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História Something - Capítulo 3


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Notas do Autor


DESCULPEM A DEMORA! Nesse capítulo as coisas começam a complicar um pouco, então ele já tá quentinho. A tendência é sempre piorar hahaha! ESPERO QUE GOSTEM! Comentem o que vocês acharam! <3 Pretendo postar com uma frequência maior agora! BEIJOSSSS

Capítulo 3 - Adiando problemas


Acordei de bom humor. As coisas estavam caminhando bem e eu não estava esperando por algo ruim. Como se nada pudesse me desestabilizar. Tinha uma reunião amanhã apenas, então hoje era oficialmente o meu dia de folga. 

Quando estava preparando o café, batidas soaram na porta. Abri.

- Foi aqui que pediram serviço de quarto?

- Que tipo de serviço de quarto? - respondi já rindo

- Ah, serviços... Que geralmente se fazem no quarto - Henry Cavill disse sorrindo maliciosamente.

- Achei que fosse imoral pegar o telefone das pessoas sem o consentimento delas - falei relembrando da mensagem da noite anterior

- Achei que fosse imoral te deixar ir dormir sem dizer que você estava fabulosa. Na próxima vez eu venho até seu apartamento dizer.

Nesse momento Henry esticou o pescoço para olhar para dentro da minha casa. Tinham algumas velas acesas e uma música bem sensual tocava, o cheiro de café completava o clima do lugar, Henry pareceu interessado.

- Não vou te convidar para entrar - falei rindo

- Ah, vai - ele sugeriu e deu um passo a frente. Fiquei perplexa e ele riu - Calma, estou brincando. Não vou mais dar em cima de você, Marjorie. Eu desisti, de verdade. Só queria açúcar, bem clichê, mas era só isso.

Ele cruzou os braços e esperou, vestia uma calça de moletom e uma camiseta branca. Imaginei que havia acabado de acordar. Estava bem bonito, apesar disso. Eu ainda vestia o baby doll preto que eu havia usado para dormir.

Suspirei.

- Tudo bem, entra. Mas se tentar alguma coisa vou ligar para a polícia - falei desistindo.

Henry se ajeitou em meu sofá e começou a olhar para os projetos em cima da mesa de centro. Parecia interessado.

- O que está planejando agora? - olhou para trás para me observar. Estava colocando o açúcar em uma xícara.

- Estou repassando as etapas de projeto. Não posso ter uma coisa vaga, porque eles podem querer interferir. Muitas pessoas só tentam prejudicar porque não envolve lucro pra ninguém - falei cabisbaixa, e logo em seguida mostrei que o açúcar já estava lá.

Caminhei até o sofá e me sentei ao lado dele. Ainda tinha uma feição meio triste.

- Acho o seu trabalho incrível. Você é muito inteligente - ele falou descontraído - sinto vontade de te beijar só de lembrar da sua performance ontem.

Gargalhei e dei um leve soco em seu braço.

- Você falou que não iria mais dar em cima de mim!

- Eu não estou dando em cima de você. Você sentir isso só prova que tá se esforçando muito pra resistir - ele deu de ombros com a feição séria, mas depois sorriu.

- Henry, é sério... Você é um cara muito legal, mas depois de... - me cortei. Não tinha porquê falar sobre isso.

- Depois de?

- Não é nada... Eu não quero falar sobre isso, pra ser sincera - falei com tom de seriedade.

- Tá tudo bem, eu não gosto mesmo de mulheres problemáticas - ele falou brincando.

- Você parece ser o tipo de cara que gosta justamente dessas.

- É, você tem razão. Não posso ver uma mulher me dispensando sem motivos que já fico caidão - ele sorriu e se aproximou.

- Não faço isso sem motivos… você só não entende eles.

Ele ficou bem próximo e começou a fazer carinho no meu braço que estava sobre o encosto do sofá, indo da minha mão até meu pescoço.

-Você poderia me contar. Quem sabe assim, pelo menos, eu acabo desistindo?

Pela primeira vez havia percebido que nunca tinha me justificado pra ele. Por um lado pensava que não precisava me justificar pra ninguém, mas por outro, parecia que fazia isso porque no fundo gostava do que estava acontecendo.

   Quando Henry começou a se aproximar mais, o telefone começou a tocar.

-Viu só? Sinal do universo - falei

Atendi, era Carlos. Fiquei de ligar e me esqueci.

Começou a contar que algumas pedras estavam se formando pelo nosso caminho. Alguns colaboradores se sentiram muito atingidos com o discurso na noite anterior, e outros buscavam incansavelmente por brechas no projeto. Carlos me passou todos os detalhes e números, precisava arrumar isso.

Finalizei a ligação agradecendo de verdade pelo evento da noite anterior e desliguei.

- Que cara é essa, Majô? - Henry perguntou preocupado.

- Cara de quem precisa trabalhar muito mais do que gostaria hoje e precisa ficar sozinha - fui até a xícara que estava na bancada, peguei e entreguei para ele.

- Tudo bem, mas e mais tarde?

- Não vou conseguir me concentrar com você aqui, preciso ficar sozinha hoje - percebi tarde demais que havia me entregado.

- Tudo bem, tudo bem! Amanhã eu vou estar na reunião, se você negar ir jantar comigo, eu vou ter que te amarrar na mesa do meu apartamento - Henry brincou enquanto abria a porta. Se recostou no batente e ficou me olhando.

- O que? - perguntei.

- Apreciando a vista uma última vez.

Revirei os olhos e assim que me dirigi para a porta para fechá-la, uma figura surgiu atrás de Henry.

            Não podia ser.

  - Ian?

  - Hm, oi Má – ele falou sem olhar pra mim, seus olhos estavam vidrados em Henry, e sua expressão não suavizou em nada quando o moreno se virou para olhar com quem eu conversava.

  - Acho que você tem uma visita – Henry disse virando a cabeça para trás para me olhar. Parecia ter um olhar descontraído, mas ainda assim, via uma ponta de deboche nele.

   - Poderia nos deixar a sós, sr. Cavill? – falei tranquilamente

  - Ontem “meu amor” e hoje “sr. Cavill”, tá difícil mesmo pra mim... – Henry respondeu fingindo uma tristeza, mas depois riu, evidenciando a brincadeira.

            Eu estava vermelha. O moreno me deu um beijo na bochecha, acenou com a cabeça para Ian e voltou ao seu apartamento.

    - O que você está fazendo aqui, Ian? – falei, mas logo percebi o quanto estava sendo dura – Me desculpe, quero dizer... Quer entrar?

            O rapaz deu um leve sorriso e entrou.

   - Sei que não fui convidado, Marjorie, e sei que as coisas não andam bem entre nós há um tempo. Mas precisava conversar de verdade com você – Ian falou após ter se sentado no sofá, falava com uma voz banhada de sentimentos.

   - Achei que já tivéssemos conversado de verdade – Não conseguia amenizar minhas falas, quem dirá os sentimentos que a presença dele me causavam.

    - Ah, facilita pelo menos uma vez, Marjorie! Nós namoramos durante anos e terminamos por telefone! Isso parece de verdade para você?

            Ian sempre me deixava sem palavras. Sempre fazia eu me sentir uma criança nas discussões. E ainda assim, fui capaz de amá-lo durante muito tempo.

      - Não sei se quero conversar sobre isso agora, Ian – respondi fraca – não me preparei para a sua presença e as coisas não andam fáceis pra mim.

       - Por que você sempre dá um jeito de fugir? Marjorie... Só vamos conversar, por favor.

       - Hoje não, Ian... Hoje não. Meu telefone ainda é o mesmo, me mande mensagem. Agora, por favor... Me deixe sozinha.

            Ian me lançou um olhar ligeiramente decepcionado, como se tivesse custado muito chegar até aqui e eu tivesse estragado tudo.

        - Você não pode fugir pra sempre, Marjorie – Ian falou virado de costas já na porta de saída. Bateu-a com força quando se retirou.

            O que havia sido aquilo...?

            Meu celular vibrou no meu bolso.

“Tá tudo bem aí? Escutei um barulhão”

“Está sim, Henry. Está tudo bem”
 

            Mas não estava.


Notas Finais


EAI MENINXSSSSSS??


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