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História Someone to you - Fillie - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 9 - 9. Sometimes we discover what love is


DOMINGO, 19:00

Millie 

Minha cabeça só conseguia pensar em meu pai e como eu não posso decepciona-lo. Ultimamente tenho estado tensa e preocupada, pensando em como irei convencer meu pai a me escutar sobre Finn, estou em dívida com ele e eu odeio isso.

Hoje á noite terá uma White party, todos tem que usarem branco. É um evento comum que o pai de Finn irá dar em sua bela mansão. Meu pai vai estar lá e obviamente conta com a minha presença para continuar com sua imagem impecável como sempre. Essas festas costumam a ser um tédio, músicas clássicas e calmas que fazeriam qualquer um dormir.

Ao beber água, sinto o líquido descendo pela minha garganta. Fecho os olhos e minha mente pensa em Finn, em nosso beijo naquela noite. Meus lábios chegam a formigar ao lembrar de seus toques suaves, suas mãos passeando no meu corpo inteiro assim como seus olhos escuros ele passa suas mãos em cada curva do meu corpo como se estivesse esculpindo e o modelando. Bebo outro gole de água ao sentir sede outra vez.

ㅡ Sonhando acordada? ㅡ Quase engasgo ao ouvir a voz de Finn.

Abro os olhos me deparando com seus cachos molhados arrumados, com uma camisa social branca com uma gravata prata frouxa junto. Seu terno branco estava em seus braços e seu sapato social em seus pés.

ㅡ Se arrumando para a festa? ㅡ Arqueio uma sombrancelha e o olho de cima a baixo ao perceber que ele já estava semi-pronto.

ㅡ Falta poucas horas. ㅡ Ele se justifica arrumando sua gravata.

ㅡ Minutos. ㅡ O corrijo. ㅡ Temos que estar na festa às 19:15. O que você estava fazendo que não se arrumou antes?

ㅡ Fiquei enrolado com algumas coisas. ㅡ Assinto e reviro os olhos ao ouvir sua resposta.

Evidentemente eu já estava pronta, estou com o vestido que Charlie me deu, ele é muito especial pra mim. Nos meus pés tinha o clássico e belo salto alto. Meu cabelo está com uma simples tranço, de acessórios com pérolas de brinco. 

ㅡ Deixa eu te ajudar. ㅡ Levanto do banquinho que estava sentada, passo a mão no meu vestido para que ele não fique amarrotado e caminho para mais perto de Finn.

Pego o terno da mão dele, o estendo atrás do mesmo que o veste com agilidade. Decido ir em direção á porta quando seu terno já está em seu corpo, mas o mesmo segura meu braço fazendo meu rosto o encarar. Confusa, olhos em seus olhos esperando uma explicação, mas o mesmo só fica me encarando por alguns segundos, mas para assim que percebe que me encarou por muito tempo. Ele quebra o conta visual olhando para outro canto, não sei se ele estava sem graça ou apenas evitando contato visual comigo. Finn estende sua mão para mim e eu o olho em dúvida, mas acabo por a pega-la e finalmente caminhamos em direção á porta.

Assim que saímos da casa entramos na limosine de Finn, o caminho todo ficamos em silêncio, pois não tinhamos muito o que dizer, sempre que conversamos é uma provocação então ter um diálogo de verdade com Finn é complicado. Não somos amigos para conversarmos como se fôssemos, somos apenas conhecidos e agimos em cima disso com brincadeiras bobas. Em momento desconfortável como esse, ficamos calados encarando um o outro quando o outro não está olhando, uma bobagem para nós já que somos adultos e sabemos dialogar.

O carro para em frente á uma enorme mansão com portões brancos de grade. Saindo do carro, noto a varanda algumas pessoas, seu jardim bem cuidado e luzes no chão onde passamos como uma passarela.

ㅡ Você é fodidamente rico. ㅡ Comento, sua casa era do tamanho da minha, mas apenas com cores diferentes e um ar de uma mansão clássica ao contrário do meu pai que continha muita tecnologia em cada canto. Mas a beleza daquele lugar também é admirável e extraordinária.

Finn não responde meu comentário, apenas caminha na minha frente, me deixando para trás. Ele entra cumprimentando algumas pessoas, sorrindo e acenando como se fosse uma celebridade. Entro do mesmo modo, com um sorriso forçado e acenando para qualquer estranho que vejo.

Com uma taça com champanhe na mão, meu pai vem em minha direção. Respiro fundo ao ver que o mesmo já estava perto.

ㅡ Está tão fútil com seu batom vermelho. ㅡ Meu pai sussura para mim.

ㅡ Oi para você também, papai. ㅡ Digo sarcástica.

ㅡ Será que nunca irá cansar de me envergonhar? Está parecendo uma mulher qualquer com esse seu batom escandaloso. 

ㅡ Ele nem está tão forte assim. ㅡ Sua frieza deixam meu olhos marejados, mas sou obrigada ainda a continuar sorrindo.

ㅡ Vá ao banheiro e o tire. Francamente Millie como você pode ser tão vulgar. ㅡ Meu pai sai de perto de mim ao ver um amigo seu chegando na festa.

Meu pensamento congela assim como meu corpo, abaixo a cabeça e saio do centro do salão para procurar um banheiro. Droga! Eu não posso chorar, não aqui em público. Quando encontro o banheiro me tranco no mesmo com a respiração pesada, meu corpo está gelado, meu coração acelerado com uma tamanha dor, todos os sintomas de uma crise de ansiedade, lágrimas insistiam em cair, mas eu as limpo, meu pai me insultaria mais ainda se minha maquiagem estivesse borrada. Eu odeio seus insultos e principalmente a maneira de como eles conseguem me afetar tão gravemente.

Respiro fundo tentando manusear minha respiração para uma normal, pego um papel e tiro o batom vermelho com pressa e fortemente. Dóia muito aquela situação, ru odiava me sentir tão diminuiada e frágil. 

Batidas na porta me fazem assustar, eram batidas fortes e de curto tempo. Rapidamente me desespero pelo estado que me encontrava.

ㅡ Millie! Você está aí?! ㅡ Ouço a voz dr Finn.

Respiro fundo e abro a porta. Finn rntra rapidamente para dentro do banheiro.

ㅡ Você está bem? Eu vi você enquanto falava com seu pai, parecia muito desconfortável. 

ㅡ Eu tô bem. Eu só tô tirando esse batom horrível. ㅡ Falo enquanto tiro o batom vermelho inteiro da minha boca.

ㅡ Mas você sempre usou ele.

ㅡ Enjoei, ele é muito feio. ㅡ Evito contato visual. Eu estava muito querendo chorar e Finn não poderia me ver naquele estado. Olho no espelho ao ver que só tinha poucos vestígios do batom.

ㅡ Bom, pra mim você fica linda com ele. ㅡ Viro minha cabeça para ele e uma lágrima caí na hora.

ㅡ Acha mesmo? ㅡ Meu coração se acalma um pouco ao ouvir aquilo.

ㅡ Vem cá. ㅡ Ele se aproxima de mim e limpa minhas lágrimas.

Seus olhos encavam o meu, não pude parar de apreciar suas pupilas, mas logo quebro esse contato visual e saio de perto dele ao ver a aproximidade que estavamos.

ㅡ Melhor você voltar para o salão. Vão sentir a falta do anfitrião. ㅡ Me recomponho.

ㅡ É. Eu já vou indo então. ㅡ Ele concorda e eu assinto.

Minha boca já estava limpa, então depois de alguns minutos me recompondo, saio do banheiro com o meu típico sorriso falso. 

Vou em direção ao meu pai que conversava com o pai de Finn sentado numa mesa. Pego uma taça de champanhe branca no meio do caminho e bebo um gole da mesma. 

ㅡ Que bom revê-la, Millie. ㅡ Eric Wolfhard sorri para mim e acena com a cabeça brevemente.

ㅡ Igualmente Wolfhard. ㅡ Sorrio.

ㅡ Olá Sr. Brown. ㅡ Finn se aproxima me deixando tensa.

ㅡ Pai, esse é o Finn lembra? ㅡ Dou o incentivo.

ㅡ Claro, como eu poderia esquecer desse jovem. ㅡ Meu pai e Finn se cumprimentam com um aperto de mão enquanto eu e Eric observavamos.

ㅡ Se não se importa irei chamar sua filha para dançar. ㅡ Finn encara meu pai e eu quase engasgo com o champanhe.

ㅡ Incomodo algum. Millie sempre foi uma ótima dançarina, tenho certeza que ela gostaria de dançar com você não é filha? ㅡ Os olhares de meu pai e Finn são direcionados para mim.

Eu sabia que eu era obrigada a dançar de um jeito ou de outro então não havia outra resposta a não ser um sim.

ㅡ Claro, eu adoraria. ㅡ Deixo minha taça na mesa e dou um sorriso forçado para o pai de Finn que também me encarava.

Pego em sua mão e vamos em direção onde alguns casais dançavam uma música lenta. Coloco minha mão nos ombros de Finn e ele coloca as suas em minha cintura me trazendo para mais perto de si. Posso sentir o cheiro de seu perfume forte.

ㅡ Seu perfume é horrível. ㅡ Mentira. Ele é incrível, eu poderia passar horas sentido seu cheiro. 

ㅡ Cala boca e apenas dance. ㅡ Ele diz suavemente.

Aproximo minha cabeça para mais perto do seu ombro, podia sentir sua respiração calma. Fecho os olhos e lembro dos lábios de Finn nos meus, embriagada de seu cheiro me vejo impressionada pelos passos lentos que davamos, mexiamos o corpo na mesma sincronia como se tivessemos ligados um ao outro.

ㅡ Eu irei falar com meu pai sobre você. ㅡ Lambo os lábios ao lembrar do meu acordo com o mesmo.

ㅡ Depois falamos nisso. ㅡ Ele sussura.

Assinto mesmo que ele não possa me ver. 

ㅡ Como você está? ㅡ Ele me pergunta. Levo minha cabeça a sua frente novamente o podendo encarar. 

ㅡ Podemos ficar em silêncio, por favor. ㅡ Digo encarando seu olhos escuros. Eu só preciso de quem me apoiar agora, um consolo as vezes é bom para se sentir bem.

 Ele assente. Mordo meu lábio inferior o encarando, as vezes descobrimos o que o amor realmente é e de que forma amamos uma pessoa ou quando nos apaixonamos, mas desta vez não, não com Finn, eu não sei o que sinto em relação a ele e confesso que tenho medo disso.



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