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História Something - Capítulo 6


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Notas do Autor


Espero que gostem :)

Capítulo 6 - Retorno


Mal conseguia acreditar que estava no avião novamente, indo atrás desse sonho maluco num mar que eu nem sabia se um dia daria pé. Esse momento no avião estava me dando tempo para colocar as coisas organizadas na cabeça. Estava feliz em ter contado ao Henry sobre o Ian, isso me pouparia de problemas reais. Poderia focar firmemente no trabalho e fazer isso dar certo, com uma das melhores ajudas que a vida poderia ter me trazido. O celular vibrou.

- Tá chegando? - a voz de Henry soou do outro lado da linha.

- Não - falei sorrindo

A linha ficou em silêncio 5 segundos.

- E agora?

Gargalhei no avião e algumas pessoas me olharam. Corei.

- Não começa. A previsão é para as 16!

- Você vai chegar em cima da hora - Henry ficou mais sério

- Eu sei, mas já estou pronta, venha o que vier.

- Que bom, vai precisar. - Henry suspirou - Tô com saudade.

Isso de alguma forma me tocou. Mesmo que não devesse ou não fizesse sentido, fiquei sem reação. Parecia uma piada vindo dele, então resolvi responder da única forma que conseguia.

- Você é engraçadinho né?

E desliguei.

Concentração, Marjorie.

 

Cheguei às 16:15. Eu literalmente já estava pronta. Coloquei uma troca de roupa em uma sacola e me troquei assim que começamos a chegar. Corri pelo aeroporto, Henry avisou que seu motorista estaria me aguardando com uma placa. Quando cheguei ao desembarque meus olhos automaticamente começaram a focar nas placas que lá estavam. Estava ansiosa e com pressa, e não via meu nome em nada. Quando comecei a olhar para as pessoas para tentar detectar um possível motorista uniformizado, lá estava ele. Corri.

- Você precisa parar de estar em tudo, vou com certeza enjoar da sua cara - falei com a mão livre na cintura, olhando fixamente para Cavill.

- Isso nunca aconteceria, sou bonito demais pra isso - ele falou enquanto caminhava ao meu lado, nossos olhares se cruzaram e eu respondi com uma careta.

- Okay, começa.

- Calma, não é melhor quando chegarmos ao carro?

- Não me peça calma, Henry. Quero saber o que está acontecendo.

- Hmmmm, tudo bem. - ele respirou fundo e começou - aparentemente algo aconteceu para que os investidores voltassem atrás. E quando digo algo, me refiro a uma pessoa e não ao seu projeto. Não é como se não fosse algo esperado, você sabe. É uma questão humana, não financeira, existem milhares de pessoas que se opõem a isso. Não quero que isso vire uma investigação, mesmo que a gente descubra, não muda nada... Precisamos focar neles. E digamos que eu tenha descoberto algumas coisas que os farão repensar. A reunião de hoje é com eles.

Henry parou de andar por um momento e ficou de frente para mim, para poder ver minha expressão. Estava um pouco assustada e confusa de inicio, mas isso logo mudou para uma expressão de felicidade genuína. Abracei-o.

- Obrigada... Não faz sentido você se esforçar tanto pra isso, e ainda assim você está. Não sei como agradecer - falei em seu ombro. Nos afastamos

- Não? - e cerrou as sobrancelhas fingindo dúvida

- É sério! - falei gargalhando mas depois falei no meio de um sorriso mais sério - acho melhor pararmos com isso, Henry. Não são brincadeiras muito saudáveis na minha situação atual.

De repente a feição dele se tornou séria. Vi que ele cerrava os dentes, mas apenas assentiu com um sorriso leve e voltamos a caminhar. Paramos na frente do prédio, havia uma hora e meia para o início da reunião, então ficamos debatendo detalhes e o que ambos poderiam dizer. Henry não me passou detalhes sobre o que ele pretendia fazer, mas aceitei.

Quando chegamos e eu olhei para aquelas pessoas, imaginei logo que esse era um jogo quase perdido. A feição deles me dizia exatamente isso. Começou.

Henry começou a falar sobre tudo o que planejamos, e eu fui logo atrás, já que sabia explicar sobre detalhes maiores. De repente o diálogo começou a ficar mais quente.

- Não existe uma razão lógica para a não  aprovação desse projeto. - finalizei

- Alguns argumentos contrários a isso me foram passados, senhorita - um dos investidores jogou na discussão.

- Devo sugerir que vocês estejam sendo influenciados por meios de validação muito duvidosas, não? - Henry questionou sarcasticamente

- O que você está querendo dizer, sr. Cavill? - o mesmo cara perguntou

- As grandes empresas envolvidas nisso já estão de acordo. Então fico curioso a respeito da fonte de vocês, especialmente sobre o porquê de toda essa importância estar sendo dada a opinião de uma única pessoa.

Os investidores ficaram mudos. Podia ser um grupo, mas esse silêncio apenas evidenciava que uma pessoa era a responsável por tudo aquilo.

De repente um leve sinal tocou.

- Essa reunião acabou - um dos homens falou já organizando suas coisas - será um prazer continuá-la outro dia

- Com certeza, Sr. William. Podemos concluir isso em 3 dias?

- Sinto muito, Sr. Cavill, nossa agenda terá uma brecha apenas daqui uma semana.

- Tudo bem - falei tranquila - então está marcado. Até lá.

Os homens deram sorrisos amarelos e se retiraram da sala.

Um peso enorme saiu das minhas costas. Andei até Henry e o abracei.

- Obrigada.

- Não precisa agradecer, Majô. - ele se soltou lentamente do abraço - nós ainda temos muito a fazer.

Henry parecia distante. Apenas assenti, ainda estranhando essa última reação.

- Está tudo bem? - perguntei

- Sim, só estou cansado - ele percebeu que ainda parecia estranho e emendou com um sorriso tranquilo - Você me deu muito trabalho nos últimos dias.

Retribui o sorriso.

 

Fomos para casa. Henry havia alugado o mesmo apartamento em que me hospedei da última vez. Chegamos no hall, nos despedimos com um aceno e entramos em nossas casas.

Nesse dia ele não me visitou, nem mesmo mandou mensagem.

 


Notas Finais


Desculpem a demora. A quarentena vai me dar mais tempo para prosseguir com a fic agora, fé no pai ksksksks


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