn que ele está no controle da situação, mas também é muito divertido quando eu o assumo. Eu sei que Finn não irá fazer nada, se ele realmente quisesse já teria feito e se livrado de mim.

Depois da minha resposta Finn volta sua atenção para a porta de entrada atrás de mim... O olhar de Finn sempre é confiante e misterioso. O que eu disse parece que não o  atingiu de nenhuma maneira e a cada instante isso se torna mais interessante... 



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