História Somerhalder Corporation - Capítulo 44


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Palavras 4.349
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês!! Espero que gostem!! Comentem e favoritem, pois além de ser importante para o desenvolvimento da história, ainda me dá uma ideia sobre o que vocês estão achando da história, aliás seu comentário, me faz de feliz e incentivada. Beijos com nutella e uma boa leitura!!

Capítulo 44 - I will always love you


Fanfic / Fanfiction Somerhalder Corporation - Capítulo 44 - I will always love you

                   

“Se eu ficasse
Eu só te atrapalharia
Então eu vou embora, mas eu sei
Que pensarei em você
Em cada passo do caminho

E eu sempre vou te amar
Eu sempre vou te amar
Você, meu querido você

Doces amargas lembranças
Isso é tudo que estou levando comigo
Então adeus, por favor, não chore
Nós dois sabemos que eu não sou o que você, você precisa

E eu sempre vou te amar
Eu sempre vou te amar

Eu espero que a vida te trate bem
E eu espero que você tenha
Tudo o que você sonhou
E eu te desejo alegria
E felicidade
Mas acima de tudo, te desejo amor

E eu sempre vou te amar, querido.”

(- Whitney Houston - I will always love you.) 

                    (Autora POV)

Dois meses depois...

O vestido de noiva era branco, assim como o lindo buquê de lírios que ela carregava em suas mãos. Claire estava dando os últimos ajustes em seu véu, enquanto Nina sorria radiante para o seu reflexo no grande espelho à sua frente. Estava linda, uma verdadeira noiva, o vestido lhe caía bem, embora ela estivesse em seu último mês de gravidez, isso não a deixava menos bonita. Suas mãos passeavam pela barriga, enquanto lágrimas quentes e teimosas faziam de tudo para sair. Mas ela não deixaria a emoção tomar conta de si, pelo menos não agora. Nina tinha certeza de que Claire a mataria se ela ousasse borrar a maquiagem perfeita que a cunhada havia feito para o grande dia. A bela obra de arte não pode ser desperdiçada, pelo menos não por hora, e no final, parece que o curso de estética da loira havia feito, não teria sido total perda de tempo, afinal.

A bebê estava bem agitada na barriga da mãe, parecia até mesmo de que já estava ciente da celebração do dia. 

- Somethig old, somethig new, somethig borrowed, someting blue and a silver sixpence in her shoe - Candice entra no quarto, já vestida com seu lindo vestido rosa de madrinha, cantarolado a tradicional ‘mandinga’ para que o casamento desse certo. Não que Nina acreditasse nesse tipo de música ou algo parecido, afinal, quem faz um casamento ou qualquer coisa em nossas vidas dar certo, somos nós mesmos. A morena havia percebido que a amiga estava mais radiante desde os dois meses que haviam se passado, a loira estava grávida. 

- Está na hora, querida - Candice diz se pronunciando e então, recebendo a atenção centrada da morena. Nina não queria admitir, mas estava nervosa, as mãos estavam suando, as pernas tremiam que nem vara verde, o estômago embrulhava, e ela tinha certeza de que isso não era por conta da gravidez. Uma última olhada no espelho, a última olhada para se ter certeza de que tudo estava perfeito, ela queria assim. Ajeitando seus cabelos escuros que caíam como cascatas sobre seus ombros, Nina solta um longo suspiro e se volta para a amiga, pronta. Pronta para ser a mais nova senhora Somerhalder.

(...)

As damas de honra começaram sua entrada na igreja, Ian já estava no altar, ansioso, feliz e nervoso eram as três melhores palavras para defini-lo. Ansioso para enfim ter Nina ao seu lado naquele lindo altar, feliz por este ser o melhor dia de sua vida, afinal, ele estaria se casando com a mulher que amava, e, nervoso, a última palavra que o descrevia no momento, estava nervoso diante da possibilidade de travar na hora, de não conseguir pronunciar uma palavra sequer, pela enorme emoção ao enfim ver a mulher de sua vida vestida de noiva, vindo ao seu encontro.

Nina já havia saído do carro, estava de braços dados com Joseph, seu melhor amigo, mas considerado por ambos, uma relação de irmãos. O controle já não era um de seus pontos mais fortes, Nina não havia conseguido mais segurar as lágrimas de felicidade, sem se importar com o que os convidados pensariam, ela estava feliz, e chorar era uma forma de demonstrar essa felicidade. As pernas da noiva falharam ao ver o olhar do homem que tanto amava sobre si, esse era o poder do olhar intenso que ele carregava consigo, e, a certeza de que ela teria caído se o amigo não estivesse com o braço enganchado ao seu, era óbvia. Seu olhar preso ao de seu noivo era intenso e poderoso, os olhos azuis a faziam ficar quente, nervosa e impaciente para que aquela caminhada até o altar acabasse logo, para que ela logo pudesse estar ao lado de seu noivo, era visível ver que eles tinham algo muito especial, e isso apenas pelo simples olhar que o casal transmitia .E então, suas preces pareciam ter sido escutadas, e ela agradeceu mentalmente por isso. Nina havia chegado onde mais queria, junto de Ian. Joseph deu um beijo na testa da amiga, entregando a mão da mesma para Ian, em seguida. Uma corrente elétrica percorreu seu corpo por inteiro, ao tocar a mão de Ian e entrelaçar seus dedos nos dele, ela pôde ter a certeza de que não gostaria de estar em nenhum lugar que não fosse ao lado do homem que tanto amava. Um olhar, um toque, era tudo o que ambos precisavam, a necessidade de ter um ao lado do outro era o que mais os deixavam ansiosos. Realmente, isso era tudo.

- Boa noite à todos - O padre começa a dizer, enquanto um sorriso gentil se faz presente em seus lábios - Estamos aqui hoje, para celebrar a união destes dois jovens, Nikolina Dobrev e Ian Somerhalder - O padre diz sorridente para o casal, que mantinham suas mãos unidas o tempo inteiro, e que não faziam questão de desenlaçar seus dedos tão cedo - Portanto, vocês dois devem abandonar a mentira e dizer apenas a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um só corpo. Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apazigúem sua ira antes que o sol se ponha. O que furtava, não furta mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir para quem tenha necessidade. Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme sua necessidade, para que conceda graça aos que ouvem. Não entristeçam o Espírito Santo, com o qual vocês oram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda a amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda a maldade. Sejam bondosos, amorosos e compassivos um com o outro, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou - O padre diz e Nina olha para seu noivo, tão lindo trajado no terno preto que tanto realçava seus olhos claros. Um sorriso involuntário lhe escapou pelos lábios, um sorriso singelo e verdadeiro, suas mãos juntas demonstravam o quanto eles estavam ali, um para o outro, e não importava a dificuldade, eles sempre estariam juntos. 

A pequena Sophia andou até o altar, com seu lindo vestido branco, carregando consigo, as alianças. Os pais da menina se abaixaram por um instante, beijando lhe a bochecha e lhe abraçando brevemente. Se juntando com seus irmãos em seguida, a pequena se retirou. E então, “I will always love you” começou a tocar em um tom baixo, deixando a morena ainda mais emocionada. Enquanto o noivo, lutava inutilmente contra as lágrimas, as lembranças preenchiam sua mente, flashbacks dos dois pairavam sobre si. 

- Ian Somerhalder, é de livre e espontânea vontade que você aceita Nikolina Dobrev como sua legítima esposa? - O padre pergunta, Nina estava frente ao seu noivo, com as lágrimas inundando seus olhos, ele não se encontrava diferente.

- Eu aceito - Ele responde rapidamente, tentando não deixar a voz embargada pelo choro transparecer.

- Nikolina Dobrev, é de livre e espontânea vontade que você recebe Ian Somerhalder como seu legítimo esposo? - O padre pergunta novamente, só que desta vez para a noiva, que assente com a cabeça rapidamente.

- Aceito, sempre - Ela responde com toda sua verdade expressada em seu tom de voz.

- As alianças - O padre diz, oferecendo a caixinha aos noivos. Ian pega a menor das duas alianças e suspira, olha nos olhos da a mulher que tanto ama à sua frente e sorri.

- Eu, Ian Somehalder te aceito Nikolina Dobrev, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe - Ele diz sorrindo e deslizando a aliança pelo dedo anelar de Nina, um soluço baixo foi emitido da boca da garota, levando a mão de sua noiva até os lábios, onde depositou um beijo em seu dedo, portador da aliança que os ligava e, que de certa forma demonstrava sua união. 

Pegando a outra aliança, Nina deixou que mais algumas lágrimas escorressem pela sua bochecha, sendo limpas pelo seu noivo, em seguida.

- Eu, Nina Dobrev te aceito Ian Somerhalder, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe - Nina dizia as palavras, enquanto deslizava o anel pelo dedo do homem de sua vida, repetindo o ato dele, e beijando a mão do mesmo.

- Eu vos declaro, marido e mulher. Diante dos convidados e de Deus. Pode beijar a noiva - O padre diz. E não precisava dizer novamente, pois o rosto de Ian logo já ia de encontro com o da morena, seus lábios tocando o de sua esposa suavemente, iniciando um beijo calmo, puro e cheio de sentimentos. 

- Eu te amo...- Nina sussurra baixo, para que somente os dois pudessem escutar.

- Eu também te amo, meu anjo - Ian diz acariciando a bochecha de sua esposa com uma mão, enquanto a outra, acariciava sua barriga saltada, sentindo um pequeno movimento em resposta.

(...)

Um mês depois...

Tudo bem. Respira fundo.

Esse era o mantra que Nina vinha dizemos a si mesma ao longo daquela noite, todas as inúmeras contrações deviam ser apenas alarmes falsos, pensava ela. Afinal, o seu parto estava marcado para daqui à quatro dias. Porém, aquela última contração havia superado todas as outras, e então, ela sentiu algo escorrer por entre suas pernas, e não, não era xixi.

- O que houve, meu anjo? - Ian perguntou preocupado, diante da expressão espantada de Nina. Se sentando na frente da mesma, Ian balançava a mão frente ao seu rosto, no intuito de despertá-la de seu transe.

- Puta que pariu! - A morena solta um grito, que mais parecia um urro de dor - A bolsa estourou! 

Quando ela gritou essas exatas três palavras, Ian parecia ter petrificado. E esse com certeza, não era o melhor dos momentos para ele entrar em choque. Nina teve de dar um tapa no ombro do marido, se segurando ao máximo para não espernear que nem uma criança, visto o tanto que era a sua dor. 

- Ian! - Ela guinchou com ele. Okay, talvez fosse impossível ela deixar de gritar neste momento - Faz alguma coisa! - Ela diz em súplica, e então, o moreno finalmente parecia ter despertado de seu transe.

- Tá! Está bem...Eu...Eu vou ligar para o hospital - Ian diz e sai correndo atrás de um telefone fixo, suas mãos tremiam ao digitar o número. Depois de dois toques, a recepcionista finalmente atendeu e, com um golpe de sorte, a obstetra de Nina estava de plantão na maternidade aquela noite. Não demorou muito e a recepcionista passou a ligação para a mesma, e para o seu completo alívio Niccoleta havia dito que iria arrumar a sala de parto, disse também para eles se apresassem, pois a bebê poderia nascer a qualquer momento - Venha, meu anjo - Ian diz pegando sua esposa no colo, agradecendo por eles terem se mudado para um quarto no andar de baixo, pois seria péssimo ter de descer as escadas com a esposa em seu colo. A essa altura, as crianças já haviam acordado por conta dos gritos incessantes de Nina. Ficaram preocupados, acharam que a mãe poderia ter se machucado, mas Dianna, prestativa como sempre, lhes explicou a situação e disse que tudo iria ficar bem.

- Ian Somerhlader! Eu vou te matar e cortar o seu parquinho fora! Você está me escutando?! - A morena gritava, enquanto uma outra contração a acertava com tudo. Enquanto Ian abria a porta do carro e a colocava no banco de trás, para que a mesma ficasse mais confortável. Dirigiu até a casa de Candice e Joseph, estava quase ficando louco com os gritos agoniados de sua esposa, frente à casa do casal, ele buzinou tanto que, os gritos de Nina foram entrecortados. A loira apareceu na porta da casa, com a expressão confusa, enquanto Joseph estava com uma expressão sonolenta, mas, logo que ouviram os gritos de Nina, eles finamente pareciam ter entendido o que estava acontecendo. 

- Joseph, senta no banco da frente. Aliás, você dirige, Ian está parecendo um louco - A loira diz o instruindo. Os dois fizeram o que ela havia dito. Ian deu a volta no carro, se sentando no banco de trás e colocando a cabeça de Nina em seu colo - Fica calma Neens, logo logo você vai ver que tudo valeu a pena - Candice diz desesperada para consolar a amiga que resmungava de dor.

- Accola! Tem uma filhote de urso querendo sair de dentro de mim! E você me pede para ficar calma?! Eu vou te matar, Ian!! - A morena gritou, fechando seus olhos fortemente. Ian a encarou compreensivo, mas com um certo receio por conta da gravidez ser de risco, e a esposa estando sentindo tanta dor assim.

- Meu anjo, você precisa tentar se acalmar - Ian diz delicado, enquanto segurava a mão da esposa, que lhe deu uma dentada forte no dorso da mão - Porra! - Ele exclama, tirando a mão do alcance da morena - Para de canibalismo! - Ele diz enquanto recebia um olhar fuzilante da mesma.

- Quando ela estiver parindo, vai ser pior ainda! - Joseph diz soltando uma risada e debochando da cara do amigo.  

- Vai se foder! - Ian grita em resposta, enquanto massageava sua mão dolorida. 

(...)

- Quem irá entrar na sala de parto? - Niccoleta pergunta olhando para Ian e para o casal.

- Nós três - A loira disse rapidamente e os dois assentiram em concordância. Todos colocaram sua roupa cirúrgica e entraram na sala onde Nina já se encontrava, a loira já tinha sua câmera posicionada em mãos, pronta para filmar cada pequeno resmungo da amiga. A morena já se encontrava um pouco mais calma, mas ainda sim, soltando seus xingamentos, principalmente para cima do marido, seu maior alvo - Nina Dobrev, falando palavrões assim, quem diria, não é mesmo? - A loira diz chegando perto da amiga com a câmera, recebendo um olhar fuzilante em resposta.

- Nina, já podemos começar. Está bem? - A médica pergunta gentilmente e a morena concorda com um aceno rápido. Já não suportava mais aquela dor.

- Meu anjo, faça força. Okay? - Ian perguntou, sendo o mais carinhoso possível, mas essa definitivamente não era a melhor hora.

- Você acha que eu não estou fazendo força? Agradeça à Deus por um dia você ter de parir uma filhote de urso! - Nina diz ameaçadoramente.

- Nina, calma, sério! - Candice diz tentando se manter séria, mas falhando miseravelmente - Respiração cachorrinho! Que nem a médica mandou, anda! - A loira diz com sua ironia evidente.

- Não se esqueça que daqui à pouco é você, e quem vai estar segurando a câmera, vai ser eu! - Nina diz lançando um olhar sarcástico na direção de Nina que fazia força, assim como a médica mandava. 

O suor cobria a testa da morena, suas bochechas estavam coradas diante da força que fazia. Porém, quinze minutos depois Robin nasceu, com seu choro manhoso e estridente cortando o ar. E naquele momento, Nina pode afirmar com toda a certeza do mundo, que aquele foi definitivamente, o melhor som que já pôde escutar em toda a sua vida. Sua filha havia nascido. E, ela percebeu, que no final, sua amiga realmente estava certa. Todo o esforço havia valido à pena.

- Olha que linda, meu anjo - Ian diz pegando a bebê dos braços da médica, entregando a pequena nos braços de sua mãe, em seguida - Nossa pequena Robin - Ian diz com seus olhos azuis infundados em lágrimas, assim como sua esposa, que se derretia por inteira ao contemplar os olhos azuis e intensos da filha, tão parecida com o pai. Porém, ainda sim, Nina era a que mais chorava emocionada, beijando a testa de sua filha protetoramente, ela teve certeza de que nunca havia contemplado e possuído de um sentimento tão incrível como aquele. E quanto à Ian, ele com certeza pode afirmar que, aquela era definitivamente a cena mais linda que ele havia presenciado até então. 

- Minha Robin...Você é tão linda...- A morena dizia enquanto seu polegar acariciava levemente a bochecha corada da filha, que a encarava curiosa com suas duas imensidões azuis brilhantes - E eu te amo tanto...- Nina dizia, beijando as pequenas mãozinhas da filha, enquanto uma de suas mãos seguravam a de Ian, com seus dedos entrelaçados, assim como no dia de seu casamento. Onde ela teve a certeza de que ele sempre estaria ali, por ela e com ela.

Afinal, tudo estava finalmente completo.

                         (Ian POV)

Três anos depois...

Hoje é um dia especial. Finalmente irei inaugurar mais uma filial da minha empresa, acho que depois que fiz minha parceira com a China, as coisas melhoraram bastante, pude expandir ainda mais minha empresa, e hoje, mais um passo será dado.

Me olho no espelho e enquanto terminava de ajeitar o colete do meu terno, eu vejo uma pequena garotinha de olhos azuis, e com um pouco mais de um metro de altura, pegar minha gravata e sair correndo.

- Hey! - Digo correndo atrás de Robin, enquanto a mesma soltava gargalhadas divertidas, não consigo deixar de sorrir.

- Robin! Devolve a gravata para o papai! - Sophia diz autoritária e impedindo que a menor corresse para longe.

- Para de ser chata Soph! - Robin exclama com os bracinhos cruzados.

- Eu sou sua irmã mais velha - Sophia diz fazendo uma expressão autoritária. Sorrio e apenas observo a cena.

- Isso não tem graça! - Robin diz emburrada.

- Robin...- Nina diz adentrando o quarto e olhando para a menor séria, pega a gravata da mão da pequena e suspira.

- Obrigada, mamãe - Sophia diz com um sorriso vitorioso, enquanto Robin fazia língua. 

Nina vem até mim, linda em seu vestido azul escuro. Arruma a gravata e a passa pelo meu pescoço, ajeitando a mesma em seguida.

- Como você se sente? - Ela pergunta com um sorriso mínimo estampado nos lábios.

- Normal...Eu acho...Na verdade eu não sei o que estou sentindo - Digo e Nina me encara com uma sobrancelha arqueada - Satisfeito com meu trabalho - Digo pensativo, Nina sorri de lado e se põe na ponta dos pés, me dando um beijo breve em seguida.

- Você já fez isso algumas vezes - Ela diz com suas mãos segurando minha nuca de leve - Vai dar tudo certo - Ela diz e eu sorrio, seguro seu rosto em minhas mãos e aproximo meus lábios do seu, lhe dando um beijo intenso em seguida.

Ouço meu celular tocar e bufo ao me separar de Nina. Vejo no identificador de chamadas que se tratava de Mark. Então, atendo a ligação rapidamente.

Ligação on.

- Sim, Leviels? - Digo com a voz firme.

- Ian, onde é que você está? - Ouço a voz de Mark soar preocupada do outro lado da linha, franzo minha testa confuso.

- Estou no hotel, por que? - Pergunto confuso -Daqui a pouco estou aí com vocês - Digo colocando o celular no viva-voz, enquanto terminava de ajeitar meu terno, ouço Mark suspirar cansado do outro lado da linha.

- Os empresários estão quase me degolando, exigem sua presença - Ele diz e eu respiro fundo.

- Daqui a pouco eu estou chegando, até Mark - Digo pegando o celular.

- Até...- Ele diz simplesmente e eu encerro a chamada.

Ligação off.

(...)

- Pai, cadê o tio Paul? - Jaden pergunta e em questão de dois segundos, Paul aparece no hall de entrada.

- Ali vem ele - Digo para Jaden, que se vira para onde eu apontei discretamente.

- Estou atrasado? - Meu cunhado pergunta pressionado os lábios e franzido a testa.

- Uns dois minutos - Digo dando de ombros - Venham, vamos logo - Digo pegando Jaden e Sophia no colo, enquanto Nina carregava Robin e segurava Sam pela mão.

Quando chegamos no local onde seria a inauguração, eu tive de entrar na parte de trás do palco, onde as cortinas ainda estavam fechadas. Nina e Paul haviam ido para junto dos convidados. De repente, Mark aparece e me segura pelo braço, enquanto digitava uma mensagem rápida em seu celular.

- Atrasado Somerhalder - Ele diz enquanto ajeitava o seu próprio terno.

- Eu sei...- Digo vagamente e ele me olha exalando interrogação - Tive um pequeno imprevisto...- Digo e suspiro pesadamente - Robin roubou minha gravata, não queria devolver de jeito nenhum - Digo soltando uma risada, sendo acompanhado por Mark no ato.

- Essa menina é demais - Mark diz sorrindo, me ajeito no palco e me preparo devidamente, pois a cortina logo iria abrir.

- Preparado? - Pergunto para Mark, um tanto quanto nervoso.

- Eu? Mas é você quem irá abrir uma empresa em Londres, não eu...- Ele diz sorrindo e eu solto uma risada fraca.

- Muito obrigado por tudo, Mark. De verdade. Você sempre me ajudou em tudo, se deu de corpo e alma ao trabalho, fez de tudo pela Somerhalder Corporation, e isso é algo pelo qual eu nunca poderei lhe recompensar da forma que você merece - Digo sincero e dou dois tapinhas de leve no ombro do homem ao meu lado. Ele se vira pra mim, com um sorriso de lado.

- De nada, Somerhalder - Ele diz e eu aceno com a cabeça. E então, as cortinas se abrem e a claridade repentina dos flashes de câmera incomodam os meus olhos. As pessoas batem palmas ao me ver e eu revezo meu olhar entre elas. Vou até o microfone à minha frente e suspiro.

- Primeiramente, uma boa noite para todos - Digo e olho para o microfone enquanto as pessoas terminavam de dizer boa noite - E em segundo, muito obrigado pela presença de vocês, em uma noite mais do que especial. Afinal, aqui estou eu, novamente. Subindo em um palco e agradecendo por vocês estarem presentes na inauguração de mais uma de minhas empresas, em um país diferente. Sendo muito recebido por todos...Ampliando cada vez mais meu negócio...- Digo e meu olhar se volta para Nina, que estava sentada na primeira fileira, as crianças ao seu lado, minha irmã e Paul, Candice e Joseph com seus trigêmeos. Minha família estava ali, e isso é tudo o que mais importa...

(...)

A inauguração havia acabado...As crianças já estavam adormecidas em suas camas. Enquanto eu, eu apenas observava da sacada do hotel, o enorme prédio de vidro com as iniciais SC. brilhando em seu topo. 

Uma vitória a mais em minha carreira...

- Ian? - Nina me chama e eu me viro, a olhando curioso.

- Sim? Estou aqui...- Digo e ela segue minha voz, andando até a sacada e ficamos ao meu lado, apoiando seus cotovelos na beirada.

- Você não vai dormir? - Ela pergunta enquanto encarava o mesmo lugar que eu.

- Sim...Mas meus pensamentos não pretendem me abandonar por hora...- Digo suspirando e me virando para olhá-la. Tão linda. Passo meu polegar em sua bochecha e ela fecha os olhos levemente, sorrindo de lado e segurando minha mão.

- No que estava pensando? - Ela pergunta abrindo os olhos e apoiando sua cabeça em meu ombro.

- Eu consegui, meu anjo...Acho que é isso...- Digo vagamente e ela me olha, franzindo sua testa, estava confusa.

- Do que está falando? - Ela pergunta e eu suspiro.

- Olhe para mim, meu anjo...Sou Ian Somerhalder, consegui tudo o que queria profissionalmente, construi meu império em vários lugares neste vasto mundo, lutei pelo o que acreditava, fiz minha parte. Acabou...Alcancei minha meta - Digo com os olhos cheios de lágrimas não derramadas. Eu consegui.

- Os seus pais estariam orgulhos de você, sua irmã também. Não somente pelo o que você conquistou, mas também, pelo ser humano, pelo homem que você se tornou - Ela diz sorrindo e as lágrimas já não são mais contidas, choro livremente. Nina segura meu rosto em suas mãos e beija minha testa, passando seus braços em meu pescoço e me abraçando fortemente, retribuo sem pestanejar - Você pretende largar a Somerhalder Corporation? - Ela pergunta desfazendo o abraço e me encarando.

- Eu não diria abandonar, mas sim, dar um certo tempo. Promover Mark à diretor substituto e Joseph ao cargo que Mark ocupa hoje - Digo e ela concorda com um aceno - Eu apenas quero dar mais tempo e valor para o que realmente importa. Vocês...- Digo sorrindo de lado - Não quero ser ausente e nem perder nada na vida dos meus filhos, não quero perder nada que possamos fazer juntos. Vocês são meu mundo - Digo e Nina coloca suas mãos em meu rosto novamente, seguro suas mãos que estavam em meu rosto e a puxo para um beijo necessitado.

- As crianças podem acordar...- Nina diz por entre o beijo e eu sorrio de lado.

- Elas não vão - Digo voltando a beijar sua boca - Eu te amo, meu anjo...- Digo em um sussurro.

- Eu te amo...- Ela diz abraçando minha costas e eu a sua cintura.

Continua?


Notas Finais


Capítulo não revisado, então me desculpem qualquer erro ortográfico.


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